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Folha Informativa e Xavierinhos só online

Face à suspensão das celebrações eucarísticas comunitárias e das aulas presenciais da Catequese, a Folha Informativa e os Xavierinhos deixam de ter edição em papel, sendo publicados apenas no site da Paróquia.

Tempo Comum – 2021

No dia 11 de Janeiro  a Igreja Católica entrou no chamado Tempo Comum, que nos vai acompanhar, em termos litúrgicos, ao longo da maior parte deste ano de 2021. [ler +]

Donativos do Grupo Euromilhões no segundo semestre de 2020

O grupo Euromilhões fez donativos à Paróquia no valor de 4.204,46 € no segundo semestre de 2020, incluindo a construção das salas para a Catequese. [ler +]

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz 2021

O Papa defende na sua mensagem para o Dia Mundial da Paz 2021 (1 de Janeiro) um novo rumo para a globalização, que elimine as desigualdades e siga “princípios sociais”.

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Horário das Missas no Ano Novo

Horário das Missas em Caselas e na Igreja Paroquial no Ano Novo: [ler +]

Folha Informativa 24-01-2021

Domingo III do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

Van Gogh, Noite estrelada

Para que o “Reino de Deus” se torne uma realidade, o que é necessário fazer?

O “Reino de Deus” exige, antes de mais, a “conversão”.

Temos de modificar a nossa mentalidade, os nossos valores, as nossas atitudes, a nossa forma de encarar Deus, o mundo e os outros para que se torne possível o nascimento de uma realidade diferente.

Temos de alterar as nossas atitudes de egoísmo, de orgulho, de auto-suficiência, de comodismo e de voltar a escutar Deus e as suas propostas, para que aconteça, na nossa vida e à nossa volta, uma transformação radical – uma transformação no sentido do amor, da justiça e da paz.

Dehonianos

 

Nos teus Invernos há sementes que germinam, sabias?

Ermes Ronchi, in Avvenire

Domenico Ghirlandaio, Chamamento dos Apóstolos

Marcos conduz-nos ao momento primordial em que uma notícia extraordinária começa a correr pela Galileia, anunciando com a primeira palavra: o tempo cumpriu-se, o Reino de Deus está aqui.
Jesus não demonstra o Reino, mostra-o e fá-lo florir das suas mãos: liberta, cura, perdoa, derruba barreiras, volta a dar a plenitude a todos, a começar pelos últimos. O Reino é Deus que vem para curar do mal de viver, como a vida que desponta em todas as suas formas.

A segunda palavra de Jesus pede para tomar posição: convertei-vos, voltai-vos para o Reino.
Há uma ideia de movimento na conversão, como no girassol que a cada manhã volta a erguer a sua corola e a orienta na direcção do sol. Convertei-vos: isto é, voltai-vos para a luz porque a luz já está aqui.
A cada manhã, a cada despertar, também eu posso converter-me, dirigir pensamentos, sentimentos e escolhas para uma estrela polar do viver, para a boa notícia de que Deus está hoje mais próximo, penetrou mais profundamente no coração do mundo e no meu, com mansidão e poderosa energia para o amanhecer de novos céus e nova terra.
Também eu posso construir o meu dia sobre esta feliz certeza; deixar de ter os olhos baixos sobre os meus mil problemas, mas levantar a cabeça para a luz, para o Senhor que me assegura: Eu estou contigo, nunca te deixo, nunca serás abandonado.

Crer no Evangelho.
Não basta aderir a uma doutrina; é preciso atirar-se para dentro dele, para que a nossa vida seja submersa nele e dele derivem as nossas escolhas.

Caminhando ao longo do lago, Jesus vê…
Vê Simão e nele intui Pedro, a Rocha. Vê João e nele perscruta o discípulo das mais belas palavras de amor. Um dia olhará a adúltera trazida à força para diante dele e nela verá a mulher capaz de amar de novo.
O Mestre olha também para mim; nos meus invernos vê sementes que germinam, generosidade que desconhecia ter, capacidades de que não suspeitava.
O olhar de Jesus alarga o coração, torna-o mais amplo. Deus tem para mim a confiança de quem contempla as estrelas ainda antes que se iluminem.

Segue-me, vem após mim.
Jesus não se alonga em motivações, porque o motivo é Ele, que te coloca o Reino recém-nascido entre as mãos. E di-lo com uma palavra inédita: farei de vós pescadores de homens. Como se dissesse: farei de vós buscadores de tesouros.
Como se dissesse: o meu e o vosso tesouro são os homens. Havereis de os tirar para fora da escuridão, como peixes sob a superfície das águas, como recém-nascidos das águas maternas, como tesouro desenterrado do campo. Passá-los-eis da vida submersa à vida ao sol. Mostrareis que o Evangelho é a chave para viver melhor.

