Domingo II da Páscoa ou da Divina Misericórdia (PDF)

Obrigado, Papa Francisco.
Pela humildade.
Pela ousadia do Evangelho.
Pela Igreja em saída que sonhaste connosco.
Pela esperança nas periferias, nas feridas, nas margens.
Pelo coração aberto ao Espírito, mesmo quando o caminho era estreito.
Pelo discernimento como bússola.
Pela confiança nos jovens, nas famílias, nos pobres.
Pela ternura com que falaste de Deus.
Pelo rosto misericordioso que deste à fé.
Pelo silêncio de quem reza antes de falar.
Pelo amor à criação.
Pela fidelidade teimosa a Jesus.
Obrigado, Francisco.
Porque, sendo Papa, foste sempre irmão.
Porque, sendo jesuíta, foste sempre peregrino.
Hoje choramos contigo,
mas acima de tudo damos graças.
A tua vida foi Evangelho partilhado.
A tua morte, semente de esperança.
Ad majorem Dei gloriam.
Todos, Todos, Todos!
Papa Francisco, Lisboa, Parque Eduardo VII, 2023
Na Igreja há espaço para todos. Para todos. Na Igreja, ninguém é de sobra. Nenhum está a mais. Há espaço para todos. Assim como somos. Todos. Jesus di-lo claramente. Quando manda os apóstolos chamar para o banquete daquele senhor que o preparara, diz: «Ide e trazei todos», jovens e idosos, sãos, doentes, justos e pecadores. Todos, todos, todos!
Na Igreja, há lugar para todos. «Padre, mas para mim que sou um desgraçado, que sou uma desgraçada, também há lugar?» Há espaço para todos! Todos juntos… Peço a cada um que, na própria língua, repita comigo: «Todos, todos, todos». Não se ouve; outra vez! «Todos, todos, todos». E esta é a Igreja, a Mãe de todos. Há lugar para todos. O Senhor não aponta o dedo, mas abre os braços. É curioso! O Senhor não sabe fazer isto [aponta com o dedo em riste], mas isto sim [faz o gesto de abraçar]. Abraça a todos. No-lo mostra Jesus na cruz, onde abriu completamente os braços para ser crucificado e morrer por nós.
Jesus nunca fecha a porta, nunca. Mas convida-te a entrar: «entra e vê!» Jesus recebe, Jesus acolhe. Nestes dias cada um de nós transmite a linguagem do amor de Jesus. Deus te ama, Deus te chama. Que belo é isto! Deus ama-me, Deus chama-me. Quer que eu esteja perto d’Ele.
Nunca vos canseis de perguntar… Perguntar, é bom; aliás muitas vezes é melhor que dar respostas, porque quem pergunta permanece «inquieto» e a inquietude é o melhor remédio contra a rotina, que às vezes se torna uma espécie de normalidade que anestesia a alma. Cada um de nós traz dentro os próprios interrogativos. Levemos estas questões connosco e ponhamo-las no diálogo comum entre nós. Ponhamo-las quando rezamos diante de Deus. Com o transcorrer da vida, essas perguntas vão tendo resposta; só nos resta esperar. E uma coisa muito interessante: o amor de Deus surpreende-nos. Não está programado. O amor de Deus vem de surpresa. Surpreende sempre. Sempre nos mantém alerta e surpreende.
Queridos jovens moços e moças, convido-vos a pensar nesta coisa maravilhosa: Deus ama-nos! Deus ama-nos como somos, não como gostaríamos de ser ou como a sociedade queria que fôssemos. Como somos! Chama-nos com os defeitos que temos, com as limitações que temos e com a vontade que temos de avançar na vida. Deus chama-nos assim. Confiai, porque Deus é Pai e um Pai que nos quer bem, um Pai que nos ama. Isto nem sempre é muito fácil. Mas podemos contar com uma grande ajuda: a da Mãe do Senhor. Ela também é nossa Mãe. Maria é nossa Mãe.
