Notícias

Peditório para a Conferência Vicentina – 20-21 de julho 2024

O habitual peditório para a Conferência de S. Vicente de Paulo, no final das Missas, vai realizar-se no fim-de-semana de 20-21 de julho de 2024. Em agosto não haverá peditório. (mais…)

Terço dos Homens – 13 de julho 2024

No próximo sábado,  dia 13 de julho, venha rezar o Terço dos Homens. (mais…)

Caminhada pela Paz – 13 de julho

Jovem: junta-te à Caminhada pela Paz no dia 13 de julho, em Lisboa! Inscreve-te! (mais…)

Folha Informativa vai de férias – 2024

Como é hábito nesta altura, a Folha Informativa vai de férias em julho e agosto. A edição de 30 de junho será a última, regressando em Setembro. (mais…)

Terço dos Homens – 13 de junho 2024

Na próxima quinta-feira, dia 13 de junho, venha rezar o Terço dos Homens. (mais…)

Dia de Santo António em Caselas – 2024

Como é tradição na nossa Paróquia, o Dia de Santo António, Padroeiro principal da cidade de Lisboa e Padroeiro secundário de Portugal, vai ser  assinalado no dia 13 de Junho em Caselas, com uma Missa às 17h00 na Igreja da Sagrada Família. (mais…)

Folha Informativa de férias – última edição 30-06-2024

XIII Domingo do Tempo Comum (PDF) TEXTO

MAIS E MELHOR

Mensagem de férias do nosso Prior, Cónego José Manuel dos Santos Ferreira

Caros paroquianos de São Francisco Xavier

Queria falar-vos hoje de dois assuntos:
O primeiro é uma iniciativa que me foi apresentada há dias por alguns paroquianos, que me pediram que divulgasse à Paróquia a nota seguinte, o que faço com muito gosto:

“Somos um conjunto de paroquianos de Santa Maria de Belém e São Francisco Xavier, e estamos interessados em organizar atividades que possam ir ao encontro de interesses culturais diversificados e, ao mesmo tempo, criar um espaço de convívio e diálogo intergeracional para a população das duas paróquias.
É importante que estas atividades correspondam, em primeiro lugar, aos interesses da população das duas paróquias e que as possamos propor a amigos nossos. Para que este programa seja nosso, que cada um o sinta como seu, pedimos-lhe que responda a um pequeno inquérito que nos permitirá orientar as escolhas que fazemos, e que em breve estará disponível no site da Paróquia”.

Considero esta iniciativa de grande interesse, e peço, não só que respondam a este inquérito, mas que deem o vosso apoio a este projeto, que poderá talvez vir a chamar-se Espaço Cultural de Santa Maria de Belém e São Francisco Xavier. Juntar as forças das duas paróquias neste âmbito será um benefício para todos!

O segundo assunto tem a ver com a dívida da Paróquia, resultante da construção da Igreja Paroquial de São Francisco Xavier. Sobre este assunto, recebi há semanas um email de uma paroquiana, com este teor:

“Boa tarde
Como paroquiana, muitas vezes contribui para o pagamento da divida causada pela construção da igreja. Ultimamente não tenho ouvido falar desse assunto e gostava de saber se a divida foi paga ou continua a ser um problema para a nossa paroquia.
Muito obrigada
N N”

A este email, enviei a seguinte resposta:

(…) Agradeço muito a mensagem que enviou, em que refere a questão do pagamento da divida da Paróquia associada à construção da Igreja.
Não temos, efetivamente, dado o realce habitual a esta assunto dado que, por um lado, esta informação é colocada, mensalmente, no site da Paróquia (https://paroquiasfxavier.org/), no separador “Como ajudar” e, por outro, temos considerado que não deveríamos estar a incomodar, sistematicamente, os paroquianos com este tema.

Contudo, e depois da leitura da sua mensagem, iremos relembrar mais assiduamente este preocupante assunto, convidando também os nossos paroquianos a consultar o site para obtenção de uma informação que pretendemos sempre atualizada sobre este e outros temas.

Informo, por fim, que o capital em divida continua muito elevado sendo, a esta data, de 1.228.327,49€, e que o encargo mensal com o empréstimo é de 8.678,30€.
Com os meus cordiais cumprimentos e votos das melhores bênçãos de Deus
(…).”

Ignoro se os dados que enviei na minha resposta são também ou não novidade para muitos paroquianos. A verdade é que esta é a situação atual, e que o encargo mensal que temos de suportar mensalmente é muito elevado, sendo previsível que, muito em breve, e apesar do grande contributo que representou o recente Arraial, tenhamos grande dificuldade de o satisfazer.

