Folha Informativa 18-01-2026

Domingo II do Tempo Comum (PDF)

Guidoccio di Giovanno Cozzarelli, Batismo de Cristo

Qual é a vontade de Deus encarnada em Jesus? Procurar e salvar o que está perdido.

E nós pedimos que a busca de Deus tenha bom êxito, que o seu desígnio universal de salvação se realize, primeiro em cada um de nós e depois em todo o mundo.

O que significa que Deus está à minha procura? Procura cada um de nós, pessoalmente. Deus é grande! Quanto amor há por detrás de tudo isto.
Deus não é ambíguo, não Se esconde por detrás de enigmas, não planificou o futuro do mundo de maneira indecifrável. Não, Ele é claro.
Deus está próximo de nós com o seu amor, para nos levar pela mão à salvação.

Rezando “seja feita a Vossa vontade”, não somos convidados a inclinar servilmente a cabeça, como se fôssemos escravos. Não! Deus quer-nos livres; é o seu amor que nos liberta.

Papa Francisco 2019

 

São Vicente, Padroeiro principal de Lisboa e do Patriarcado

Contrariamente ao que é crença comum, Santo António não é o padroeiro do Patriarcado, mas sim São Vicente, um mártir nascido em Saragoça, Espanha, e que viveu entre os séc. III e IV.
Diácono, S. Vicente recusou-se a adorar os deuses do Império Romano, conforme decretado pelo imperador Dioclesiano. Torturado em Valência, foi condenado à morte, cerca do ano 304.

O seu corpo foi deixado à voragem dos abutres, mas, segundo a lenda, um corvo manteve-se junto do cadáver, protegendo-o. Lançado ao mar, o corpo foi devolvido a terra pelas águas, o que, rezam os escritos da época, originou a fama de milagre. Finalmente sepultados em Valência, os restos mortais foram posteriormente colocados num barco para fugir às perseguições dos muçulmanos, no século VIII.
De acordo com a lenda, o barco terá chegado a terra no promontório de Sagres, que tem igualmente o nome de Cabo de S. Vicente, tendo sido construída ali uma ermida que recolheu os restos mortais do santo.

D. Afonso Henriques terá então prometido trasladar os restos mortais para Lisboa se conseguisse conquistar a cidade aos mouros, o que aconteceu em 1147. Mas só em 1173 foi possível cumprir a promessa.
Segundo a lenda, as relíquias de S.Vicente foram localizadas – outra vez, com o auxílio de corvos – e trazidas para Lisboa por uma nau, guardada por dois corvos durante toda a viagem.

É por este motivo que o brasão de Lisboa apresenta um barco com dois corvos, um na popa e outro na proa.
A chegada a Lisboa ocorreu a 15 de Setembro de 1173 e os restos mortais ficaram depositados na igreja de Santa Justa. No dia seguinte, foram trasladados para a Capela-Mor da Sé.
Segundo os documentos da época, o acontecimento foi de tal modo importante que o mártir substituiu São Crispim como padroeiro da cidade.

O Mosteiro mandado fundar por D. Afonso Henriques foi erguido do lado de “fora” das muralhas da cidade e assim se justifica a toponímia do edifício (São Vicente de Fora).
O edifício esteve ocupado por cónegos da Ordem Regrante de Santo Agostinho, desde a sua fundação até 1834, data da extinção das ordens religiosas. Neste período destaca-se a passagem de Santo António pelo Mosteiro, local onde viveu os seus primeiros tempos enquanto monge.

No século XIX passa a pertencer ao Estado e nele é instalado o Liceu Gil Vicente, entre outros serviços estatais. Actualmente, o Mosteiro acolhe a Cúria do Patriarcado.

A Igreja Católica celebra São Vicente a 22 de Janeiro numa solenidade em que evoca a memória do mártir do século IV e que fica marcada pela renovação das promessas diaconais dos diáconos permanentes da cidade.

Leituras de hoje

Dehonianos

 

A primeira leitura traz-nos a história de vocação de um “servo de Javé”, escolhido por Deus “desde o seio materno” para ser “luz das nações” e levar a salvação de Deus “até aos confins da terra”.
Consciente de que Deus o sustenta com a sua força, o “servo” dispõe-se a cumprir a missão que lhe é confiada. Quando Deus nos inclui nos seus planos, a nossa resposta só pode ser um “sim” sem reticências.

Na segunda leitura, Paulo de Tarso lembra aos cristãos da cidade de Corinto que todos são chamados a cumprir a missão que Deus lhes destina.
Paulo, chamado por Deus a ser apóstolo de Jesus Cristo, irá anunciar o Evangelho em todo o lado aonde a vida o levar; os coríntios, chamados à santidade, deverão viver de forma coerente com a vida nova que assumiram no dia em que se comprometeram com Jesus e com o Evangelho.

No Evangelho, João Batista apresenta Jesus: Ele é “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, o “Filho de Deus” que possui a plenitude do Espírito e que vem batizar os homens no Espírito.
Jesus recebeu do Pai a missão de oferecer aos homens a vida nova de Deus; e irá cumpri-la com absoluta fidelidade.
Nós, os que nos aproximamos de Jesus e que decidimos segui-l’O, continuamos a obra de Jesus: somos enviados a levar ao mundo a salvação de Deus.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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