A Indulgência é uma diminuição ou eliminação da pena temporal necessária à purificação da alma
Indulgência é um dos conceitos mais antigos da Igreja Católica, mas nem sempre é bem compreendido. Em termos simples, e conforme o Catecismo da Igreja Católica, uma indulgência não é o perdão de um pecado, mas a diminuição ou eliminação da pena temporal que seria necessária para a purificação da alma. Esta prática está enraizada na crença da comunhão dos santos e na intercessão da Igreja em favor dos seus fiéis.
O Catecismo destaca ainda que as indulgências podem ser parciais ou plenárias, dependendo se removem parcialmente ou totalmente a pena temporal devida pelos pecados.
«O fiel pode lucrar para si mesmo as indulgências […], ou aplicá-las aos defuntos» (81), acrescenta ainda o Catecismo.
O pecado é confessado, em espírito de arrependimento, é absolvido por Deus através do sacerdote, e uma penitência é aplicada. Mas tem ainda associado a si uma pena temporal para ser cumprida ainda em vida aqui na Terra ou então depois da morte, no Purgatório.
Para purificar a alma está a indulgência. É como que um bálsamo que cicatriza as feridas que ficam na alma depois dos pecados perdoados. Só sem cicatrizes a alma chega a Deus.
E como se ganha uma indulgência? Há várias circunstâncias que permitem ganhar uma indulgência plenária ou parcial, como passar a Porta Santa em Roma no Ano Jubilar; fazer uma peregrinação a uma igreja jubilar no Ano Santo; ou simplesmente rezar o Terço em Comunidade; entre outras.
Mas são precisos requisitos especiais para se receber uma indulgência, mais concretamente: ir à Eucaristia e Comungar, rezar pelas intenções do santo Padre, ter-se confessado (nos últimos 8 dias) e, naturalmente, nesse dia não ter propensão para o pecado.
