Notícias

Ofertórios do fim-de-semana – Julho 2022

Neste próximo fim-de-semana, de 02-03 de Julho de 2022, os ofertórios das Missas destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja. [ler +]

Folha Informativa vai de férias!

Como é hábito nesta altura, a Folha Informativa vai de férias em Julho e Agosto. [ler +]

Xavierinhos vão de férias – 2022

As actividades da Catequese no ano lectivo de 2021-2022 terminam hoje, 19 de Junho, pelo que os Xavierinhos também vão de férias. [ler +]

Catequese vai de férias!

As actividades da Catequese neste ano lectivo de 2021-2022 chegam ao fim neste Domingo, 19 de Junho, entrando-se no período de férias. [ler +]

X Encontro Mundial das Famílias

A décima edição decorre de 22 a 26 de Junho, num formato inédito: um núcleo central em Roma e eventos em todas as dioceses do Mundo., sob o tema “O amor na família: vocação e caminho de santidade”. [ler +]

Dia de Santo António em Caselas – 2022

Como anunciado, o Dia de Santo António, Padroeiro principal da cidade de Lisboa e Padroeiro secundário de Portugal, foi assinalado no dia 13 de Junho em Caselas, com uma Missa às 17h30 na Igreja da Sagrada Família. [ler +]

Folha Informativa 26-06-2022

XII Domingo do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

As férias não devem ser vistas como uma simples evasão, que empobrece e desumaniza, mas como momentos qualificantes da própria existência da pessoa.
Interrompendo os ritmos quotidianos, que a fadigam e esgotam, a pessoa tem a possibilidade de recuperar os aspectos mais profundos do viver e do agir.
Nos momentos de repouso, o ser humano é convidado a tomar consciência do facto de que o trabalho é um meio, e não a meta da vida, e tem a possibilidade de descobrir a beleza do silêncio como espaço no qual se reencontrar a si mesmo para se abrir ao reconhecimento e à oração.
É-lhe espontâneo, então, considerar com um olhar diferente a sua existência e a dos outros, reconhecendo os vestígios de Deus na natureza, e sobretudo nos outros seres humanos.
João Paulo II, 1996

 

 

O encontro com Cristo muda a vida

Papa Francisco, 2021 (excertos)

Pedro e Paulo, Carlo Crivelli

No centro da história de Pedro e Paulo não está a sua coragem, mas o encontro com Cristo que mudou a sua vida. Fizeram a experiência de um amor que os curou e libertou, e, por isso, tornaram-se apóstolos e ministros da libertação para os outros.

Pedro foi libertado do sentido de insuficiência e da amargura do fracasso, e isso aconteceu graças ao amor incondicional de Jesus.

Apesar de ser um pescador entendido, experimentou várias vezes o gosto amargo da derrota por não ter pescado nada e, diante das redes vazias, teve a tentação de desistir; apesar de ser forte e impetuoso, muitas vezes deixou-se tomar pelo medo; apesar de ser um apaixonado discípulo do Senhor, continuou a raciocinar segundo o mundo, sem conseguir compreender e acolher o significado da cruz de Cristo; apesar de dizer que estava pronto a dar a vida por Ele, bastou-lhe sentir-se suspeito de ser dos seus para se amedrontar e renegar o Mestre.

No entanto Jesus amou-o gratuitamente e apostou nele. Encorajou-o a não se render, a continuar a lançar as redes ao mar, a caminhar sobre as águas, a segui-Lo no caminho da cruz, a dar a vida pelos irmãos, a apascentar as suas ovelhas. Assim o libertou do medo, dos cálculos baseados somente nas seguranças humanas, nas preocupações mundanas, infundindo-lhe a coragem de arriscar tudo e a alegria de sentir-se pescador de homens. A ele deu as chaves para abrir as portas que conduzem ao encontro com o Senhor e o poder de ligar e desligar: ligar os irmãos a Cristo e desligar os nós e as cadeias da sua vida.

