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Peditório para a Conferência Vicentina – 20-21 de abril 2024

O habitual peditório para a Conferência de S. Vicente de Paulo, no final das Missas, vai realizar-se no fim-de-semana de 20-21 de abril de 2024. [ler +]

Mercadinho Solidário vai estar aberto este domingo

O Mercadinho Solidário de São Francisco Xavier vai estar aberto, excecionalmente, neste domingo, 14 de abril, das 11h00 até as 13h00 e das 17h00 às 19h30. [ler +]

Terço dos Homens – 13 de abril 2024

No próximo sábado, dia 13 de abril, venha rezar o Terço dos Homens. [ler +]

Peditório para a Conferência Vicentina – 16-17 de março 2024

O habitual peditório para a Conferência de S. Vicente de Paulo, no final das Missas, vai realizar-se no fim-de-semana de  16-17 de março de 2024. [ler +]

Terço dos Homens – 13 de março 2024

Na próxima quarta-feira, dia 13 de março, venha rezar o Terço dos Homens. [ler +]

Folha Informativa 21-04-2024

Domingo IV da Páscoa ou do Bom Pastor (PDF) TEXTO

Lucas Cranach, O Bom Pastor

Não são os meios verbais nem as técnicas de comunicação que dão conteúdo e força à profecia. Profetas há que salvaram e salvam muita gente sem saber falar ou escrever; falaram e escreveram palavras de vida.

A profecia é gratuidade e a sua primeira expressão é reconhecer que a vocação recebida é toda ela dom, não é alguma coisa que nós mesmos fabricámos.

É excedência, e aquele que foi chamado não é o dono da voz. A única palavra de que o profeta precisa é «aqui estou».

A perceção subjetiva (e por vezes objetiva) da própria incapacidade para realizar a tarefa a que se é chamado é o primeiro sinal de autenticidade de uma vocação.

Duvidar da própria voz é essencial para acreditar na verdade da Voz que nos chama.

Sem dor, os abraços, escutas, fraternidades, poderá fazer-se um pouco de filantropia ou lançar-se uma campanha mediática. Mas verdadeiras libertações nascem de um grito, de uma escuta, de uma dor e de um «aqui estou».

Luigino Bruni, 2015

 

A mansidão e ternura do Bom Pastor

Papa Francisco, maio de 2020

Quando há um bom pastor que leva em frente, há o rebanho que vai em frente.
O bom pastor ouve o rebanho, guia o rebanho, cura o rebanho.
E o rebanho sabe distinguir os pastores, não erra: o rebanho confia no bom pastor, confia em Jesus.

Só o pastor que se assemelha a Jesus dá confiança ao rebanho, porque Ele é a porta.
O estilo de Jesus deve ser o estilo do pastor, não há outro.
Ele era manso.
Um dos sinais do bom Pastor é a mansidão.
O bom pastor é manso. Um pastor que não é manso não é um bom pastor.
Ele tem algo escondido, porque a mansidão se mostra como é, sem se defender.

Pelo contrário, o pastor é terno, tem essa ternura da proximidade, conhece todas as ovelhas pelo nome e cuida de cada uma como se fosse a única, a ponto que, ao chegar a casa depois de um dia de trabalho, cansado, percebe que lhe falta uma, sai para trabalhar outra vez para a procurar e [encontrá-la] leva-a consigo, carrega-a sobre os ombros.

Este é o bom pastor, este é Jesus, que nos acompanha a todos no caminho da vida.
E esta ideia do pastor, esta ideia do rebanho e das ovelhas, é uma ideia pascal.

A Igreja, na primeira semana da Páscoa, canta aquele lindo hino para os recém-batizados:
“Estes são os novos cordeiros”.
É uma ideia de comunidade, de ternura, de bondade, de mansidão.
É a Igreja que Jesus quer, e Ele salvaguarda esta Igreja.

Este é um domingo bonito, é um domingo de paz, é um domingo de ternura, de mansidão, porque o nosso Pastor cuida de nós.
«O Senhor é meu pastor, nada me faltará».

 

Chamados a semear a esperança e a construir a paz

Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, 2024

O Dia Mundial de Oração pelas Vocações convida-nos, cada ano, a considerar o precioso dom da chamada que o Senhor dirige a cada um de nós, seu povo fiel em caminho, pois dá-nos a possibilidade de tomar parte no seu projeto de amor e encarnar a beleza do Evangelho nos diferentes estados de vida.

