Notícias

Reflexão diária 21 Mar

A página da Paróquia de São Francisco Xavier vai apresentar diariamente textos para reflexão neste período conturbado da pandemia.
O texto de hoje é de Américo Pereira, da Universidade Católica Portuguesa. [ler +]

Reflexão diária 20 Mar

A página da Paróquia de São Francisco Xavier vai apresentar diariamente textos para reflexão neste período conturbado da pandemia.
O texto de hoje é do Papa Francisco. [ler +]

Reflexão para a Semana IV da Quaresma (com vídeo)

Iniciativa do Serviço diocesano da Pastoral da Família, em cada semana um dos bispos da Diocese de Lisboa vai comentar o Evangelho do Domingo seguinte, numa preparação para a Quaresma deste ano. [ler +]

Reflexão diária 19 Mar, Dia de São José

A página da Paróquia de São Francisco Xavier vai apresentar diariamente textos para reflexão neste período conturbado da pandemia.
O texto de hoje é dedicado a São José. As famílias católicas de todo o mundo estão a ser convidadas a rezar juntas o terço esta quinta-feira, dia de São José, pelas 21h00, numa iniciativa de oração pelo Papa e pelas pessoas afectadas pela pandemia do Covid-19 [ler +]

Reflexão diária 18 Mar

A página da Paróquia de São Francisco Xavier vai apresentar diariamente textos para reflexão neste período conturbado da pandemia.
O primeiro texto reproduz parte da homilia do Papa Francisco, na Missa celebrada em Santa Marta. [ler +]

Cardeal Patriarca agradece “dedicação e coragem” dos profissionais de saúde

Em nova carta aos diocesanos de Lisboa, o Cardeal Patriarca, D. Manuel Clemente, expressa “muita companhia e grande estima” e agradece a “criatividade” dos sacerdotes no acompanhamento de todas as pessoas e a “dedicação e coragem” dos profissionais de saúde. [ler +]

Folha Informativa 01-03-2020

Domingo I da Quaresma (PDF)     TEXTO

Taddeo Gaddi, Pentecostes

Para que vivo eu?

Vivemos para realizar o sonho de Deus, para amar.

A cinza pousa nas nossas testas, para que,  nos corações, se acenda o fogo do amor.

Com efeito, somos cidadãos do céu.

E o amor a Deus e ao próximo é o passaporte para o céu

Papa Francisco, Homilia de Quarta-feira de Cinzas

 

 

Em nome de Cristo, suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus

Papa Francisco, Quaresma de 2020.

Eustache Le Sueur, Jesus e o cego

1. O Mistério pascal, fundamento da conversão

A alegria do cristão brota da escuta e recepção da Boa Nova da morte e ressurreição de Jesus: o kerygma. Este resume o Mistério dum amor «tão real, tão verdadeiro, tão concreto, que nos proporciona uma relação plena de diálogo sincero e fecundo» (Francisco, Exortação apostólica Christus vivit, 117).

Quem crê neste anúncio rejeita a mentira de que a nossa vida teria origem em nós mesmos, quando na realidade nasce do amor de Deus Pai, da sua vontade de dar vida em abundância (cf. Jo 10, 10).

Se, pelo contrário, se presta ouvidos à voz persuasora do «pai da mentira» (Jo 8, 44), corre-se o risco de precipitar no abismo do absurdo, experimentando o inferno já aqui na terra, como infelizmente dão testemunho muitos acontecimentos dramáticos da experiência humana pessoal e colectiva.

Por isso, nesta Quaresma de 2020, quero estender a todos os cristãos o mesmo que escrevi aos jovens na Exortação apostólica Christus vivit: «Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo» (n. 123).

A Páscoa de Jesus não é um acontecimento do passado: pela força do Espírito Santo é sempre actual e permite-nos contemplar e tocar com fé a carne de Cristo em muitas pessoas que sofrem.

2. Urgência da conversão

É salutar uma contemplação mais profunda do Mistério pascal, em virtude do qual nos foi concedida a misericórdia de Deus. Com efeito, a experiência da misericórdia só é possível «face a face» com o Senhor crucificado e ressuscitado, «que me amou e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gl 2, 20). Um diálogo coração a coração, de amigo a amigo.

Por isso mesmo, é tão importante a oração no tempo quaresmal. Antes de ser um dever, esta expressa a necessidade de corresponder ao amor de Deus, que sempre nos precede e sustenta. De facto, o cristão reza ciente ciente de ser indignamente amado. A oração poderá assumir formas diferentes, mas o que conta verdadeiramente aos olhos de Deus é que ela penetre profundamente em nós, chegando a romper a dureza do nosso coração, para o converter cada vez mais a Ele e à sua vontade.

