Notícias

Terço dos Homens – 13 de Junho 2021

No próximo Domingo, dia 13 de Junho, venha rezar o Terço dos Homens. [ler +]

Xavierinhos vão de férias

A edição desta semana dos Xavierinhos é a última neste Ano Pastoral. [ler +]

Dia de Santo António em Caselas

O Dia de Santo António, Padroeiro secundário de Portugal, é assinalado em Caselas na Missa das 10h30 do dia 13 de Junho, na Igreja da Sagrada Família. [ler +]

Feriado do Corpo de Deus

Na próxima quinta-feira, 03 de Junho, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, feriado religioso mais conhecido por Corpo de Deus. [ler +]

Profissão de Fé 2021

Tal como anunciado, 19 jovens dos 6º e 7º Catecismos da nossa Paróquia fizeram hoje, 30 de Maio, a sua Profissão de Fé. [ler +]

Primeiros Sábados em São Francisco Xavier

Orientados pelas Irmãs da Aliança de Maria, a partir de 05 de Junho vão ser celebrados os Primeiros Sábados na Igreja de São Francisco Xavier. [ler +]

Folha Informativa 20-06-2021

XII Domingo do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

 

Sorolla, Na praia

Quem é que não conhece o mar das calmarias e das tempestades?

Neste Domingo de Verão muitos cristãos poderão, contemplando o espectáculo do Oceano, repassar no seu coração o Evangelho ouvido na Assembleia dominical.

Oxalá que, fazendo férias, reencontrando a força e a alegria de viver no contacto com a natureza e no recreio do convívio familiar e amigo, não voltem as costas ao Criador da Natureza e Senhor da Vida.

Aqui estamos. Com Jesus, ancorados nEle.

Nuno Westwood, Celebração Litúrgica

Tempo de reajustar a rota da vida

Papa Francisco, 27 de Março de 2020

Rembrandt, Cristo na tempestade

À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento.

E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados «vamos perecer», assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos. (…)Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus?

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projectos, os nossos hábitos e prioridades; (…) e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.
Avançámos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-te: “Acorda, Senhor!”

”Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” (…)Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros.
Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e activar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. (…) Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora actual, abandonando por um momento a nossa ânsia de omnipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade.

Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar..

 

Preparar as férias

Salvatore Mazza/Avvenire

Beatrix Whistler, Rapariga a descansar no sofá

Não uma coisa de ricos, nem um tempo de ausência – como indica a etimologia da palavra em francês, “vacances”, ou italiano, “vacanze” –, mas como explicou o Papa Francisco a 6 de Agosto de 2017, algo de importante para todos, porque todos precisam de um tempo útil para retemperar as forças do corpo e do espírito, aprofundando o caminho espiritual.

A subida dos discípulos ao monte Tabor induz-nos a reflectir na importância de afastar-se das coisas mundanas para realizar um caminho para o alto e contemplar Jesus.
Trata-se de nos dispormos à escuta atenta e orante do Cristo Filho amado do Pai, buscando momentos de oração que permitam o acolhimento dócil e feliz da Palavra de Deus.

Somos chamados a redescobrir o silêncio pacificador e regenerador da meditação do Evangelho, da Bíblia, que conduz a uma vida rica de beleza, de esplendor e de alegria tomados pelo ritmo cada vez mais veloz da vida quotidiana, temos todos necessidade de vez em quando de fazer uma pausa e de nos repousarmos, concedendo-nos um pouco mais de tempo para reflectir e orar.

Apresentando-nos o Senhor que abençoa o dia dedicado por excelência ao repouso, a Bíblia quer fazer notar a necessidade que o ser humano tem de dedicar uma parte do seu tempo à experiência da liberdade das coisas, para reentrar em si mesmo e cultivar o sentido da sua grandeza e dignidade enquanto imagem de Deus.

As férias, portanto, não devem ser vistas como uma simples evasão, que empobrece e desumaniza, mas como momentos qualificantes da própria existência da pessoa.

Interrompendo os ritmos quotidianos, que afadigam e esgotam fisicamente e espiritualmente, a pessoa tem a possibilidade de recuperar os aspectos mais profundos do viver e do agir.