A escuta da chamada divina, longe de ser um dever imposto de fora, é antes o modo mais seguro que temos de alimentar o desejo de felicidade que trazemos no nosso íntimo: a nossa vida realiza-se e torna-se plena quando descobrimos quem somos, as qualidades que temos e o campo onde é possível pô-las a render, quando descobrimos que estrada podemos percorrer para nos tornarmos sinal e instrumento de amor, acolhimento, beleza e paz nos contextos onde vivemos.

Assim, este Dia proporciona-nos sempre uma boa ocasião para recordar, com gratidão, diante do Senhor o compromisso fiel, quotidiano e muitas vezes escondido daqueles que abraçaram uma vocação que envolve toda a sua vida. Penso nas mães e nos pais que não olham primeiro para si mesmos, nem seguem a tendência dum estilo superficial, mas organizam a sua existência cuidando das relações com amor e gratuidade, abrindo-se ao dom da vida e pondo-se ao serviço dos filhos e seu crescimento.

Penso em todos aqueles que realizam, dedicadamente e em espírito de colaboração, o seu trabalho; naqueles que, em diferentes campos e de vários modos, se empenham por construir um mundo mais justo, uma economia mais solidária, uma política mais equitativa, uma sociedade mais humana, isto é, em todos os homens e mulheres de boa vontade que se dedicam ao bem comum.

Penso nas pessoas consagradas, que oferecem a sua existência ao Senhor quer no silêncio da oração quer na atividade apostólica, às vezes na linha de vanguarda e sem poupar energias, servindo com criatividade o seu carisma e colocando-o à disposição de quantos encontram.

E penso naqueles que acolheram a chamada ao sacerdócio ordenado, se dedicam ao anúncio do Evangelho, repartem a sua vida – juntamente com o Pão Eucarístico – pelos irmãos, semeiam esperança e mostram a todos a beleza do Reino de Deus.

Deixai-vos fascinar por Jesus, dirigi-Lhe as vossas perguntas importantes, através das páginas do Evangelho, deixai-vos desinquietar pela sua presença que sempre nos coloca, de forma benfazeja, em crise. Ele respeita mais do que ninguém a nossa liberdade, não Se impõe mas propõe-Se: dai-Lhe espaço e encontrareis a vossa felicidade no seu seguimento e, se vo-la pedir, na entrega total a Ele.

Não somos ilhas fechadas em si mesmas, mas partes do todo. Por isso, o Dia Mundial de Oração pelas Vocações traz gravada a marca da sinodalidade: há muitos carismas e somos chamados a escutar-nos reciprocamente e a caminhar juntos para os descobrir discernindo aquilo a que nos chama o Espírito para o bem de todos.

Além disso, no momento histórico presente, o caminho comum conduz-nos para o Ano Jubilar de 2025. Caminhamos como peregrinos de esperança rumo ao Ano Santo, para, na descoberta da própria vocação e pondo em relação os diversos dons do Espírito, podermos ser no mundo portadores e testemunhas do sonho de Jesus: formar uma só família, unida no amor de Deus e interligada pelo vínculo da caridade, da partilha e da fraternidade.

Este Dia é dedicado de modo particular à oração para implorar do Pai o dom de santas vocações para a edificação do seu Reino

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 14-04-2024

Domingo III da Páscoa (PDF) TEXTO

Sir James Thornhill, São Paulo pregando

A «Igreja em saída» (papa Francisco) (…) começa com o envio que pede aos apóstolos uma mudança de olhar.

Devem passar de uma comunidade, de uma Igreja que se coloca a si mesma no centro, para uma Igreja que se coloca ao serviço do caminho ascensional do mundo, ao serviço do futuro do homem, da vida, da cultura, da casa comum, das novas gerações.

Uma Igreja que perscruta o que de bom há no mundo, que quer captar, colher e fazer emergir as forças mais belas.

Convertei: cultivai e protegei as sementes divinas de cada pessoa. Como fazia Jesus, que percorria a Galileia e andava à procura das falhas, das fendas nas pessoas, onde escorriam águas sepultadas, como com a samaritana no poço. Captava as expetativas das pessoas e levava-as para a luz.

