Notícias

Terminou Peregrinação a Fátima

Os cerca de 20 participantes na Peregrinação a Pé a Fátima chegaram hoje, sábado, ao fim da manhã, ao Santuário, terminando seis dias de caminhada.

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Xavierinhos de regresso!

Terminadas as férias e com o recomeço da Catequese, os Xavierinhos, a Folha Informativa para os mais jovens, estão também de regresso!

 

Ofertórios do primeiro fim-de-semana – Outubro

Neste fim-de-semana,o primeiro do mês de Outubro, os ofertórios das Missas destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja.

Sede generosos, como sempre.

Primeiro Sábado – Outubro

No dia 05 de Outubro, primeiro sábado do mês, venha fazer companhia a Nossa Senhora e rezar o terço no Primeiro sábado de cada mês antes da missa das 19h00. Atenção ao novo horário: 18h15.

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Um obrigado do Pe. Marcos

O Pe. Marcos Martins agradeceu aos paroquianos de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém o “caloroso acolhimento” recebido ao longo dos três anos em que esteve connosco como Vigário Paroquial.

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Peregrinação a Fátima a pé

Cerca de 20 pessoas participam na Peregrinação a Fátima a pé, iniciada a 30 de Setembro e com termo a 05 de Outubro.. [ler +]

Folha Informativa 10-03-2019

Domingo I da Quaresma (PDF)     TEXTO

JESUS, CHEIO DO ESPÍRITO SANTO, RETIROU-SE

Moretto da Brescia, Jesus no deserto

Jesus não escolhe partir para o deserto. É conduzido pelo Espírito Santo.

E aí, é afrontado pelo espírito do mal.

Também nós não escolhemos viver neste mundo em que Deus Se tornou desinteressante. Deserto para as nossas vidas de crentes… para a nossa Igreja… com todas as tentações ligadas às nossas faltas: lassidão, desencorajamento, desejo de nos retirarmos de uma Igreja que nos desconcerta e de abandonarmos Deus…

Por causa de Jesus sabemos que a travessia do deserto é possível.

A Quaresma, convite a reavivar a nossa esperança!

Dehonianos

 

QUARESMA, TEMPO PARA REENCONTRAR A ROTA DA VIDA

Papa Francisco, Março de 2019

Diego Velasquez, Jesus na cruz

«Toquem a trombeta em Sião, proclamem um jejum». Com este versículo do livro do Profeta Joel, o Papa Francisco iniciou a sua homilia, sublinhando que a “Quaresma tem início com um som estridente: o som de uma trombeta que não acaricia os ouvidos, mas proclama um jejum”.

Despertador da alma

É um som intenso, que pretende abrandar o ritmo da nossa vida, sempre dominada pela pressa, mas muitas vezes não sabe bem para onde vai. É um apelo a deter-se para ir ao essencial, a jejuar do supérfluo que distrai. É um despertador da alma. Ao som desse despertador, segue-se a mensagem que o Senhor transmite pela boca do profeta, uma mensagem breve e premente: «Voltem para Mim».

Rota da vida

Se devemos voltar, isso significa que a direcção seguida não era justa. A Quaresma é o tempo para reencontrar a rota da vida.

Com efeito, no caminho da vida, como em todos os caminhos, aquilo que verdadeiramente conta é não perder de vista a meta. Quando na viagem, o que interessa é ver a paisagem ou parar para comer, não se vai longe.

No caminho da vida, procuro a rota? Ou contento-me de viver o dia-a-dia, pensando apenas em sentir-me bem, resolver alguns problemas e divertir-me um pouco? Qual é a rota? Talvez a busca da saúde, que hoje muitos dizem vir em primeiro lugar, porém, mais cedo ou mais tarde faltará? Porventura a riqueza e o bem-estar? Mas não é para isso que estamos no mundo.

Voltem para Mim, diz o Senhor. Para Mim: o Senhor é a meta da nossa viagem no mundo. A rota deve ser ajustada na direcção d’Ele. Hoje, para encontrar a rota, é-nos oferecido um sinal: as cinzas na testa. É um sinal que nos faz pensar no que temos na cabeça. Os nossos pensamentos seguem coisas passageiras, coisas que vão e vêm. As cinzas que receberemos dizem-nos, com delicadeza e verdade, que das muitas coisas que temos na cabeça, atrás das quais corremos e nos afadigamos diariamente, não restará nada.

