Nova Passadeira

A Igreja Paroquial tem uma nova Passadeira, da entrada até ao altar, substituindo a anterior, colocada desde a inauguração do templo. [ler +]

Folha Informativa 21-04-2019

Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor (PDF)     TEXTO

Fra Angelico, Túmulo vazio

“O Senhor ressuscitou”, um anúncio que andava  de boca em boca, como um cumprimento,  no início do Cristianismo.

A reacção ao anúncio da ressurreição de Jesus foi  de pressa, as mulheres correm para anunciar aos outros  o que encontraram.

As surpresas de Deus colocam-nos a caminho, imediatamente.
As boas notícias dão-se sempre assim, a correr.

No entanto, entre os apóstolos, há um que toma o seu tempo, não quer arriscar, São Tomé. Mas o Senhor tem paciência para os que não vão tão depressa.
E eu, o que faço?

Papa Francisco. Páscoa 2018

 

 

Jesus, modelo na forma de abraçar a cruz

Papa Francisco, Domingo de Ramos, 2019

Ugolino di Nerio, Deposição da cruz

Jesus mostra-nos como enfrentar os momentos difíceis e as tentações mais insidiosas, guardando no coração uma paz que não é isolamento, não é ficar impassível nem fazer de super-homem, mas confiante abandono ao Pai e à sua vontade de salvação, de vida, de misericórdia.

As atitudes e comportamentos de Jesus nos momentos mais dramáticos da sua vida são modelo para todos aqueles sujeitos à angústia perante a iminência da morte ou de dificuldades aparentemente inultrapassáveis.

A Paixão de Jesus ajuda os cristãos a ter sempre presente o grande ensinamento da sua Paixão como modelo de vida e de vitória contra o espírito do mal.

Tal como muitas pessoas tentadas a agir contra a vontade de Deus, quer por ignorância, quer deliberadamente, também a Jesus foi sugerido que fizesse a sua obra, escolhendo Ele o modo e desligando-se da obediência ao Pai, cilada que rejeita.

Com efeito, Jesus ensina o ser humano que para dar espaço a Deus, só há um modo: o despojamento, o esvaziamento de si mesmo, o que em termos práticos significa calar, rezar, humilhar-se, porque com a cruz, não se pode negociar: abraça-se ou recusa-se.

A humilhação de Jesus mostra o caminho do seu coração, que vai da condição divina à condição de servo, a obediência à vontade de Deus até à morte e morte de cruz, um itinerário absolutamente oposto ao do triunfalismo que tem como maior perigo a mundanidade espiritual, a mais pérfida tentação que ameaça a Igreja. Outra lição que se extrai da prisão e condenação de Jesus: Prestes a ser levado à morte, resiste à tentação de responder, de ser mediático, porque nos momentos de escuridão e grande tribulação, é preciso ficar calado, ter a coragem de calar, contanto que seja um calar manso e não rancoroso.

Não se trata, como pensou um dos seus discípulos, de recorrer à violência, de empunhar a espada, mas de permanecer calmo, firme na fé, mantendo na cruz, em todas as cruzes da vida, a esperança da ressurreição.

 

Aqui começa a nova Humanidade

Giovanni Bellini, A Ressurreição

A lógica humana vai na linha da figura representada por Pedro: o amor partilhado até à morte, o serviço simples e sem pretensões, a entrega da vida só conduzem ao fracasso e não são um caminho sólido e consistente para chegar ao êxito, ao triunfo, à glória; da cruz, do amor radical, da doação de si, não pode resultar vida plena. É verdade que é esta a perspectiva da cultura dominante.
Como me situo face a isto?

A ressurreição de Jesus prova precisamente que a vida plena, a vida total, a libertação plena, a transfiguração total da nossa realidade e das nossas capacidades passam pelo amor que se dá, com radicalidade, até às últimas consequências.
Tenho consciência disso? É nessa direcção que conduzo a caminhada da minha vida?

Pela fé, pela esperança, pelo seguimento de Cristo e pelos sacramentos, a semente da ressurreição (o próprio Jesus) é depositado na realidade do homem/corpo. Revestidos de Cristo, somos nova criatura: estamos, portanto, a ressuscitar, até atingirmos a plenitude, a maturação plena, a vida total (quando ultrapassarmos a barreira da morte física).
Aqui começa, pois, a nova humanidade.

Dehonianos

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

 

Xavieirinhos 21-04-2019

Domingo da Páscoa da Ressurreição do Senhor (PDF)    TEXTO

 

Aleluia! Aleluia! Cristo ressuscitou! Aleluia!

