São José é o primeiro entre os santos na ordem da veneração (Protodulia); ele foi esposo da virgem Santa Maria, o pai virginal e legal de Jesus, o chefe da Sagrada Família, e o guarda de Jesus, nosso redentor, e da Igreja nascente.
Passou a vida à espera do cumprimento da sua vocação e, quando Maria lhe foi dada como esposa, pôde perceber que o apelo de Deus que lhe era dirigido correspondia a um lugar singular em toda a história da salvação.
Deus precisava da si para custodiar o grande mistério da salvação. Já não precisaria dele durante muito tempo, mas a partir do momento em que despertou do sono, ele pôde entender que a sua vida estava, desde aquela hora, destinada para a missão de educar o filho de Deus e de presenciar o seu crescimento.
É bom recordar que o modelo humano que Jesus tem de Pai é São José. Foi da sua entrega no trabalho, nas suas relações profissionais, o cuidado com a casa, com a oficina que Jesus aprendeu humanamente a ser homem.
A masculinidade de São José e a sua relação virginal com Maria, rodeada de veneração e de tantas honras que lhe procurava oferecer foram o lugar onde Jesus aprendeu a amar a sua santíssima Mãe, aquela mesma Mãe que nos foi oferecida como tal no alto da cruz.
O nosso Pai, São José, no presépio, permanece junto de Maria, muitas vezes de pé, com o seu cajado florido, sinal da fecundidade de Jessé, certamente para aliviar os pés da caminhada ou então prostrado pelo cansaço do caminho percorrido, mas sempre a olhar a virgem e o menino que lhe foi dado como filho, sendo o próprio Filho de Deus.
Nós, hoje, somos chamados a acolher a nossa vocação no seio da Igreja e a desempenhar a nossa vocação com diligência e fidelidade, realizando a nossa missão com alegria.
Padre Miguel
