Notícias

Caminhar na Fé – 14 Estações 14 Igrejas

O Projecto Caminhar na Fé promove a sua primeira actividade no próximo dia 30 de Março, às 08h00: a Caminhada 14 Estações 14 Igrejas, num percurso entre a Igreja de São Francisco Xavier e a Sé Patriarcal. [ler +]

Restauro de quadro

O quadro a óleo do séc XVII de Nossa Senhora da Conceição, oferecido à Paróquia em 1998 por Maria de Lourdes Miranda Correia, foi retirado da parede lateral da nossa Igreja, junto à porta da Sacristia. [ler +]

Passeio da Catequese 2019

Cerca de 40 crianças, acompanhadas por várias catequistas, participaram no sábado, dia 16 de Março, no Passeio da Catequese, que este ano teve como destino Setúbal, cidade cujo padroeiro é São Francisco Xavier. [ler +]

Peditório para a Conferência Vicentina

Neste fim-de-semana, de 16-17 de Março, realiza-se o habitual peditório, no final das Missas, para a Conferência Vicentina. [ler +]

Terço dos Homens

Na próxima quarta-feira, dia 13 de Março, realiza-se mais um Terço dos Homens, a partir das 21h15 na Igreja Paroquial. [ler +]

Formação Amor Humano

A Paróquia de São Francisco Xavier, em colaboração com a CERTA (Centro de Estudos e Recursos de Teologia do Amor), propõe a Formação Amor Humano, cuja segunda sessão será no próximo dia 09 de Março.
 

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Folha Informativa 24-03-2019

Domingo III da Quaresma (PDF)     TEXTO

Parábola da figueira, na Igreja de St Mary Abott, Londres

O amor de Deus move-se sempre primeiro, é amor de compaixão, de misericórdia: dá o primeiro passo, sempre.

E é verdade que o oposto do amor é o ódio, mas muitas pessoas não têm um ódio consciente.

O oposto mais frequente ao amor de Deus é a indiferença, a que leva a dizer: «estou satisfeito, nada me falta. Tenho tudo,  garanti esta vida, e inclusive a eterna, porque vou à missa todos os domingos, sou um bom cristão.

Papa Francisco, Homilia na Capela de Santa Marta

 

 

De uma economia de exclusão a uma economia de comunhão: que responsabilidade para os cristãos?

Manuela Silva, Professora Honoris Causa do ISEG

Multiplicação dos pães e dos peixes, in Victoria and Albert Museum, Londres

Temos de agradecer ao Papa Francisco o facto de nos ter convocado para enfrentar a realidade de uma economia que escraviza e exclui quando deveria ser colocada ao serviço das pessoas, da liberdade e da inclusão social.
É importante aprender a converter o nosso olhar, ou seja não tomar a realidade com que deparamos como se fosse uma inevitabilidade, uma fatalidade ou como um castigo, designadamente no que respeita às vítimas da situação.

Estamos perante um processo de desumanização em marcha, de que são sinais visíveis: o stress que se vive em certos ambientes de trabalho; a difícil conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar; o desrespeito por direitos adquiridos no trabalho ou na segurança social; a falta de consideração pelos idosos; a violência latente ou declarada; a desatenção do valor da pessoa humana.

Há sinais que podem ser de esperança num futuro melhor: o maior nível de conhecimento por parte de largos estratos da população; a propensão à inovação e ao empreendorismo; as facilidades de acesso a novos recursos potenciais em domínios estratégicos, no âmbito da agricultura, dos recursos marítimos, da energia, dos transportes e comunicações.

De relevar o património de um conjunto de valores fundamentais que devem ser reconhecidos, exaltados e cultivados, nomeadamente, a solidariedade, o cuidado, a entreajuda
A idolatria do dinheiro leva a uma cultura da precariedade, da competitividade agressiva e do descartável. Ou seja: conduz ao trabalho mal pago, ao despedimento fácil e à perda de direitos na empresa.
O hiperconsumismo tornou-se numa doença para alguns e num motivo de frustração e desânimo para muitos. O consumo irresponsável de alguns tornou-se também numa séria causa de degradação ambiental.

A mudança de uma economia de exclusão para uma economia de comunhão depende de uma alteração de paradigma do próprio pensamento económico com consequências no ensino, na investigação e na fundamentação das políticas públicas.
O caminho para uma economia de comunhão passa, antes de tudo, por uma nova consciência individual e colectiva alicerçada em valores éticos, com a correspondente mudança de atitudes e comportamentos, estilos de vida, relações humanas e ambientais.

