Notícias

Hora de Inverno – Domingo, 25 de Outubro

Atenção ao início da Hora de Inverno! Na madrugada de Domingo, dia 25 de Outubro, os relógios devem ser atrasados 60 minutos.

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Xavierinhos estão de regresso

Terminadas as férias e com o recomeço da Catequese, os Xavierinhos, a Folha Informativa para os mais jovens, estão também de regresso!

 

Dia Mundial das Missões 2020

Neste Domingo, 18 de Outubro, celebra-se o 94º Dia Mundial das Missões, num contexto em que a pandemia é um “desafio também para a missão da Igreja”, diz o Papa Francisco na sua Mensagem. [ler +]

Início das actividades da Catequese

As actividades da Catequese da Paróquia de São Francisco Xavier iniciaram-se hoje, dia 13 de Outubro, data da última aparição de Nossa Senhora aos Três Pastorinhos, em Fátima. [ler +]

Compromisso dos Catequistas

Os Catequistas da nossa Paróquia fizeram o seu Compromisso perante a Comunidade na Missa das 12h15 do dia 11 de Outubro, na Igreja Paroquial. [ler +]

Novas salas da Catequese

Como foi anunciado, graças à iniciativa de Manuel Orlando Pereira, com a colaboração de Leonor Ferreira e de Agnelo Fernandes, a Catequese passa a ter três salas novas, além de uma sala de espera, no primeiro andar do edifício do Secretariado/Residência Paroquial. [ler +]

Folha Informativa 18-10-2020

Domingo XXIX do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

Miguel Ângelo, Detalhe da Criação do Homem

O homem não pode nem deve alhear-se das suas obrigações para com a comunidade em que está integrado.

Em qualquer circunstância, ele deve ser um cidadão exemplar e contribuir para o bem comum.

A isso, chama-se “dar a César o que é de César”.

No entanto, o que é mais importante é que o homem reconheça a Deus como o seu único senhor. As moedas romanas têm a imagem de César: que sejam dadas a César.

O homem, no entanto, não tem inscrita em si próprio a imagem de César, mas sim a imagem de Deus (cf. Gn 1,26-27: “Deus disse: ‘façamos o homem à nossa imagem, à nossa semelhança’… Deus criou o ser humano à sua imagem, criou-o à imagem de Deus”).

DEHONIANOS

Quando Jesus é surpreendido

Ermes Ronchi, 8.2020

Les Très Riches Heures du Duc de Berry

A mulher das migalhas, a cananeia pagã, surpreende e converte Jesus: fá-lo passar de mestre de Israel a pastor de todas as dores do mundo (Mateus 15,21-28). A primeira das suas três palavras é uma oração, a mais evangélica, um grito: “Kyrie eleyson”, piedade, Senhor, de mim e da minha criança. E Jesus não lhe dirige nem sequer uma palavra.

Mas a mãe não se rende, cola-se ao grupo, diz e rediz a sua dor. Até que provoca uma resposta, mas distante e brusca: vim para os de Israel, e não para vós.
Frágil mas indómita, não larga; como toda a verdadeira mãe pensa na sua criança, e relança. Lança-se por terra, corta o passo a Jesus, e do coração irrompe-lhe a segunda oração: ajuda-me!

E Jesus, áspero: não se tira o pão aos filhos para o lançar aos cães.

E eis a inteligência das mães, a fantasia do seu amor: é verdade, Senhor, mas os cachorrinhos comem as migalhas que caem da mesa dos seus donos. Faz uma migalha de milagre, para nós, os cachorrinhos do mundo!

É a reviravolta da narrativa. Docemente, a mulher confessa que está ali só para buscar migalhas, só restos, pão perdido. Poderosamente, a mãe acredita com todo o seu ser que para o Deus de Jesus não há filhos e não-filhos, seres humanos e cachorrinhos. Mas só fome e criaturas a saciar; que o Deus de Jesus está mais atento à dor dos filhos que ao seu credo, que prefere a sua felicidade à fidelidade.

