Ministros Extraordinários da Comunhão

Os paroquianos que por motivos de saúde não conseguem participar na Celebração Dominical, podem receber a Santa Comunhão em suas casas, com o apoio dos Ministros Extraordinários da Comunhão. [ler +]

Ouve a pressa no ar – Os Papas e a JMJ

Na 2ª feira, 23 de Janeiro, foi para o ar a segunda conversa promovida pelo Comité Organizador de São Francisco Xavier sobre a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023. O tema é os Papas e a JMJ. [ler +]

Nota para os Paroquianos

Como Prior da Paróquia de São Francisco Xavier, tenho o gosto de informar todos os paroquianos de que foram apresentados ao Conselho para os Assuntos Económicos, na sua reunião de 10 de Janeiro passado, pelos membros do Conselho encarregados dessa função, o Relatório e Contas da Paróquia referentes ao ano de 2022, tendo os mesmos sido apreciados e aprovados. [ler +]

Folha Informativa 29-01-2023

Domingo IV do Tempo Comum (PDF) TEXTO

Bem-aventurados

Fra Angelico, Discurso da Montanha

Este texto abre o “Sermão da Montanha” e iluminou a vida dos crentes, e também de muitos não-crentes.

É difícil não se comover com estas palavras de Jesus, e é justo o desejo de as compreender e acolher cada vez mais plenamente.

As Bem-aventuranças contêm o “bilhete de identidade” do cristão porque delineiam o rosto do próprio Jesus, o seu estilo de vida.

Jesus, vendo a multidão que o seguia, sobe à encosta que rodeia o lago da Galileia, senta-Se e, dirigindo-Se aos discípulos, anuncia as bem-aventuranças.

A mensagem é dirigida aos discípulos, mas no horizonte está a multidão, ou seja, toda a humanidade.

Estes “novos mandamentos” são muito mais que normas. De facto, Jesus nada impõe, mas revela o caminho da felicidade – o seu caminho – repetindo a palavra “felizes” oito vezes.

Papa Francisco, 2020

O vínculo entre a família e a comunidade cristã

Papa Francisco, 2015

Joseph Matar, Bem-aventuranças

O vínculo entre a família e a comunidade cristã é, por assim dizer, «natural» porque a Igreja é uma família espiritual e a família é uma pequena Igreja.

A comunidade cristã é a casa daqueles que acreditam em Jesus como a fonte da fraternidade entre todos os homens. A Igreja caminha no meio dos povos, na história dos homens e das mulheres, dos pais e das mães, dos filhos e das filhas: esta é a história que conta para o Senhor.

Os grandes acontecimentos dos poderes mundanos escrevem-se nos livros de história, e ali permanecem. Mas a história dos afectos humanos inscreve-se directamente no Coração de Deus; e é a história que permanece para sempre. Este é o lugar da vida e da fé.

A família é o lugar da nossa iniciação – insubstituível, indelével – nesta história. Nesta história de vida plena, que acabará na contemplação de Deus por toda a eternidade no Céu, mas começa na família! Por isso a família é tão importante.

O Filho de Deus aprendeu a história humana nesta via, e percorreu-a até ao fim. É bom voltar a contemplar Jesus e os sinais deste vínculo!
Ele nasceu numa família e ali «aprendeu o mundo»: uma oficina, quatro casas, uma aldeia insignificante. No entanto, vivendo por trinta anos esta experiência, Jesus assimilou a condição humana, acolhendo-a na sua comunhão com o Pai e na sua própria missão apostólica.
Depois, quando deixou Nazaré e começou a vida pública, Jesus formou ao seu redor uma comunidade, uma «assembleia», uma com-vocação de pessoas. Eis o significado da palavra «igreja».

Nos Evangelhos, a assembleia de Jesus tem a forma de uma família, e de uma família hospitaleira, não de uma seita exclusiva, fechada: nela encontramos Pedro e João, mas também o faminto e o sedento, o estrangeiro e o perseguido, a pecadora e o publicano, os fariseus e as multidões.
E Jesus não cessa de acolher e falar com todos, até com quantos já não esperam encontrar Deus na sua vida. É uma lição forte para a Igreja!
Os próprios discípulos são eleitos para cuidar desta assembleia, desta família dos hóspedes de Deus.

Para que seja viva no hoje desta realidade da assembleia de Jesus, é indispensável reavivar a aliança entre a família e a comunidade cristã.
Poderíamos dizer que a família e a paróquia são os dois lugares onde se realiza aquela comunhão de amor que encontra a sua derradeira fonte no próprio Deus.

