Folha Informativa 11-05-2025

Domingo IV da Páscoa (PDF)

Deus ama a todos

Papa Leão XIV, 08.05.2025

Vatican News

A paz esteja convosco! Queridos irmãos e irmãs, esta foi a primeira saudação de Cristo ressuscitado, o bom pastor que deu a vida pelo rebanho de Deus.

Também eu gostaria que esta saudação de paz entrasse nos vossos corações,
chegasse às vossas famílias e a todas as pessoas, onde quer que estejam; e todos os povos, e toda a terra: A paz esteja convosco.

Esta é a paz de Cristo Ressuscitado, uma paz desarmante, humilde e preservadora. Isso vem de Deus. Deus, que nos ama a todos, sem quaisquer
limites ou condições.

Mantenhamos nos nossos ouvidos a voz fraca, mas sempre corajosa, do Papa Francisco, que abençoou Roma e o mundo naquela manhã de Páscoa.

Permitam-me continuar essa mesma bênção. Deus ama-nos, a todos nós, o mal não prevalecerá. Estamos todos nas mãos de Deus. Sem medo, unidos, de mãos dadas com Deus e entre nós, seguiremos em frente. Somos discípulos de Cristo, Cristo vai à nossa frente e o mundo precisa da sua luz. A humanidade precisa d’Ele como de uma ponte para chegar a Deus e ao seu amor.

Vós ajudais-nos a construir pontes de diálogo e encontro para que todos possamos ser um só povo sempre em paz.
Obrigado Papa Francisco!

Obrigado aos meus irmãos Cardeais que me escolheram para ser o Sucessor de Pedro e para caminhar convosco como Igreja unida, procurando todos juntos a paz e a justiça, trabalhando juntos como mulheres e homens, fiéis a Jesus Cristo sem medo, anunciando Cristo, para sermos missionários, fiéis ao Evangelho.

Temos que olhar juntos como ser uma Igreja missionária, construindo pontes, dialogando, sempre aberta a receber de braços abertos para todos, como esta praça, aberta a todos, a todos que precisam da nossa caridade, da nossa presença, do
diálogo, do amor.

 

Servir

Paolo Ruffini, Vatican News 2025

Edward von Steile, Cristo Bom Pastor

Servo. E aqui está o mistério. Como um servo pode ser o líder de um povo? De uma igreja?

Uma pergunta à qual Jesus respondeu com palavras que ainda hoje nos esforçamos para entender: “Vocês sabem que os que são considerados líderes das nações as dominam, e os seus grandes exercem poder sobre elas. Mas entre vocês não seja assim; antes, aquele que quiser ser grande entre vocês será o seu servo, e aquele que quiser ser o primeiro entre vocês será o servo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos”.

Servir, então. É para isso que os sucessores de Pedro são chamados a fim de guiar a Igreja. E esse paradoxo desorienta. Ele confunde tanto os meios de comunicação social quanto os muitos centros de poder, grandes e pequenos, do mundo, enquanto se debruçam sobre a identidade e o nome que será adotado pelo escolhido, e talvez até tentem influenciar a decisão, elaborando cenários e interpretações que parecem estar escritos na areia.

 

 

Maturidade espiritual

Pe. Nélio Pita, 2017

Nos Atos dos Apóstolos são descritos pequenos episódios através dos quais se percebe como a comunidade de seguidores de Jesus foi gradualmente crescendo. Na manhã do Pentecostes, a multidão escutava o testemunho dos apóstolos e era diretamente interpelada a tomar consciência da sua responsabilidade na morte de Jesus.

«Que havemos de fazer?» interrogavam-se perante a pregação de Pedro. A resposta era clara:
«Convertei-vos e peça cada um de vós o Batismo…».
Cada ouvinte era chamado a aderir, livre e conscientemente, à nova realidade que lhe era oferecida pelo sacramento que dava acesso à comunidade. Ninguém estava dispensado de fazer o seu caminho de aprendizagem e conversão pessoal iniciado pela escuta e acolhimento da Palavra. Seguindo este método, a comunidade cresceu e consolidou-se. Amadureceu enquanto grupo. Tornou-se sujeito evangelizador. Contagiou.

