Notícias

Missa na Paróquia transmitida pela TVI – 19 de Janeiro de 2020

A Missa da TVI no próximo Domingo vai ser transmitida em directo da nossa Igreja Paroquial. [ler +]

Curso de Preparação para o Crisma

No dia 31 de Janeiro inicia-se um Curso de Preparação para o Crisma, comum às Paróquias de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém.

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Nossa Senhora das Candeias

No próximo dia 02 de Fevereiro celebra-se a Festa da Apresentação do Senhor, também conhecida por Festa de Nossa Senhora das Candeias. A Paróquia de São Francisco Xavier assinala a data com a bênção das velas nas Missas na Igreja Paroquial. [ler +]

Festa da Catequese – 12 de Janeiro de 2020

A Sala Multiusos esteve cheia no Domingo,12 de Janeiro, para a Festa da Catequese, em que muitas crianças e familiares participaram nas várias representações, sob o título “Jesus connosco”. [ler +]

Festa da Catequese

“Jesus connosco” é o tema da Festa da Catequese, a decorrer este Domingo. [ler +]

Terço dos Homens – 13 de Janeiro 2020

Na próxima segunda-feira, dia 13 de Janeiro, realiza-se mais um Terço dos Homens, a partir das 21h15 na Igreja Paroquial. [ler +]

Folha Informativa 12-01-2020

Festa do Baptismo do Senhor (PDF)     TEXTO

 

Giotto, Baptismo do Senhor

Como Jesus após o seu Baptismo, deixemo-nos ser guiados pelo Espírito Santo em tudo o que fazemos.

Mas para isso, devemos invocá-l’O!
Aprendamos a invocar o Espírito Santo com mais frequência, nos nossos dias, para poder viver com amor as coisas ordinárias, e assim, torná-las extraordinárias.

A missão da Igreja e a de cada um de nós, para ser fiel e frutuosa, é chamada a inserir-se na de Jesus. Trata-se de regenerar continuamente na oração a evangelização e o apostolado, para dar um claro testemunho cristão, não segundo nossos projectos humanos, mas segundo o estilo de Deus”.

Papa Francisco, Festa do Baptismo do Senhor, 2019

 

 

Morrer para Si e viver do Espírito

Enzo Bianchi , In “Monastero di Bose” (excertos)

Bacchiacca, Baptismo de Jesus

Jesus, cujo nome significa “o Senhor salva”, é conotado através da sua proveniência de Nazaré, povoação da sua família e da sua infância.
Sim, Jesus de Nazaré é um nome humaníssimo, e é talvez por isso que no último século, no interior da espiritualidade cristã e não só, goza de uma sorte privilegiada em relação a outros títulos ou designações: isto não é um desconhecimento da sua divindade, mas responde à necessidade de afirmar a sua humanidade, que é antes de tudo solidariedade connosco, homens e mulheres.

E eis que aquele do qual é anunciado que baptiza, é agora baptizado, mergulhado por João. Seja dito com clareza: João imerge Jesus no Jordão, mergulha-O nas águas, e assim Jesus é como que imergido na morte, afogado e depois erguido, arrancado ao vórtice que submerge. É assim que Jesus desce, alcança o mais baixo do que é baixo, o último lugar que nunca Lhe será tirado.

Não podemos esquecer que esta primeira manifestação pública de Jesus surgiu como escandalosa para os primeiros cristãos, que, aclamando-O na fé como Senhor, temiam que neste acontecimento fosse percepcionado como inferior ao Baptista. Deste modo, progressivamente, deixar-se-á de recordar o facto de que foi João a imergir Jesus. Não é por acaso que, no Evangelho segundo Mateus, Jesus é apresentado como Aquele que tem de convencer o Baptista a mergulhá-l’O, vencendo a sua hesitação: «Deixa fazer por agora, porque convém que cumpramos toda a justiça».

*É precisamente nesta condição “baixa” que acontece para Jesus uma manifestação de Deus, uma teofania. Enquanto sobe da água, vê os céus rasgados e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba. Vê o que os outros não vêem, recebe uma revelação que aos outros permanece oculta. Os céus rasgaram-se sobre Ele, Jesus tem plena comunhão com Deus, a Terra e o Céu estão em comunicação. E precisamente nesses céus abertos Jesus vê o Espírito de Deus – que muitas vezes tinha descido sobre os profetas, e constituía a unção do Servo-Profeta anunciado por Isaías – descer sobre Ele como uma pomba.

Nas páginas de Isaías lê-se: «Onde está aquele que tirou das ondas o pastor do seu reba­nho? Onde está aquele que pôs no meio deles o seu santo espírito?». É por isso que Jesus recebe o Espírito no momento de sair das águas. O Espírito que desce sobre Ele é o mesmo Sopro que pairava sobre as águas da primeira criação, e desce agora sobre Jesus, que se torna a Morada de Deus.

