Mensagem do Patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, sobre a morte do Papa Francisco.
Esta manhã, estávamos todos nós sintonizados com a Páscoa da Ressurreição de Jesus quando, de Roma, nos chegou, abruptamente, a notícia da partida do querido Papa Francisco.
A nossa primeira reação foi de surpresa. Ao mesmo tempo, um sentimento de tristeza nos invadiu e inundou a alma.
Sobretudo pelo sentido de orfandade que a partida do Papa Francisco representa não só para cada um de nós, crentes, mas sobretudo para o mundo.
O mundo, hoje, talvez como em nenhuma outra época da história, sente-se órfão. O Papa Francisco era um pai, era uma certeza, era uma segurança. Ele era sobretudo o peregrino da esperança, o peregrino da fraternidade, o peregrino da paz, o peregrino da dignificação de todos os homens e mulheres.
Vivemos na luz pascal e, por isso, as palavras de dor que podem aflorar aos nossos lábios imediatamente são superadas por palavras de confiança e de conforto.
Foi o Papa Francisco que na bula maravilhosa que nos deixou, aquando da proclamação do Jubileu, nos apontou a fonte da nossa esperança. Quando ele nos recordava que nós não somos feitos para os cemitérios, nós somos feitos para a eternidade. E que a nossa esperança está ancorada na certeza da vida eterna.
Hoje, na glória do Céu, o Papa Francisco continua a exercer aquele magistério de serviço e de entrega pelos outros, que ele testemunhou e que tão coerentemente viveu.
Obrigado, Papa Francisco, por tudo o que nos disse, por tudo o que nos deu.
Obrigado, Papa Francisco, pelo que foi e pelo que é.
Rui Valério, patriarca de Lisboa
