Mensagem do Pe. Miguel Pereira para o Domingo III do Advento

Este terceiro Domingo do Advento é chamado Domingo da Alegria por causa da antífona de entrada, retirada do apelo, Fil 4,4, «Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!».
Na leitura do evangelho deste domingo vemos Jesus a ser interpelado pelos discípulos de João Baptista, que Lhe vêm perguntar: «És tu Aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro».
A pergunta feita por João Baptista pode ser lida em dois sentidos: na sua acepção mais literal, a pergunta refere-se ao messianismo, és mesmo Tu, aquele que é a fonte da nossa alegria, o culminar da história da salvação do mundo?
Por outro lado, sabendo que não eram estranhos um ao outro, podemos ainda afirmar, que a pergunta de João Batista não seria apenas para saber se Jesus era o Messias, mas se tinha chegado a sua hora, a hora de Se manifestar.
Jesus responde positivamente a ambas as perguntas enunciado as suas obras, nunca dispensando o acto de fé necessário para ler tudo o que estava a acontecer.
A alegria que nos vem da fé, é atualizada no nosso coração pela verificação do actos do seu amor de que somos objecto: fomos visitados, mas podemos dizer mais ainda: somos visitados!
Essa é a fonte da nossa alegria, está a acontecer a nossa salvação, a misericórdia de Deus.
Mas poderíamos perguntar-nos, como é que essa presença de Deus se verifica hoje?
A resposta é simples, pela participação dos mistérios da Igreja, pelos sacramentos, pela palavra de Deus, pela oração e por um modo de vida que nos é dado viver a partir dessa misericórdia da visita de Deus à nossa vida.
É que há mesmo uma vida nova a realizar-se, a acontecer, uma vida contradiz o mundo na sua falta de esperança, pois faz os coxos andar, os cegos ver, os mudos falar, uma vida nova que se inicia neste mundo mas é sinal da ressurreição, e do mundo que há-de vir.
Padre Miguel
