Notícias

Hoje não há Terço dos Homens

Excepcionalmente, hoje não haverá Terço dos Homens na Igreja Paroquial, como é habitual no dia 13 de cada mês.

Horário das Missas no dia 15 de Agosto

No próximo sábado, dia 15 de Agosto, celebra-se a Assunção da Virgem Santa Maria, feriado religioso. O horário das Missas nesse dia será o de Domingos e Feriados. [ler +]

Peditório para a Conferência Vicentina – 15-16 de Agosto

No próximo fim-de-semana, de  15-16 de Agosto, realiza-se o habitual peditório para a Conferência Vicentina. No entanto, devido à pandemia, a recolha das ofertas é feita à entrada para as Missas. [ler +]

Donativos do Grupo Euromilhões no primeiro trimestre de 2020

O grupo Euromilhões fez donativos à Paróquia no valor de 2.747,96 € no primeiro trimestre deste ano. [ler +]

Ofertórios do primeiro fim-de-semana – Agosto 2020

No próximo fim-de-semana, o primeiro do mês de Agosto, os ofertórios das Missas destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja.

Recordamos que, devido à situação de pandemia, os ofertórios realizam-se à saída das missas.

Sede generosos, como sempre.

Primeiro Sábado – Agosto 2020

No dia 01 de Agosto, primeiro sábado do mês, venha fazer companhia a Nossa Senhora e rezar o terço no Primeiro sábado de cada mês antes da missa das 19h00. Não esquecer a máscara!

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Folha Informativa 28-06-2020

Domingo XIII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

A Folha Informativa vai de férias! Regressa em Setembro.

 

Silva Porto, Recanto de praia

 

Que esta época estival, apesar de todas as medidas de segurança relacionadas com as ameaças de contágio do coronavírus, seja um sereno tempo para repousar, apreciar a beleza da Criação e reforçar os laços com os homens e com Deus.

Papa Francisco, 2020

 

 

 

Linhas e entrelinhas

Pe. Borges, Junho 2020

Claude Monet, Mulher a ler

Habitamos o mistério e o mistério habita-nos.
Conseguimos vislumbrar uma parte e percebemos que há tanto para descobrir, para aprofundar e para admirar.
Já demos tantos passos, muitos deles improváveis noutras etapas da vida.

Aprendemos que só conheceremos o próprio caminho se continuarmos a caminhada.
Desvelar por onde o Amor nos quer levar é tarefa de fé e de esperança.
Sempre a pedalar, sempre a progredir por trilhos que nem imaginávamos existir.

Só temos de acreditar e aspirar às coisas do alto, e não aos emaranhados da terra (Col 3, 1-2).
E porque somos naturais, sabemos que para avançar com mais qualidade importa dar tempo ao repouso, ao descanso, à reflexão.

O caminho interior é tão ou mais importante que a azáfama do servir.
O tempero interior dá um sabor mais apurado ao exterior.
Obrigado, Senhor,
pelas linhas que escreves com as nossas vidas.

Obrigado, Senhor,
pelos conteúdos das entrelinhas
que alimentam o nosso viver.

Obrigado, Senhor,
pelas maravilhas que nos permites contemplar
dos trilhos em que nos lanças.

Obrigado, Senhor,
pelo tempo que também dá para descansar
sem parar.

Obrigado, Senhor,
pela oportunidade de mergulhar
no Teu e nosso mistério.

 

Que rosto da Igreja após a pandemia?

Cardeal José Tolentino Mendonça

 

Se tivéssemos de escolher um dia do Tríduo Pascal para contar o que está a acontecer, diríamos que é Sexta-feira Santa.

Porque nesse dia entramos numa igreja e apanhamos um baque. Não conhecemos nada. O sacrário está vazio, a porta aberta; as cruzes todas tapadas; o altar nu. E é esse tempo de esvaziamento que estamos a viver. Mas não há Domingo da Ressurreição sem passar pela Sexta-feira Santa e por aquilo que ela significa: o silêncio, o abandono, a capacidade de mergulhar fundo, de mergulhar existencialmente até ao fim. E isso, para nós, cristãos, coloca-nos muitas questões.