Cultura da aparência

As realidades terrenas dissipam-se como poeira ao vento. Os bens são provisórios, o poder passa, o sucesso declina. A cultura da aparência, hoje dominante e que induz a viver para as coisas que passam, é um grande engano. Pois é como uma fogueira: uma vez apagada, ficam apenas as cinzas.

A Quaresma é o tempo para nos libertarmos da ilusão de viver a correr atrás da poeira.
É redescobrir que somos feitos para o fogo que arde sempre, não para a cinza que imediatamente desaparece; para Deus, não para o mundo; para a eternidade do Céu, não para o engano da terra; para a liberdade dos filhos, não para a escravidão das coisas. Hoje, podemos perguntar-nos: De que parte estou? Vivo para o fogo ou para as cinzas?

Esmola, oração e jejum

Nesta viagem de retorno ao essencial, o Evangelho propõe três etapas que o Senhor pede para percorrer sem hipocrisia nem ficção: a esmola, a oração e o jejum, que nos reconduzem às únicas três realidades que não se dissipam.

A oração une-nos a Deus; a caridade, ao próximo; o jejum, a nós. Deus, os irmãos, a minha vida: eis as realidades que não terminam no nada e sobre as quais é preciso investir.

A Quaresma convida-nos a olhar para o Alto, com a oração, que liberta de uma vida aborrecida onde se encontra tempo para si, mas se esquece de Deus e depois a olhar para o outro, com a caridade, que liberta da nulidade do ter, de pensar que as coisas estão bem se para mim tudo vai bem.

A Quaresma convida-nos a olhar para dentro de nós mesmos, com o jejum, que liberta do apego às coisas, do mundanismo que anestesia o coração.

Oração, caridade, jejum: três investimentos num tesouro que dura. Ao longo do caminho da Quaresma, devemos fixar o olhar no Crucificado.

Jesus na cruz é a bússola da vida que nos orienta para o Céu.

O ESQUECIMENTO DIVINO

Hugo de Azevedo

“José, filho de David, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa”.
Pobre José! Que aflição a sua, até que Deus o esclarece! Porque não lhe disse antes? Porque o deixou sofrer tanto? Não se queixa.
“Levanta-te! Toma o Menino e sua Mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise”.
Não hesita.
“Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe e vai para a terra de Israel”.
Obedece. Para a Judeia? Não convém.
“Avisado por Deus, em sonhos” retira-se para Nazaré.
José: o homem de quem Deus “se esquece” e mantém perplexo até à última hora. O homem em que Deus tem absoluta confiança.

João Baptista, que cumpre a sua missão e que Deus “deixa esquecido” na prisão, à mercê dos caprichos de Herodes.

Maria, à espera incerta de uma espada que lhe trespassará o coração.

Jesus, crucificado: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”, o salmo da confiança no Pai e da vitória final.

Não há maior louvor do que o “esquecimento divino”, a sua confiança na nossa fidelidade, aconteça o que acontecer.

Saber que conta connosco em quaisquer circunstâncias, sejam êxitos ou fracassos pastorais, simpatias ou impopularidade.

 

Folha Informativa 03-03-2019

Domingo VIII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

DO BOM TESOURO DO SEU CORAÇÃO TIRAR O BEM

Bernardo Daddi. Anunciação

O bom tesouro do coração: uma definição tão bela, tão plena de esperança, daquilo que somos no nosso íntimo mistério.

Todos temos um tesouro bom guardado em vasos de argila, ouro fino a distribuir.

Melhor, o primeiro tesouro é o nosso próprio coração.

A nossa vida é viva se cultivámos tesouros de esperança, a paixão pelo bem possível, pelo sorriso possível, a boa política possível, uma casa comum onde seja possível viver melhor para todos.

A nossa vida é viva quando tem coração.

Ermes Ronchi , In Avvenire

 

A PÁSCOA APROXIMA-SE 

Enzo Bianchi, In “Monastero di Bose”

A Igreja convida-nos a meditar no grande sinal da ressurreição de Lázaro, profecia da ressurreição de Jesus. Lázaro, precisamente, irmão de Maria e de Marta, estava doente. Jesus gostava muito destes amigos, que frequentava nos períodos de paragem em Jerusalém. Na casa de Betânia podia usufruir do acolhimento cuidadoso de Maria, da escuta atenta de Maria e do afecto fiel de Lázaro.