Assim a Igreja, sabendo que o seu anúncio é já precedido da presença discreta de Deus, da ação terna e poderosa do Espírito, é enviada ao serviço
dos gérmenes santos que estão em cada um.
Para os voltar a despertar.

Ermes Ronchi, 2016

 

Tocai e vede

São Pedro Crisólogo

Andrea Mantegna, Ressurreição de Cristo

Depois da ressurreição, como o Senhor entrava nas salas com todas as portas fechadas, os discípulos não acreditavam que Ele tivesse reencontrado a realidade do seu corpo: supunham que se tratasse apenas da sua alma, sob uma aparência corporal, como as imagens que aparecem em sonhos: «julgavam ver um espírito».

«Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés». «Vede» quer dizer: prestai atenção.
Porquê? Porque não é um sonho que estais a ter. Vede as minhas mãos e os meus pés porque, com os vossos olhos acabrunhados, não podeis ainda contemplar o meu rosto. Vede as feridas da minha carne, pois ainda não conseguis ver as obras de Deus. Contemplai as marcas feitas pelos meus inimigos, uma vez que ainda não podeis ver as manifestações de Deus. Tocai-Me para que a vossas mãos vos deem a prova, visto os vossos olhos estarem cegos a esse ponto. Descobri os buracos nas minhas mãos, olhai o meu lado, reabri as minhas feridas, pois não posso recusar aos meus discípulos, com vista à sua fé, o que não recusei aos meus inimigos no suplício. Tocai, tocai, buscai até aos ossos, para confirmar a realidade da carne e que estas feridas, ainda abertas, atestem que sou mesmo Eu.

Porque não acreditais que ressuscitei, Eu que fiz reviver vários mortos à vossa vista?
Quando estava suspenso na cruz, insultavam-Me dizendo: «Tu, que destruías o templo e o reedificavas em três dias, salva-Te a Ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz e acreditaremos!».
O que é mais difícil: descer da cruz, arrancando os pregos, ou subir dos infernos, calcando a morte aos pés? Eis que realmente Me salvei a Mim mesmo e, destruindo as cadeias do inferno, subi para o mundo do alto.

 

Quem são os profetas de hoje?

Rui Jorge Martins, sobre o livro O tempo é agora – Um chamamento para uma coragem invulgar

Quem são os profetas de hoje?
«O profeta é a pessoa que diz não a tudo o que não seja Deus. Não ao abuso de mulheres. Não à rejeição do estrangeiro. Não a crimes contra imigrantes. Não aos danos infligidos às árvores. Não à poluição dos céus. Não à contaminação dos oceanos. Não à ignóbil destruição da humanidade em prol de mais riqueza, mais poder e mais controlo nas mãos de um pequeno número. Não à morte.»

A espiritualidade profética consiste na «tomada de consciência, da opção, do risco, da transformação. Tem a ver com o abraço à vida, com a busca de integridade, com a aceitação dos outros e com a chamada à cocriação. É uma forma de viver com os olhos bem abertos e os corações cheios de fervor frente à totalidade da vida. (…) Em suma, a espiritualidade profética tem a ver com a vivência da nossa fé pelas ruas do mundo, e não apenas com as conversas acerca da mesma.

A fé não presta, a menos que seja vivida. É essa a mensagem básica dos profetas, que é tão verdadeira hoje como o era há milhares de anos».
Os profetas da Bíblia «eram as sirenes no meio da noite, os semeadores de sementes lançadas muito longe, os eternos agitadores na alma do povo, da nação, verdadeiros archotes no meio da tenebrosa confusão».

«Optavam pela coragem. Optavam pela expansão da alma. Optavam por arriscar a sua vida por aquilo que devia ser, em vez de apostar o seu bem-estar, a sua segurança, a orientação das suas vidas naquilo que já era.»

A chamada a discernir a diferença entre aquilo que é santo e aquilo que é simplesmente popular, entre aquilo que é e aquilo que deveria ser, faz parte da essência da vida boa. A obra de Deus está nas nossas mãos. Ignorá-lo é ignorar a própria plenitude da vida. Cada profeta contemplou o preço do risco e seguiu em frente sem se ater a ele – chamando o mundo a tornar-se a sua melhor versão –, e o mesmo devemos fazer nós.

«Só aqueles que arriscarem ir longe demais talvez possam descobrir até onde se pode ir» (T.S.Eliot).

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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