 

Todos somos discípulos missionários

Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, 121

Certamente todos somos chamados a crescer como evangelizadores.
Devemos procurar simultaneamente uma melhor formação, um aprofundamento do nosso amor e um testemunho mais claro do Evangelho.

Neste sentido, todos devemos deixar que os outros nos evangelizem constantemente; isto não significa que devemos renunciar à missão evangelizadora, mas encontrar o modo de comunicar Jesus que corresponda à situação em que vivemos.

Seja como for, todos somos chamados a dar aos outros o testemunho explícito do amor salvífico do Senhor, que, sem olhar às nossas imperfeições, nos oferece a sua proximidade, a sua Palavra, a sua força, e dá sentido à nossa vida.

O teu coração sabe que a vida não é a mesma coisa sem Ele; pois bem, aquilo que descobriste, o que te ajuda a viver e te dá esperança, isso é o que deves comunicar aos outros.

A nossa imperfeição não deve ser desculpa; pelo contrário, a missão é um estímulo constante para não nos acomodarmos na mediocridade, mas continuarmos a crescer.
O testemunho de fé, que todo o cristão é chamado a oferecer, implica dizer como São Paulo: «Não que já o tenha alcançado ou já seja perfeito; mas corro para ver se o alcanço, (…) lançando-me para o que vem à frente»

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 17-01-2021

Domingo II do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

Eugène Burnand, Pedro e João

O chamamento é sempre uma iniciativa de Deus, que vem ao encontro do homem e o chama pelo nome.

Ao homem é pedido que se coloque numa atitude de total disponibilidade para escutar a voz e os desafios de Deus.

O discípulo é aquele que é capaz de reconhecer no Cristo que passa o Messias libertador, que está disponível para seguir Jesus no caminho do amor e da entrega, que aceita o convite de Jesus para entrar na sua casa e para viver em comunhão com Ele, que é capaz de testemunhar Jesus e de anunciá-l’O aos outros irmãos.

Dehonianos

 

 

Que procurais?

Ermes Ronchi, in Avvenire

Sir John Millais, À procura da moeda perdida

Um vizinho encontrou o Sr. Simão de gatas, em plena rua, à procura de alguma coisa no chão.

«Que procuras, amigo?» Simão, erguendo o olhar como quem pede ajuda, respondeu: «A minha chave. Perdi-a». Por isso o bom vizinho ajoelhou-se ali mesmo e os dois puseram-se à procura da chave perdida. Passado largo tempo, o vizinho perguntou-lhe: «Onde a perdeste?».

Simão, quase como se se desculpasse, com uma voz que saía para dentro, respondeu: «Dentro de casa». «Santo Deus! Então porque é que andamos à procura no meio da rua?» «Porque aqui há mais luz» (tomado com alguma liberdade criativa de Anthony de Mello, “O canto do passáro”).

É uma verdade bastante óbvia, mas estou convencido de que não só é importante saber o que estamos à procura, como também ter claro onde o fazer; quando queremos aproximar-nos de Deus temos de clarificar primeiro o que é que procuramos, o que é que queremos d’Ele; por que O invocamos, o que Lhe pedimos… Mas isto não basta.

Também é importante definir muito bem onde O vamos procurar; porque pode ser que haja lugares aparentemente iluminados que nos parecem mais próprios para encontrar Deus; e, todavia, Ele pode estar à nossa espera noutro lugar menos luminoso, como a nossa vida normal e quotidiana.

Costumo começar a experiência dos Exercícios Espirituais perguntando às pessoas «o que procuram?», porque me parece fundamental que cada uma estabeleça o seu próprio encontro com o Senhor esclarecendo, para si mesma, o que a leva a procurá-l’O. As motivações que se desvelam diante de nós são muito variadas e, muitas vezes, contraditórias. O milagre que essa experiência realiza é muito simples: quando aclaramos o que procuramos, quando dizemos que procuramos Deus, então começa a concretizar-se o lugar onde O devemos procurar.

Uma pergunta como esta foi a que Jesus lançou um dia a dois dos discípulos de João Baptista, que o seguiam pelo caminho: «Que procurais?» Eles disseram: «Mestre, onde vives?». A resposta foi: «Venham e vejam». A Igreja propõe-nos este texto do Evangelho porque quer suscitar em nós a fome do encontro com Deus e o desejo de saber mais d’Ele.

