Folha Informativa 04-05-2025

Domingo III da Páscoa, Dia da Mãe (PDF)

Com o falecimento do Papa Francisco, vivemos, na Igreja, o tempo de Sede Vacante (Sedes Vacans), em que a Cátedra
de Pedro se encontra sem um sucessor.

É tempo de oração, de esperança e de confiança no Espírito Santo, que guia a Igreja em todos os tempos.

Senhor, nosso Deus, pastor eterno,
que governais o vosso povo com providente solicitude,
concedei à Igreja, pela vossa bondade infinita,
um pastor aceite por Vós pela santidade de vida,
inteiramente consagrado ao serviço do Vosso povo.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus,
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
Amen.

Na quarta-feira, dia 7 de maio de 2025, pelas 16h30, terá lugar a entrada no Conclave e o juramento para a eleição do Romano Pontífice.

 

Maria, a delicadeza em pessoa

Ignacio Larrañaga, in O silêncio de Maria

Albertinelli, VisitaçãoPelo Magnificat podemos deduzir que, como nos grandes contemplativos, Deus desperta em Maria um júbilo indescritível. Esse é um dado válido para confirmar a nossa convicção de que a Mãe não só pertence à estirpe dos contemplativos, mas é a coroa e modelo de todos eles.
Maria ficou cerca de três meses com Isabel. De que falaram durante esses três meses? Qual foi o assunto central das suas conversas?

O Magnificat, talvez também o Benedictus, refletem o fundo dessas conversas, e do intercâmbio das suas impressões. Falaram da consolação de Israel, das promessas feitas a nossos pais, da misericórdia derramada de geração em geração, desde Abraão até aos nossos dias, da exaltação dos pobres e da queda dos poderosos.
Mais do que falar dos pobres, dos profetas e dos eleitos, falaram principalmente do próprio Senhor, de Deus-Javé. Quando alguém se sente intensamente amado pelo Pai, não consegue falar senão sobre Ele. A Mãe, ao recordar como foi centro de todos os privilégios, desde a imaculada conceição até à maternidade virginal, sentiria uma comoção única, falando do seu Deus e Pai.

Todas as emoções que aquelas duas mulheres excecionais sentiram e comunicaram estão refletidas no Magnificat, que não é outra coisa senão um desabafo espiritual, e um resumo das impressões e vivência das duas mulheres.
Deus, o próprio Deus, foi o fundo e o objeto das suas emoções, das suas expansões e das suas expressões, durante esses três meses.

Todos os exegetas estão de acordo em que emerge, dos sete primeiros capítulos, uma figura feminina de perfis muito específicos: delicada, concentrada e silenciosa.

Por isso mesmo, é «surpreendente» que Maria rompesse o seu habitual silêncio e intimidade com um canto exaltado.
Mas, a sua profunda piedade viu-se envolvida pela grandeza do que Deus tinha feito nela. Não se podia pedir mais que isso para que o caráter silencioso da Virgem transbordasse com um ímpeto jubiloso de palavras. Sendo essa uma ocasião excecional, não há nenhuma contradição com o seu habitual recato e modéstia.

Naturalmente, não foi apenas uma efusão espiritual, uma comunicação fraterna. Foi mais do que isso. Houve também solicitude e ajuda fraterna.
Se o anjo diz a Maria que Isabel está no seu sexto mês, e logo depois dessa comunicação Maria vai para a casa de Isabel, e o Evangelho acrescenta que «Maria ficou cerca de três meses com Isabel», podemos deduzir com toda a naturalidade que a Mãe ficou até depois do parto de Isabel.

Maria emerge como uma jovem delicada, com grande sentido de serviço fraterno. É fácil imaginar a situação. Isabel está em gravidez adiantada, com eventuais complicações biológicas devido à idade avançada, e tornou-se meio inútil para os trabalhos domésticos. Zacarias estava mudo, «ferido», psicologicamente. Certamente viviam os dois sozinhos.

A Mãe foi, para eles, uma bênção caída do céu.
Podemos imaginar Maria, como aparece sempre, atenta e serviçal; podemos imaginá-la nas tarefas domésticas quotidianas: comida, limpeza, lavar e costurar roupas, preparando tudo o que é preciso para um bebé, ajudando Isabel nas suas delicadas tarefas pré-natais, fazendo um pouco de enfermeira e um pouco de parteira – há tarefas privativas do mundo feminino –, consolando Zacarias com a misericórdia do Pai, preocupada, em qualquer momento, com os mil particulares domésticos…
Foi a própria delicadeza em pessoa.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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