Dia 02 – A gruta de Belém

No presépio, a gruta de Belém tem um lugar central, é lá que o grande acontecimento do Natal teve lugar.
Mas o que é a gruta de Belém, que construção seria aquela? Era mesmo uma casa?
Ainda hoje, visitando os lugares santos de Belém podemos encontrar esse lugar, a gruta da natividade, era uma casa da época, cavada na rocha calcária.
Pelo tamanho que ainda demonstra ter ao dia de hoje, seria uma estalagem de grande capacidade, com outras dependências. O estábulo seria apenas uma delas, a mais exterior e a menos cómoda, o único lugar livre «por não haver lugar para eles na hospedaria».
Muitas vezes pensamos no hospedeiro, que cede o estábulo, como alguém insensível que não foi capaz de olhar às necessidades daquele casal em concreto, mas talvez lhe seja devido um outro juízo, pois cedeu tudo quanto possuía naquele momento, e porque agiu deste modo, acolhendo, mesmo sem ter lugar apropriado para o fazer, pode acolher o próprio Deus.
A gruta dos animais, embora menos abrigada, não parece ter sido muito diferente do restante das dependências da hospedaria, apenas menos decorado, menos abrigado e certamente menos limpo.
O lugar que Deus preferiu foi este, uma espécie de caverna, no interior da terra, no interior do mundo que Ele criou.
Deus quis nascer neste mundo numa gruta, e quer vir a nós sem a pretensão de ter um lugar melhor à sua espera, quer partir do interior da casa que somos, como ela estiver e partindo assim desta casa que é nosso coração, quer ser a fonte de todas as transformações em cada um de nós, para que um dia possamos louvar a Deus eternamente.
Padre Miguel
Scroll to Top