Propôs-se mudar o mundo. Primeiro Israel. Depois o império Romano. Finalmente todos os povos e nações. Até aos nossos dias.
Assim foi. O pequeno rebanho, bem alimentado pela Palavra bela do Bom Pastor, assumiu uma atitude marcadamente missionária. Se atendêssemos aos critérios meramente humanos, diríamos que eles eram tresloucados pois desafiavam as normas vigentes e sujeitavam-se aos mais severos castigos. Às perseguições e a toda a espécie de humilhações,
à tortura e à morte por amor ao Bom Pastor.

Esta atitude só é compreensível se atendermos à maturidade espiritual do grupo. É um rebanho que cresce na adversidade porque permanece íntimo do Pastor. Cresce em quantidade e qualidade.

A maturidade espiritual sempre foi fértil.
A comunidade que não gera novos filhos é imatura e indolente. Deixou-se levar pelo espírito do mundo e refugia-se na auto-satisfação mesmo quando se considera “praticante”. Porque é imatura, permanece indiferente aos apelos dos pobres e dos que sofrem. Não se compromete com os outros e vive segundo
os “mínimos necessários e indispensáveis”.

A imaturidade espiritual está habitualmente associada a uma desculpabilização de si e à culpabilização dos outros: «O padre, a catequista, aqueles que lá andam… não fazem». É possível diagnosticar a origem desta imaturidade na falha em algum momento do processo de desenvolvimento espiritual: não houve acolhimento e interiorização da Palavra ou, tendo sido acolhida, não houve conversão, isto é, ela não se fez carne. Ficou apenas no plano das ideias. Uma teoria interessante. Mais uma doutrina. Uma ideologia que não modelou o sujeito a partir do modelo perfeito, Jesus Cristo. Não configurou uma nova história.
É uma videira sem uvas. Uma casa sem alicerces.

O maior desafio que nos é feito hoje é o de sermos adultos enquanto discípulos de Jesus. Somos de novo uma minoria. A sociedade rege-se por valores que, em grande parte, são contrários à mensagem do Crucificado. De novo, é necessário interiorizar a Palavra de Deus e interrogar-se «que devo fazer?». Não ter medo da pergunta que nos desinstala. Porque não nos interrogarmos é permanecermos imaturos. E não basta sermos meros cumpridores de rituais. E é pouco, muito pouco, viver segundo o princípio «eu mal não faço».
No dia em que somos chamados a orar pelas vocações, quarto Domingo da Páscoa, peçamos ao Senhor que nos faça discípulos maduros e fecundos de Jesus.

 

A palavra na oração

Papa Francisco, 21.04.2021

A oração é diálogo com Deus; e, num certo sentido, todas as criaturas “dialogam” com Deus. No ser humano, a oração torna-se palavra, invocação, cântico, poesia… A Palavra divina fez-se carne, e na carne de cada homem a palavra volta a Deus na oração.

As palavras são as nossas criaturas, mas são também as nossas mães, e em certa medida plasmam-nos. As palavras de uma prece levam-nos em segurança através de um vale escuro, orientando-nos para prados verdes, ricos de água, fazendo-nos banquetear diante dos olhos de um inimigo, como o Salmo nos ensina a recitar (cf. Sl 23). As palavras nascem dos sentimentos, mas há também o caminho inverso: aquele em que as palavras moldam os sentimentos.

A Bíblia educa o homem para garantir que tudo vem à luz através da palavra, que nada de humano seja excluído, censurado. Acima de tudo, a dor é perigosa se permanecer coberta, fechada dentro de nós… Uma dor encerrada dentro de nós, que não se exprime nem desabafa, pode envenenar a alma; é mortal.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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