Festa de São Francisco Xavier

Na próxima sexta-feira, dia 03 de Dezembro, a Missa das 18h30 será de festa, uma vez que se celebra o dia de São Francisco Xavier, nosso padroeiro. [ler +]

Folha Informativa 05-12-2021

II Domingo do Advento (PDF)  TEXTO

São João Baptista, Mengs

O profeta João Baptista convida os homens a uma transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida.

Para que Jesus possa caminhar ao encontro de cada homem e apresentar-lhe uma proposta de salvação, é necessário que os corações estejam livres e disponíveis para acolher a Boa Nova do Reino.

É esta missão profética que Deus continua hoje a confiar-nos.

Durante o caminho de conversão somos convidados a despir-nos de todas as cadeias que nos impedem de acolher a proposta libertadora que Deus nos faz.

Dehonianos

A propósito da recente festa de São Francisco Xavier

Cónego José Manuel dos Santos Ferrei­ra

São Francisco Xavier, Miguel Cabrera

Celebrámos no passado dia 03 de Dezembro a festa de São Francisco Xavier, nosso Padroeiro.

Da sua extraordinária actividade missionária e evangelizadora, que nos fará muito bem conhecer profundamente, deixo aqui uma breve nota.

Tendo chegado a Goa em Maio de 1542, logo em Outubro de 1542 parte para o Sul da índia a evangelizar os pescadores da Costa da Pescaria, tarefa a que se entregou com total dedicação, sem olhar a sacrifícios, como escreve o Pe. António Lourenço Farinha:
“Pelo trabalho em excesso, pelo uso constante de alimentos a que não estava habituado e de inferior qualidade, pelo calor sufocante a que tinha de se expor, e ainda por não repousar de noite em camas confortáveis, a saúde do Padre-Mestre ressentia-se; mas, apesar disso, continuava nas suas lides alegre e satisfeito, com edificação dos novos cristãos e dos infiéis.
“O Padre Manuel Teixeira, seu primeiro biógrafo, que viveu na Índia no seu tempo, e o conheceu em 1551, resumiu nas seguintes palavras o seu viver na Costa da Pescaria:
«Percorria constantemente aquela Costa, a pé, descalço muitas vezes, de lugar em lugar, baptizando crianças e adultos que havia para baptizar, desarraigando a idolatria, casando os que estavam em condições e ensinando a todos, conforme a necessidade de cada um, que era muito grande.

A sua dormida era no solo; o seu alimento, do que se usava na terra e lhe davam os novos cristãos, e muitas vezes os infiéis, que era um pouco de arroz mal preparado, pescado e algumas vezes leite azedo.
Foram muitos os perigos em que se encontrou, muitos os trabalhos que padeceu, mas com grande alegria e consolação da sua alma” (Pe. António Lourenço Farinha, S. Francisco Xavier, Gráfica Almondina, Torres Novas, 1950, p. 89).

Nesse mesmo dia 03 de Dezembro passaram dez anos da inauguração da Igreja Paroquial, cuja Dedicação e Bênção se realizou a 03 de Dezembro de 2011.
A melhor forma de assinalar este aniversário será continuar a consolidação da vida e da missão evangelizadora da Paróquia de São Francisco Xavier.

A todos os paroquianos se pede também o reforço do seu generoso contributo para a amortização da dívida da Paróquia, (que é presentemente de 1,467.099.95 euros), em particular no ofertório do primeiro domingo de cada mês.

Um excelente modo de cada paroquiano ou de cada família ajudar, será contribuir com donativos para o Bazar de Natal ou fazer aqui as suas compras de Natal.
O Bazar de Natal, que regressa este ano depois de um ano de suspensão, devido à pandemia, é um dos pontos altos da vida da Paróquia.

Peço a Deus que o saibamos aproveitar como um modo de crescer no espírito comunitário e de pôr em prática uma verdadeira partilha em vista de um fim que a todos diz respeito.

Desejo a todos um santo Advento.

Cón. José Manuel dos Santos Ferreira

Como posso mudar algo da minha atitude a fim de preparar
o caminho ao Senhor?

Papa Francisco, 2018

Antes de tudo, somos chamados a aterrar os vales produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com cordialidade e atenção fraterna que se ocupam das necessidades do próximo. Aterrar os vales produzidos pela frieza. Não podemos ter um relacionamento de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há “buracos”, assim como é difícil percorrer uma estrada com muitos buracos. Isto exige que mudemos de atitude.
E devemos fazer tudo com um zelo especial pelos mais necessitados.

Depois, é preciso aplainar as asperezas causadas pelo orgulho e pela soberba. Quantas pessoas, talvez até sem se dar conta, são soberbas, ásperas, não mantêm um relacionamento de cordialidade.
É necessário superar isto através de gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, de pedido de perdão das nossas culpas.
Não é fácil reconciliar-se.
Pensamos sempre: “quem dará o primeiro passo?”. O Senhor ajudar-nos-á nisto, se tivermos boa vontade. De facto, a conversão será completa se levar a reconhecer humildemente os nossos erros, infidelidades e omissões.

O crente é aquele que, através da sua proximidade ao irmão, como João Baptista, abre caminhos no deserto, isto é, indica perspectivas de esperança até em contextos existenciais impenetráveis, marcados pela falência e pela derrota. Não nos podemos render diante das situações negativas de fechamento e rejeição; não nos devemos deixar submeter pela mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus com a sua palavra de luz, amor e consolação. É Ele!
O Baptista exortava com força, vigor e severidade as pessoas do seu tempo à conversão. Contudo, sabia ouvir e realizar gestos de ternura, gestos de perdão para com a multidão de homens e mulheres que iam ter com ele para confessar os próprios pecados e para receber o baptismo de penitência.

Também hoje, os discípulos de Jesus são chamados a ser as suas humildes, mas corajosas, testemunhas para reacender a esperança, para fazer compreender que, não obstante tudo, o reino de Deus continua a ser construído dia a dia com o poder do Espírito Santo.
Pensemos, cada um de nós: como posso mudar algo da minha atitude a fim de preparar o caminho ao Senhor?

A Virgem Maria nos ajude a preparar dia a dia o caminho do Senhor, começando por nós mesmos; e a espalhar ao nosso redor, com paciência tenaz, sementes de paz, de justiça e de fraternidade.

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