Nos momentos de repouso, e, em particular, durante as férias, o ser humano é convidado a tomar consciência do facto de que o trabalho é um meio, e não a meta da vida, e tem a possibilidade de descobrir a beleza do silêncio como espaço no qual se reencontrar a si mesmo para se abrir ao reconhecimento e à oração.
É-lhe espontâneo, então, considerar com um olhar diferente a sua existência e a dos outros: livre das prementes ocupações diárias, ele tem maneira de redescobrir a sua dimensão contemplativa, reconhecendo os vestígios de Deus na natureza, e sobretudo nos outros seres humanos

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 13-06-2021

XI Domingo do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

 

Rogier van der Weyden, Madalena a ler

 

Na bolsa que acompanhou Etty Hillesum para o campo, estava a Bíblia, mas também estava O Livro de Horas de Rainer Maria Rilke.

“Abro a Bíblia ao acaso e eis o que encontro: O Senhor é o meu alto refúgio. Deus meu, fizeste-me tão rica, deixa-me por favor, partilhar generosamente essa riqueza. A minha vida tornou-se um diálogo ininterrupto Contigo, meu Deus, um grande diálogo”.

Guilherme d’Oliveira Martins, sobre Etty Hillesum

 

 

 

A semente de Deus converte terra árida em chão fecundo

Ermes Ronchi, In Avvenire

Vincent van Gogh, Semeador

De muitas coisas Ele lhes falou com parábolas.
As parábolas saem da voz viva do Mestre. Escutá-las é como escutar o murmúrio da fonte, o momento inicial, fresco, espontâneo do Evangelho.

As parábolas não são um remedeio ou uma excepção, mas o extremo mais alto e genial, o mais refinado da linguagem de Jesus. Ele amava o lago, os campos de trigo, as extensões de espigas e papoilas, os pássaros em voo, a figueira. Observava a vida e nasciam parábolas. Tomava histórias de vida e delas fazia histórias de Deus, desvelava que «em cada coisa está semeada uma sílaba da Palavra de Deus» (“Laudato si’”).

O semeador sai para semear. Jesus imagina a história, a criação, o reino como uma grande sementeira: é tudo um semear, um voo de trigo ao vento, na terra no coração. É todo um germinar, um brotar, um maturar. Cada vida é narrada como um amanhecer contínuo, uma Primavera tenaz.

O semeador sai, e o mundo logo engravida. E eis que o semeador, que pode parecer desprevenido, porque parte das sementes cai sobre pedras, silvas e estrada, é, ao invés, aquele que abraça a imperfeição do campo do mundo, e ninguém é discriminado, ninguém excluído da sementeira divina. Somos todos duros, espinhosos, feridos, opacos, mas a nossa humanidade imperfeita é também um torrão de terra boa, sempre apta a dar vida às sementes de Deus.

Há no campo do mundo, e naquele do meu coração, forças que contrastam a vida e os nascimentos. A parábola não explica porque é que isso acontece. E também não explica como arrancar ervas daminhas, remover pedras, expulsar pássaros. Mas fala-nos de um semeador esperançoso, cuja confiança, no fim, não é traída: no mundo e no meu coração está a crescer trigo, está a amadurecer uma profecia de pão e de fome saciada. Explica-o o verbo mais importante da parábola: deu fruto. Até cem por um. E não é um piedoso exagero. Vai a uma seara e vê que, por vezes, de um só grão podem brotar vários caules, cada um com a sua espiga.

A ética evangélica não procura campos perfeitos, mas fecundos. O olhar do Senhor não pousa sobre os meus defeitos, sobre pedras ou silvas, mas sobre o poder da Palavra que revira os torrões pedregosos, protege os rebentos novos e rebela-se contra toda a esterilidade.

E fará de mim terra boa, terra mãe, berço acolhedor de embriões divinos. Jesus narra a beleza de um Deus que não vem como ceifeiro das nossas poucas searas, mas como o semeador infatigável das nossas charnecas e abrolhais. E aprenderei dele a não precisar de colheitas, mas de grandes campos a semear em conjunto, e de um coração não roubado; preciso do Deus semeador, que as minhas aridezes nunca detêm.

