
O Pai quer que Jesus salve a humanidade, essa é a justiça que Ele deverá cumprir.
Para isso solidariza-Se com a humanidade ao receber de João o batismo de penitência. Contudo o Pai e o Espírito manifestam que o verdadeiro batismo realiza-se quando Jesus sai do Jordão, o céu se abre, o Espírito pousa sobre Jesus. Ele assumiu o projeto do Pai, irá realizar a justiça, irá redimir a humanidade, o Espírito ungiu-O para isso!
Recordemos o nosso batismo. Fomos inseridos no Povo de Deus também para cumprir a justiça, não apenas para nos salvar. Temos uma dimensão apostólica, colaborar com o Senhor na instauração da justiça, da solidariedade, do acolhimento a todos, especialmente daqueles que são marginalizados porque pecadores.
A missão é ir atrás da ovelha perdida, resgatar os extraviados, colaborar para que a cana rachada não se quebre e nem o pavio que ainda fumega seja apagado.
Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ . Vatican News
Tempo de misericórdia e perdão
Papa Francisco, 2024, Abertura da Porta Santa
Ancorados em Cristo, cruzamos o limiar deste templo santo e entramos no tempo da misericórdia e do perdão, para que a cada homem e a cada mulher seja aberto o caminho da esperança que não desilude.
Deus perdoa sempre e tudo. Com a abertura da Porta Santa, a porta da esperança foi escancarada para o mundo e Deus diz a cada um: “Há esperança também para ti!”. E há esperança para todas as situações de desolação: E há tantas desolações neste tempo. Pensemos nas guerras, nas crianças metralhadas, nas bombas nas escolas ou nos hospitais.
O Evangelho relata que os pastores, tendo recebido o anúncio do anjo, «foram apressadamente». Esta é a indicação para reencontrar a esperança: apressadamente.
Apressadamente, vamos ver o Senhor que nasceu para nós, para podermos então traduzir a esperança nas situações da nossa vida. Porque a esperança cristã não é um final feliz de um filme que deve ser aguardado passivamente: é a promessa do Senhor a ser acolhida aqui e agora, nesta terra que sofre e geme.
Não nos detenhamos na mediocridade e na preguiça, exortou o Pontífice. Devemos nos indignar com as coisas que não estão bem e ter a coragem de as mudar; devemos ser “sonhadores que nunca se cansam”.
A esperança não tolera a indolência dos sedentários e a preguiça dos que se acomodaram no seu próprio conforto; não admite a falsa prudência dos que não se arriscam por medo e o calculismo dos que só pensam em si próprios; é incompatível com a vida tranquila dos que não levantam a voz contra o mal e contra as injustiças cometidas diretamente sobre os mais pobres. Pelo contrário, a esperança cristã exige de nós a audácia de antecipar hoje essa promessa, através da nossa responsabilidade e compaixão.
E aqui, talvez, nos faça bem perguntarmo-nos sobre a própria compaixão: eu tenho compaixão? Sei ‘sentir com’? Pensemos nisso.
É tempo de transformação para a nossa mãe Terra, desfigurada pela lógica do lucro; para os países mais pobres, sobrecarregados de dívidas injustas; para todos aqueles que são prisioneiros de antigas e novas escravidões; para os lugares profanados pela guerra e pela violência.
Nesta noite, irmã, irmão, é para ti que se abre a ‘porta santa’ do coração de Deus. Jesus, Deus-conosco, nasce para ti, para nós, para cada homem e mulher. E com Ele a alegria floresce, com Ele a vida muda, com Ele a esperança não desilude.
Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018
