O domingo em que celebramos a Sagrada Família é sempre, todos os anos, no domingo que fica dentro da oitava do Natal.
Neste ano, a Igreja acompanha o Evangelho de São Mateus, o qual relata a fuga da Sagrada Família para o Egito. São José foge com Maria e Jesus de Herodes que, por medo de lhe ser retirado o poder, irá matar os recém-nascidos. Com este gesto, ele defende Jesus e a virgem Maria da morte, e procura cumprir a sua missão, quando volta, vem viver em Nazaré.
A Sagrada Família permanece unida pela caridade e contra o mal.
O próprio Deus Menino permite-Se ser defendido do mal por São José. O mais pobre de todos os membros da família é aquele que os defende com toda a sua humanidade, discernimento e sempre deixando-se guiar pelas inspirações divinas.
Nesta família a comunhão verifica-se pela capacidade de fazer silêncio.
As palavras de São José são sempre ações, o que faz é realizar a obra de Deus para que Deus possa ser conhecido e chegar a todos os homens.
A Virgem Maria, que guardava todos os acontecimentos no seu coração, não deixava nada de lado, aproveitava tudo para poder reconhecer Aquele que operava na história, na sua história. Guardava tudo para o poder meditar e crescer na sabedoria de Deus.
Este é um convite feito por Maria a cada um de nós: guardar tempo para meditar os acontecimentos da nossa vida, para os ajuizar diante de Deus.
Quem vive diante de Deus, parece ter no silêncio o modo mais adequado e eficaz de se comunicar. Para cada um de nós, que queremos ter e fazer ouvir a nossa voz, será certamente um bom desafio aprender a calar para falar só do essencial.
Padre Miguel