Uma Igreja verdadeiramente segundo o Evangelho não pode deixar de ter a forma de uma casa hospitaleira, sempre de portas abertas. As igrejas, as paróquias e as instituições, com as portas fechadas, não devem chamar-se igrejas, mas museus!

E hoje esta é uma aliança crucial.
“Contra os centros de poder ideológicos, financeiros e políticos, voltemos a pôr as nossas esperanças nestes centros do amor evangelizador, ricos de calor humano, assentes na solidariedade, na participação” (Pont. Cons. para a Família, Papa Francesco), e também no perdão entre nós.

Hoje é indispensável e urgente fortalecer o vínculo entre família e comunidade cristã.
Sem dúvida, é necessária uma fé generosa para ter a inteligência e a coragem de renovar esta aliança. Às vezes, as famílias hesitam, dizendo que não estão à altura. Isto é verdade. Mas ninguém é digno, ninguém está à altura, ninguém tem força! Sem a graça de Deus, nada poderíamos fazer. Tudo nos é dado gratuitamente! E o Senhor nunca chega a uma nova família sem fazer algum milagre.
Sim, quando nos pomos nas suas mãos, o Senhor leva-nos a fazer milagres todos os dias!

Naturalmente, também a comunidade cristã deve fazer a sua parte. Por exemplo, procurar superar atitudes demasiado directivas e funcionais, favorecendo o diálogo interpessoal, o conhecimento e a estima recíproca.

As famílias tomem a iniciativa e sintam a responsabilidade de oferecer os seus dons preciosos em prol da comunidade.
Todos nós devemos estar conscientes de que a fé cristã se vive no campo aberto da vida partilhada com todos; a família e a paróquia devem realizar o milagre de uma vida mais comunitária para a sociedade inteira.

Felicidade é um dos nomes de Deus

Ermes Ronchi, In “Avvenire” 2015

Johann Koenig, Todos os Santos

Os santos são os homens das Bem-aventuranças.

Estas palavras são o coração do Evangelho, a narrativa de como o homem Jesus passou pelo mundo, e por isso são o rosto alto e puro de cada ser humano, as novas hipóteses de humanidade. São o desejo de um totalmente outro modo de ser homens, o sonho de um mundo feito de paz, de sinceridade, de justiça, de corações límpidos.

Na narração do Evangelho surge nove vezes a palavra “Bem-aventurados” [“Felizes” noutras traduções], revelando um Deus que toma a seu cuidado a alegria do ser humano, traçando-lhe os caminhos. Como habitualmente, inesperados, contracorrente. E ficamos como que sem respiração diante da ternura e do esplendor destas palavras.

As Bem-aventuranças recapitulam a boa notícia, o anúncio jubiloso de que Deus oferece a vida a quem produz amor, que se alguém se encarrega da felicidade de alguém, o Pai Se encarregará da sua felicidade.

Quando são proclamadas, continuam a saber fascinar-nos, mas depois saímos da igreja e damo-nos conta de que para habitar a Terra, este mundo agressivo e duro, escolhemos o manifesto mais difícil, incrível, revolucionário e em contramão que o ser humano pode pensar.

A primeira diz: felizes vós, os pobres, porque vosso é o Reino, já, não na outra vida. Felizes porque há mais Deus em vós, mais liberdade, mais futuro. Felizes porque guardais a esperança de todos.

Neste mundo onde se está diante do desperdício e da miséria, um exército silencioso de homens e mulheres preparam um futuro bom: constroem paz, no trabalho, na família, nas instituições; são obstinados a propor a justiça, honestos mesmo nas pequenas coisas, não conhecem a duplicidade. Os homens das Bem-aventuranças, desconhecidos do mundo, aqueles que não aparecem nos jornais, são os secretos legisladores da história.

A terceira Bem-aventurança é a mais paradoxal: felizes aqueles que choram. Erguei-vos, vós que comeis um pão de lágrimas, diz o salmo. Deus está do lado de quem chora, mas não do lado da dor. Um anjo misterioso anuncia a cada um que chora: o Senhor está contigo. Deus não ama a dor, está contigo no reflexo mais profundo das tuas lágrimas, para multiplicar a coragem, para envolver o coração ferido, na tempestade está ao teu lado, força da tua força.

A palavra-chave das Bem-aventuranças é felicidade. Santo Agostinho, que redige uma obra inteira sobre a vida feliz, escreve: falámos da felicidade, e não conheço valor maior que se possa dizer dom de Deus. Deus não só é amor, não só é misericórdia, Deus é também felicidade.

Felicidade é um dos nomes de Deus.

