Notícias

Referendo sobre a eutanásia (Com vídeo)

Os bispos católicos portugueses manifestaram nos últimos dias a sua oposição aos projectos de despenalização da eutanásia e admitem o recurso ao referendo para travar a iniciativa parlamentar. [ler +]

Retiro da Quaresma

No próximo dia 14 de Março realiza-se um Retiro Quaresmal na Igreja de São Francisco Xavier, aberto às Paróquias de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém. [ler +]

Quarta-feira de Cinzas e início da Quaresma – 2020

No dia 26 de Fevereiro, a Igreja Católica celebra a Quarta-feira de Cinzas, que marca o início da Quaresma, período de preparação para a Ressurreição de Jesus Cristo em Domingo de Páscoa. [ler +]

Peditório para a Conferência Vicentina – 15-16 de Fevereiro

No próximo fim-de-semana, de  15-16 de Fevereiro, realiza-se o habitual peditório, no final das Missas, para a Conferência Vicentina. [ler +]

Terço dos Homens – 13 de Fevereiro 2020

Na próxima quinta-feira, dia 13 de Fevereiro, realiza-se mais um Terço dos Homens, a partir das 21h15 na Igreja Paroquial. [ler +]

Unção dos Doentes – 11 de Fevereiro

Tal como em 2019, a Paróquia de São Francisco Xavier vai celebrar este ano o Dia Mundial do Doente, com a Unção dos Doentes, no próximo dia 11 de Fevereiro, no final da Missa das 19h00. [ler +]

Folha Informativa 23-02-2020

Domingo VII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

Jan Wildens, Companheiros de Emaús

 

Do perdão de Jesus na cruz jorra a paz.

Pensai que a primeira saudação de Jesus ressuscitado é “a paz esteja convosco”.

O Senhor concede-nos a paz, dá-nos o perdão mas nós devemos pedir: “livrai-nos do mal”.

Papa Francisco, 2013

 

 

Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos

Papa Francisco, 24 de Abril de 2019

Fra Angelico, Calvário

Quem reza aprende a dizer “obrigado” e pede a Deus para ser benévolo com o próximo. Por muito que nos esforcemos, permanece sempre uma dívida impagável diante de Deus, que nunca poderemos restituir: Ele ama-nos infinitamente mais de quanto nós O amamos. Por muito que nos empenhemos para viver segundo os ensinamentos cristãos, na nossa vida haverá sempre alguma coisa da qual pedir perdão: pensemos nos dias passados na preguiça, nos momentos em que o rancor invadiu o nosso coração e assim por diante… São estas experiências que nos fazem implorar: “Senhor, Pai, perdoai-nos os nossos pecados”.

A invocação podia até limitar-se a esta primeira parte; teria sido bela. Ao contrário, Jesus liquida-a com uma segunda expressão que é um todo com a primeira.
O Deus bom convida-nos a sermos todos bondosos. As duas partes da invocação ligam-se com uma conjunção impiedosa: pedimos ao Senhor que perdoe os nossos pecados, as nossas faltas, “como” nós perdoamos aos nossos amigos, às pessoas que vivem connosco, aos nossos vizinhos, a quem nos fez alguma coisa desagradável.

Cada cristão sabe que existe para ele o perdão dos pecados: Deus perdoa tudo e sempre. Quando Jesus conta aos seus discípulos o rosto de Deus, esboça-o com expressões de terna misericórdia. Diz que há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por uma multidão de justos que não precisam de conversão. Nos Evangelhos nada deixa suspeitar que Deus não perdoa os pecados de quem está bem disposto e pede para ser reabraçado.