Na sociedade portuguesa, pese embora a sua crescente laicidade e uma notória diminuição daquilo a que chamamos prática religiosa, são ainda, em largo número, os homens e as mulheres que se dizem cristãos e, inclusive, frequentam as assembleias litúrgicas e, como tal, têm peso significativo em toda a sociedade.

A economia que temos e as cidades em que habitamos são, em boa parte, o resultado das acções e das omissões das mulheres e homens cristãos, do seu modo de pensar e de agir
Cabe-nos fazer a diferença nos locais em que estamos inseridos, através de uma denúncia lúcida e atenta de tudo o que mata e inovando segundo o Evangelho, que o mesmo é dizer, no sentido da construção do reino de Deus.

CAMINHAR NA FÉ

14 ESTAÇÕES, 14 IGREJAS
30 de Março – 8H00

O projecto CAMINHAR NA FÉ desenvolve-se sob a égide das Paróquias de Santa Maria de Belém e de São Francisco Xavier e acolhe todos os paroquianos que gostem de caminhar. Tem como objectivo aliar a componente espiritual à actividade física.

Apresenta como primeira actividade a Caminhada 14 Estações, 14 Igrejas, no dia 30 de Março, com início na Igreja de São Francisco Xavier e final na Sé Patriarcal de Lisboa.

Integra-se no tempo da Quaresma e propõe, ao longo de aproximadamente 14 km, passar por 14 Igrejas, reflectindo em cada uma delas as 14 estações da Via Sacra.

Participe! Inscreva-se através do email:
caminharnafe.belemsfx@gmail.com

 

 

 

 

Folha Informativa 17-03-2019

Domingo II da Quaresma (PDF)     TEXTO

PARTICIPAR NA GLÓRIA DE DEUS

Se o primeiro Domingo da Quaresma nos apresentou Jesus em confronto com a tentação, face a face com Satanás na solidão do deserto, este segundo Domingo mostra-nos Jesus que conhece a transfiguração do seu rosto e de toda a sua pessoa, tornando-se participante da indizível glória do Pai.

No itinerário quaresmal, a transfiguração de Jesus indica o fim a que tende este caminho: a ressurreição, de que a transfiguração é antecipação e profecia.

Enzo Bianchi

 

 

TRANSFIGURAÇÕES

Fr. José Augusto Mourão, Quem vigia o vento não semeia

Jesus só raramente permite este momento de Tabor na nossa vida.
A oração verdadeira deve levar-nos a descer da montanha para retomar a monotonia das planícies espirituais.

«Este é o meu Filho bem-amado: escutai-O». Há dois milénios que este apelo é dirigido aos crentes. O mal não terá a última palavra.

Este Evangelho é um resumo de toda a Revelação. Aí estão Moisés e Elias, que apresentam Cristo aos apóstolos.

Somos nós hoje que somos enviados a anunciar a ressurreição. Os apóstolos tiveram esta revelação no dia da Transfiguração e sobretudo na manhã de Páscoa.

Os discípulos descobrem que a oração de Jesus é transfigurante. Eis aqui uma boa nova para o nosso mundo tão desfigurado pelo ódio, a violência, o rancor, as guerras, a corrida aos interesses pessoais.
O primeiro testemunho que podemos dar-lhe é o da atenção ao que nos afecta. Todos conhecemos momentos de graça e de iluminação na nossa vida. É a partir dessa iluminação que retomamos as forças para nos levantarmos e continuarmos.

Santo Inácio diz-nos que a alegria é um dos frutos do Espírito, enquanto a tristeza e o desencorajamento denunciam a presença de Satã, o adversário.
A acção mais profunda de Deus em nós é aquela em que ele se gera pelo Espírito, através da oração.

Ora, só o desejo reza. Não como tendência, nem pulsão, nem gozo mas como esperança. O desejo visa o real que não conhecemos e que só podemos esperar, como algo que nos é dado. Visa sempre um além do prazer, o que é impossível imaginar, a Vida.

A origem do desejo é o Espírito em nós. Só conhecemos o desejo pelos seus efeitos: a alegria.

«Escutai-O!»; responder à palavra separa-nos do eu, desaloja-nos. Temos de ouvir o Espírito mais do que dizê-lo. Falar com o outro entre duas portas ou de uma sala a outra nunca permitirá que o outro tome o lugar de interlocutor.

O caminho é o tempo da paciência, da espera. Este é o tempo para reinventar o risco e a aventura contra a segurança e o conforto.
E porque esse é o caminho do amor, que o Espírito para lá nos conduza.

