Sacramento do Crisma a 06 de Novembro

A celebração do Sacramento do Crisma nas Paróquias de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém está marcada para o dia 06 de Novembro de 2021, dia de S. Nuno de Santa Maria, às 16h00, na Igreja dos Jerónimos. [ler +]

Folha Informativa 19-09-2021

XXV Domingo do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

Jesus não teme as perguntas dos homens; não tem medo da humanidade, nem das várias questões que a mesma coloca.

Pelo contrário, Ele conhece os «recônditos» do coração humano e, como bom pedagogo, está sempre disposto a acompanhar-nos. Fiel ao seu estilo, assume as nossas interrogações, as nossas aspirações, conferindo-lhes um novo horizonte.

Fiel ao seu estilo, consegue dar uma resposta capaz de propor novos desafios, descartando «as respostas esperadas» ou aquilo que aparentemente já estava estabelecido.
Fiel ao seu estilo, Jesus sempre propõe a lógica do amor; uma lógica capaz de ser vivida por todos, porque é para todos.

Papa Francisco, Setembro 2015

Deus quer que sejamos

Pe. António Borges da Silva, Setembro 2021

Deus quer que sejamos. É o Seu maior dom.
Para que sejamos dá-nos o tempo, cria o espaço, interpela ao crescimento, abre horizontes, ensina a mergulhar nas profundezas do sentido, desvela o mistério, desperta a sensibilidade para a beleza e para a arte, incute o anseio pelo mais, convoca à comunhão, junta em Igreja, faz caminhar…

É no modo como caminhamos que mostramos o estado de desenvolvimento do nosso ser…
É na qualidade que pomos na relação com o sagrado do Outro e dos outros que afirmamos a presença de Deus na história.

É no percurso da fé no Ser de Deus que nos predispomos a acolher os Seus sinais e a desvelar o sentido do “porquê” e do “para quê”.

É na atenção que colocamos em relação às pessoas, à criação e aos contextos que habitamos que encontramos a presença desafiadora do Espírito Santo, reflectida no eco interior.

É na intimidade com o Deus encarnado, que se doa em cada Eucaristia como alimento, que encontramos a força para ser e estar muito para além da física, da gravidade terrena, dos interesses imediatos, da finitude biológica, das imperfeições do mundo e de nós próprios…

Caríssima Comunidade,
Obrigado pelo apoio e caminho feito em conjunto…
Obrigado por tantos testemunhos de fé, de vida, de Igreja…
Obrigado pela paciência e perseverança…
Obrigado pelos gestos de comunhão…
Obrigado pelo diálogo e pelo bem servir…
Obrigado pela celebração continuada da fé…
Obrigado por existirem a caminho do Ser de Deus.
Peço a vossa oração.

 

A grandeza vem do serviço

Dehonianos

Jesus recebeu do Pai a missão de propor aos homens um caminho de realização plena, de felicidade sem fim; e Ele vai fazê-lo, mesmo que isso passe pela cruz.
A serenidade de Jesus vem-Lhe da total aceitação e da absoluta conformidade com os projectos do Pai.

Os discípulos mantêm-se num estranho silêncio diante deste anúncio.
Não é claro, para a mentalidade desses discípulos, é que o caminho do Messias tenha de passar pela cruz e pelo dom da vida. A morte, na perspectiva dos discípulos, não pode ser caminho para a vitória. O “não entendimento” é, aqui, o mesmo que discordância: intimamente, eles discordam do caminho que Jesus escolheu seguir, pois acham que o caminho da cruz é um caminho de fracasso.

A pergunta de Jesus: “Que discutíeis pelo caminho?” sugere que Jesus sabe claramente qual tinha sido o tema da discussão. Provavelmente, captou qualquer coisa da conversa e ficou à espera da oportunidade certa – na tranquilidade da “casa” – para esclarecer as coisas e para continuar a instrucção dos discípulos.

Apesar do que Jesus lhes tinha dito pouco antes acerca do seu caminho de cruz, os discípulos recusavam-se a abandonar os seus próprios sonhos materiais e a sua lógica humana.

Jesus ataca o problema de frente e com toda a clareza, pois o que está em jogo afecta a essência da sua proposta. Na comunidade de Jesus não há uma cadeia de grandeza, com uns no cimo e outros na base…
Na comunidade de Jesus, só é grande aquele que é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos.

 

 

Quando abraçar uma criança é abraçar Deus

Ermes Ronchi, In “Avvenire”

Lucas Cranach, o Velho – Jesus abençoa as crianças

O Evangelho, que nos surpreende com palavras raras, entrega-nos três nomes de Jesus que vão contra-corrente – último, servidor, criança -, muito longe da ideia de um Deus omnipotente e omnisciente que herdámos.