Mas a graça de Deus, tão abundante, é sempre exigente. Quem recebeu muito deve aprender a dar muito e a não reter só para si aquilo que recebeu. Quem recebeu muito deve aprender a dar muito. Não é ocasional que o Evangelho de Mateus, logo depois de ter oferecido o texto do “Pai-Nosso”, entre as sete expressões usadas frise precisamente a do perdão fraterno: «Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas». Mas isto é forte! Eu penso: algumas vezes ouvi quem disse: “Nunca perdoarei aquela pessoa! Nunca perdoarei o que me fez!”. Mas se tu não perdoares, Deus nunca te perdoará. Fechas a porta. Pensemos se nós somos capazes de perdoar ou se não perdoamos.

Pensemos se nós cristãos, aqui, perdoamos, se somos capazes de perdoar. “Padre, eu não consigo, porque aquela gente fez-me tantas”. “Mas se tu não conseguires, pede ao Senhor que te conceda a força para conseguires: Senhor, ajuda-me a perdoar. Encontramos aqui a ligação entre o amor a Deus e o amor ao próximo. Amor chama amor, perdão chama perdão. Ainda em Mateus encontramos outra parábola muito intensa dedicada ao perdão fraterno
Jesus insere nas relações humanas a força do perdão. Na vida nem tudo se resolve com a justiça. Não. Sobretudo onde se deve pôr um limite ao mal, alguém tem que amar além do devido, para recomeçar uma história de graça. O mal conhece as suas vinganças, e se ele não for interrompido corre o risco de se alastrar sufocando o mundo inteiro.

Jesus substitui a lei de Talião com a lei do amor: aquilo que Deus fez a mim, eu restituo-o a ti!
Deus concede a cada cristão a graça de escrever uma história de bem na vida dos seus irmãos, especialmente daqueles que fizeram algo desagradável e errado. Com uma palavra, um abraço, um sorriso, podemos transmitir aos outros aquilo que recebemos de mais precioso.

Qual é a coisa preciosa que recebemos? O perdão, que devemos ser capazes de dar também aos demais.

O caminho de perfeição

Armindo dos Santos Vaz, ocd
Semana de Espiritualidade 2012

O título da obra de S. Teresa de Jesus, conhecida como Caminho de perfeição, está cheio de aberturas sugestivas a uma imensa riqueza de conteúdos humanos, culturais e espirituais.

Enquanto usa a metáfora do caminho, remete para a concepção da vida humana como uma viagem, que dá unidade à diversidade de episódios e de experiências e decorre entre progressos e retrocessos, sucessos e fracassos, perdas e ganhos, conquistas e derrotas, ditas e desditas. Vista como metáfora da existência humana vivida ou por viver, o caminho aparece como narrativa com sentido.

O peregrino, expondo-se a perigos e sacrifícios e enfrentando medos e obstáculos, significava as dificuldades da vida e exorcizava-as. Caminhar ajudava a tornar-se «outro». Narrar a vida no interior de uma viagem era contemplar a vida como narrativa, desafiando a identificação entre o “decurso” ou “discurso” da vida e o da memória escrita.

Na Bíblia, a imagem do caminho tornou-se motivo condutor. O caminho da fé feito por Abraão, à procura da terra para onde Deus o mandava? O de libertação, feito pelo povo de Israel sob a liderança de Moisés? O de Babilónia para Jerusalém, de volta à pátria perdida do Israel exilado? O que foi feito por Jesus, da Galileia até Jerusalém, onde realizou a obra da salvação humana? O caminho dos discípulos para Emaús, em que “Jesus se pôs a caminho com eles”, suscitando o regresso a Jerusalém: o caminho da desesperança para a alegria, da desolação para a vida nova?

A imagem do Caminho é uma constante da história da salvação bíblica para expressar a busca de Deus pela fé. Os místicos cristãos usaram a metáfora do caminho para exprimir a convicção de que a vida humana faz sentido enquanto caminha para a transcendência e para a união com Deus.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 16-02-2020

Domingo VI do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

Miguel Ângelo, Julgamento Final

 

 

Quando Jesus diz aos seus discípulos  que o seu modo de falar deve ser ‘sim, sim’ ou ‘não, não’,
é porque a hipocrisia não fala a verdade, porque a verdade não está nunca sozinha: está sempre com o amor.

