Notícias

Presépio de Caselas

A Igreja da Sagrada Família, em Caselas, voltou a ter o habitual presépio na entrada, “muito simples mas feito com muito amor”.

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Horários das Missas no Natal e Ano Novo – 2022

A Missa do Galo na Igreja Paroquial é este ano às 23h30. Neste dia não se celebra a Missa das 18h30 na Igreja Paroquial. [ler +]

Festa de Natal da Catequese

A Festa de Natal da Catequese realiza-se no próximo dia 11 de Dezembro. [ler +]

Horário das Missas a 07-08 de Dezembro 2022

Na próxima quinta-feira, 08 de Dezembro, a Igreja Católica celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Padroeira principal de Portugal. [ler +]

Advento – Presépio e Estrela de Natal 2022

Com o início do Advento, a nossa Paróquia inaugurou o habitual Presépio de Natal, no interior da Igreja Paroquial, e a Estrela de Natal, colocada no adro. [ler +]

Bazar de Natal 2022

Em dia do nosso Padroeiro, São Francisco Xavier (03 de Dezembro), regressou o tradicional Bazar de Natal, a mais antiga iniciativa na nossa Paróquia para angariar fundos para a construção da Igreja. [ler +]

Folha Informativa 04-12-2022

II Domingo do Advento (PDF) TEXTO

Preparar a vinda do Senhor

Jean Gossart, Cristo entre a Virgem Maria e João Baptista

Em quem está para acolher a fé em Jesus Cristo é necessário que venham o espírito e a força de João, para preparar um homem bem-disposto, para aplanar e endireitar as asperezas do seu coração.

João precedeu o Cristo, indicou-O, mas ainda hoje prepara-nos para a sua vinda: por isso, juntamente com Maria, é a grande figura que nos acompanha no tempo do Advento, da vinda do Senhor.

João suscita perguntas apenas com a sua presença, com a sua vida, e pede a todos para discernirem sobre Cristo que já está presente e é reconhecido como aquele que vem e que o segue, mas passou-lhe à frente, porque era Filho da eternidade.

Enzo Bianchi, In Monastero di Bose

 

 

 

Mudar para preparar o caminho ao Senhor

Papa Francisco, 2018

Igreja da Misericórdia, Anunciação

Para preparar o caminho ao Senhor que vem é necessário considerar as exigências de uma conversão para a qual o Baptista convida.

Antes de tudo, somos chamados a aterrar os vales produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com cordialidade e atenção fraterna que se ocupam das necessidades do próximo.

Não podemos ter um relacionamento de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há “buracos”. Isto exige que mudemos de atitude.

Quantas pessoas, talvez até sem se dar conta, são soberbas, ásperas, não mantêm um relacionamento de cordialidade. É necessário superar isto através de gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, de pedido de perdão das nossas culpas. Não é fácil reconciliar-se. Pensamos sempre: “quem dará o primeiro passo?”. O Senhor ajudar-nos-á nisto, se tivermos boa vontade.

O crente é aquele que, através da sua proximidade ao irmão, como João Baptista, abre caminhos no deserto, indica perspectivas de esperança até em contextos existenciais impenetráveis, marcados pela falência e pela derrota.
Não nos podemos render diante das situações negativas de fechamento e rejeição; não nos devemos deixar submeter pela mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus com a sua palavra de luz, amor e consolação. É Ele!

O Baptista exortava com força, vigor e severidade as pessoas do seu tempo à conversão. Contudo, sabia ouvir e realizar gestos de ternura, gestos de perdão para com a multidão de homens e mulheres que iam ter com ele para confessar os próprios pecados e para receber o batismo de penitência.

O testemunho de João ajuda-nos a ir em frente no nosso testemunho de vida. A pureza do seu anúncio, a sua coragem ao proclamar a verdade conseguiram despertar as expectativas e as esperanças do Messias que há muito tempo estavam adormecidas. Também hoje, os discípulos de Jesus são chamados a ser as suas humildes, mas corajosas, testemunhas para reacender a esperança, para fazer compreender que, não obstante tudo, o reino de Deus continua a ser construído dia a dia com o poder do Espírito Santo.

