Folha Informativa 07-06-2026

Domingo IX do Tempo Comum (PDF)

Jan Cornelisz Vermeyen, O casamento

Bendito seja o germinar oculto e exaltante do Espírito, graças ao qual em cada estação nos fazes renascer.
Bendito se ja o respiro novo que todos os dias, de modo misterioso, insuflas em nós, recordando-nos que a nossa criação não está terminada.

Bendito seja este espaço onde pacientemente nos plasmas, respeitando a nossa liberdade e os nossos tempos.

Bendita seja a tua fidelidade à nossa história e ao modo franco em que exortas o nosso coração a não se abandonar às visões inúteis da incerteza, do pessimismo ou do cansaço.
Bendito seja o teu Reino que fazes vir a nós já sobre esta margem provisória e que nos estimula a compreender a tua vontade.

Bendita seja a tua Palavra que estimula e inspira perenemente os nossos novos inícios, porque deste modo nos voltas a colocar na pista em direção àquela festa, unânime e fraterna, que o quotidiano é chamado a preparar.

Bendito seja o Deus do nosso ontem, de quem, porém, entrevemos a passagem em tantos sinais do tempo presente, limiar daquela revelação maior e que serás tudo em todos.

 

As Famílias são uma oportunidade

Papa Francisco, 2015

É interessante observar como Jesus se manifesta nos almoços, nos jantares. Comer com diferentes pessoas, visitar casas diferentes foi um lugar que Jesus privilegiou para dar a conhecer o projeto de Deus. Vai à casa dos seus amigos – Lázaro, Marta e Maria -, mas não é seletivo: não lhe importa se são publicanos ou pecadores, como Zaqueu.
Bodas, visitas aos lares, jantares: algo de «especial» hão de ter estes momentos na vida das pessoas, para que Jesus prefira manifestar-se aí.

O único momento que as famílias tinham para estar juntos era, normalmente, o jantar, quando se voltava do trabalho e as crianças terminavam os deveres da escola. Comentava-se o dia, aquilo que cada um fizera, arrumava-se a casa, guardava-se a roupa, organizavam-se as tarefas principais para os dias seguintes.
São momentos em que uma pessoa chega também cansada, e pode acontecer uma ou outra discussão, um ou outro “litígio”.
Jesus escolhe estes momentos para nos mostrar o amor de Deus, e estes espaços para entrar nas nossas casas e ajudar-nos a descobrir o Espírito vivo e atuante nas nossas realidades quotidianas.

É em casa onde aprendemos a fraternidade, a solidariedade, o não ser prepotentes, onde aprendemos a receber e agradecer a vida como uma bênção, e aprendemos que cada um precisa dos outros para seguir em frente. É onde experimentamos o perdão, e somos convidados a perdoar, a deixarmo-nos transformar. Em casa, somos aquilo que somos e somos convidados a procurar o melhor para os outros.

Por isso, a comunidade cristã designa as famílias pelo nome de igrejas domésticas, porque é no calor do lar onde a fé permeia cada canto, ilumina cada espaço, constrói comunidade; porque foi em momentos assim que as pessoas começaram a descobrir o amor concreto e operante de Deus.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Scroll to Top