Não há verdade sem amor.

Papa Francisco, 2013

 

 

Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Doente

Publicamos hoje na íntegra a Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente (11 de Fevereiro) pela importância acrescida que tem ao sublinhar a exclusão da eutanánia.

«Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28)

Queridos irmãos e irmãs!

1. Estas palavras ditas por Jesus – «vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei de aliviar-vos» (Mt 11, 28) – indicam o caminho misterioso da graça, que se revela aos simples e revigora os cansados e exaustos. Tais palavras exprimem a solidariedade do Filho do Homem, Jesus Cristo, com a humanidade aflita e sofredora. Há tantas pessoas que sofrem no corpo e no espírito! A todas, convida a ir ter com Ele – «vinde a Mim» –, prometendo-lhes alívio e recuperação. «Quando Jesus pronuncia estas palavras, tem diante dos seus olhos as pessoas que encontra todos os dias pelas estradas da Galileia: muita gente simples, pobres, doentes, pecadores, marginalizados pelo ditame da lei e pelo opressivo sistema social. Este povo sempre acorreu a Ele para ouvir a sua palavra, uma palavra que incutia esperança» (Angelus, 6 de Julho de 2014).

No XXVIII Dia Mundial do Doente, Jesus dirige este convite aos doentes e oprimidos, aos pobres cientes de dependerem inteiramente de Deus para a cura de que necessitam sob o peso da provação que os atingiu. A quem vive na angústia devido à sua situação de fragilidade, sofrimento e fraqueza, Jesus Cristo não impõe leis, mas, na sua misericórdia, oferece-Se a Si mesmo, isto é, a sua pessoa que dá alívio. A humanidade ferida é contemplada por Jesus com olhos que vêem e observam, porque penetram em profundidade: não correm indiferentes, mas param e acolhem o homem todo e todo o homem segundo a respectiva condição de saúde, sem descartar ninguém, convidando cada um a fazer experiência de ternura entrando na vida d’Ele.

2. Porque tem Jesus Cristo estes sentimentos? Porque Ele próprio Se tornou frágil, experimentando o sofrimento humano e recebendo, por sua vez, alívio do Pai. Na verdade, só quem passa pessoalmente por esta experiência poderá ser de conforto para o outro. Várias são as formas graves de sofrimento: doenças incuráveis e crónicas, patologias psíquicas, aquelas que necessitam de reabilitação ou cuidados paliativos, as diferentes formas de deficiência, as doenças próprias da infância e da velhice, etc. Nestas circunstâncias, nota-se por vezes carência de humanidade, pelo que se revela necessário, para uma cura humana integral, personalizar o contacto com a pessoa doente acrescentando a solicitude ao tratamento. Na doença, a pessoa sente comprometidas não só a sua integridade física, mas também as várias dimensões da sua vida relacional, intelectiva, afectiva, espiritual; e por isso, além das terapias, espera amparo, solicitude, atenção, em suma, amor. Além disso, junto do doente, há uma família que sofre e pede, também ela, conforto e proximidade.

3. Queridos irmãos e irmãs enfermos, a doença coloca-vos de modo particular entre os «cansados e oprimidos» que atraem o olhar e o coração de Jesus. Daqui vem a luz para os vossos momentos de escuridão, a esperança para o vosso desalento. Convida-vos a ir ter com Ele: «Vinde». Com efeito, n’Ele encontrareis força para ultrapassar as inquietações e interrogativos que vos surgem nesta «noite» do corpo e do espírito. É verdade que Cristo não nos deixou receitas, mas, com a sua paixão, morte e ressurreição, liberta-nos da opressão do mal.