As irmãs mandam avisá-l’O da doença de Lázaro, mas Ele está longe. Como pode Jesus permitir que um seu amigo adoeça, sofra e morra? Que sentido tem? São perguntas que emergem dentro da rede de amizade de Jesus, mas que ainda hoje ressoam quando nas nossas relações surgem a doença e a morte; é a hora em que a nossa fé e o nosso sermos amados por Jesus parecem ser desmentidos pelos sofrimentos da vida…

Jesus diz: «Essa doença não levará à morte, mas é para a glória de Deus, a fim de que por meio dela o Filho de Deus seja glorificado».
Jesus comove-se, vibra interiormente. Diante da morte de um amigo, de uma pessoa por Ele amada, a primeira reação é o frémito que nasce do constatar a injustiça da morte: como pode morrer o amor?

Jesus chega com os seus discípulos a Betânia quando «Lázaro já está há quatro dias no sepulcro». Sabendo da sua chegada, Marta vai ao seu encontro e dirige-Lhe palavras que são ao mesmo tempo uma confissão de fé e uma censura: «Senhor, se Tu estivesses estado aqui, o meu irmão não estaria morto». Depois acrescenta: «Mas sei que, mesmo agora, o que queres que peças a Deus, Ele Te a concederá». Marta é uma mulher de fé e confessa que onde está Jesus não pode reinar a morte.

Ela crê em Jesus e confessa a própria fé na ressurreição final da carne. Mas Jesus convida-a a dar um passo posterior: «Eu sou a ressurreição e a vida; quem acredita em mim, mesmo que morra, viverá; quem vive e acredita em mim, não morrerá eternamente».

Também Maria, chamada pela irmã, corre ao encontro de Jesus. Não dá sinais de uma fé que possa vencer o seu sofrimento: é inteiramente definida pela sua inconsolável dor. As suas lágrimas são contagiosas: choram os judeus presentes e chora o próprio Jesus.

No duelo entre vida e morte, entre amor e morte, vence o amor vivido por Jesus.
Se Jesus ama e tem como amigo quem acredita nele, não permitirá a ninguém, nem sequer à morte, que o rapte da sua mão!
«Muitos dos judeus acreditaram nele».
A fé não consente escapar à morte física: todos os seres humanos têm de passar através dela, mas para quem adere a Jesus, a morte já não é a última e definitiva realidade.

O amor a Jesus vence a morte. Se somos capazes de colocar a nossa fé-confiança n´Ele, esta página revela-nos que não estamos sós e que mesmo na morte Ele estará junto a nós para nos abraçar na hora em que atravessarmos aquele umbral obscuro e para nos chamar definitivamente à vida com o seu amor.

Eis o dom extremo feito por Jesus a quantos se deixam implicar pela sua vida: a morte não tem a última palavra e aquele que adere a Ele, O ama e por Ele se deixa amar, não morrerá eternamente.

COMO VIVEMOS A FÉ E QUE TESTEMUNHO DAMOS?

Dehonianos

Duccio di Buoninsegna. Os apóstolos.

Todos somos chamados a dar testemunho da nossa fé e da proposta de Jesus. Esta reflexão sobre os verdadeiros e falsos “mestres” não é algo que apenas diga respeito à hierarquia da Igreja, mas a todos. Trata-se de uma reflexão sobre a verdade ou a mentira do nosso testemunho.

Como é o nosso testemunho? Identifica-se com a proposta de Cristo?
Pode acontecer que a radicalidade do Evangelho de Jesus seja viciada pela nossa tendência em “suavizar”, “atenuar”, “adaptar”, de forma a que a mensagem seja mais consensual, menos radical, mais contemporizadora… Não estaremos, assim, a retirar à proposta de Jesus a sua capacidade transformadora e a escolher um caminho de facilidade?

Também pode acontecer que anunciemos as nossas teorias e as nossas perspectivas, em lugar de anunciar Jesus e as suas propostas. Isto tem acontecido, com frequência, ao longo da história da Igreja…

É preciso, pois, um permanente confronto do nosso anúncio com o Evangelho e com o sentir da Igreja, a fim de que anunciemos Jesus e não traiamos a verdade da sua proposta libertadora.

Podemos correr o risco de deixar que o sentimento da nossa importância nos suba à cabeça, convencidos de que somos os únicos senhores da verdade. Sempre que isso acontecer, convém interrogarmo-nos acerca da forma como estamos a exercer o nosso serviço à comunidade: estaremos a veicular a proposta de Jesus?

A história da trave e do cisco convida-nos a reflectir sobre a hipocrisia… É fácil reparar nas falhas dos outros e enveredar pela crítica fácil; é difícil utilizar os mesmos critérios de exigência quando estão em causa as nossas pequenas e grandes falhas… Somos tão exigentes connosco como somos com os outros? Temos consciência da nossa necessidade permanente de conversão e de transformação?

 

 

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