A acção de Deus, mediante a imagem da pomba, é acompanhada pela palavra pronunciada pela voz que chega do céu: «Tu és o Filho meu, o amado; em ti pus o meu comprazimento». É a palavra que revela Jesus na sua identidade mais profunda, palavra que Jesus deverá interiorizar na sua vida humana para responder plenamente à sua vocação, à sua missão, mas antes de tudo à sua verdade.
Esta voz implica a paternidade de Deus sobre Jesus e especifica que Ele é o único Filho, o Filho amado, como era Isaac para o seu pai Abraão.

A imersão nas águas da morte, da rejeição e da traição, Jesus vivê-la-á na sua paixão, que será a sua epifania sobre a cruz: Jesus crucificado entre dois pecadores, em plena solidariedade connosco, humanos, tal como começou o seu ministério. Então, quando os céus parecem fechados, ao seu expirar rasga-se o véu do templo, porque o Santo dos santos, o lugar da presença na Terra, do diálogo definitivo entre Terra e Céu, é precisamente Ele, Jesus. O véu rasgado é o sinal de que todo o ser humano poder ter comunhão com Deus através do corpo de Jesus, dador de Espírito e de vida

 

Viver o nosso Baptismo

São Josemaria E. Balaguer, É Cristo que passa

Cada um de nós tem que ser ipse Christus, o próprio Cristo. Ele é o único Medianeiro entre Deus e os homens ; e nós unimo-nos a Ele para com Ele oferecermos todas as coisas ao Pai. A nossa vocação de filhos de Deus, no meio do mundo, exige não apenas que procuremos atingir a nossa santidade pessoal, mas que avancemos pelos caminhos da terra, para convertê-los em atalhos que, através dos obstáculos, levem as almas ao Senhor; que tomemos parte, como cidadãos comuns, em todas as actividades temporais, para sermos levedura que informe a massa inteira.

A experiência da nossa fragilidade e dos nossos erros, a desedificação que pode causar o espectáculo doloroso da pequenez ou até da mesquinhez de alguns que se chamam cristãos, o aparente fracasso ou a desorientação de alguns movimentos apostólicos, tudo isso pode, no entanto, constituir uma prova para a nossa fé e fazer com que se insinuem a tentação e a dúvida: onde estão a força e o poder de Deus? É o momento de reagir, de pormos em prática com mais pureza e energia a nossa esperança e, portanto, de procurarmos que seja mais firme a nossa fidelidade.

Gostaria que considerássemos agora esse manancial de graça divina que são os Sacramentos, maravilhosa manifestação da misericórdia de Deus. Meditemos devagar na definição do Catecismo de São Pio V: determinados sinais sensíveis que causam a graça, e ao mesmo tempo a declaram, como que pondo-a diante dos olhos. Deus Nosso Senhor é infinito, seu amor é inesgotável, sua clemência e sua piedade para connosco não admitem limites.

E, embora nos conceda a sua graça de muitas outras maneiras, instituiu expressa e livremente – só Ele o podia fazer – esses sete sinais eficazes, para que de um modo estável, simples e acessível a todos, os homens pudessem participar dos méritos da Redenção.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 05-01-2020

Festa da Epifania (PDF)     TEXTO

 

Adoração dos Reis Magos, monges beneditinos, c. 1800

Como os Magos, ponhamo-nos a caminho.
Tenhamos confiança. Como eles, ergamos os olhos.

A luz vem de Deus, deixemo-nos iluminar. Como eles, procuremos, não tenhamos demasiadas certezas. Tenhamos somente convicções, descubramos os sinais de uma presença. Como eles, ofereçamos presentes: o da oração, o do respeito de todo o homem. Procuremos agradar a Deus e aos irmãos.

Como eles, aceitemos começar um novo caminho. Deixemo-nos interpelar por Deus e pelo seu Evangelho, pelos homens e mulheres deste tempo.

Dehonianos

 

 

Deus propõe-Se, não Se impõe

Papa Francisco, Homilia na Epifania de 2019 (excertos)

É sempre grande a tentação de confundir a luz de Deus com as luzes do mundo. Mas, assim, voltamos os holofotes para o lado errado, porque Deus não estava lá.

A sua luz amável resplandece no amor humilde. Além disso, quantas vezes tentamos, como Igreja, brilhar de luz própria! Mas, não somos nós o sol da humanidade; somos a lua que, mesmo com as suas sombras, reflecte a luz verdadeira, o Senhor.

A luz de Deus vai para quem a acolhe. «Levanta-te e resplandece» (Is, 60, 1) É preciso erguer-se do próprio sedentarismo e prontificar-se a caminhar.

É preciso revestir-se de Deus todos os dias, até que Jesus Se torne a nossa vestimenta diária. Mas, para usar a vestimenta de Deus, que é simples como a luz, primeiro é preciso desfazer-se das roupas pomposas.

Para encontrar Jesus, deve-se planear um itinerário diferente, deve-se tomar outro caminho: o d’Ele, o caminho do amor humilde. Só encontra o mistério de Deus quem deixa os próprios apegos mundanos e se põe a caminho.