O contexto. Jesus está a falar de coisas absolutas, de vida e de morte, está a contar aos seus melhores amigos que em breve será morto, está com o grupo dos mais confiáveis, e eis que eles não O ouvem, desinteressam-se da tragédia que cai sobre o seu mestre e amigo, todos tomados apenas pela sua competição, pequenos homens na sua carreira: quem é o maior entre nós?

Penso na ferida que se deve ter aberto n’Ele, na desilusão de Jesus. É desencorajador. Entre nós, entre amigos, uma indiferença assim seria uma ofensa imperdoável. Em vez disso, o Mestre dos corações, e isto é algo que nos conforta nas nossas fragilidades, não reprova os apóstolos, não os repudia, não Se afasta deles, e também não Se deprime.

Antes, coloca-os sob o juízo deste claríssimo e revolucionário pensamento: quem quer ser o primeiro seja o último e o servo de todos. O primado, a autoridade segundo o Evangelho deriva apenas do serviço.
Toma uma criança, coloca-a no meio, abraça-a e diz: quem acolhe um destes pequeninos, acolhe-Me.
É o modo magistral de Jesus dizer as relações: não se perde em críticas ou juízos, mas procura um primeiro passo possível, procura gestos e palavras que sabem educar. E inventa alguma coisa de inédito: um abraço e uma criança.
Todo o Evangelho num abraço, um gesto que perfuma de amor e que abre toda uma revelação: Deus é assim.
No centro da fé um abraço. Terno, caloroso. Ao ponto de fazer dizer a um grande homem espiritual: Deus é um beijo (Benedetto Calati).

Depois Jesus vai mais além, identifica-Se com os pequenos: quem acolhe uma criança, acolhe-Me. Acolher, verbo que gera o mundo como Deus o sonha.
O nosso mundo terá um futuro bom quando o acolhimento, tema incandescente hoje em todas as fronteiras da Europa, for o nome novo da civilização; quando acolher ou rejeitar os desesperados, quer estejam à fronteira ou à porta da minha casa, será considerado acolher ou rejeitar próprio Deus.; quando o serviço for o nome novo da civilização (o primeiro se faça servo de todos).

Quando dissermos a alguém, a pelo menos um dos pequenos e dos desesperados: abraço-te, tomo-te na minha vida.
Então, apertando-o a ti, sentirás que estás a apertar entre os teus braços o teu Senhor.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 12-09-2021

XXIV Domingo do Tempo Comum (PDF)  TEXTO

É muito bom recomeçar!

Nas paróquias, como em toda a Igreja, não há férias de Deus, mas há algumas actividades que param na altura das férias e recomeçam no final de Setembro, inícios de Outubro, como é o caso da Catequese, e outras actividades.

Por isso, sentimos que estamos a recomeçar, e é muito bom recomeçar!

Neste recomeço, quero desafiar os meus caros paroquianos de São Francisco Xavier sobretudo em três âmbitos.

– Para quem tenha alguma disponibilidade nas manhãs dos dias de semana, dar uma manhã (ou algumas horas durante a manhã) para garantir um serviço de acolhimento na Igreja Paroquial, para que seja possível a quem quiser, vir rezar ou tratar de algum assunto no Secretariado.

– Para quem tenha disponibilidade nas horas das Missas, oferecer-se como leitor, aos domingos ou nos dias de semana.

– E, para todos, sem excepção, ser mais generoso nos ofertórios das Missas, sobretudo do primeiro domingo de cada mês.
Como todos sabem, os ofertórios das Missas dos primeiros domingos destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja.

E não escondo que, com o fim das moratórias, o quadro financeiro não é bom. Teremos folga para alguns meses decorrente do nosso saldo bancário.

Contudo as nossas receitas não cobrem as despesas totais + amortização. Precisamos, em média, de mais 4.000 € por mês.
Para além de retomarmos a quermesse e o arraial, assim o esperamos, será necessária uma generosidade.
acrescida por parte dos paroquianos. Estou certo de que não faltará.

Em muitos outros âmbitos poderemos melhorar, e falaremos deles mais tarde, mas, para já, peço o vosso grande empenho nestes.

Entretanto, assinalo o já próximo início da presença e serviço sacerdotal do Sr. Pe. Miguel Pereira como Vigário Paroquial da Paróquia de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém.

A sua vinda será certamente um grande dom de Deus para todos. Estará presente pela primeira vez na Missa do próximo dia 19, domingo, às 19h00, em que terei a grande alegria de o apresentar à Paróquia.

Aproveito também para agradecer a grande disponibilidade com que o Sr. Pe. António Borges da Silva exerceu este mesmo serviço sacerdotal entre nós, desejando-lhe as melhores bênçãos de Deus no ministério de Pároco da Paróquia de S. Pedro em Alcântara, que em breve começará a exercer.

