Notícias

Horário final da Catequese 2019/2020

O Horário final para a Catequese no ano 2019/2020 já está disponível. As actividades da Catequese iniciaram-se a 01 de Outubro, mas as inscrições continuam abertas.
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Festa da Entrega da Bíblia 2019

As crianças do 4º Catecismo tiveram no Domingo, dia 17 de Novembro, a Festa da Entrega da Bíblia, durante a Missa das 18h30.

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Coroas do Advento

Coroas do Advento vão estar à venda no Adro da Igreja Paroquial no fim-de-semana de 29-30 de Novembro. [ler +]

Peditório para a Conferência Vicentina – 16-17 de Novembro

Neste fim-de-semana, de 16-17de Novembro, realiza-se o habitual peditório, no final das Missas, para a Conferência Vicentina. [ler +]

Terço dos Homens – 13 de Novembro

Na próxima quarta-feira, dia 13 de Novembro, realiza-se mais um Terço dos Homens, a partir das 21h15 na Igreja Paroquial. [ler +]

Quermesse de Natal 2019

A Paróquia de São Francisco Xavier terá este ano mais uma Quermesse de Natal com vista à angariação de fundos. [ler +]

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Folha Informativa 17-11-2019

Domingo XXXIII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

Jesus e os Apóstolos na tempestade, Jan Brueghel O Velho

O Evangelho guia-nos ao longo das cordilheiras da história:
de um lado, a vertente sombria da violência, o coração de treva que destrói; do outro, a vertente da ternura que salva: nem um cabelo da vossa cabeça será perdido.

O Evangelho não antecipa as coisas últimas, revela o sentido último das coisas.
Após cada crise anuncia um ponto de ruptura, uma inversão para novos horizontes, que abre uma brecha de esperança.

Virão guerras e atentados, revoluções e desilusões cruéis, ânsias e medos, mas vós levantai a cabeça, erguei-vos de novo.
Homem e natureza podem libertar todo o seu potencial destrutivo, todavia não podem nada contra o amor.

Diante da ternura de Deus são impotentes. No caos da história, o seu olhar está fixo em mim. Ele é o guardião enamorado de todo o meu fragmento mais pequeno.

Ermes Ronchi, In Avvenire

 

A esperança cristã: Força dos mártires

Papa Francisco, 28 de Junho de 2017

Michael van Coxie, São Sebastião

Quando, no Evangelho, Jesus convida os discípulos à missão, não os ilude com miragens de sucesso fácil; ao contrário, adverte-os claramente que o anúncio do Reino de Deus comporta sempre uma oposição.
E usa uma expressão extrema: “Sereis odiados de todos por causa do meu nome”.

Os cristãos amam, mas nem sempre são amados. Jesus coloca-nos imediatamente diante desta realidade: numa medida mais ou menos forte, a confissão da fé ocorre num clima de hostilidade. Portanto, os cristãos são homens e mulheres “contracorrente”.

É normal: dado que o mundo está marcado pelo pecado, que se manifesta em várias formas de egoísmo e de injustiça, quem segue Cristo caminha em direcção contrária.
E a primeira indicação é a pobreza.
Quando Jesus envia os seus em missão, parece que presta mais atenção ao “despojá-los” do que ao “vesti-los”!

O cristão percorre o seu itinerário neste mundo com o que é essencial para o caminho, porém com o coração cheio de amor.
A verdadeira derrota para ele ou para ela é cair na tentação da vingança e da violência, respondendo ao mal com o mal. Jesus diz-nos: «Eu envio-vos como ovelhas no meio de lobos». Por conseguinte, sem fauces, garras e armas. Pelo contrário, o cristão deverá ser prudente, por vezes inclusive astuto. Mas nunca deve ceder à violência.

