Os magos, segundo São Mateus: «magos vindos do Oriente», seguiram a estrela para adorar o Rei que acabava de nascer. E por isso deslocam-se aos palácios daquele tempo. É por causa desta referência que nos nossos presépios sempre aparecem os castelos e palácios.
O texto sagrado não fala quantos são, mas indica serem sábios, conhecedores das ciências e das escrituras. Consideremos, em primeiro lugar, este facto, a ciência e a fé encontram-se, desde o início da fé cristã, ligadas uma à outra, pois conhecendo as Escrituras e reconhecendo os sinais, estes homens puderam reconhecer o carácter extraordinário desta estrela e quiseram sair dos seus lugares buscando encontrar aquele que tinha poder de comover a natureza.
Por isso, a unidade entre o conhecimento e a vontade parece ser um dos apelos mais relevantes para a nossa reflexão sobre estes magos, pois se não nos aplicarmos na ciência de Deus, do mundo e do homem, não poderemos buscar o que mais importa, podemos até nem chegar a saber que existe resposta para os desejos mais profundos do nosso coração.
Os magos são também apresentados, na cultura popular, como Reis, por causa dos presentes que oferecem ao menino: ouro, incenso e mirra: o Ouro, porque Ele é Rei, o incenso, porque é Deus, e a mirra, por ser mortal.
Todos estes dons extraordinários revelam a consciência de que Jesus é de facto o verbo encarnado, o grande sinal de contradição, «escândalo para os judeus e loucura para os gentios».
No entanto, para aqueles que acreditam: Ele é Salvador. Procuremos conhecê-lO, segui-lO, reconhecê-lO, para O amar cada vez melhor.
Padre Miguel
