Folha Informativa 24-03-2019

Domingo III da Quaresma (PDF)     TEXTO

Parábola da figueira, na Igreja de St Mary Abott, Londres

O amor de Deus move-se sempre primeiro, é amor de compaixão, de misericórdia: dá o primeiro passo, sempre.

E é verdade que o oposto do amor é o ódio, mas muitas pessoas não têm um ódio consciente.

O oposto mais frequente ao amor de Deus é a indiferença, a que leva a dizer: «estou satisfeito, nada me falta. Tenho tudo,  garanti esta vida, e inclusive a eterna, porque vou à missa todos os domingos, sou um bom cristão.

Papa Francisco, Homilia na Capela de Santa Marta

 

 

De uma economia de exclusão a uma economia de comunhão: que responsabilidade para os cristãos?

Manuela Silva, Professora Honoris Causa do ISEG

Multiplicação dos pães e dos peixes, in Victoria and Albert Museum, Londres

Temos de agradecer ao Papa Francisco o facto de nos ter convocado para enfrentar a realidade de uma economia que escraviza e exclui quando deveria ser colocada ao serviço das pessoas, da liberdade e da inclusão social.
É importante aprender a converter o nosso olhar, ou seja não tomar a realidade com que deparamos como se fosse uma inevitabilidade, uma fatalidade ou como um castigo, designadamente no que respeita às vítimas da situação.

Estamos perante um processo de desumanização em marcha, de que são sinais visíveis: o stress que se vive em certos ambientes de trabalho; a difícil conciliação entre a vida profissional e a vida pessoal e familiar; o desrespeito por direitos adquiridos no trabalho ou na segurança social; a falta de consideração pelos idosos; a violência latente ou declarada; a desatenção do valor da pessoa humana.

Há sinais que podem ser de esperança num futuro melhor: o maior nível de conhecimento por parte de largos estratos da população; a propensão à inovação e ao empreendorismo; as facilidades de acesso a novos recursos potenciais em domínios estratégicos, no âmbito da agricultura, dos recursos marítimos, da energia, dos transportes e comunicações.

De relevar o património de um conjunto de valores fundamentais que devem ser reconhecidos, exaltados e cultivados, nomeadamente, a solidariedade, o cuidado, a entreajuda
A idolatria do dinheiro leva a uma cultura da precariedade, da competitividade agressiva e do descartável. Ou seja: conduz ao trabalho mal pago, ao despedimento fácil e à perda de direitos na empresa.
O hiperconsumismo tornou-se numa doença para alguns e num motivo de frustração e desânimo para muitos. O consumo irresponsável de alguns tornou-se também numa séria causa de degradação ambiental.

A mudança de uma economia de exclusão para uma economia de comunhão depende de uma alteração de paradigma do próprio pensamento económico com consequências no ensino, na investigação e na fundamentação das políticas públicas.
O caminho para uma economia de comunhão passa, antes de tudo, por uma nova consciência individual e colectiva alicerçada em valores éticos, com a correspondente mudança de atitudes e comportamentos, estilos de vida, relações humanas e ambientais.

Na sociedade portuguesa, pese embora a sua crescente laicidade e uma notória diminuição daquilo a que chamamos prática religiosa, são ainda, em largo número, os homens e as mulheres que se dizem cristãos e, inclusive, frequentam as assembleias litúrgicas e, como tal, têm peso significativo em toda a sociedade.

A economia que temos e as cidades em que habitamos são, em boa parte, o resultado das acções e das omissões das mulheres e homens cristãos, do seu modo de pensar e de agir
Cabe-nos fazer a diferença nos locais em que estamos inseridos, através de uma denúncia lúcida e atenta de tudo o que mata e inovando segundo o Evangelho, que o mesmo é dizer, no sentido da construção do reino de Deus.

UM APELO À CONVERSÃO

Dehonianos

A actualidade apresenta-nos todos os dias situações de vítimas inocentes de atentados e violências, por causa do ódio dos homens. Mas há outras causas dos acidentes, dos sofrimentos de todas as espécies.
Não há ligação entre a morte das vítimas e a sua vida moral, diz Jesus no Evangelho.

Mas Jesus aproveita para lançar um apelo à conversão.

Diante de tantas situações dramáticas que atingem o ser humano, somos convidados a uma maior vigilância sobre nós mesmos. Devem ser uma ocasião para pensarmos na nossa condição humana que terminará, naturalmente, na morte.
Recordar a nossa fragilidade deve levar-nos a voltar o nosso ser para Aquele que pode dar verdadeiro sentido à nossa vida.

Não se trata de procurar culpabilidades, mas de abrir o nosso coração à vinda do Senhor. Não nos devemos desencorajar diante das nossas esterilidades (figueira estéril…), pois Deus é infinitamente paciente para connosco.

Ele sabe da nossa fragilidade, conhece os nossos pecados, mas nunca deixa de ter confiança em nós, até ao fim do nosso caminho.
Ele não quer punir-nos, quer fazer-nos viver!

 

Xavieirinhos 24-03-2019

Domingo III da Quaresma (PDF)    TEXTO

Ouvimos hoje, no Evangelho, a história de uma figueira que não dava fruto.

O dono da figueira quis mandar cortá-la, porque disse que uma figueira que não dá fruto não serve para nada. Mas o agricultor que cuidava da figueira, quis dar-lhe ainda mais uma oportunidade, e tratá-la muito bem para tentar que ela ainda desse fruto.

Deus também é assim para com todos nós: Deus criou-nos com qualidades, e espera que nós utilizemos essas qualidades para dar frutos: isto é, devemos utilizar essas qualidades para o bem de todos.

Deus espera que sejamos bons e ajudemos os outros, e também que trabalhemos para desenvolver as nossas qualidades e sermos mais úteis para toda a comunidade.

A nossa vida deve ser uma árvore cheia de frutos!

Mas, mesmo quando nós não usamos os dons que Deus nos deu para dar frutos, e somos preguiçosos e egoístas, Deus não desiste: Deus está sempre pronto a perdoar-nos e a dar-nos mais uma oportunidade.

 

 

 

 

Restauro de quadro

O quadro a óleo do séc XVII de Nossa Senhora da Conceição, oferecido à Paróquia em 1998 por Maria de Lourdes Miranda Correia, foi retirado da parede lateral da nossa Igreja, junto à porta da Sacristia. [ler +]

Passeio da Catequese 2019

Cerca de 40 crianças, acompanhadas por várias catequistas, participaram no sábado, dia 16 de Março, no Passeio da Catequese, que este ano teve como destino Setúbal, cidade cujo padroeiro é São Francisco Xavier. [ler +]

Xavieirinhos 17-03-2019

Domingo II da Quaresma (PDF)    TEXTO

É bom estar com Jesus

Jesus, quando os amigos me abandonarem e não tiver ninguém com quem desabafar, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando me faltar a coragem para iniciar um novo dia de trabalho a exigir esforço, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando me custar dizer a verdade ou tiver dificuldade em perdoar de todo o coração, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando estiver sem alegria no meu coração e me irritar por tudo e por nada, eu sei que estás comigo.

Jesus, quando eu ficar doente e tiver que ficar de cama e não puder ir brincar, eu sei que estás comigo.

Jesus, eu sei que estás comigo para me escutares, me dares ânimo, seres a minha fortaleza e a minha salvação.

Jesus, eu sei que estás comigo. Contigo ao meu lado, não terei medo de nada.
Seremos aliados para sempre.