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Folha Informativa vai de férias – 2024

Como é hábito nesta altura, a Folha Informativa vai de férias em julho e agosto. A edição de 30 de junho será a última, regressando em Setembro. (mais…)

Concurso para nova imagem da Paróquia

Abertura de concurso para nova identidade visual da Paróquia de São Francisco Xavier. (mais…)

Folha Informativa 16-06-2024

XI Domingo do Tempo Comum (PDF) TEXTO

A árvore da mostrada

Senhor, aumenta a nossa fé.

Se não permitirmos que a nossa fé se torne morna ou mesmo fria, que perca a sua força dispersando-se por pensamentos fúteis, deixaremos de dar importância às coisas deste mundo e concentrá-la-emos num cantinho da nossa alma.

Então, depois de termos arrancado todas as ervas daninhas do jardim do nosso coração, semeá-la-emos como o grão de mostarda, e o rebento crescerá. Com uma firme confiança na palavra de Deus, removeremos uma montanha de aflições; ao passo que, se a nossa fé fosse hesitante, não deslocaria nem um montículo de toupeira.

Uma vez que toda a consolação espiritual pressupõe uma base de fé – e só Deus a pode dar –, devemos pedir-lha sem cessar.

São Tomás Moro, Diálogo da fortaleza contra a tribulação

O senhor sabe o que faz

São Francisco de Sales

O Senhor sabe o que faz; façamos nós o que Ele quer!

Temos de considerar que não há vocação  que não tenha os seus problemas, as suas amarguras e aversões, e que todos – exceto aqueles que estão totalmente identificados com vontade de Deus – trocariam de bom grado a sua situação pela dos outros: aqueles que são bispos gostariam de não o ser; aqueles que são casados gostariam de não o ser, e aqueles que não o são gostariam de o ser.

De onde vem esta inquietação geral dos espíritos, se não de um certo desagrado pelos constrangimentos, de uma malignidade de espírito que nos faz pensar que toda a gente está melhor do que nós?

Mas é a mesma coisa: quem não estiver totalmente identificado pode virar-se dum lado e do outro, que nunca terá descanso. Para quem tem febre, nenhuma posição é boa: ainda não está numa cama há um quarto de hora e já gostaria de estar noutra; a culpa não é da cama, mas da febre que o atormenta.
Uma pessoa que não tem a febre da sua própria vontade está satisfeita com tudo; desde que Deus seja servido, não se importa com a função que Deus
lhe atribui; desde que faça a vontade de Deus, tanto lhe faz. Mas não é tudo.

Não basta querermos fazer a vontade de Deus, temos de a fazer com alegria. […] Ah, gostaria de ter isto e aquilo; faria melhor aqui e ali – tentações.
O Senhor sabe o que faz; façamos, pois, a sua vontade, permaneçamos onde Ele nos colocou.

 

Procurar e encontrar Deus todos os dias

Papa Francisco, 2021

Piermatteo D’Amelia, Anunciação

A parábola que a Liturgia de hoje nos apresenta inspira-se precisamente na vida de todos os dias e revela o olhar atento de Jesus, que observa a realidade e, mediante pequenas imagens quotidianas, abre janelas sobre o mistério de Deus e as vicissitudes humanas.
Jesus falava de modo que todos compreendiam, com imagens da realidade, da vida diária.
Assim, ensina-nos que até as situações de todos os dias, aquelas que às vezes parecem todas iguais e que levamos em frente com distração ou cansaço, são habitadas pela presença oculta de Deus, ou seja, têm um significado. Então, também nós precisamos de um olhar atento, para saber “procurar e encontrar Deus em todas as coisas”.

Hoje Jesus compara o Reino de Deus, isto é, a sua presença que habita o coração das coisas e do mundo, com a semente de mostarda, ou seja, com a semente mais pequenina que existe: é muito pequena! Contudo, lançada na terra, ela cresce até se tornar a maior árvore. Assim faz Deus. Às vezes a confusão do mundo, com as numerosas atividades que preenchem os nossos dias, impedem-nos de parar para ver como o Senhor guia a história. No entanto, Deus está em ação, como uma pequena semente boa, que brota silenciosa e lentamente. E, pouco a pouco, torna-se uma árvore frondosa, que dá vida e abrigo a todos. Inclusive a semente das nossas boas obras pode parecer pequena; no entanto, tudo o que é bom, pertence a Deus e, portanto, de modo humilde, lentamente dá fruto.
O bem cresce sempre de maneira humilde, de forma oculta, muitas vezes invisível.

Estimados irmãos e irmãs, com esta parábola Jesus quer infundir-nos confiança. Com efeito, em muitas situações da vida pode acontecer que desanimemos, porque vemos a fraqueza do bem em relação à força aparente do mal. E podemos deixar-nos paralisar pela desconfiança, quando constatamos que fizemos esforços, mas não se veem resultados e parece que a situação nunca muda. O Evangelho pede-nos um olhar novo sobre nós próprios e sobre a realidade; pede-nos um olhar mais amplo, que saibamos ver além, especialmente além das aparências, para descobrir a presença de Deus que, como amor humilde, está sempre em ação no campo da nossa vida e da história. Esta é a nossa confiança, ou seja, é isto que nos dá força para progredir todos os dias com paciência, semeando o bem que há de dar fruto. Cultivar a confiança de estar nas mãos de Deus e, ao mesmo tempo, comprometer-nos todos para reconstruir e recomeçar, com paciência e constância.

Até na Igreja a erva daninha da desconfiança pode ganhar raízes, especialmente quando assistimos à crise da fé e ao fracasso de vários projetos e iniciativas. Mas nunca esqueçamos que os resultados da sementeira não dependem das nossas capacidades: dependem da ação de Deus. Compete a nós semear, e semear com amor, com esforço e paciência.

Maria Santíssima, a humilde serva do Senhor, nos ensine a ver a grandeza de Deus em ação nas pequenas coisas e a vencer a tentação do desânimo. Confiemos n’Ele todos os dias!

 

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