Por isso, neste tempo favorável, deixemo-nos conduzir como Israel ao deserto (cf. Os 2, 16), para podermos finalmente ouvir a voz do nosso Esposo, deixando-a ressoar em nós com maior profundidade e disponibilidade. Quanto mais nos deixarmos envolver pela sua Palavra, tanto mais conseguiremos experimentar a sua misericórdia gratuita por nós. Portanto, não deixemos passar em vão este tempo de graça, na presunçosa ilusão de sermos nós o dono dos tempos e modos da nossa conversão a Ele.

3. A vontade apaixonada que Deus tem de dialogar com os seus filhos

Não devemos jamais dar por descontado o facto de o Senhor nos proporcionar uma vez mais um tempo favorável para a nossa conversão. Esta nova oportunidade deveria suscitar em nós um sentido de gratidão e sacudir-nos do nosso torpor. Não obstante a presença do mal, por vezes até dramática, tanto na nossa existência como na vida da Igreja e do mundo, este período que nos é oferecido para uma mudança de rumo manifesta a vontade tenaz de Deus de não interromper o diálogo de salvação connosco.

Em Jesus crucificado, que Deus «fez pecado por nós» (2 Cor 5, 21), esta vontade chegou ao ponto de fazer recair sobre o seu Filho todos os nossos pecados, como se houvesse – segundo o Papa Bento XVI – um «virar-se de Deus contra Si próprio» (Encíclica Deus caritas est, 12). De facto, Deus ama também os seus inimigos (cf. Mt 5, 43-48).

O diálogo que Deus quer estabelecer com cada homem, por meio do Mistério pascal do seu Filho, não é como o diálogo atribuído aos habitantes de Atenas, que «não passavam o tempo noutra coisa senão a dizer ou a escutar as últimas novidades» (At17, 21). Este tipo de tagarelice, ditado por uma curiosidade vazia e superficial, caracteriza a mundanidade de todos os tempos e, hoje em dia, pode insinuar-se também num uso pervertido dos meios de comunicação.

4. Uma riqueza que deve ser partilhada, e não acumulada só para si mesmo

Colocar o Mistério pascal no centro da vida significa sentir compaixão pelas chagas de Cristo crucificado presentes nas inúmeras vítimas inocentes das guerras, das prepotências contra a vida desde a do nascituro até à do idoso, das variadas formas de violência, dos desastres ambientais, da iníqua distribuição dos bens da terra, do tráfico de seres humanos em todas as suas formas e da sede desenfreada de lucro, que é uma forma de idolatria.

Também hoje é importante chamar os homens e mulheres de boa vontade à partilha dos seus bens com os mais necessitados através da esmola, como forma de participação pessoal na edificação dum mundo mais justo. A partilha, na caridade, torna o homem mais humano; com a acumulação, corre o risco de embrutecer, fechado no seu egoísmo.

Podemos e devemos ir mais além, considerando as dimensões estruturais da economia. Por este motivo, na Quaresma de 2020 – mais concretamente, de 26 a 28 de Março –, convoquei para Assis jovens economistas, empresários e agentes de mudança (changemakers), com o objectivo de contribuir para delinear uma economia mais justa e inclusiva do que a actual.

Como várias vezes se referiu no magistério da Igreja, a política é uma forma eminente de caridade (cf. PIO XI, Discurso à FUCI, 18.12.1927). E sê-lo-á igualmente ocupar-se da economia com o mesmo espírito evangélico, que é o espírito das Bem-Aventuranças.

Invoco a intercessão de Maria Santíssima sobre a próxima Quaresma, para que acolhamos o apelo a deixarmo-nos reconciliar com Deus, fixemos o olhar do coração no Mistério pascal e nos convertamos a um diálogo aberto e sincero com Deus. Assim, poderemos tornar-nos naquilo que Cristo diz dos seus discípulos: sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5, 13.14).

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 23-02-2020

Domingo VII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

Jan Wildens, Companheiros de Emaús

 

Do perdão de Jesus na cruz jorra a paz.

Pensai que a primeira saudação de Jesus ressuscitado é “a paz esteja convosco”.

O Senhor concede-nos a paz, dá-nos o perdão mas nós devemos pedir: “livrai-nos do mal”.

Papa Francisco, 2013

 

 

Perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos

Papa Francisco, 24 de Abril de 2019

Fra Angelico, Calvário

Quem reza aprende a dizer “obrigado” e pede a Deus para ser benévolo com o próximo. Por muito que nos esforcemos, permanece sempre uma dívida impagável diante de Deus, que nunca poderemos restituir: Ele ama-nos infinitamente mais de quanto nós O amamos. Por muito que nos empenhemos para viver segundo os ensinamentos cristãos, na nossa vida haverá sempre alguma coisa da qual pedir perdão: pensemos nos dias passados na preguiça, nos momentos em que o rancor invadiu o nosso coração e assim por diante… São estas experiências que nos fazem implorar: “Senhor, Pai, perdoai-nos os nossos pecados”.