Nesta condição, precisais certamente dum lugar para vos restabelecerdes. A Igreja quer ser, cada vez mais e melhor, a «estalagem» do Bom Samaritano que é Cristo (cf. Lc 10, 34), isto é, a casa onde podeis encontrar a sua graça, que se expressa na familiaridade, no acolhimento, no alívio. Nesta casa, podereis encontrar pessoas que, tendo sido curadas pela misericórdia de Deus na sua fragilidade, saberão ajudar-vos a levar a cruz, fazendo, das próprias feridas, frestas através das quais divisar o horizonte para além da doença e receber luz e ar para a vossa vida.

Nesta obra de restabelecimento dos irmãos enfermos, insere-se o serviço dos profissionais da saúde – médicos, enfermeiros, pessoal sanitário, administrativo e auxiliar, voluntários –, pondo em acção as respectivas competências e fazendo sentir a presença de Cristo, que proporciona consolação e cuida da pessoa doente tratando das suas feridas. Mas, também eles são homens e mulheres com as suas fragilidades e até com as suas doenças. Neles se cumpre de modo particular esta verdade: «Quando recebemos o alívio e a consolação de Cristo, por nossa vez somos chamados a tornar-nos alívio e consolação para os irmãos, com atitude mansa e humilde, à imitação do Mestre» (Angelus, 6 de Julho de 2014).

4. Queridos profissionais da saúde, qualquer intervenção diagnóstica, preventiva, terapêutica, de pesquisa, tratamento e reabilitação há de ter por objectivo a pessoa doente, onde o substantivo «pessoa» venha sempre antes do adjectivo «doente». Por isso, a vossa acção tenha em vista constantemente a dignidade e a vida da pessoa, sem qualquer cedência a actos de natureza eutanásica, de suicídio assistido ou supressão da vida, nem mesmo se for irreversível o estado da doença.

Quando vos defrontais com os limites e possível fracasso da própria ciência médica perante casos clínicos cada vez mais problemáticos e diagnósticos funestos, sois chamados a abrir-vos à dimensão transcendente, que vos pode oferecer o sentido pleno da vossa profissão. Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável e indisponível (cf. Instr. Donum vitae, 5; Enc. Evangelium vitae, 29-53). A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte: exigem-no simultaneamente tanto a razão como a fé em Deus, autor da vida. Em certos casos, a objecção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este «sim» à vida e à pessoa. Em todo o caso, o vosso profissionalismo, animado pela caridade cristã, será o melhor serviço ao verdadeiro direito humano: o direito à vida. Quando não puderdes curar, podereis sempre cuidar com gestos e procedimentos que proporcionem amparo e alívio ao doente.

Infelizmente, nalguns contextos de guerra e conflitos violentos, são atacados o pessoal sanitário e as estruturas que se ocupam da recepção e assistência dos doentes. Nalgumas áreas, o próprio poder político pretende manipular a seu favor a assistência médica, limitando a justa autonomia da profissão sanitária. Na realidade, atacar aqueles que se dedicam ao serviço dos membros sofredores do corpo social não beneficia a ninguém.

5. Neste XXVIII Dia Mundial do Doente, penso em tantos irmãos e irmãs de todo o mundo sem possibilidades de acesso aos cuidados médicos, porque vivem na pobreza. Por isso, dirijo-me às instituições sanitárias e aos governos de todos os países do mundo, pedindo-lhes que não sobreponham o aspecto económico ao da justiça social. Faço votos de que, conciliando os princípios de solidariedade e subsidiariedade, se coopere para que todos tenham acesso a cuidados médicos adequados para salvaguardar e restabelecer a saúde. De coração agradeço aos voluntários que se colocam ao serviço dos doentes, procurando em não poucos casos suprir carências estruturais e reflectindo, com gestos de ternura e proximidade, a imagem de Cristo Bom Samaritano.

À Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, confio todas as pessoas que carregam o fardo da doença, juntamente com os seus familiares, bem como todos os profissionais da saúde. Com cordial afecto, asseguro a todos a minha proximidade na oração e envio a Bênção Apostólica.

Franciscus

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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