Folha Informativa 18-05-2025

Domingo V da Páscoa (PDF)

Amor

Ford Madox Brown, Jesus lava os pés aos discípulos

Impossível para os humanos entregues às suas próprias forças, o amor pelos inimigos testemunha a atividade do próprio Deus no meio de nós.

Nenhuma ordem exterior o torna possível. Só a presença, nos nossos corações, do amor divino em pessoa, o Espírito Santo, permite amar assim.

O amor entre os discípulos de Cristo torna-se o sinal por excelência da presença de Deus no coração do mundo.

O único sinal verdadeiramente convincente dessa presença, dessa comunhão, é um amor dado e acolhido, um amor «perfeito».

Este amor, longe de ser um simples sentimento, reconcilia as oposições e cria uma comunidade fraterna a partir dos mais diversos homens e mulheres, da vida desta comunidade sai uma força de atracção que pode agitar os corações.
TAIZÉ 2003

Nós somos os tempos

Papa Leão XIV, Audiência à comunicação social

Foto AP

Vivemos tempos difíceis de atravessar e narrar, que representam um desafio para todos nós, do qual não devemos fugir. Estes tempos pedem a cada um de nós, nas nossas diferentes funções e serviços, que nunca cedamos à mediocridade.

A Igreja deve aceitar o desafio do tempo e, do mesmo modo, não pode haver comunicação e jornalismo fora do tempo e da história. Como nos recorda Santo Agostinho, que dizia: «Vivamos bem e os tempos serão bons! Nós somos os tempos» (Sermão 80, 8).

Hoje, um dos desafios mais importantes é promover uma comunicação capaz de nos fazer sair da “torre de Babel” em que, por vezes, nos encontramos, sair da confusão de linguagens sem amor, muitas vezes ideológicas ou sectárias. Por isso, o vosso serviço, com as palavras que usais e o estilo que empregais, é importante. A comunicação não é apenas a transmissão de informações, mas a criação de uma cultura, de ambientes humanos e digitais que se tornam espaços de diálogo e de confronto de ideias.

E, olhando para a evolução tecnológica, esta missão torna-se ainda mais necessária. Penso na inteligência artificial com o seu imenso potencial que exige responsabilidade e discernimento para orientar as ferramentas para o bem de todos, a fim de que possam produzir benefícios para a humanidade.

Desarmemos a comunicação de todos os preconceitos, rancores, fanatismos e ódios; limpemo-la da agressividade. Não precisamos de uma comunicação beligerante e musculosa, mas sim de uma comunicação capaz de escutar, de recolher a voz dos fracos que não têm voz. Desarmemos as palavras e ajudaremos a desarmar a Terra. Uma comunicação desarmada e desarmante permite-nos partilhar uma visão diferente do mundo e agir de forma coerente com a nossa dignidade humana.

Estais na linha da frente, narrando conflitos e esperanças de paz, situações de injustiça, de pobreza, e o trabalho silencioso de tantos por um mundo melhor. É por isso que vos peço que escolhais, de forma consciente e corajosa, o caminho da comunicação da paz.

Amor

Papa Francisco, 2014

«Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.

Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros”.

Esta é a boa nova que requer, de cada um, um passo mais, um exercício perene de empatia, de escuta do sofrimento e da esperança do outro, mesmo do que está mais distante de mim, encaminhando-se pela estrada exigente
daquele amor que sabe doar-se e gastar-se gratuitamente pelo bem de cada irmão e irmã.»

 

A nossa procissão em honra de Nossa Senhora de Fátima

Cón. José Manuel dos Santos Ferreira, Prior de São Francisco Xavier

No passado dia 13 de maio voltámos a sair à rua com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, ligando a Igreja Paroquial com a Igreja da Sagrada Família de Caselas, onde aquela bela imagem é venerada.
Foi uma procissão que assim abraçou várias zonas da Paróquia, num clima de oração e de filial confiança na intercessão de Nossa Senhora, a quem apresentámos os nossos pedidos pela Igreja e pelo mundo, sobretudo pela paz, e também pelas nossas famílias, pela nossa paróquia e por tantas outras intenções que, ao longo dos mistérios dos dois Terços que rezámos, fomos entregando ao Coração Imaculado da nossa Mãe do Céu.

Em nome de todos, quero agradecer, antes de mais, à Junta de Freguesia de Belém, a disponibilização da viatura em que foi transportado o andor de Nossa Senhora, como já aconteceu nos últimos anos, facilitando assim a deslocação da imagem, de forma digna e fácil ao mesmo tempo.

Também é devido um vivo agradecimento ao Agnelo Fernandes, que conduziu a viatura, e ao Manuel Pereira, que, com o Agnelo, preparou o andor da imagem de Nossa Senhora, cuidando de todos os pormenores, desde a iluminação da imagem até ao equipamento de som, com um resultado excelente.

À Luísa Macedo e Cunha agradecemos o belo arranjo de flores que acompanhava a imagem de Nossa Senhora.

À Rosário Tanchão agradecemos os cânticos que cantou e nos ajudou a cantar ao longo de todo o trajeto da procissão, e bem assim aos acólitos, que levaram a cruz processional e o turíbulo, aos paroquianos que levaram as lanternas e os estandartes, e ainda aos leitores que dirigiram e recitaram as dez dezenas do Terço que rezámos ao longo do percurso.

E por fim agradecemos à comunidade de Caselas, que preparou de forma tão bela a Igreja da Sagrada Família, para receber a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que regressava à sua “casa” no final da procissão, e onde nos reunimos num momento final de oração, para agradecer a Deus a recente eleição do Santo Padre, o Papa Leão XIV , e rezar de forma especial pela sua pessoa e intenções.

Com palavras do Papa Leão XIV, na Missa que celebrou na Cripta da Basílica de S. Pedro, no passado dia 11 de maio, deixo-vos este convite: “Caminhemos juntos na Igreja, peçamos ao Senhor que nos conceda esta graça: poder escutar a sua Palavra para servir todo o seu povo!”

 

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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