A única força do cristão é o Evangelho.
Nos momentos de dificuldade, devemos acreditar que Jesus está diante de nós, e não deixa de acompanhar os seus discípulos.
A perseguição não é uma contradição ao Evangelho, mas faz parte dele: se perseguiram o nosso Mestre, como podemos esperar ser dispensados da luta?
Porém, no meio do turbilhão, o cristão não deve perder a esperança, pensando que foi abandonado. Jesus tranquiliza os seus dizendo: «Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados». É como dizer que nenhum dos sofrimentos do homem, nem sequer os mais insignificantes e escondidos, são invisíveis aos olhos de Deus.
De facto, há no meio de nós Alguém que é mais forte do que o mal, mais forte do que as máfias, do que as tramas obscuras, de quem se beneficia com as desgraças dos desesperados, de quem esmaga os outros com prepotência… Alguém que desde sempre ouve a voz do sangue de Abel que grita da terra.

Portanto, os cristãos devem deixar-se encontrar sempre “do outro lado” do mundo, o escolhido por Deus: não perseguidores, mas perseguidos; não arrogantes, mas mansos; não vendedores de fumaça, mas submetidos à verdade; não impostores, mas honestos.
Esta fidelidade ao estilo de Jesus até à morte, será chamada pelos primeiros cristãos com um nome belíssimo: “martírio”, que significa “testemunho”. Os mártires não vivem para si mesmos, não combatem para afirmar as próprias ideias, e aceitam ter que morrer somente por fidelidade ao Evangelho.

O martírio não é nem sequer o ideal supremo da vida cristã, porque acima dele há a caridade, ou seja, o amor a Deus e ao próximo. Explica-o muito bem o apóstolo Paulo no hino à caridade: «Ainda que distribuísse todos os meus bens em sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada valeria».

Por vezes, lendo as histórias de muitos mártires de ontem e de hoje ficamos surpreendidos perante a determinação com a qual enfrentaram a provação. Esta força é sinal da grande esperança que os animava: a esperança certa de que nada e ninguém os podia separar do amor de Deus que nos foi doado em Jesus Cristo.

 

Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas

Apelo aos Apóstolos, António Arias

A fé manifesta-se em três passos: tenho necessidade, fio-me, confio-me.

E acredita que no tempo da tempestade, Deus não está noutro lugar, está no reflexo mais profundo das tuas lágrimas, a fazer de dique aos teus medos. Deus está presente, não como tu quererias, mas como Ele quer.

Está presente, mas ao seu modo: não age no meu lugar mas juntamente comigo, não para me isentar da tempestade mas para me dar força dentro da tempestade. Fazendo apelo à perseverança, à resistência, a não deixar cair os braços, a voltar a agarrar nos remos e no balde para esvaziar a água.

«Eram perseverantes», diz Lucas ao descrever os apóstolos após a ascensão de Jesus (Actos 1, 14), e a perseverança é virtude humilde, sem efeitos especiais cinematográficos, não está sob os projectores, mas é cimento da comunidade. Mesmo a primeira comunidade cristã de Jerusalém é narrada com este adjectivo colocado ao início, como uma placa indicadora, um sinal na estrada: «Eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos e na comunhão, no partir o pão e na oração» (Actos 2, 42).

A perseverança não é clamorosa, não arranca aplausos, mas é a virtude sólida que faz avançar a barca da comunidade. Quando, como os doze, não te rendes, mas continuas a remar e a lutar, as mãos no leme, os olhos a perscrutar a margem, e fazes tudo o que deves fazer, então encontra-l’O no coração da tempestade. E faz-se dique e fronteira para o teu medo. Fé nua é perseverar, inclusive na borrasca, certo de que Deus está na minha barca, que cruza o seu respiro com o meu, a sua rota com a minha.

Talvez adormecido. Talvez mudo. Mas se fala é por amor, se cala é também por amor.

Ermes Ronchi, In L’Osservatore Romano

 

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 10-11-2019

Domingo XXXII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

Fresco na Igreja de Chora

Por todos os que morrem sós mortos de medo
sem encontrar na lama das palavras
um sopro de Páscoa
ou a esperança da vida após a morte
ensina-nos a arte de bem viver
a nós que acreditamos mais na morte que na vida
Tu que és o Deus dos vivos
e ressuscitaste o teu Filho dos infernos
não nos retires a luz que faz viver nem o calor dos afectos
em que reconhecemos a tua presença
isto Te pedimos pelo amor de Jesus Cristo
e pelo amor que o Espírito derramou no nosso coração.

