Folha Informativa 20-09-2026

Domingo XXV do Tempo Comum (PDF)

O amor do Pai é gratuito e generoso

Papa Francisco, 2017

Parábola dos trabalhadores da vinha- Hans Schäufelein

Nesta parábola trata-se de nos deixarmos surpreender e fascinar pelos «pensamentos» e pelos «caminhos» de Deus.

Jesus quer levar-nos a contemplar o olhar daquele senhor: o olhar com que vê cada um dos operários à espera de um trabalho, chamando-os para a sua vinha.

Trata-se de um olhar cheio de atenção e de benevolência; é um olhar que chama, que convida a erguer-se, a pôr-se a caminho, porque deseja a vida para cada um de nós, quer uma vida plena, comprometida, resgatada do vazio e da inércia.

Deus não exclui ninguém e quer que cada um alcance a sua plenitude.
Este é o amor do nosso Deus, do nosso Deus que é Pai.

Maria Santíssima nos ajude a acolher na nossa vida a lógica do amor, que nos liberta da presunção de merecer a recompensa de Deus e do juízo negativo sobre os outros.

Não demoreis, arregaçai as mangas

Papa Leão XIV, 4 de Junho, 2025

Às vezes temos a impressão de não conseguir encontrar um sentido para a vida: sentimo-nos inúteis, inadequados, como os operários que aguardam na praça, à espera que alguém os leve para trabalhar.

Talvez não tenhamos chegado a tempo, talvez outros se tenham apresentado antes de nós, ou porventura as preocupações nos tenham detido noutro lugar.

Na parábola de hoje encontramos uma figura que tem um comportamento insólito. O dono de uma vinha que sai em busca dos seus operários, várias vezes, à procura de quem espera dar um sentido à sua vida; de madrugada e depois, de 3 em 3 horas, volta a procurar trabalhadores. Depois de sair às 3h da tarde, já não haveria razão para sair novamente, dado que o dia de trabalho terminava às 6 horas. Pelo contrário, este dono incansável, que quer valorizar a vida de cada um a todo o custo, sai também às 5h. Os trabalhadores que permaneceram na praça provavelmente tinham perdido toda a esperança. E, no entanto, alguém ainda acreditou neles.

Que sentido tem chamar operários só para a última hora do dia de trabalho, trabalhar apenas 1h? Contudo, até quando parece que podemos fazer pouco na vida, vale sempre a pena. Há sempre a possibilidade de encontrar um sentido, pois Deus ama a nossa vida!

Eis que a originalidade deste dono se vê também no fim do dia, na hora do pagamento. Com os primeiros trabalhadores, o dono tinha estabelecido 1 denário, o custo típico de um dia de trabalho. Aos outros diz que lhes dará o que for justo. O que é justo? Para o dono da vinha, é justo que cada um tenha o necessário para viver. Chamou os trabalhadores, conhece a sua dignidade e quer pagar-lhes com base nela. E dá a todos um denário.

A história diz que os trabalhadores da primeira hora ficam desiludidos: não conseguem ver a beleza do gesto do dono, que não foi injusto, mas generoso, não considerou apenas o mérito, mas também a necessidade. Deus quer dar a todos o seu Reino, ou seja, a vida plena, eterna e feliz.

À luz desta parábola, o cristão de hoje poderia ser tentado a pensar: “Por que começar a trabalhar imediatamente? Se a remuneração é a mesma, por que trabalhar mais?”Gostaria de dizer, especialmente aos jovens, que não esperem, mas que respondam com entusiasmo ao Senhor que nos chama a trabalhar na sua vinha. Não demoreis, arregaçai as mangas, pois o Senhor é generoso e não ficareis desiludidos!

 

Escuteiros em São Francisco Xavier

Cóng. José Manuel dos Santos Ferreira

Na sequência de um pedido apresentado pelo Agrupamento 80 de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas, dada a circunstância de terem de deixar a sua antiga sede, e considerando a grande relevância do movimento escutista na sociedade e na Igreja, e os benefícios da sua proposta formativa para numerosas crianças e jovens, a Paróquia de São Francisco Xavier cedeu ao referido Agrupamento a utilização do pavilhão da Rua Diogo Afonso, que desde há vários anos estava sem utilização paroquial ou eclesial.

Esta cedência foi formalizada mediante protocolo assinado por mim e pelo Chefe Regional do CNE.
Ainda antes da formalização deste acordo, mas já na expectativa da sua realização, o Senhor Patriarca D. Rui Valério manifestou-me a sua satisfação por essa possibilidade, que felizmente agora se concretizou.

O Conselho para os Assuntos Económicos da Paróquia foi chamado a intervir na redação do referido protocolo, tendo dado parecer favorável à sua versão final, como a natureza do assunto o requeria.

Estou certo de que a presença dos escuteiros do Agrupamento 80 num equipamento afeto à Paróquia e a possibilidade de que muitas das nossas crianças e jovens possam vir a inscrever-se no Agrupamento e participar nas suas atividades, além da colaboração que o Agrupamento dará a partir de agora a diversas iniciativas paroquiais, constituirão um grande enriquecimento, não só para os diretamente envolvidos, mas também para toda a vida da Paróquia, que certamente olhará com gosto a presença dos lobitos e escuteiros a passarem pelas suas ruas e a juntarem-se com alegria num dos seus espaços.

Agir como cristãos informados

Um grupo de pessoas interessadas em aplicar o antigo (e atual) método “ver, julgar e agir”, sugeriu-me a formação de um novo grupo paroquial, que poderia chamar-se Agir como cristãos informados. Seria um grupo livre, aberto a todos os interessados.

E propuseram que o grupo se reunisse uma vez por mês, e começasse por estudar a primeira encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica Humanitas.

Acolhi de imediato a sugestão, que me pareceu muito oportuna (e que, de resto, já tinha feito à paróquia). Para a concretizar sem demora, convido os paroquianos de S. Francisco Xavier a participar, sem necessidade de inscrição prévia, (a formalização virá depois), e proponho o seguinte programa:

1. Uma reunião por mês, à terceira quarta-feira do mês.
2. Início em 21 de outubro de 2026.
3. Horário: 21h15 – 22h15.
4. Necessário trazer: 1 exemplar da Encíclica Magnifica Humanitas.
5. Método: leitura comentada, com a minha orientação.

Espero que haja muitos interessados. É muito importante ler, compreender e aplicar a Magnifica Humanitas.

Cón. José Manuel dos Santos Ferreira

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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