Peço a intercessão de Nossa Senhora e também de São Francisco Xavier, para que saibamos responder aos grandes desafios que o novo ano nos vai trazer, e corresponder às graças sempre maiores que Deus nos quer dar.

Com grande amizade no Senhor

Cón. José Manuel dos Santos Ferreira

Porque choras?

J. Kirk Richards, Porque choras?

O que é que te aconteceu quando Me encontraste?

Aqui cada um é chamado a dar a sua resposta. Cada um deve fechar todos os livros e catecismos, e abrir a vida.

Jesus ensinava com as perguntas, com elas educava para a fé. As perguntas, palavras tão humanas, que abrem caminhos
e não encerram em espaços fechados.

Jesus estimulava a mente das pessoas para as impelir a caminhar dentro de si e a transformar a sua vida.

Também eu faço a minha profissão de fé, com as palavras mais belas que tenho: Tu és o melhor da minha vida. És para mim o que a Primavera é para as flores, o que o vento é para a borrasca.

Ermes Ronchi

 

 

 

Novo Vigário Paroquial

O Pe. Miguel Pereira, até agora Pároco de São Pedro em Alcântara, foi nomeado vigário paroquial de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém, por decreto do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, datado de 16 de Julho.

O Pe. António Borges, que há dois anos era vigário paroquial de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém, foi nomeado pároco de São Pedro em Alcântara, tomando posse a 19 de Setembro, na Missa das 10h30, sendo a posse conferida pelo Cardeal-Patriarca, D. Manuel Clemente.

O Pe. Miguel Jorge Correia Ferreira Pereira nasceu em 18 de Abril de 1985 em Atouguia da Baleia e foi ordenado sacerdote a 27 de Junho de 2010 no Mosteiro dos Jerónimos pelo então Cardeal-Patriarca D. José Policarpo.

Em Julho desse mesmo ano foi nomeado vigário paroquial das paróquias de Caldas da Rainha e do Coto, onde permaneceu até Julho de 2014.
Em 2010 e 2011 foi igualmente vigário paroquial de São Gregório.

A 16 de Julho de 2014 foi nomeado pároco de São Pedro em Alcântara, Lisboa, tomando posse a 14 de Setembro desse ano, mantendo-se nessas funções até agora.

O Pe. Miguel Pereira tem o Mestrado Integrado em Teologia pela Universidade Católica Portuguesa e foi o Coordenador da edição do Livro a Teologia do Corpo, do Papa João Paulo II, lançado pela Aletheia Editores em Novembro de 2011.

O decreto de nomeações para 2021-2022 indica que o Pe. Miguel Pereira passa a ser vigário paroquial de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém, sendo dispensado das anteriores funções.
É apresentado à comunidade a 19 de Setembro, na Missa das 19h00.

 

Nascer do Espírito

Papa Francisco, 20 de Abril de 2020

Ser cristão não é apenas cumprir os Mandamentos: eles devem ser cumpridos, é verdade; mas se parares aqui, não serás um bom cristão.

Ser cristão é deixar o Espírito entrar em ti e levar-te para onde Ele quiser.

Na nossa vida cristã muitas vezes paramos como Nicodemos, antes do “portanto”, não sabemos que passo dar, não sabemos como o fazer ou não temos a confiança em Deus para dar este passo e deixar o Espírito entrar. Nascer de novo é deixar o Espírito entrar em nós e que seja o Espírito a guiar-me e não eu, e assim: livre, com esta liberdade do Espírito que nunca saberás onde irás parar.

Os Apóstolos, que estavam no Cenáculo quando desceu o Espírito, saíram para pregar com coragem, com audácia (cf. At 2, 1-13)… não sabiam que isto teria acontecido; e fizeram-no porque o Espírito os guiava. O cristão nunca deve limitar-se apenas ao cumprimento dos Mandamentos: é preciso cumpri-los, mas ir além, rumo a este novo nascimento, que é o nascimento no Espírito, que dá a liberdade do Espírito.

Diante das dificuldades, perante uma porta fechada, quando não sabem como avançar, vão ao encontro do Senhor, abrem o coração e o Espírito desce e concede-lhes o que precisam e eles saem para pregar com coragem, e vão em frente. Isto significa nascer do Espírito, sem parar no “portanto”, no “portanto” das coisas que sempre fiz, no “portanto” depois dos Mandamentos, no “portanto” após os hábitos religiosos: não! Isto é nascer de novo.

E como nos preparamos para nascer de novo? Através da oração. É a oração que abre a porta ao Espírito e nos dá esta liberdade, esta franqueza, esta coragem do Espírito Santo. E nunca saberás para onde isto te levará. Mas é o Espírito!

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018