Muitas vezes, o nosso cristianismo é muito de superfície. E a Sexta-feira Santa fala-nos de um cristianismo que dói, de um cristianismo trágico, de um cristianismo que nos desnuda, que nos cinde, que nos divide, que nos derrota, que nos faz prostrar. E é um pouco essa experiência radical que nós fazemos.

Espiritualmente, é um tempo exigente, mas intensíssimo. É, verdadeiramente, um tempo de Deus, porque a saudade de Deus é um banho, um mergulho no oceano de Deus. E poder viver do desejo de Deus é algo que, possivelmente, muitos cristãos não tinham experimentado. Porquê? Porque era tudo fácil. E, muitas vezes, as práticas rituais tornam-se expressão de um consumo, porque tudo nos é dado.

Num tempo de privação, cresce o desejo, e o desejo é o princípio da Páscoa. Porque, na quinta-feira [última ceia, instituição da Eucaristia, véspera da morte], Jesus disse: desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco. No fundo, é este desejo ardente que, espiritualmente, também estamos a construir.
Penso que estamos a descobrir a comunidade.

Há uma história bonita da antropóloga Margaret Mead, um aluno perguntou-lhe qual era o elemento mais antigo de civilização; e todos pensaram que ela ia falar dos instrumentos de caça ou de pesca, ou então dos artefactos de barro, de cozinha dos povos primeiros. E ela, surpreendendo todos, disse: para mim, o primeiro elemento de civilização é um fémur partido e restaurado; porque, para isso ter acontecido, quer dizer que uma pessoa não foi deixada sozinha para trás, que alguém ficou ao seu lado, que alguém garantiu naquela hora de vulnerabilidade o tempo necessário para ela se curar. Por isso, no princípio, está a comunidade. E a comunidade descobrimo-la não na força, mas na vulnerabilidade.

Esta hora, em que parece que as igrejas só podem existir a meio-gás, com pouca gente, tantas limitações, tanto sofrimento, em que à pergunta sobre o que vai acontecer, qual será o futuro da Igreja, das comunidades, respondemos que a comunidade tem a origem quando fica junta na fragilidade. No princípio é a comunidade, mas uma comunidade capaz de abraçar a sua própria vulnerabilidade.

Que modelo eclesiológico [de Igreja] vai sair daqui? Sem dúvida um modelo capaz de ser mais atento e integrador da fragilidade. Entender melhor a fragilidade e a vulnerabilidade, e aprender a força de uma espiritualidade que se vive na simplicidade, na redução e na kénosis [esvaziamento]. Se um cristão, durante três meses, só pôde comungar espiritualmente, sem dúvida que ele fez um caminho espiritual que depois vai ser muito importante no resto da sua vida.

Não considero que se deva dizer que as igrejas estão [estiveram] fechadas, porque cada família é uma igreja doméstica. Por isso, há uma igreja-templo que está [esteve] fechada, mas milhares de igrejas nas nossas cidades, nos nossos lugares, estão abertas. E isso é um chamamento para redescobrir a força dessa igreja-âncora, dessa igreja primeira, que é a oíkia, que é a casa. Antes de ser templo, a Igreja foi casa. Jesus saiu do templo [judaico] e entrou na casa. E aí começou a experiência cristã.

Eu tenho muitas famílias amigas que me dizem: vamos ter saudades da pandemia. Ora, esse capital de alegria, esse capital de vida comum, esse capital de vida reencontrada – com as suas tensões, as suas incertezas –, essa beleza de se ter redescoberto juntos é uma grande força para a própria Igreja. Por isso, penso que temos de vencer o medo e tornar esta hora uma hora de esperança.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 21-06-2020

Domingo XII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

A Folha Informativa volta a sair em papel. Está disponível à saída da Igreja.