Peço, por isso, como tantas vezes já foi feito, o reforço da vossa generosidade nos ofertórios mensais. E peço também que haja mais visitas e mais compras no Mercadinho, cujo contributo tem sido de grande importância para o reforço das nossas contas.

Para terminar, peço que, mesmo em férias, todos se sintam unidos à Paróquia, e rezem para que realize o seu serviço de evangelização e de caridade. E continuem também a dar o seu apoio e o seu contributo, para que a dívida não seja um peso tão grande, e, nessa medida, nos deixe mais liberdade para trabalhar ainda mais e melhor em tantos outros âmbitos da nossa missão de Igreja.

Com sincera amizade.
Cón. José Manuel dos Santos Ferreira

 

Leituras de verão

Em preparação do tempo de descanso que começa, deixamos algumas sugestões de leitura para que, a par do desejável enriquecimento literário, se cultive o conhecimento em matéria de fé.

Boas férias!

Procura-se amigos e lavadores de pés

Cardeal Seán O’Malley

Conteúdo riquíssimo de reflexão teológica, de uma teologia intrinsecamente associada à atitude de humildade, característica da condição do orante e servidor, ou seja, daquele que, perante a Beleza de Deus, só pode acomodar-se “de joelhos” aos pés dos que serve.

 

Catequeses

Papa Francisco

O Papa Francisco já realizou inúmeras catequeses. Os temas dão uma indicação do caminho da Igreja nestes anos e são uma valiosa ajuda em termos de orientação espiritual. Além da versão em papel (Secretariado Nacional de Liturgia), os textos estão disponíveis no site da Santa Sé (audiências gerais a partir de 6 de Maio de 2020 https://www.vatican.va/content/francesco/pt/audiences/2020/documents/papa-francesco_20200506_udienza-generale.html)

 

Só Avança Quem Descansa

Vasco Pinto de Magalhães

Tempo e os tempos, o bem que todos desejamos e tememos. Parece que nos foge. Nunca o desligamos da morte. Esperamos outros tempos. E temos saudades, também. Uns nunca têm tempo, outros têm-no demais. Bem indefinível, desafio de todas as filosofias! Vivemos tempos difíceis. Mas todos os tempos nos trazem as suas graças e as suas dificuldades. Fujo ou corro atrás do tempo? Aceitemos o desafio do tempo, da sua sabedoria e modo!

 

 

Conhecê-Lo e conhecer-te

Mons. Fernando Ocáriz

Reunião em livro de treze editoriais que aprofundam a importância de refletir sobre «a centralidade da Pessoa de Jesus Cristo, a quem desejamos conhecer, com quem queremos ganhar intimidade e desejamos amar».
«Pôr Jesus no centro da nossa vida significa meter-se mais na oração contemplativa no meio do mundo e ajudar os outros a andar por caminhos de contemplação».

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 23-06-2024

XII Domingo do Tempo Comum (PDF) TEXTO

Simon de Vlieger, Acalmando a tempestade

Também nós navegamos num lago onde não faltam o vento nem as tempestades; as tentações quotidianas deste mundo quase submergem a nossa barca.

De onde vem tudo isso, senão do facto de Jesus estar a dormir? Se Jesus não estivesse adormecido dentro de ti, não sofrerias tais tempestades, mas fruirias de uma grande tranquilidade interior, porque Jesus velaria contigo.

Que farás para seres libertado? Acorda Jesus e diz-Lhe: «Mestre, não Te importas que pereçamos? As incertezas da travessia do lago atribulam-nos; estamos perdidos».

E Ele despertará, isto é, recuperarás a fé; e, com a ajuda de Jesus, refletirás Vira pois as costas àquilo que se desmorona e volta o teu rosto para o que permanece.

Quando Cristo acordar, a tempestade deixará de te abalar o coração, as ondas não afundarão a tua barca, porque o vento e as ondas ficarão sob o comando da tua fé, e o perigo desaparecerá.

Santo Agostinho

Deus não me livra da travessia mas acompanha-me na noite

Ermes Ronchi, 2015

Key West, Lançando a âncora

Uma noite de tempestade e medo no lago, e Jesus dorme. Também o nosso mundo está em plena tempestade, geme de dores com as veias abertas, e Deus parece dormir.

Nenhuma existência foge ao absurdo e ao sofrimento, e Deus não fala, permanece mudo. E na noite que nascem as grandes perguntas: não Te importa nada de nós? Porque dormes? Acorda e vem ajudar-nos!

