Folha Informativa 15-02-2026

Domingo VI do Tempo Comum (PDF)

O “sermão da montanha” tem por objetivo desafiar os apóstolos, fazê-los “ganhar altura”, evitar que fiquem atascados numa existência fútil e rasteira, levá-los a caminhar de olhos postos nas realidades eternas.

Não se trata de evitar que sujem os pés e as mãos no pó dos caminhos, ou que reneguem essa fragilidade que é inerente à condição humana; trata-se de oferecer-lhes uma perspectiva elevada do sentido da existência, de forma que eles não se conformem com a mediocridade, as meias tintas, as convicções mornas, as coisas efémeras.

Somos chamados por Deus à santidade, a um destino transcendente, a uma vocação sublime, a uma felicidade completa e eterna. Não podemos aceitar menos do que isso.

Estamos dispostos a “voar alto” e a encontrar um sentido pleno para a nossa existência?
Dehonianos

Quaresma

Papa Bento XVI, Audiência geral de 21/02/07

Desde as origens, a Quaresma é vivida como o tempo da preparação imediata para o Batismo, a ser administrado solenemente durante a Vigília pascal.
Toda a Quaresma é um caminho para este grande encontro com Cristo, esta imersão em Cristo e este renovamento da vida.

Nós já somos batizados, mas o Batismo com frequência não é muito eficaz na nossa vida quotidiana. Por isso, também para nós a Quaresma é um renovado “catecumenado” no qual vamos de novo ao encontro do nosso Batismo para o redescobrir e reviver em profundidade, para nos tornarmos de novo realmente cristãos.

Portanto, a Quaresma é uma ocasião para “nos tornarmos de novo” cristãos, mediante um constante processo de mudança interior e de progresso no conhecimento e no amor de Cristo.

A conversão nunca é de uma vez para sempre, mas é um processo, um caminho interior de toda a nossa vida. Este itinerário de conversão evangélica certamente não pode limitar-se a um período particular do ano: é um caminho de cada dia, que deve abraçar toda a existência, todos os dias da nossa vida…

O que é converter-se, na realidade? Converter-se significa procurar Deus, estar com Deus, seguir docilmente os ensinamentos do seu Filho, de Jesus Cristo; converter-se não é um esforço para se autorrealizar a si mesmo, porque o ser humano não é o arquiteto do próprio destino eterno.

Não fomos nós que nos fizemos. Por isso a autorrealização é uma contradição e é também demasiado pouco para nós. Temos um destino mais nobre. Poderíamos dizer que a conversão consiste precisamente em não se considerar “criadores” de si mesmos e assim descobrir a verdade, porque não somos autores de nós próprios.
A conversão consiste em aceitar livremente e com amor de depender em tudo de Deus, o nosso verdadeiro Criador, de depender do amor. Esta não é uma dependência mas liberdade.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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