A invocação podia até limitar-se a esta primeira parte; teria sido bela. Ao contrário, Jesus liquida-a com uma segunda expressão que é um todo com a primeira.
O Deus bom convida-nos a sermos todos bondosos. As duas partes da invocação ligam-se com uma conjunção impiedosa: pedimos ao Senhor que perdoe os nossos pecados, as nossas faltas, “como” nós perdoamos aos nossos amigos, às pessoas que vivem connosco, aos nossos vizinhos, a quem nos fez alguma coisa desagradável.

Cada cristão sabe que existe para ele o perdão dos pecados: Deus perdoa tudo e sempre. Quando Jesus conta aos seus discípulos o rosto de Deus, esboça-o com expressões de terna misericórdia. Diz que há mais alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por uma multidão de justos que não precisam de conversão. Nos Evangelhos nada deixa suspeitar que Deus não perdoa os pecados de quem está bem disposto e pede para ser reabraçado.

Mas a graça de Deus, tão abundante, é sempre exigente. Quem recebeu muito deve aprender a dar muito e a não reter só para si aquilo que recebeu. Quem recebeu muito deve aprender a dar muito. Não é ocasional que o Evangelho de Mateus, logo depois de ter oferecido o texto do “Pai-Nosso”, entre as sete expressões usadas frise precisamente a do perdão fraterno: «Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai não vos perdoará as vossas». Mas isto é forte! Eu penso: algumas vezes ouvi quem disse: “Nunca perdoarei aquela pessoa! Nunca perdoarei o que me fez!”. Mas se tu não perdoares, Deus nunca te perdoará. Fechas a porta. Pensemos se nós somos capazes de perdoar ou se não perdoamos.

Pensemos se nós cristãos, aqui, perdoamos, se somos capazes de perdoar. “Padre, eu não consigo, porque aquela gente fez-me tantas”. “Mas se tu não conseguires, pede ao Senhor que te conceda a força para conseguires: Senhor, ajuda-me a perdoar. Encontramos aqui a ligação entre o amor a Deus e o amor ao próximo. Amor chama amor, perdão chama perdão. Ainda em Mateus encontramos outra parábola muito intensa dedicada ao perdão fraterno
Jesus insere nas relações humanas a força do perdão. Na vida nem tudo se resolve com a justiça. Não. Sobretudo onde se deve pôr um limite ao mal, alguém tem que amar além do devido, para recomeçar uma história de graça. O mal conhece as suas vinganças, e se ele não for interrompido corre o risco de se alastrar sufocando o mundo inteiro.

Jesus substitui a lei de Talião com a lei do amor: aquilo que Deus fez a mim, eu restituo-o a ti!
Deus concede a cada cristão a graça de escrever uma história de bem na vida dos seus irmãos, especialmente daqueles que fizeram algo desagradável e errado. Com uma palavra, um abraço, um sorriso, podemos transmitir aos outros aquilo que recebemos de mais precioso.

Qual é a coisa preciosa que recebemos? O perdão, que devemos ser capazes de dar também aos demais.

O caminho de perfeição

Armindo dos Santos Vaz, ocd
Semana de Espiritualidade 2012

O título da obra de S. Teresa de Jesus, conhecida como Caminho de perfeição, está cheio de aberturas sugestivas a uma imensa riqueza de conteúdos humanos, culturais e espirituais.

Enquanto usa a metáfora do caminho, remete para a concepção da vida humana como uma viagem, que dá unidade à diversidade de episódios e de experiências e decorre entre progressos e retrocessos, sucessos e fracassos, perdas e ganhos, conquistas e derrotas, ditas e desditas. Vista como metáfora da existência humana vivida ou por viver, o caminho aparece como narrativa com sentido.

O peregrino, expondo-se a perigos e sacrifícios e enfrentando medos e obstáculos, significava as dificuldades da vida e exorcizava-as. Caminhar ajudava a tornar-se «outro». Narrar a vida no interior de uma viagem era contemplar a vida como narrativa, desafiando a identificação entre o “decurso” ou “discurso” da vida e o da memória escrita.

Na Bíblia, a imagem do caminho tornou-se motivo condutor. O caminho da fé feito por Abraão, à procura da terra para onde Deus o mandava? O de libertação, feito pelo povo de Israel sob a liderança de Moisés? O de Babilónia para Jerusalém, de volta à pátria perdida do Israel exilado? O que foi feito por Jesus, da Galileia até Jerusalém, onde realizou a obra da salvação humana? O caminho dos discípulos para Emaús, em que “Jesus se pôs a caminho com eles”, suscitando o regresso a Jerusalém: o caminho da desesperança para a alegria, da desolação para a vida nova?

A imagem do Caminho é uma constante da história da salvação bíblica para expressar a busca de Deus pela fé. Os místicos cristãos usaram a metáfora do caminho para exprimir a convicção de que a vida humana faz sentido enquanto caminha para a transcendência e para a união com Deus.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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