 

 

 

 

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Folha Informativa 22-01-2023

Domingo III do Tempo Comum (PDF) TEXTO

Gebhart Fugel, Chamamento dos discípulos

Queres uma Igreja profética?

Começa a servir, e não digas nada. Não teoria, mas testemunho. Precisamos não de ser ricos, mas de amar os pobres; não de ganhar para nós, mas de nos gastarmos pelos outros; não do consenso do mundo, do estar de bem com todos, não! Isto não é profecia.

Mas precisamos da alegria pelo mundo que virá; precisamos de pastores que ofereçam a vida: de enamorados de Deus.

Foi assim, como enamorados, que Pedro e Paulo anunciaram Jesus. Pedro, antes de ser colocado na cruz, não pensa em si mesmo, mas no seu Senhor e, considerando-se indigno de morrer como Ele, pede para ser crucificado de cabeça para baixo. Paulo está para ser decapitado e pensa só em dar a vida, escrevendo que quer ser «oferecido como sacrifício».

Isto é profecia …e não palavras. Isto é profecia, a profecia que muda a história.

Papa Francisco, 2020

Responder com alegria à chamada de Jesus

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, Janeiro de 2017

A página evangélica (Mt 4, 12-23) narra o início da pregação de Jesus na Galileia.

Ele deixa Nazaré, uma aldeia situada nos montes, e estabelece-se em Cafarnaum, importante centro nas margens do lago, habitado essencialmente por pagãos, ponto de cruzamento entre o Mediterrâneo e o interior da Mesopotâmia.

Esta escolha indica que os destinatários da sua pregação não são apenas os seus conterrâneos, mas quantos desembarcam na cosmopolita «Galileia das gentes»: assim se chamava.

Vista da capital Jerusalém, aquela terra é geograficamente periférica e religiosamente impura, porque estava cheia de pagãos, por causa da mistura com os que não pertenciam a Israel.

Da Galileia não se esperavam certamente grandes coisas para a história da salvação.

No entanto, precisamente dali – exactamente dali – se espalha aquela “luz” sobre a qual meditámos nos domingos passados: a luz de Cristo.
difunde-se precisamente da periferia.

A mensagem de Jesus imita a do Baptista, anunciando o «reino dos céus».
Este reino não comporta a instauração de um novo poder político, mas o cumprimento da aliança entre Deus e o seu povo que inaugurará uma época de paz e de justiça.

Para realizar este pacto de aliança com Deus, cada um está chamado a converter-se, transformando a sua maneira de pensar e de viver.
Isto é importante: converter-se não significa só mudar o modo de viver, mas também a forma de pensar.

É uma transformação do pensamento.
Não se trata de mudar de roupa, mas de costumes.

O que diferencia Jesus de João Baptista é o estilo e o método.
Jesus escolhe ser um profeta itinerante. Não fica à espera das pessoas, mas vai ao seu encontro.
Jesus está sempre na rua! As suas primeiras saídas missionárias dão-se ao longo das margens do lago de Galileia, em contacto com a multidão, sobretudo com os pescadores. Ali Jesus não só proclama a vinda do reino de Deus, mas procura companheiros para a sua missão de salvação.

Neste mesmo lugar encontra dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João; chama-os dizendo: «Segui-me, e far-vos-ei pescadores de homens».
A chamada alcança-os no auge das suas actividades diárias: o Senhor revela-Se a nós não de forma extraordinária ou sensacional, mas na quotidianidade das nossas vidas.

Ali devemos encontrar o Senhor; e ali Ele revela-Se, faz sentir ao nosso coração o seu amor; e ali ­– com este diálogo com Ele no dia-a-dia da vida – muda o nosso coração.

A resposta dos quatro pescadores é imediata e pronta: «No mesmo instante eles deixaram as suas redes e O seguiram».
Com efeito, sabemos que tinham sido discípulos do Baptista e que, graças ao seu testemunho, já tinham iniciado a acreditar em Jesus como Messias.

Nós, cristãos de hoje, temos a alegria de proclamar e testemunhar a nossa fé porque houve aquele primeiro anúncio, porque houve aqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente à chamada de Jesus.

Nas margens do lago, numa terra inimaginável, nasceu a primeira comunidade dos discípulos de Cristo.
A consciência destes primórdios suscite em nós o desejo de levar a palavra, o amor e a ternura de Jesus a todos os contextos, inclusive ao mais inacessível e relutante.

Levar a Palavra a todas as periferias! Todos os espaços de vivência humana são terreno no qual lançar a semente do Evangelho, a fim de que traga frutos de salvação.

 

 

 

 

 

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