O semeador de parábolas

Pat Marrin , In National Catholic Reporter

Jesus foi um semeador de parábolas, cada qual com uma pequena semente destinada a germinar na imaginação do ouvinte, ao oferecer lições para toda a vida sobre a relação e interacção de Deus com a Criação e connosco, enquanto filhos da Criação.

As recolhas de ditos e histórias devem ter sido a base das primeiras pregações, e podem ser o mais próximo que conseguimos chegar à mente de Jesus, cujos ensinamentos foram mais tarde adaptados para se encaixarem nas narrativas e nos padrões teológicos de cada Evangelho.

As parábolas originais revelam um mestre brilhante, capaz de resumir ideias profundas em imagens simples: um tesouro escondido, uma pérola de grande valor, sal, luz e fermento, negócios, construção, casamentos, ovelhas perdidas, moedas perdidas e filhos perdidos.

Estes pequenos dramas e imagens responderam a uma pergunta central: a que se assemelha o Reino de Deus? E por trás disto, o mistério mais profundo: como é que Deus é realmente? Algumas parábolas adquiriram modelagens artísticas pela mão dos evangelistas, de maneira a aplica-las às necessidades das comunidades cristãs primitivas. O “filho pródigo”, de Lucas, revela um pai amoroso que quer os seus dois filhos à mesa da família, juntando justos e pecadores. Outras parábolas foram adaptadas e alteradas para julgar inimigos da Igreja ou conflitos dentro da Igreja, como as parábolas do “trigo e do joio”, da “vinha” e dos “convidados para o casamento”.

Para nós, hoje, a grande bênção das parábolas não é apenas meditar em cada uma e buscar significado pessoal, mas imitar Jesus ao encontrar parábolas nas nossas próprias vidas. Já o podemos fazer, pois de cada vez que descrevemos a nossa experiência com uma metáfora, recorrendo a “como”, ou comparando-a a determinado processo natural, estamos a revelar significado através da narrativa. Um “nascer do sol após uma noite longa e difícil”, uma “chuva após um longo período de seca”, ajudam-nos a descrever e a explicar as nossas vidas, e, ao fazê-lo, estamos a mergulhar em ideias mais profundas sobre os momentos ensinadores ​​da vida e as verdades transcendentes.

Por isso, se perguntarmos sobre que tipo de terra somos para as sementes da fé, ou apenas a tentar plantar um jardim enquanto lidamos com pássaros e esquilos famintos, muita ou pouca sombra, solo pedregoso ou ervas daninhas, estamos no modo de parábola. Se experimentamos dores de parto ou esperamos em “ponta dos pés” (uma tradução de Romanos 8,22) para que algo de maravilhoso aconteça, estamos a usar a imaginação para entender o anseio da Criação e do coração humano para que as promessas de Deus se tornem realidade.

Pensar e sentir em parábolas é uma maneira de rezar, de transmitir questões espirituais em imagens, a partir das nossas próprias memórias. Encontramos Deus através das nossas experiências humanas de desejo, ansiedade, esperança e frustração. A maneira como sabemos que as histórias inspiradas por esta forma de encontro são de Deus é que as parábolas divinas acabam sempre em Boas Novas. A adversidade conduz à esperança, a perda inspira determinação. Deus inspira-nos para continuar a bater à porta, pedindo e buscando até encontrarmos o nosso caminho.

Ainda que a maioria das sementes plantadas pelo semeador tenha sido perdida, aquelas que encontraram um bom solo multiplicaram-se várias vezes, para produzir uma colheita real. Por isso, escute uma parábola. Aqueles que têm ouvidos para ouvir, escutem, porque as parábolas estão por todo o lado.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Xavieirinhos 06-06-2021

X Domingo do Tempo Comum (PDF)    TEXTO

Esta é a última edição dos Xavierinhos neste Ano Pastoral.

Os Xavierinhos vão de férias, regressando em Setembro, com o início das actividades da Catequese.

Boas férias!

 

 

 

 

 

Últimas ECCLESIA

Últimas VATICANO