Também Paulo experimentou a libertação da escravidão mais opressora, a do seu eu, e de Saulo, nome do primeiro rei de Israel, tornou-se Paulo, que significa “pequeno”. Foi libertado também do zelo religioso que o tinha encarniçado na sustentação das tradições recebidas e violento na perseguição aos cristãos.

A observância formal da religião e a defesa, à espada, da tradição, em vez de o abrir ao amor de Deus e dos irmãos, tornaram-no rígido: era um fundamentalista. Deus libertou-o disto; e não lhe poupou muitas fraquezas e dificuldades que tornaram mais fecunda a sua missão evangelizadora.

Paulo compreendeu assim que «Deus escolheu aquilo que no mundo é fraco para confundir os fortes», compreendeu que tudo podemos n’Ele que nos dá força, que nada pode alguma vez separar-nos do seu amor. Cristo não os julgou, não os humilhou, mas partilhou a sua vida com afecto e proximidade, apoiando-os com a sua própria oração e, algumas vezes, chamando-os para os sacudir à mudança.
Jesus assegura-nos a sua proximidade orando por nós e intercedendo junto do Pai; e repreende-nos com doçura quando erramos, para que possamos reencontrar a força para retomarmos o caminho.

Como Pedro, somos chamados a ser livres do sentimento da derrota perante a nossa pesca por vezes ruinosa; a ser livres do medo que nos imobiliza e nos torna medrosos, fechando-nos nas nossas seguranças e tirando-nos a coragem da profecia.

Como Paulo, somos chamados a ser livres das hipocrisias da exterioridade; a ser livres da tentação de nos impormos com a força do mundo, mas antes com a fraqueza que dá espaço a Deus; livres de uma observância religiosa que nos torna rígidos e inflexíveis; livros dos laços ambíguos com o poder e do medo de sermos incompreendidos e atacados.

Pedro e Paulo entregam-nos a imagem de uma Igreja confiada às nossas mãos, mas conduzida pelo Senhor com fidelidade e ternura

 

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 19-06-2022

XI Domingo do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

Ercole de’ Roberti, a instituição da Eucaristia

Cristo presente no meio de nós, no sinal do pão e do vinho, exige que a força do amor ultrapasse todas as dilacerações e, ao mesmo tempo, que se torne comunhão inclusive com o mais pobre, sustentáculo para quem é frágil, atenção fraterna a quantos têm dificuldade de carregar o peso da vida quotidiana, e correm o perigo de perder a própria fé.

A Eucaristia é o sacramento da unidade. Quem a recebe não pode deixar de ser artífice de unidade, porque nasce nele, no seu «DNA espiritual», a construção da unidade.
Que este Pão de unidade nos cure da ambição de prevalecer sobre os outros, da ganância de entesourar para nós mesmos, de fomentar discórdias e disseminar críticas; que desperte a alegria de nos amarmos sem rivalidades, nem invejas, nem murmurações maldizentes.
Papa Francisco, Corpus Christi, 2015

 

 

Abraçar o «Deus concreto», dar a vida

Papa Francisco, 2017

Vincent van Gogh, O Bom Samaritano

Recusar a multiplicidade de imagens de Deus que se formam a nível pessoal e na sociedade, amar as feridas de Cristo e da humanidade e estar disposto a perder a vida constituem as coordenadas da «bússola do cristão».

Não há Deus sem Cristo, porque um deus sem Cristo, desencarnado, é um deus não real. A realidade de Deus é Deus feito Cristo, por nós. Para salvar-nos. E quando nos afastamos disto, desta realidade, e nos afastamos da Cruz de Cristo, da verdade das chagas do Senhor, afastamo-nos também do amor, da caridade de Deus, da salvação, e percorremos uma estrada ideológica de Deus, distante: não é Deus que vem a nós e se fez próximo para nos salvar, e que morreu por nós. Esta é a realidade de Deus.