Quando o sofrimento nos bate à porta, cobre-nos como um manto de neve, silenciosa e fria. Esse é o nosso inverno e a nossa desolação. Pedimos então que no nosso corpo se cumpra a metamorfose por que passou o Filho amado.

Porque nós somos também a coroa que Deus ama. Por breves instantes, somos introduzidos na nuvem da glória, à espera que a sua Palavra nos aqueça e mova. Que o Espírito nos revele o sentido de todas as coisas para caminharmos na inteligência da fé, sem medos nem fantasmas, com alguma luz no coração e em boa companhia para a passagem por que todos teremos de passar.

TRANSFIGURADOS NA ESPERANÇA

Papa Bento XVI

A montanha – o Tabor como o Sinai – é o lugar da proximidade com Deus.
É o espaço elevado, em relação à existência quotidiana, onde respirar o ar puro da criação. É o lugar da oração, no qual estar na presença do Senhor, como Moisés e como Elias, que aparecem ao lado de Jesus transfigurado e falam com Ele acerca do “êxodo” que o espera em Jerusalém, isto é, da sua Páscoa.

A Transfiguração é um acontecimento de oração: rezando, Jesus imerge-Se em Deus, une-Se intimamente a Ele, adere com a própria vontade humana à vontade de amor do Pai, e assim a luz invade-O e torna-se visível a verdade do seu ser: Ele é Deus, Luz da Luz.

Também a veste de Jesus se torna branca e resplandecente.
Isto faz pensar no Baptismo, na veste branca que os neófitos traziam. Quem renasce no Baptismo é revestido de luz antecipando a existência celeste, que o Apocalipse representa com o símbolo das vestes brancas.

Encontra-se aqui o ponto central: a transfiguração é antecipação da ressurreição, mas esta pressupõe a morte.
Jesus manifesta aos Apóstolos a sua glória, para que tenham a força de enfrentar o escândalo da cruz e compreendam que é preciso passar através de muitas tribulações para alcançar o Reino de Deus.

A voz do Pai, que ressoa do alto, proclama Jesus seu Filho predilecto como no Baptismo no Jordão, acrescentando: “Ouvi-O”.
Para entrar na vida eterna é preciso ouvir Jesus, segui-l’O pelo caminho da cruz, levando no coração como Ele a esperança da ressurreição.
“Spe salvi”, salvos na esperança. Hoje podemos dizer: “Transfigurados na esperança”.

Dirigindo-nos agora em oração a Maria, reconheçamos n’Ela a criatura humana transfigurada interiormente pela graça de Cristo, e confiemos na sua orientação para percorrer com fé e generosidade o percurso da Quaresma.

 

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Xavieirinhos 24-03-2019

Domingo III da Quaresma (PDF)    TEXTO

Ouvimos hoje, no Evangelho, a história de uma figueira que não dava fruto.

O dono da figueira quis mandar cortá-la, porque disse que uma figueira que não dá fruto não serve para nada. Mas o agricultor que cuidava da figueira, quis dar-lhe ainda mais uma oportunidade, e tratá-la muito bem para tentar que ela ainda desse fruto.

Deus também é assim para com todos nós: Deus criou-nos com qualidades, e espera que nós utilizemos essas qualidades para dar frutos: isto é, devemos utilizar essas qualidades para o bem de todos.

Deus espera que sejamos bons e ajudemos os outros, e também que trabalhemos para desenvolver as nossas qualidades e sermos mais úteis para toda a comunidade.

A nossa vida deve ser uma árvore cheia de frutos!

Mas, mesmo quando nós não usamos os dons que Deus nos deu para dar frutos, e somos preguiçosos e egoístas, Deus não desiste: Deus está sempre pronto a perdoar-nos e a dar-nos mais uma oportunidade.

 

 

 

 

Xavieirinhos 17-03-2019

Domingo II da Quaresma (PDF)    TEXTO

É bom estar com Jesus

Jesus, quando os amigos me abandonarem e não tiver ninguém com quem desabafar, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando me faltar a coragem para iniciar um novo dia de trabalho a exigir esforço, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando me custar dizer a verdade ou tiver dificuldade em perdoar de todo o coração, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando estiver sem alegria no meu coração e me irritar por tudo e por nada, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando eu ficar doente e tiver que ficar de cama e não puder ir brincar, eu sei que estás comigo.

Jesus, eu sei que estás comigo para me escutares, me dares ânimo, seres a minha fortaleza e a minha salvação.

Jesus, eu sei que estás comigo. Contigo ao meu lado, não terei medo de nada.
Seremos aliados para sempre.

 

 

 

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