 

Esperamos por Ti, Senhor

Pe. Tolentino, 21.11.2022

Mesmo quando não parece, Senhor, esperamos por Ti. Esperamos-Te em plena manhã, quando a vida se diria apenas cúmplice do sonho e da luz, e o mundo em redor nos encara com a leveza dos propósitos claros.

Esperamos por Ti, Senhor, na nossa hora meridiana, quando pela primeira vez nos sabemos adultos, e compreendemos que nem sempre estamos à altura daquilo que a vida propõe na sua incrível intensidade. Quando em contramão somos levados a constatar que a luz, em nós, vai ficando também como que soterrada pelo peso da hesitação e da sombra; suspensa entre o desejo, a dúvida e o desalento.

Esperamos por Ti, Senhor, nas estações de entusiasmo, onde sentimos que miraculosamente todos os elementos convergem e coincidem, como se a existência fosse uma harmoniosa dança que se desdobra, e só isso. Mas também Te esperamos na estranheza e solidão, quando experimentamos o tecido do mundo como desmesurado, insustentável e até hostil.

Esperamos por Ti, Senhor, na alegria que solta no tempo uma música inesquecível, na doçura inocente que os risos transcrevem, no sentido vibrante e uníssono dos momentos de comunhão, quando a existência como que se extasia perante Ti. Mas também Te esperamos quando os dias avançam cambaleantes e tudo de repente se torna ameaçado pelo desequilíbrio ou pela perda; quando a dor passa a ser o idioma que o nosso quotidiano exprime ou nos sentimos desautorizados e vazios, sem saber o que dizer.

Esperamos por Ti, Senhor, quando tudo se acende ou se apaga; quando o sentido se abre como revelação ou nos resiste como enigma; quando nos vemos por dentro como terra queimada ou como um campo de malmequeres a sonhar; quando nos sentimos perdidos no emaranhado desconhecido ou nos sabemos reencontrados por Ti, ó Deus que conheces o nosso coração e o nosso nome.

Esperamos por Ti, Senhor. A nossa vida inteira é o Teu Advento.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 27-11-2022

I Domingo do Advento (PDF) TEXTO

Advento, tempo de esperar

Piero della Francesca, Nossa Senhora do Parto

Se ocuparmos o tempo de espera – não só no Advento, mas o da espera do regresso de Cristo, isto é, todo o nosso tempo – descentrando-nos de nós mesmos, preocupando-nos um pouco menos com o nosso eu, com o não nos perdermos em hipóteses aleatórias sobre a vinda do Senhor que tarda, se procurarmos, em vez disso, com o nosso amor pelo próximo responder ao amor com que Deus nos amou, então descobriremos que será sempre demasiado breve o tempo da nossa espera.

Irmão Daniel, In “Mosteiro de Bose”

 

 

 

Tempo do Advento

Papa Francisco, 2017

Fra Angélico, Anunciação

Começamos o caminho do Advento, que culminará no Natal.

O tempo que nos é concedido para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, também para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e nos preparar ao regresso de Cristo.

Ele voltará a nós na festa do Natal, quando fizermos memória da sua vinda histórica na humildade da condição humana; mas vem dentro de nós todas as vezes que estamos dispostos a recebê-l’O, e virá de novo no fim dos tempos para «julgar os vivos e os mortos». Por isso, devemos estar vigilantes e esperar o Senhor com a expectativa de o encontrar.

A pessoa atenta é a que, no meio do barulho do mundo, não se deixa tomar pela distracção ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros.

Com esta atitude percebemos as lágrimas e as necessidades do próximo e podemos dar-nos conta também das suas capacidades e qualidades humanas e espirituais.