Hoje é um dia de grande alegria, porque Jesus tinha sido morto e ressuscitou.

Estivemos toda a Quaresma a prepararmo-nos para esta grande festa, a esforçarmo-nos para mudar, para sermos melhores, para deitarmos fora o fermento velho (lembram-se de ouvir isto hoje, na segunda leitura?) e chegarmos à Páscoa feitos de massa nova, com um coração novo, mais preparado para amar Jesus e as outras pessoas.

Agora, que estamos no dia da grande festa, em que Jesus ressuscitou e mostrou que todos nós, que acreditamos n’Ele, havemos de ressuscitar um dia, vamos continuar a fazer todas as coisas boas que já nos habituámos a fazer na Quaresma.

Vamos mostrar que mudámos mesmo, e que somos agora melhores que antes do início da Quaresma.

Uma Santa Páscoa para todos!

 

 

 

 

Folha Informativa 14-04-2019

Domingo de Ramos (PDF)     TEXTO

Jean-Hippolyte Flandrin. Domingo de Ramos

Começa a Semana Santa, a semana maior da história.

Pode parecer uma afirmação pretensiosa, em termos simplesmente humanos. É preciso entendê-la à luz da fé. Jesus, Deus verdadeiro e homem verdadeiro, cumpre
nestes dias a esperança da humanidade: morrendo, partilha até ao fim a nossa humanidade; ressuscitando, vence a morte e inaugura um tempo novo, um tempo
de relações novas feitas de uma vida que não tem fim.

Hoje fica atento às forças contrárias que se movem no teu interior: cantas de alegria diante do Senhor… e nega-Lo com o teu pecado.

PASSO A REZAR

 

UM AMOR HUMILDE

Papa Francisco, 2018

Fizemos nosso aquele entusiasmo: agitando ramos de palmeira e de oliveira, exprimimos o nosso louvor e alegria e o desejo de receber Jesus
que vem a nós. Na realidade, como entrou em Jerusalém, assim deseja entrar nas nossas cidades e nas nossas vidas. Como fez no Evangelho
– montando um jumentinho –, Ele vem a nós humildemente, mas vem «em nome do Senhor»: com a força do seu amor divino, perdoa os nossos pecados e reconcilia-nos com o Pai e com nós mesmos.

Jesus fica contente com a manifestação popular de afecto da multidão e quando os fariseus o convidam a fazer calar as crianças e os outros
que o aclamam, responde: «Se eles se calarem, gritarão as pedras».

Nada poderia deter o entusiasmo pela entrada de Jesus; que nada nos impeça de encontrar n’Ele a fonte da nossa alegria, a verdadeira alegria,
que permanece e dá a paz; pois só Jesus nos salva das amarras do pecado, da morte, do medo e da tristeza.

Pode parecer-nos muito distante o modo de agir de Deus, que Se aniquilou por nós, quando vemos que já sentimos tanta dificuldade para nos esquecermos um pouco de nós mesmos.

Ele vem salvar-nos, somos chamados a escolher o seu caminho: o caminho do serviço, da doação, do esquecimento de nós próprios.
Podemos encaminhar-nos por esta estrada, detendo-nos nestes dias a contemplar o Crucificado: é «a cátedra de Deus»

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

 

Xavieirinhos 14-04-2019

Domingo de Ramos (PDF)    TEXTO

Começa hoje a semana mais importante do ano litúrgico, a Semana Santa, que também se chama Semana Maior.

Durante esta semana, vamos continuar a nossa preparação para a Páscoa, e vamos ver como Jesus começou por ser aclamado por todo o povo ao chegar a Jerusalém, no Domingo de Ramos, com toda a gente a dar vivas e a dizer “Hossana, Hossana”, e a acenar com ramos enquanto Ele passava.

Na quinta-feira santa celebramos a Última Ceia, em que Jesus instituiu a Eucaristia, ou seja, foi a primeira vez que houve uma comunhão.

Essa comunhão não foi com hóstias como agora, mas com pão e vinho, que Jesus partiu e deu aos discípulos, dizendo-lhes que assim lhes deixava o seu corpo e o seu sangue, para ficar sempre connosco.

Na sexta-feira santa celebramos a paixão e morte de Jesus. É um dia triste, mas prepara um dia de muita alegria: o Domingo de Páscoa, onde celebraremos a ressurreição de Jesus, que assim nos veio trazer, também a nós, a vida eterna.