Fr. José Augusto Mourão, OP

 

Porque buscais o Vivente entre os mortos

Papa Francisco, 20 de Abril de 2019

Rembrandt, Jesus cura leproso

As mulheres vão ao túmulo levando os aromas, mas temem que a viagem seja inútil, porque uma grande pedra bloqueia a entrada do sepulcro. O caminho daquelas mulheres é também o nosso caminho; lembra o caminho da salvação. Nele, parece que tudo se vai estilhaçar contra uma pedra: a beleza da criação contra o drama do pecado; a libertação da escravatura contra a infidelidade à Aliança; as promessas dos profetas contra a triste indiferença do povo.

O mesmo se passa na história da Igreja e na história de cada um de nós: parece que os passos dados nunca levem à meta. E assim pode insinuar-se a ideia de que a frustração da esperança seja a obscura lei da vida.

Hoje, porém, descobrimos que o nosso caminho não é feito em vão, que não esbarra contra uma pedra tumular. Uma frase incita as mulheres e muda a história: «Porque buscais o Vivente entre os mortos?»porque pensais que tudo seja inútil, que ninguém possa remover as vossas pedras? Porque cedeis à resignação e ao fracasso?

Deus remove as pedras mais duras, contra as quais vão embater esperanças e expectativas: a morte, o pecado, o medo, o mundanismo. A história humana não acaba frente a uma pedra sepulcral, já que hoje mesmo descobre a «pedra viva»: Jesus ressuscitado. Como Igreja, estamos fundados sobre Ele e, mesmo quando desfalecemos, mesmo quando somos tentados a julgar tudo a partir dos nossos fracassos, Ele vem fazer novas todas as coisas, inverter as nossas decepções. Cada um é chamado a encontrar, no Vivente, Aquele que remove do coração as pedras mais pesadas. Perguntemo-nos, antes de mais nada: Qual é a minha pedra a ser removida, como se chama?

Muitas vezes, a esperança é obstruída pela pedra da falta de confiança. Quando se dá espaço à ideia de que tudo corre mal e que sempre vai de mal a pior, resignados, chegamos a crer que a morte seja mais forte que a vida e tornamo-nos cínicos e sarcásticos, portadores de um desânimo doentio. Pedra sobre pedra, construímos dentro de nós um monumento à insatisfação, o sepulcro da esperança. Lamentando-nos da vida, tornamos a vida dependente das lamentações e espiritualmente doente. Insinua-se, assim, uma espécie de psicologia do sepulcro: tudo termina ali, sem esperança de sair vivo. Mas, eis que surge a pergunta desafiadora da Páscoa: Porque buscais o Vivente entre os mortos? O Senhor não habita na resignação. Ressuscitou, não está lá; não O procures, onde nunca O encontrarás: não é Deus dos mortos, mas dos vivos.

Há uma segunda pedra que, muitas vezes, fecha o coração: a pedra do pecado. O pecado seduz, promete coisas fáceis e prontas, bem-estar e sucesso, mas, depois, dentro deixa solidão e morte. O pecado é procurar a vida entre os mortos, o sentido da vida nas coisas que passam. Porque buscais o Vivente entre os mortos? Porque não te decides a deixar aquele pecado que, como pedra à entrada do coração, impede à luz divina de entrar? Porque, aos lampejos cintilantes do dinheiro, da carreira, do orgulho e do prazer, não antepões Jesus, a luz verdadeira? Porque não dizes às vaidades mundanas que não é para elas que vives, mas para o Senhor da vida?

As mulheres que vão ao sepulcro de Jesus…
À vista da pedra removida, sentem-se perplexas; ao ver os anjos, ficam «amedrontadas» e «voltam o rosto para o chão». Não têm a coragem de levantar o olhar. Quantas vezes nos acontece o mesmo! Preferimos ficar encolhidos nos nossos limites, escondidos nos nossos medos. É estranho! Porque o fazemos? Muitas vezes porque, no fechamento e na tristeza, somos nós os protagonistas, porque é mais fácil ficarmos sozinhos nas celas escuras do coração do que abrir-nos ao Senhor. E, todavia, só Ele levanta. «Só conhecemos a nossa altura, quando somos chamados a levantar-nos» (E. Dickinson, Nunca sabemos quão alto estamos nós). O Senhor chama-nos para nos levantarmos, ressuscitarmos à sua Palavra, olharmos para o alto e crermos que estamos feitos para o Céu, não para a terra; para as alturas da vida, não para as torpezas da morte: Porque buscais o Vivente entre os mortos?