Peçamos-Lhe, neste início do tempo comum litúrgico, que Ele nos mostre onde vive, para que O conheçamos cada vez mais, para que mais O amemos e O sigamos nas nossas vidas. O importante é não acabarmos como o protagonista da história, procurando onde Ele não está.

A cada qual o seu encontro

Papa Francisco, Abril 2015

Cada homem tem um encontro pessoal com o Senhor. Um encontro verdadeiro, concreto, que pode mudar radicalmente a vida. O segredo não consiste só em aperceber-se dele, mas também em nunca dele perder a memória, para preservar o seu vigor e beleza.

Duas sugestões práticas: rezar para pedir a graça de recordar e reler o Evangelho para se reconhecer nos tantos encontros de Jesus.

Saulo – Paulo estava convicto da sua doutrina, até zeloso. Este zelo levava-o a perseguir este novo caminho que tinha nascido ali, ou seja os cristãos. Depois, aconteceu o que ouvimos e que todos sabemos: aquela visão, e ele caiu do cavalo. Naquele ponto, o Senhor fala-lhe: “Saulo, Saulo, por que Me persegues?” – “Quem és Senhor?” – “Eu sou Jesus”.

Trata-se do encontro de Paulo com Jesus.
Até àquele momento Paulo pensava que tudo o que os cristãos diziam eram histórias. Mas eis que se encontra com Ele e nunca esquecerá esse encontro: muda a sua vida e fá-lo crescer no amor a este Senhor que antes perseguia e agora ama. Um encontro que leva Paulo a anunciar ao mundo como instrumento de salvação o nome de Jesus. Eis portanto o que aconteceu e o que significou o encontro de Paulo com Jesus.

Na Bíblia há tantos encontros. Também no Evangelho. E são todos diversos entre si. E assim deveras cada qual tem o próprio encontro com Jesus. Pensemos nos primeiros discípulos que seguiam Jesus e permaneceram com Ele toda a noite – João e André, o primeiro encontro – e sentiram-se felizes por isso.
A ponto que André vai ter com seu irmão Pedro – naquele tempo chamava-se Simão – e diz: “Encontrámos o Messias!”. É outro encontro entusiasta, feliz, e conduz Pedro até Jesus. Por conseguinte, segue-se o encontro de Pedro com Jesus que fitou nele o olhar. E Jesus diz-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Serás chamado Cefas», isto é, pedra.

Os encontros são deveras muitos. Por exemplo, há o de Nataniel, o céptico. Imediatamente com duas palavras o desmoraliza. A ponto que o intelectual admite: «Mas tu és o Messias!». Há depois o encontro da Samaritana que, num certo momento, se sente em dificuldade e tenta ser teóloga: “Mas este monte, o outro…”. E Jesus responde-lhe: «Mas teu marido, a tua verdade». A mulher no próprio pecado encontra Jesus e vai anunciá-lo à cidade: “Disse-me tudo o que fiz; será porventura o Messias?”.

O encontro daquele leproso, um dos dez curados, que volta para agradecer. E, ainda, o encontro daquela mulher doente havia dezoito anos que pensava: “Mas se conseguisse pelo menos tocar o manto curar-me-ia” e encontra Jesus. E por fim o encontro daquele endemoninhado o qual Jesus liberta de tantos demónios e depois quer segui-l’O e Jesus diz-lhe: “Não, permanece em tua casa, mas diz a todos o que te aconteceu”.

Assim, podemos ver tantos encontros na Bíblia, porque o Senhor nos procura para fazer um encontro connosco e cada um de nós tem o seu encontro com Jesus. Talvez, o esqueçamos, percamos a memória até ao ponto de nos perguntarmos: «Mas quando encontrei Jesus ou quando Jesus me encontrou?».

Todos nós tivemos na nossa vida algum encontro com Ele, um encontro verdadeiro no qual senti que Jesus olhava para mim. Não é uma experiência só para santos. E se não nos recordamos, seria bom recordar e pedir ao Senhor que nos conceda a memória, porque Ele recorda-Se do encontro.
Um bom dever para fazer em casa seria precisamente reconsiderar quando senti deveras o Senhor próximo de mim, em quando senti que tinha que mudar de vida ou ser melhor ou perdoar uma pessoa, em quando encontrei o Senhor.

E assim, se alguém diz a si mesmo “não me recordo do encontro com o Senhor”, é oportuno que peça a graça: «Senhor, quando Te encontrei em consciência? Quando me disseste algo que mudou a minha vida ou me convidaste a dar aquele passo em frente na vida?». Esta é uma bonita oração, fazei-a todos os dias. E depois quando te recordares, rejubila naquela recordação que é uma recordação de amor

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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