Trouxemos algum presente a Jesus, pela sua festa? O Evangelho contém uma pequena lista de prendas: ouro, incenso e mirra.
O ouro, o elemento mais precioso, lembra-nos que a Deus deve ser dado o primeiro lugar. Para isso, é preciso privar-se a si mesmo do primeiro lugar e considerar-se necessitado, não auto-suficiente.

Aqui entra o incenso, que simboliza o relacionamento com o Senhor, a oração, que se eleva para Deus como perfume. Como para exalar o perfume se deve queimar, também para a oração é preciso «queimar» um pouco de tempo.

Quanto à mirra, agrada ao Senhor que cuidemos dos corpos provados pelo sofrimento, da sua carne mais frágil, de quem ficou para trás, de quem só pode receber não tendo nada de material para retribuir.

É preciosa aos olhos de Deus a misericórdia com quem não tem para restituir, a gratuidade.

 

Epifania, a realeza poderosa na fragilidade humana de Jesus

Enzo Bianchi , In “Monastero di Bose”

Adoração dos Reis Magos, Tapeçaria, Inglaterra, 1890

No nascimento e na morte de Jesus ressoa para Ele o mesmo título, “Rei dos judeus”. No nascimento dizem-no os magos e repetem-no os escribas e o rei Herodes; na morte fá-lo escrever Pilatos sobre uma placa. No nascimento e sob a cruz está a mesma revelação: a humanidade é una na procura de Deus e no repúdio de Deus, ou melhor, em crer no bem com esperança ou em não crer no bem, preferindo a violência, o mal.
Jesus nasceu Rei dos judeus, mas para todos, e todos podem ir até Ele.

Nasce uma criança numa simples família formada por um artesão, José, e pela sua jovem mulher, Maria; nasce num estábulo, refúgio para o rebanho nos campos de Belém, e no entanto alguns homens vindos de longe, ou melhor, da sua sabedoria orientada, na sua procura são levados a ver neste simples nascimento o cumprimento da sua busca, a plenitude da sua sabedoria.

Em cada ser humano há um anseio de bem, de vida plena, de paz, e este fogo que habita os humanos impele-os a procurar, a meter-se a caminho, a declarar insuficiente a terra que habitam, o horizonte habitual. Por este caminho os humanos procuram e encontram como sinais o que têm ao seu alcance: o céu, a terra, o mar e também as criaturas animadas e inanimadas com as quais podem sabem comunicar.

Naquela longa peregrinação, sobretudo da mente e do coração, alguns sábios, os magos, olharam para as estrelas, para a areia do deserto, para os animais que montavam, para a bagagem que transportavam consigo, para viver e para oferecer. Para quem escrutina o horizonte surge sempre uma estrela que convida ao caminho.

Eles perguntam «onde está o Rei dos judeus que nasceu?» precisamente aos judeus que não se tinham dado conta do nascimento do seu Rei. Não tinha dado conta o rei que reinava naquele momento, Herodes, não se tinham dado conta os sacerdotes nem sequer os peritos das Sagradas Escrituras, os escribas.

Eis o escândalo: quem é designado para conhecer e observar o que acontece, não sabe, quem é capaz de interpretar pontualmente as Escrituras em referência ao Rei dos judeus anuncia-o com clareza e certeza, todavia numa situação de radical cegueira.

Ainda hoje assim acontece: podem conhecer-se as palavras de Deus nas Escrituras, podem citar-se e explicar com competência, podem até ensinar-se aos outros, e contudo, ao mesmo tempo, permanecer numa situação de total cegueira ou surdez, manifestações da dureza do coração.
Esta vinda dos magos causa, porém, inquietação, perturbação da parte dos representantes do poder político e de toda a Jerusalém, porque quando o poder vê surgir outro teme e treme, sentindo-se ameaçado.

Aqueles sábios conseguem ver a estrela que os conduz até ao menino Rei Messias, onde encontram o que procuravam mas que certamente não esperavam assim: simplesmente um menino e a sua mãe. E como convertidos, mudados na sua mente e no seu coração, reconhecem a realeza na anti-realeza, a realeza poderosa e universal na fragilidade humana, num menino incapaz de falar e de ser eloquente com a palavra.

Todavia os magos compreendem, chegam à fé, apesar de não terem nem a revelação nem as sagradas Escrituras. E não por acaso, Mateus anota que regressam ao seu país através de outro caminho, isto é, outro modo de pensar e de viver.Só olhando para a fragilidade de Jesus se pode compreender a sua verdadeira realeza, a sua verdadeira identidade, não plasmada com base nas imagens dos reis e dos poderosos deste mundo.

Quantos homens e quantas mulheres, como estes magos procuram o bem, se sentem viandantes, a caminho, se exercitam a reconhecer a salvação como humanização e trabalham para que o humano seja sempre mais humano. Saibam-no ou não, são pessoas para as quais cada criança que nasce, cada humano que vem ao mundo surge com a dignidade de um rei; surge como um irmão ou uma irmã que espera de nós o nosso ouro (o que temos), o nosso incenso (o perfume libertado pela nossa presença), a nossa mirra (o que sabemos sacrificar de nós próprios, gastando a vida pelo outro).

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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