Folha Informativa 07-12-2025

Domingo II do Advento (PDF)

Crivelli, Anunciação

Para acolher os grandes dons de Deus, é decisivo saber valorizar aqueles que são mais comuns e menos aparentes.
Foi precisamente com a fidelidade quotidiana no bem que Nossa Senhora deixou crescer nela o dom de Deus; foi assim que ela se formou para responder ao Senhor, para lhe dizer “sim” com toda a sua vida.
Então perguntemo-nos: acredito que o importante, nas situações diárias e no caminho espiritual, é a fidelidade a Deus?
E, se acredito nisto, encontro tempo para ler o Evangelho, rezar, participar na Eucaristia e receber o Perdão sacramental, fazer algum gesto concreto de serviço gratuito?
Estas pequenas escolhas quotidianas são decisivas para acolher a presença do Senhor.
Que Maria Imaculada nos ajude a maravilharmo-nos com os dons de Deus e a responder-lhes com a generosidade fiel todos os dias.

Papa Francisco, 2023

Advento em São Francisco Xavier
Domingo II do Advento

 

O Tempo do Advento, que vivemos nestes dias, não pode deixar de ser um tempo para o acolhimento e o anúncio de Jesus.
João Baptista é-nos oferecido pela Igreja como modelo. A fé que vivemos pede uma radicalidade nova, o mesmo é dizer, uma entrega total pelo Reino dos céus. Cada um na sua vocação deve procurar essa radicalidade.

Ela não esta reservada para os sacerdotes e consagrados, é um desafio para todas as famílias e para cada um dos seus membros.
O que comemos, o que vestimos, o que dizemos e o que fazemos deve falar deste encontro que nos é oferecido pelo mistério da encarnação de Jesus.

Ele está presente no meio de nós. O insondável mistério de Deus, assumiu a nossa humanidade em Jesus de Nazaré, e por meio dele fomos salvos!
Ele assumiu a nossa humanidade, fazendo-Se homem, para que, como diz Santo Irineu, pudéssemos ser como Deus.

Ele veio, não só para instaurar em nós, como acontecia com joão Baptista, um desejo de conversão, de mudança de vida, mas sim instaurar em nós o seu Reino, tornando-nos filhos adotivos de Deus, transformando o nosso coração, por meio da sua graça, que nos renova e fortalece, para alcançarmos a vida eterna.

Jesus abençoava e abençoa, curava e cura, perdoava e perdoa, e batizava no fogo e no espírito, como ainda faz hoje, por meio da Igreja, da qual participamos.

Este chamamento é algo que não podemos calar, pois é a fonte da nossa alegria.
Cristo veio ao nosso encontro, o Messias veio a nós e quer permanece em nós fazendo-nos participantes a todos do Reino dos céus.

Não desprezemos essa oportunidade, desde já, em cada dia deste Advento e anunciemos a maior, a única alegria que o mundo é chamado a conhecer e a amar.

Padre Miguel

 

Alimentamos ainda a esperança?

Dehonianos
É muito belo o “mundo” sonhado pelo profeta-poeta Isaías. No entanto, mais de 2.700 anos depois, essa bela utopia parece continuar infinitamente distante da realidade com que lidamos todos os dias.

Guerras infindáveis, de uma violência inaudita, deixam por todo o lado um rasto de sofrimento e morte; os poderosos, os donos do mundo, multiplicam as injustiças e as arbitrariedades sobre os mais frágeis e moldam as leis de acordo com os seus interesses; o consumismo, a ambição desmedida, a exploração descontrolada dos recursos naturais, a procura do bem-estar a qualquer custo, têm-nos levado a excessos impensáveis na relação que mantemos com a natureza e colocam a humanidade sob a ameaça de catástrofes devastadoras; uma boa parte da humanidade vive muito abaixo do limiar da pobreza e não tem acesso ao pão de cada dia, a cuidados básicos de saúde, à instrução, a uma vida digna…

Como lidamos com tudo isto?
Que valor damos à promessa feita por Deus através de Isaías, uma promessa tantas e tantas vezes reiterada, ao longo da história dos homens, por outras vozes proféticas?
Ainda alimentamos a esperança nesse mundo novo prometido por Deus?

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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