Os salmos transbordam deste grito, enche a boca de Job, repetem-no profetas e apóstolos. Poucas coisas são tão bíblicas como este grito a contestar o silêncio de Deus, poucas experiências são tão humanas como este medo de morrer ou viver no abandono.

Porque tendes assim tanto medo? Deus não está noutro lugar e não dorme. Está já aqui, está nos braços dos homens, fortes a remar; está no timoneiro que se agarra ao leme; está nas mãos que lançam fora a água que alaga a barca; nos olhos que perscrutam a margem, na ânsia que antecipa a luz da aurora.

Deus está presente, mas ao seu modo; quer salvar-me, mas fá-lo pedindo-me que meta em jogo todas as minhas capacidades, todas as forças do coração e da inteligência. Não intervém no meu lugar, mas ao meu lado; não me livra da travessia, mas acompanha-me na escuridão. Não me guarda do medo, mas no medo. Assim como não salvou Jesus da cruz, mas na cruz.

Toda a nossa existência pode ser descrita como uma travessia perigosa, uma passagem para a outra margem, da vida adulta, responsável, boa. Uma travessia é iniciar um matrimónio; uma travessia é o futuro que se abre diante da criança; uma travessia tormentosa é tentar recompor feridas, reencontrar pessoas, vencer medos, acolher pobres e estrangeiros.

Há tanto medo ao longo da travessia, ainda que legítimo. Mas as barcas não foram construídas para ficar ancoradas na segurança dos portos.Gostaria que o Senhor gritasse já ao furacão: cala-te; e às ondas: acalmem-se; e à minha angústia repetisse: acabou. Gostaria de ficar livre da luta, mas Deus responde chamando-me à perseverança, multiplicando-me as energias; a sua resposta é força para a primeira remada. E a cada uma, Ele a renovará.

Não Te importa que morramos? A resposta, sem palavras, é dita pelos gestos: importo-Me de ti, importa-Me a tua vida, tu és importante. Importam-Me os pássaros do céu, e tu vales mais que muitos pássaros, importam-Me os lírios do campo, e tu és mais belo que eles.

Tu importas-Me ao ponto de ter contados os cabelos da tua cabeça e todo o medo que trazes no coração. E estou aqui. A fazer-Me baluarte e fronteira para o teu medo. Estou aqui no reflexo mais profundo das tuas lágrimas, como mão forte sobre a tua, entrada em porto seguro.

 

Sobre o ato de contrição de Santo Afonso Maria de Ligório

Papa Francisco, março de 2024 (excertos)

Arrependimento. Não é fruto de uma autoanálise nem de um sentimento psíquico de culpa, mas nasce da consciência da nossa miséria diante do amor infinito de Deus, da sua misericórdia sem limites. É esta experiência que leva a nossa alma a pedir o seu perdão, confiando na sua paternidade.

Na pessoa, o sentido do pecado é proporcional precisamente à noção do amor infinito de Deus: quanto mais sentimos a sua ternura, mais desejamos estar em plena comunhão com Ele, e mais a fealdade do mal na nossa vida se torna evidente para nós. E é esta consciência, descrita como “arrependimento” e “contrição”, que nos leva a refletir sobre nós próprios e sobre as nossas ações e a convertermo-nos.

Confiança. É bom ouvir, nos lábios de um penitente, o reconhecimento da bondade infinita de Deus e da primazia, na própria vida, do amor por Ele. Amar «acima de todas as coisas» significa colocar Deus no centro de tudo, como luz no caminho e fundamento de toda a ordem de valores, confiando-Lhe tudo. E trata-se de uma primazia que anima todos os outros amores: pelos homens e pela criação, porque quem ama a Deus ama o irmão e procura o seu bem, sempre, na justiça e na paz.

Propósito. Ele exprime a vontade do penitente de não recair novamente no pecado cometido, e permite a importante passagem do atrito à contrição, da dor imperfeita à dor perfeita.
Manifestamos esta atitude dizendo: «Proponho-me, com a tua santa ajuda, não voltar a ofender-Te». Estas palavras exprimem um objetivo, não uma promessa. Com efeito, nenhum de nós pode prometer a Deus que nunca mais voltará a pecar, e o que é necessário para receber o perdão não é uma garantia de impecabilidade, mas um propósito presente, feito com uma intenção justa no momento da confissão. Além disso, é um compromisso que assumimos sempre com humildade, como realçam as palavras «com a tua santa ajuda». São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, costumava repetir que «Deus perdoa-nos mesmo sabendo que voltaremos a pecar».

Em cada ato de misericórdia, em cada ato de amor, transparece o rosto de Deus.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018