Jesus está fulgurado, comove-se: mulher, grande é a tua fé! Ela que não vai ao templo, que não lê as Escrituras, que reza aos ídolos cananeus, é proclamada mulher de grande fé. Não conhece o catecismo, todavia mostra que conhece Deus por dentro, sente-O pulsar na profundidade das suas feridas do seu coração de mãe. Sabe que «faz chaga no coração de Deus a soma da dor do mundo» (G. Ungaretti).

A dor é sagrada, há ouro nas lágrimas, há toda a compaixão de Deus. Pode parecer uma migalha, pode parecer pouca coisa a ternura de Deus, mas as migalhas de Deus são tão grandes como o próprio Deus. Grande é a tua fé!

E hoje continua a ser assim, há muita fé na Terra, dentro e fora das igrejas, sob o céu do Líbano como sob o céu de Nazaré, porque grande é o número das mães do mundo que não sabem o Credo, mas sabem que Deus tem um coração de mãe, e que misteriosamente lhe prenderam e guardaram um fragmento.

Sabem que para Ele a pessoa vem primeiro que a sua fé. Seja como desejas. Jesus realça o pedido da mãe, restitui-lhe: és tu e o teu desejo que mandam. A tua fé e o teu desejo de mãe, uma fracção de Deus, ardente (cf. Cântico 8,6), são verdadeiramente um ventre que dá à luz milagres.

 

Dia Mundial das Missões

Agência Ecclesia

O Papa afirma na sua Mensagem para o 94.º Dia Mundial das Missões que a pandemia de Covid-19 deve ser um “desafio também para a missão da Igreja”.

“Desafia-nos a doença, a tribulação, o medo, o isolamento. Interpela-nos a pobreza de quem morre sozinho, de quem está abandonado a si mesmo, de quem perde o emprego e o salário, de quem não tem abrigo e comida”, sublinha o Papa Francisco..

Num tempo de distanciamento físico e confinamento, refere o pontífice, todos são convidados a redescobrir as “relações sociais e também da relação comunitária com Deus”.

A mensagem sublinha ainda o impacto da suspensão das celebrações comunitárias, que levou a pensar nas “muitas comunidades cristãs que não podem celebrar a Missa todos os domingos”.

Num texto com o título ‘Eis-me aqui, envia-me’, passagem do livro bíblico do profeta Isaías (Is 6, 8), Francisco evoca as “tribulações e desafios causados pela pandemia de Covid-19,

Francisco repete o desejo de ver uma “Igreja em saída”, em que cada católico viva a vida como um “dom de si mesmo”.
A Igreja, sacramento universal do amor de Deus pelo mundo, prolonga na história a missão de Jesus e envia-nos por toda a parte para que, através do nosso testemunho da fé e do anúncio do Evangelho, Deus continue a manifestar o seu amor e possa tocar e transformar corações, mentes, corpos, sociedades e culturas em todo o tempo e lugar”, aponta.

A celebração do Dia Mundial das Missões acontece anualmente no terceiro domingo de Outubro (18 de Outubro, em 2020); os donativos recolhidos nas Missas destinam-se a apoiar o trabalho das Obras Missionárias Pontifícias.

 

Maria, mulher, esposa e mãe

Otavio Carmo, Agência Ecclesia

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) defendeu em Fátima, na homilia da Missa internacional aniversária do 13 de Outubro, um novo “paradigma” de liderança na Igreja Católica, com valorização das mulheres nos lugares de decisão, como pede o Papa Francisco.

“Acentuar o feminino e o materno não é apenas buscar um equilíbrio de poderes ou de influências na organização funcional da Igreja. Trata-se é de mudar de paradigma, de mudar o modo de pensar: o mundo não é de quem mais manda, é de quem mais constrói a vida. A liderança eclesial não está fundada sobre a ideia de poder, mas na vida, no cuidado e no serviço”, disse D. José Ornelas.

A valorização do papel da mulher “contribui decisivamente para a valorização dos ministérios na Igreja, homens e mulheres, hoje demasiado concentrados nos ministérios ordenados”.