Num diálogo entre um agnóstico e um crente, narrado por um escritor francês do século passado: O agnóstico de boa vontade perguntava ao crente: “Mas como posso… Para mim, o problema é como Cristo é Deus, não posso compreender isso. Como é que Cristo é Deus?”. E o crente responde: “Para mim, isso não é um problema. O problema seria se Deus não se tivesse feito Cristo”. Esta é a realidade de Deus, Deus feito Cristo, Deus feito carne, e este é o fundamento das obras de misericórdia. As chagas dos nossos irmãos são as chagas de Cristo, são as chagas de Deus, porque Deus se fez Cristo.

Depois de Deus e do homem, o mapa cristão aponta para uma terceira coordenada, segundo as palavras de Cristo proclamadas nas missas desta quinta-feira: “Se alguém quiser vir após mim, renegue-se a si próprio, tome a sua cruz a cada dia e siga-Me”.

A realidade do caminho é a de Cristo: seguir Cristo, fazer a vontade do Pai, como Ele, tomar as cruzes de cada dia e renegar-se a si próprio para seguir Cristo. Não fazer aquilo que quero, mas aquilo que quer Jesus; seguir Jesus. E Ele diz que nesta estrada nós perdemos a vida, para a ganhar depois.

Trata-se de um contínuo perder a vida, perder fazer aquilo que eu quero, perder a comodidade, estar sempre na estrada de Jesus que estava ao serviço dos outros, à adoração de Deus. Esta é estrada justa, porque o único caminho seguro é seguir Cristo crucificado, o escândalo da Cruz.

 

JESUS ENSINAVA COM PERGUNTAS

Ermes Ronchi, in Avvenire

Joriskerk, Sermão de Jesus

Jesus não pede uma definição abstracta, mas o envolvimento pessoal de cada um: «E vós…». Como se dissesse: não quero coisas que tenham ouvido dizer, mas uma experiência de vida; o que é que te aconteceu quando Me encontraste?

E aqui cada um é chamado a dar a sua resposta. Cada um deve fechar todos os livros e catecismos, e abrir a vida.

Jesus ensinava com as perguntas, com elas educava para a fé, desde as suas primeiras palavras: “que procurais?”. As perguntas, palavras tão humanas, que abrem caminhos e não encerram em espaços fechados, palavras de crianças, talvez as nossas primeiras palavras, são a boca sequiosa e esfomeada através da qual as nossas vidas exprimem desejos, respiram, comem, beijam.

E vós, quem dizeis que Eu sou? Jesus estimulava a mente das pessoas para as impelir a caminhar dentro de si e a transformar a sua vida. Era um mestre da existência e queria que os seus fossem pensadores e poetas da vida. Pedro responde: Tu és o Cristo. E aqui é o ponto de reviravolta da narrativa: ordena-lhes que não falem d’Ele a ninguém. Porque ainda não viram o definitivo. Com efeito: começou a ensinar-lhes que o Filho do homem tinha de sofrer muito, ser morto e, três dias depois, ressuscitar.

Quereis saber verdadeiramente alguma coisa de Mim e de vós? Dou-vos um encontro: um homem na cruz. Antes, ainda, o encontro de Cristo será outro: alguém que se inclina a lavar os pés aos seus.

Quem é Cristo? O meu “lava-pés”. De joelhos, à minha frente. As suas mãos nos meus pés. Verdadeiramente, como Pedro, dizemos: um messias não pode fazer assim. E Ele: sou como o escravo que te espera e te lava os pés quando regressas. Tem razão Paulo: o cristianismo é escândalo e loucura.

Agora percebemos quem é Jesus: é beijo a quem O trai; não despreza ninguém, despreza-Se a si mesmo; não derrama o sangue de ninguém, derrama o próprio sangue. E depois, o encontro da Páscoa. Quando nos captura a todos dentro da sua ressurreição, arrastando-nos para o alto.

Tu, que dizes de Mim? Também eu faço a minha profissão de fé, com as palavras mais belas que tenho: Tu és o melhor da minha vida. És para mim o que a Primavera é para as flores, o que o vento é para a borrasca. Vieste e fizeste resplandecer a vida. Impossível amar-Te e não tentar assemelhar-Te, em Ti mudado/ como semente em flor (G. Centore).

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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