 

Pieter Brueghel the Younger, S. João Baptista prega à multidão

O projecto de Jesus, vivido com radicalidade e coerência, não é um projecto “simpático”, aclamado e aplaudido
por aqueles que mandam no mundo ou que “fazem” a opinião pública; mas é um projecto radical, questionante, provocante, que exige a vitória sobre o egoísmo, o comodismo, a instalação, a opressão, a injustiça…

A nossa época inventou formas de reduzir ao silêncio os discípulos: ridiculariza-os, desautoriza-os, calunia-os, corrompe-os, massacra-os com publicidade enganosa de valores efémeros…

Como a comunidade de Mateus, também nós andamos assustados, confusos, desorientados, interrogando-nos se vale a pena continuar a remar contra a maré. A todos nós, Jesus diz: “não temais”.

Dehonianos

 

Transmitir a Fé

Papa Francisco, Maio 2020

O Senhor revelou-Se como Salvador, como o único Filho de Deus; a todo Israel, ao povo, de modo mais minucioso especialmente aos apóstolos.
Mas antes de partir, quando apareceu aos Onze, disse-lhes: «Ide por todo o mundo, anunciai o evangelho a toda a criatura». É a missionariedade da fé.
A fé, ou é missionária ou não é fé. A fé não é algo só para mim, para que eu possa crescer na fé: esta é uma heresia gnóstica. A fé leva-nos sempre para fora de nós mesmos. A fé deve ser transmitida, oferecida, especialmente com o testemunho: «Ide, para que as pessoas possam ver como viveis» .

Um sacerdote europeu disse-me: “Há tanta incredulidade, tanto agnosticismo nas nossas cidades, porque os cristãos não têm fé. Se a tivessem, certamente transmiti-la-iam ao povo”.
Porque na origem há uma carência de convicção: “Sim, sou cristão, sou católico…”. Como se se tratasse de uma atitude social. No documento de identidade chamamo-nos assim ou assado… e “sou cristão” é um dado do documento de identidade. Isto não é fé! Trata-se de um aspecto cultural. A fé leva-nos necessariamente a sair, faz-nos doar: essencialmente, a fé deve ser transmitida. Não é quieta.

Uma vez, um estudante universitário perguntou-me: “Na universidade, tenho muitos companheiros ateus. O que devo dizer-lhes para os convencer?” – “Nada, amigo, nada! A última coisa que é preciso fazer é dizer algo. Começa a viver, e quando virem o teu testemunho, perguntar-te-ão: Por que vives assim?”.
A fé tem de ser transmitida: não para convencer, mas para oferecer um tesouro. “Está ali, vedes?”.

Como posso ter a certeza de que, ao sair de mim, serei frutuoso na transmissão da fé? «Anunciai o Evangelho a toda a criatura», fareis maravilhas. E o Senhor estará connosco até ao fim do mundo. Acompanhar-nos-á. Na transmissão da fé, o Senhor está sempre connosco. Na transmissão da ideologia haverá professores, mas quando tenho uma atitude de fé que deve ser transmitida, o Senhor acompanha-me.

 

Átrio dos gentios

Rui Martins, Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

Desde a sua inauguração, em Paris, a 24 e 25 de Março de 2011, o Átrio dos Gentios pôde desbravar muitos territórios, onde o debate entre “laicos” e católicos é considerado uma prioridade. Estes temas são os da liberdade, da responsabilidade social e do bem comum, da legalidade e da consciência, das belas-artes, da Criação e da transcendência. O seu terreno é o da verdade, onde se encontram e discutem ciência, filosofia e fé.
Os importantes acontecimentos organizados pelo Átrio desenvolvem-se em torno das colunas da cultura, abordando os grandes temas da existência humana e os principais desafios da sociedade, tendo sempre em conta a especificidade simbólica dos lugares onde decorrem os encontros.

Tal como a Praça de S. Pedro, também o Átrio tem a sua “colunata”, não com santos, mas com grandes pensadores cujas ideias e obras são centrais nos debates que se desenvolvem durante as numerosas iniciativas. Estas representam o caleidoscópio de uma cultura que, desde os tempos da antiga Grécia, nunca cessou de se interrogar sobre a relação entre a razão e a fé, “mythos” e “logos”.
Assim, no encontro de Bucareste falou-se de Cioran, “o místico sem fé”, e de Ionesco, “o agnóstico apaixonado pelos místicos”; em Marselha, de Camus, “o ateu que falava aos cristãos”, e de Ricoeur, “o cristão de expressão filosófica”; em Bolonha de Rosseau, “o cristão sem fé”, e em Buenos Aires de Borges, “o teólogo ateu”.