“A primazia da vida, do serviço, do cuidado do mundo e da humanidade exige a presença de homens e mulheres, na diversidade dos dons de cada um para o serviço dos irmãos e para a missão de construir um mundo mais justo, mais fraterno, mais inclusivo, também nos lugares onde se tomam decisões para todos, como o Papa tem acentuado”, acrescentou.

O presidente da CEP, especialista em estudos bíblicos, afirmou que “junto com o ministério dos apóstolos” – que, segundo a tradição católica, têm como sucessores os bispos -, é necessário valorizar os “sinais femininos, da maternidade, de Maria.

Esta presença feminina e materna de Maria, a que se junta, desde a missão de Jesus e desde o início da Igreja, um grupo de outras mulheres, lança uma luz de entendimento sobre a identidade e a missão da Igreja, não como “um facto secundário”, de “decoração”, perante “o protagonismo masculino”, mas como “um importante e determinante elemento na construção da Igreja”.

O responsável católico convidou os peregrinos a inspirar-se na figura da Virgem Maria, procurando “ousar, para não fazer da fé uma exposição de peças de museu”, e participar na missão da Igreja, “para um mundo melhor”.

 

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 11-10-2020

Domingo XXVIII do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

Anthonisz Cornelis, Banquete dos membros da Guarda Cívica de archeiros de Amsterdão

A liturgia do 28º Domingo do Tempo Comum utiliza a imagem do “banquete” para descrever esse mundo de felicidade, de amor e de alegria sem fim que Deus quer oferecer a todos os seus filhos.

Na primeira leitura, Isaías anuncia o “banquete” que um dia Deus vai oferecer a todos os Povos. Acolher o convite de Deus e participar nesse “banquete” é aceitar viver em comunhão com Ele. Dessa comunhão resultará, para o homem, a felicidade total, a vida em abundância.

O Evangelho sugere que é preciso “agarrar” o convite de Deus. Os interesses e as conquistas deste mundo não podem distrair-nos dos desafios de Deus.

A opção que fizemos no dia do nosso baptismo não é “conversa fiada”; mas é um compromisso sério, que deve ser vivido de forma coerente.

DEHONIANOS

 

Fratelli Tutti

Otávio Carmo, Agência Ecclesia

Altdorfer Albrecht, Cristo na cruz entre Maria e São João

Francisco de Roma deixou-se inspirar por Francisco de Assis e colocou-se na esteira do futuro propondo um caminho de fraternidade. O Papa assinou em Assis neste sábado, dia 3 de Outubro, a Encíclica “Fratelli Tutti”, “Todos Irmãos”. Um documento sobre “a fraternidade e a amizade social”.

O desafio da fraternidade

Desde o primeiro dia do seu pontificado, que o Papa Francisco se apresentou ao mundo com a palavra “irmãos”. Logo ali na noite da sua eleição, em Roma, a 13 de Março de 2013 disse: “Irmãos e irmãs, boa noite!”. E lançou um desafio: “Comecemos este caminho, bispo e povo, um caminho de fraternidade e de confiança entre nós.”

Depois da Encíclica “Lumen Fidei”, em 2013 e da “Laudato Si”, em 2015, Francisco dirige-nos um grande desafio. O desafio da fraternidade proposta por Jesus: amar o próximo como a mim mesmo.

“De Lampedusa a Assis, passando por Paris e Abu Dhabi. ‘Fratelli Tutti’ deve ser a encíclica menos romana de que tenho memória, em quase 20 anos de profissão e outros mais de estudo, nesta área.
Tal como a Laudato Si’, em 2015, procurou responder com o conceito de ecologia integral aos desafios das alterações climáticas, em pleno debate que levaria ao Acordo de Paris, a encíclica sobre a fraternidade e a amizade social quer propor valores fundamentais num mundo marcado pela pandemia.
E oferecer uma resposta à questão inicial de todo o edifício ético ocidental, vinda do próprio Deus: Onde está o teu irmão?