Porque buscais o Vivente entre os mortos? Aquelas mulheres tinham esquecido a esperança, porque não recordavam as palavras de Jesus, a chamada que lhes fez na Galileia. Perdida a memória viva de Jesus, ficam a olhar o sepulcro. A fé precisa de voltar à Galileia, reavivar o primeiro amor com Jesus, a sua chamada: precisa de O recordar, ou seja – literalmente –, de voltar com o coração para Ele. Voltar a um amor vivo para com o Senhor é essencial; caso contrário, tem-se uma fé de museu, não a fé pascal. Mas Jesus não é um personagem do passado, é uma Pessoa vivente hoje; não Se conhece nos livros de história, encontra-Se na vida. Hoje, repassemos na memória o momento em que Jesus nos chamou, quando venceu as nossas trevas, resistências, pecados, como nos tocou o coração com a sua Palavra.

Recordando Jesus, as mulheres deixam o sepulcro. A Páscoa ensina-nos que o crente se detém pouco no cemitério, porque é chamado a caminhar ao encontro do Vivente. Perguntemo-nos: na vida, para onde caminho? Sucede às vezes que o nosso pensamento se dirija continua e exclusivamente para os nossos problemas, que nunca faltam, e vamos ter com o Senhor apenas para nos ajudar. Mas, deste modo, são as nossas necessidades que nos orientam, não Jesus. E continuamos a buscar o Vivente entre os mortos. E quantas vezes, mesmo depois de ter encontrado o Senhor, voltamos entre os mortos, repassando intimamente saudades, remorsos, feridas e insatisfações, sem deixar que o Ressuscitado nos transforme!

Queridos irmãos e irmãs, na vida demos o lugar central ao Vivente. Peçamos a graça de não nos deixarmos levar pela corrente, pelo mar dos problemas; a graça de não nos estilhaçarmos contra as pedras do pecado e os rochedos da desconfiança e do medo. Procuremo-l’O a Ele, em tudo e antes de tudo. Com Ele, ressuscitaremos.

 

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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Xavieirinhos 24-11-2019

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo (PDF)    TEXTO

Cristo Rei

Hoje celebramos Cristo Rei.

Olhai para Cristo crucificado.

O trono é uma cruz de madeira.

As vestes reais não existem.

A coroa é feita de espinhos.

Jesus é um rei diferente dos outros,

dos reis e senhores deste mundo.

Nós alegramo-nos de ser o seu povo,

membros activos do seu reino.

 

 

 

 

 

Xavieirinhos 17-11-2019

Domingo XXXIII do Tempo Comum (PDF)    TEXTO

 

Deus renova todas as coisas

Eu tive um sonho.
Sonhei que os rios já não estavam poluídos, e as suas águas eram puras e cristalinas.

Sonhei que. em vez de grandes prédios havia relvados e jardins com as mais lindas flores.

Sonhei que os progressos da ciência dominaram as forças da natureza causadoras de tragédias.

Sonhei que os acordos de paz deixaram de ser esquecidos e todas as nações viviam em paz.

Sonhei que todas as pessoas tinham pão para comer e já não havia fome no mundo.

Sonhei que todas as pessoas eram respeitadas, qualquer que fosse a sua raça ou a cor da pele.

Sonhei que os cidadãos eram uma comunidade, onde se sentia a fraternidade e o amor.

Sonhei que nas famílias. esposos e filhos eram felizes e dialogavam, escutando-se com carinho.

Sonhei que não havia idosos a sofrer de solidão, nem crianças a serem exploradas e maltratadas.

Sonhei que os cristãos não eram vítimas de perseguição em nenhum lugar do mundo..

Eu tive um sonho. Será que o meu sonho é o mesmo de Deus?

 

 

 

 

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