Escritos: tantas fontes de conhecimento e inspiração
Papa Francisco
A audiência geral é um importante encontro semanal juntamente com o Angelus e as homilias das missas na capela da Casa Santa Marta, além das celebrações do ano litúrgico, e representam o coração espiritual do seu magistério petrino. São encontros com pessoas provenientes de todo o mundo, mesmo não católicos, que dão ocasião ao Papa para fazer uma simples, mas profunda catequese sobre a fé cristã. Trata-se de reflexões ricas de espiritualidade que vale a pena ler ou ouvir novamente de modo integral, recorrendo às fontes vaticanas.
2024 Carta Encíclica
Dilexit Nos sobre o amor humano e divino do Coração de Jesus
2020 Carta Encíclica
Fratelli Tutti sobre a fraternidade e a amizade social
2015 Carta Encíclica
Laudato si’ sobre o cuidado da casa comum
2013 Carta Encíclica
Lumen Fidei sobre a fé
2013 Exortação Apostólica
Evangelii Gaudium sobre o anúncio do Evangelho no mundo actual
2016 Exortação Apostólica Pós-Sinodal
Amoris Lætitia sobre o amor na família
2018 Exortação Apostólica
Gaudete et Exsultate sobre a chamada à santidade no mundo atual
2019 Exortação Apostólica Pós-Sinodal
Christus Vivit aos jovens e a todo o povo de Deus
2020 Exortação Apostólica Pós-Sinodal
Querida Amazonia ao povo de Deus e a todas as pessoas de boa vontade
2015 Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia
Misericordiae Vultus a quantos lerem esta carta graça, misericórdia e paz
2025 Bula de Proclamação do Jubileu Ordinário
Spes non confundit a quantos lerem esta carta que a esperança lhes encha o coração
Catequeses (número de catequeses de cada tema)
2014
os sete Sacramentos da Igreja (9); os sete Dons do Espírito Santo (7); temas importantes para a vida da Igreja no mundo de hoje (16)
2015
a família (28);
2016
a misericórdia (47);
2017
a esperança cristã (38);
2018
a eucaristia (15); os sacramentos da iniciação cristã (23); os Mandamentos (17)
2019
a oração do Pai Nosso (16)
2020
os Atos dos Apóstolos (9); as Bem-aventuranças (9); a cura do Mundo (8)
2021
a oração (38); a carta aos Gálatas (15);
2022 São José (12); a velhice (18); o discernimento (14)
2023
a paixão pela evangelização – o zelo apostólico do crente (30)
2024
os vícios e as virtudes (21); o Espírito e a Esposa (17)
2025
Jesus Cristo, nossa esperança (12)
DIAF e Francisco
No DIAF são incontornáveis estes dois Franciscos que nos acompanharam desde a primeira hora na nossa jornada de reflexão sobre a Fé e a Igreja: o Papa Francisco e o nosso orientador Francisco Monteiro.
Desde a primeira hora – e em boa hora – o Francisco Monteiro nos propôs aceitar o desafio do Papa de respondermos em grupo às consultas abertas sobre a Família, primeiro (Sínodo de Roma 2014/15) e sobre o sonho missionário de chegar a todos (Sínodo de Lisboa 2016), logo de seguida.
Através da leitura comentada das exortações apostólicas e encíclicas: Evangelli Gaudium (A alegria do Evangelho); Amoris Laetitia (A alegria do Amor); Fratelli tutti (Todos irmãos) e recentemente a Bula Spes non Confundit (A esperança não engana) fomos acompanhando de perto estas moções do Papa ao envolvimento de todos na construção de uma Igreja em saída.
Francisco deixou-nos um legado enorme e uma responsabilidade condizente.
Foi estímulo, mas exigiu de nós trabalho e participação, para que possamos fazer crescer o Reino de Deus entre nós.
Compete a cada um, a responsabilidade de continuar a responder aos reptos e às interpelações lançadas, para responder ao desafio de Francisco de construir uma comunidade de portas abertas e acolhedora para todos.
Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018