Como vimos com a trágica crise dos últimos meses, acima da dignidade humana têm estado valores económicos, jogos políticos e interesses partidários. Mas a vida nunca é relativa.
A este respeito, recordo as perguntas que surgem no primeiro livro da Bíblia, o Génesis, que me parecem fundadoras da ética ocidental: “Onde está o teu irmão?” e “Que [lhe] fizeste?”.
O “interrogatório” de Deus a Caim, após a morte do seu irmão Abel, condensa o apelo fundamental que viria a ser sintetizado no ensinamento de Jesus Cristo: amar o próximo como a si mesmo.

Outro momento central do pontificado parece evidente na escolha do tema da nova encíclica: a fraternidade humana.
Na histórica viagem a Abu Dhabi, a 4 de Fevereiro de 2019, onde assinou com o imã de Al-Azhar uma declaração que condena a violência em nome da religião, o Papa deixou uma frase que define a sua visão do diálogo entre religiões e destas com a sociedade: “Hoje também nós, em nome de Deus, para salvaguardar a paz, precisamos de entrar juntos, como uma única família, numa arca que possa sulcar os mares tempestuosos do mundo: a arca da fraternidade”.
A pandemia devolveu-nos a percepção de limite. Não estávamos prontos para isso, no frenesim de 2020. Temos diante de nós o desafio de retirar consequências éticas e antropológicas da passagem por esta situação: o que somos, quando chega o fim?

A transformação dos mais vulneráveis em sujeitos dispensáveis é uma das marcas mais negativas (e temo que seja permanente) deste tempo. Caímos na globalização da indiferença, que o Papa denunciava na sua primeira viagem, carregada de simbolismo, em 2013, à ilha de Lampedusa.

Habituamo-nos ao sofrimento do outro. Uma crítica terrível, de Francisco, que nos convida agora a redescobrir a amizade social, um conceito que une sujeitos e instituições na construção de uma nova sociedade, marcada pela fraternidade.
Fratelli Tutti, como pedia São Francisco de Assis, irmão de todos.”

Temperança (para além da escassez)

Luigino Bruni

Piero del Pollaiolo, Virtude da Temperança

Temperança é palavra que está a sair do nosso vocabulário quotidiano. Do económico já saiu há muito tempo, para deixar espaço ao seu contrário.
Com a temperança está todo o léxico da ética das virtudes que tende a desaparecer da gramática da vida em comum.
Quando não se consegue ver o positivo do limite é impossível compreender e apreciar as virtudes, de modo especial a temperança, que consiste precisamente em dar valor ao limite que, ao mesmo tempo que restringe o horizonte de visão (como a “sebe da colina do Infinito” de Leopardi), abre «intermináveis espaços que estão para além dela».

Sem temperança não há partilha de bens, não existe a alegria da comunhão. Se não nos educarmos continuamente a delimitar as fronteiras do eu, partilharemos com os outros apenas as migalhas de refeições exageradas; assim não experimentaremos a verdadeira fraternidade, que é fruto de escolhas difíceis de quem sabe limitar razões e âmbitos do “eu”, para edificar as do “nosso”, e as de todos.​

Enquanto ontem existia uma relação clara entre a minha temperança e o meu bem-estar pessoal e o nosso bem comum, hoje na era da complexidade este nexo ofuscou-se. Já não é imediato associar o uso do ar condicionado na minha casa ao aumento da temperatura nas cidades.
A racionalidade económica por si só não ajuda a esta tomada de consciência (pelo contrário); seria necessário o registo lógico da virtude que nos leva a praticar uma acção por termos interiorizado o seu valor intrínseco.
Por isso, se não desmercantilizarmos a sociedade, isto é, se não libertarmos importantes áreas da vida civil, hoje ocupadas e colonizadas pela lógica do preço e do incentivo, cada vez menos entenderemos o valor da sobriedade, da abstinência, do controlo de si mesmo, e cada vez menos o entenderão as crianças.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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