Também S. Francisco inspirou vários Átrios em Assis: sobre a sua “irmã nossa Mãe Terra”, derivado do Cântico das Criaturas, sobre a “paz” e sobre o “diálogo inter-religioso”, em referência ao seu encontro com o sultão, outro sobre “economia de comunhão”, inspirado na sua pobreza, e finalmente um sobre “humanidade”, evocando a sua capacidade de reconhecer o homem também no leproso.
Santo Agostinho e Pascal foram frequentemente consultados nos Átrios, tal como Erasmo e Dante, Nietzsche e Florenskij, Simone Weil e Maritain, Hannah Harendt e Etty Hillesum. A par de Cacciari, outros mestres vivos, como Marion, Kristeva e Bauman, dialogaram sob a ampla “colunata” do Átrio dos Gentios.
Foram igualmente criados dois Átrios especiais: um para os estudantes e outro para as crianças, cuja realização mais conhecida é a visita ao papa e ao Vaticano de meninas e meninos de regiões desfavorecidas, organizada anualmente, em parceria com escolas e a companhia ferroviária estatal italiana.

Génese e identidade
O Átrio dos Gentios é uma estrutura do Conselho Pontifício da Cultura constituída para favorecer o encontro e o diálogo entre crentes e não crentes.
A denominação tem um valor simbólico, referindo-se ao espaço que no antigo templo de Jerusalém era reservado aos não-judeus (os gentios). Enquanto escutavam os cantos e seguiam a liturgia do culto, podiam interrogar os mestres da Lei sobre o mistério e a transcendência, a religião e o Deus a eles “desconhecido”.
À distância de mais de dois mil anos o papa Bento XVI quis repropor a actualidade e a função daquele “espaço”, para que pessoas com diferentes culturas e experiências possam encontrar o sentido de uma autêntica fraternidade e as respostas às grandes perguntas do nosso tempo.

É significativo que a ideia tenha sido proposta num discurso à Cúria Romana (21 de Dezembro de 2009) após a sua viagem à República Checa, onde, apesar de a maior parte da população se declarar agnóstica, encontrou um vivo interesse em relação aos seus discursos.
«Penso que a Igreja deveria também hoje abrir uma espécie de “átrio dos gentios”, onde os homens pudessem de qualquer modo agarrar-se a Deus, sem o conhecer e antes de terem encontrado o acesso ao seu mistério, a cujo serviço está a vida interna da Igreja. Ao diálogo com as religiões deve acrescentar-se hoje sobretudo o diálogo com aquelas pessoas para quem a religião é uma realidade estranha, para quem Deus é desconhecido, e contudo a sua vontade não é permanecer simplesmente sem Deus, mas aproximar-se d’Ele pelo menos como Desconhecido», afirmou então Bento XVI.

O acto de nascimento do Átrio dos Gentios remonta a 2011, quando em Paris foi organizado o primeiro grande evento na sede da UNESCO, na Sorbonne e na Academia Francesa. Novo estímulo foi acrescentado em Março de 2013, com o pensamento do papa Francisco, que também à luz das suas origens e da sua cultura sublinhou o valor do diálogo, inclusive «com quantos não se reconhecendo parte de alguma tradição religiosa, procuram sinceramente a verdade, a bondade e a beleza que para nós encontram a máxima expressão e a sua fonte em Deus».
Ao longo deste percurso, o Átrio dos Gentios tem sido o desejo profundo da procura «que permite revelar as razões profundas da esperança do crente e da expectativa do agnóstico», como escreveu o cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício da Cultura.

Hoje o Átrio dos Gentios tornou-se uma realidade, uma nova “fronteira” onde adultos, estudantes, crianças e personalidades comprometidas nos âmbitos da cultura e da fé creem que do diálogo possa nascer uma comunidade mais acolhedora e fraterna.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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