Folha Informativa 15-12-2024

III Domingo do Advento (PDF)

Nicolo da Varallo, João Batista pregando

«ALEGRAI-VOS E EXULTAI» (Mt 5, 12), diz Jesus a quantos são perseguidos ou humilhados por causa d’Ele.

O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados. Quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa.

Com efeito, a chamada à santidade está patente, de várias maneiras, desde as primeiras páginas da Bíblia; a Abraão, o Senhor propô-la nestes termos: «anda na minha presença e sê perfeito».

Não se deve esperar aqui um tratado sobre a santidade. O meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós «para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor».

Papa Francisco, Alegrai-vos e exultai, mar 2018

 

E NÓS, QUE DEVEMOS FAZER?

Ermes Ronchi, 2015

E nós, que devemos fazer?
E o profeta que nem sequer possui uma veste digna desse nome, responde: Quem tem duas túnicas, dê uma a quem não tem.

Aquele que se alimenta do nada que oferece o deserto, gafanhotos e mel selvagem, responde:
Quem tem de comer dê a quem não tem.
Na engrenagem do mundo, João lança um verbo forte, «dar». O primeiro verbo de um futuro novo.

Em todo o Evangelho o verbo amar traduz-se com o verbo dar (não há maior amor do que dar a vida por quantos se amam; Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho, alguém terá dado só um copo de água fresca…).
É a lei da vida: para estar bem, o ser humano tem de dar.

Chegam publicanos e soldados, colunas do poder:
E nós, que faremos? Não prendais, não exturcais, não acumuleis.

Três palavras para um programa único: tecer o mundo da fraternidade, construir uma terra da qual se eleve a justiça.

O profeta sabe que Deus Se encarna através do respeito e da veneração por todos os seres humanos, como energia que liberta das sombras do medo que nos envelhecem o coração.

O amor renova, o medo paralisa, rouba o melhor da vida.

E eu, que tenho de fazer?
Não é de grandes profetas que temos necessidade, mas de muitos pequenos profetas, que onde são chamados a viver, dia a dia, são generosos de justiça e de misericórdia, que levam a respiração do céu ao interior das coisas de cada dia.

Então, a começar por ti, recomeça-se a tecer o tecido bom do mundo.

 

 

 

Discernimento

O discernimento não é uma autoanálise presuntuosa, uma introspeção egoísta, mas uma verdadeira saída de nós mesmos para o mistério de Deus, que nos ajuda a viver a missão para a qual nos chamou a bem dos irmãos.

Papa Francisco

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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