A pessoa atenta também se preocupa com o mundo, procurando contrastar a indiferença e a crueldade presentes nele, e alegrando-se pelos tesouros de beleza que, contudo, existem e devem ser preservados.
Trata-se de ter um olhar de compreensão para reconhecer quer as misérias e as pobrezas dos indivíduos e da sociedade, quer a riqueza escondida nas pequenas coisas de cada dia, precisamente ali onde nos colocou o Senhor.

A pessoa vigilante é a que aceita o convite a vigiar, ou seja, a não se deixar dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão; e ao mesmo tempo, rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e atrás das quais, por vezes, se sacrificam tempo e serenidade pessoal e familiar.

É a experiência dolorosa do povo de Israel, narrada pelo profeta Isaías: Deus parecia ter deixado desviar para longe dos seus caminhos o seu povo, mas estes eram um efeito da infidelidade do próprio povo. Também nós encontramo-nos frequentemente nesta situação de infidelidade à chamada do Senhor: Ele indica-nos o caminho bom, o caminho da fé, o caminho do amor, mas nós procuramos a nossa felicidade noutro lugar.

Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “desviar para longe dos caminhos do Senhor”, perdidos nos nossos pecados e nas nossa infidelidades; estar atentos e ser vigilantes são as condições para permitir que Deus irrompa na nossa existência, para lhe restituir significado e valor com a sua presença cheia de bondade e ternura.

Maria Santíssima, modelo na expectativa de Deus e ícone da vigilância, nos guie ao encontro do filho Jesus, revigorando o nosso amor por Ele.
Quando o Senhor Se fizer presente no meio do seu povo, terá a Igreja chegado à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.

 

Mateus, o evangelista do Ano A

Do site paroquias.org

Pieter Lastman, São Mateus

Mateus era um dos Doze, identificado com Levi, cobrador de impostos.

Pelo conhecimento que mostra das Escrituras e das tradições judaicas, pela força interpelativa da mensagem sobre os chefes religiosos do seu povo, pelo perfil de Jesus apresentado como Mestre, o autor deste Evangelho era, com certeza, um letrado judeu tornado cristão, um mestre na arte de ensinar e de fazer compreender o mistério do Reino do Céu, o tesouro da Boa-Nova anunciada por Jesus, o Messias, Filho de Deus.

Escrevendo entre judeus e para judeus, Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias.
Cristo realiza as Escrituras, não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam. Assim, os textos da Escritura neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.

Ocupam um importante lugar na trama do livro, tendo a encerrá-los as mesmas palavras, e apresentam sucessivamente: “a justiça do Reino”, os arautos do Reino, os mistérios do Reino, os filhos do Reino e a necessária vigilância na expectativa da manifestação última do Reino.

O Reino proclamado por Jesus como juízo iminente é, antes de mais, presença misteriosa de salvação já actuante no mundo.

Na sua condição de peregrina, a Igreja é “o verdadeiro Israel” onde o discípulo é convidado à conversão e à missão, lugar de tensão ética e penitente, mas também realidade sacramental e presença de salvação.

Não identificando a Igreja com o Reino do Céu, Mateus continua hoje a recordar-lhe o seu verdadeiro rosto: uma instituição necessária e uma comunidade provisória, na perspectiva do Reino de Deus.

Como os outros Evangelhos, o de Mateus refere a vida e os ensinamentos de Jesus, mas de um modo próprio, explicitando a cristologia primitiva: em Jesus de Nazaré cumprem-se as profecias; Ele é o Salvador esperado, o Emanuel, o “Deus connosco” até à consumação da História; é o Mestre por excelência que ensina com autoridade e interpreta o que a Lei e os Profetas afirmam acerca do Reino do Céu (= Reino de Deus); é o Messias, no qual converge o passado, o presente e o futuro e que, inaugurando o Reino de Deus, investe a comunidade dos discípulos – a Igreja – do seu poder salvífico.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Xavieirinhos 04-12-2022

II Domingo do Advento (PDF)  TEXTO






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Xavieirinhos 27-11-2022

I Domingo do Advento (PDF)  TEXTO






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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