Notícias

Peditório para a Conferência Vicentina – 20-21 de janeiro 2024

O habitual peditório para a Conferência de S. Vicente de Paulo, no final das Missas, vai realizar-se no fim-de-semana de 20-21 de janeiro de 2024. [ler +]

Bancos da Igreja com autocolantes MB Way

A Igreja Paroquial tem agora nos bancos autocolantes com informação sobre os pagamentos por MBWay e com o QRCode a partir do qual se podem fazer donativos diretamente para a Paróquia ou, mesmo, contribuir para os ofertórios durante as Missas. [ler +]

Desmontagem do Presépio de Natal 2023

Terminado o período de Natal, o Presépio da Igreja Paroquial foi já desmontado, desta vez com uma inovação. [ler +]

Terço dos Homens – 13 de janeiro 2024

No próximo sábado, dia 13 de janeiro, venha rezar o Terço dos Homens. [ler +]

Folha Informativa 28-01-2024

Domingo IV do Tempo Comum (PDF) TEXTO

Maurycy Gottlieb, Cristo a ensinar na sinagoga

Jesus, sendo aquele dia um sábado, foi imediatamente à sinagoga e pôs-Se a ensinar.

Isto faz pensar na primazia da palavra de Deus, Palavra que deve ser ouvida, acolhida, anunciada.

Nas palavras humanas de Jesus sentia-se toda a força da Palavra de Deus, a própria autoridade de Deus, inspirador das Sagradas Escrituras. E uma das características da Palavra de Deus é que realiza aquilo que diz. Porque a Palavra de Deus corresponde à sua vontade.

Jesus, depois de ter pregado, demonstra imediatamente a sua autoridade libertando um homem, presente na sinagoga, que estava possuído pelo demónio.

A Palavra de Deus possui a força de nos deixar surpreender. O trecho de hoje termina com uma abertura missionária e diz assim: “E a sua fama logo se espalhou por toda a parte”.

A nova doutrina ensinada com autoridade por Jesus é a que a Igreja leva ao mundo, juntamente com os sinais eficazes da sua presença.

PAPA FRANCISCO, 2015 (excerto adaptado)

A voz de Maria

S. Bernardo

Piero di Cosimo, Visitação

Maria era muito reservada; nós encontramos prova disso no Evangelho. Quando é que viram que ela fosse loquaz ou cheia de presunção?

Um dia, ela pôs-se à porta, desejosa de falar com o seu filho, mas não usou da sua autoridade maternal para interromper a sua pregação, nem para entrar na casa onde ele pregava. (Mc 3,13).

Se tenho boa memória, os evangelistas não ouviram mais do que quatro vezes a palavra de Maria.
A primeira, quando ela se dirige ao anjo; ainda assim não é mais do que uma resposta.
A segunda, na sua visita a Isabel, quando, glorificada pela prima, ela preferiu glorificar o Senhor.
A terceira, quando ela se queixou ao seu filho, então com a idade de doze anos, que o pai e ela própria o haviam procurado numa inquietação.
A quarta, nas bodas de Cana, quando ela interpela o seu filho e os servos.

Em todas as outras circunstâncias, Maria mostra-se lenta para falar, pronta para escutar, porque “ela conservava todas essas palavras no seu coração” (Lc 2,19.51).

Não, vocês não encontram em parte alguma que ela tenha falado, nem mesmo do mistério da Encarnação. Pobres de nós que temos palavra fácil! Pobres de nós que derramamos toda a nossa alma, como um recipiente roto!

Quantas vezes Maria ouviu o seu filho, não apenas falar em parábolas à multidão, mas na intimidade, revelar aos discípulos os segredos do Reino dos céus.

Ela viu-O fazer milagres, depois suspenso na cruz, expirando, ressuscitado, e subindo ao céu.

Quantas vezes se pode dizer que em todas essas circunstâncias se tenha feito ouvir a voz da Virgem?…

Quanto maior Maria é, mais ela se humilha não apenas em tudo, mas mais que todos.

A contemplação de Deus

Guilherme de S. Thierry

«Vinde! Subamos à montanha do Senhor, subamos à casa do Deus de Jacob, e ele nos ensinará os seus caminhos» (Is 2,3).

Vós, intenções, desejos intensos, vontade e pensamentos, afetos e energias do coração, vinde, escalemos a montanha, ganhemos o lugar onde o Senhor vê e Se dá a ver.

Mas vós, preocupações e inquietações, trabalhos e servidões, esperai-nos aqui […], até que, apressando-nos para este lugar, estejamos de regresso para junto de vós após termos adorado (cf. Gn 22,5).

Porque teremos de regressar, e muito depressa, mesmo.

Senhor, Deus da minha força, faz que nos voltemos para Ti, «mostra-nos o teu rosto e seremos salvos» (Sl 79,20).

Mas, Senhor, como é prematuro, audaz, presunçoso, contrário à regra dada pela palavra da tua verdade e sabedoria, pretender ver a Deus de coração impuro!

Ó bondade soberana, bem supremo, vida dos corações, luz dos nossos olhos interiores, na tua bondade, Senhor, tem piedade.

Ei-la, a minha purificação, a minha confiança e justiça: a contemplação da tua bondade, meu bom Senhor! Tu, meu Deus, dizes à minha alma, como só Tu sabes fazer: «Eu sou a tua salvação» (Sl 34,3).

Rabbouni, mestre soberano e professor, Tu, que és o único doutor capaz de me fazer ver o que eu desejo ver, diz a este teu mendigo cego: «Que queres que te faça?»

E sabes bem, Tu, que me dás essa graça […], com quanta força o meu coração Te grita: «Procurei-Te, Senhor; os meus olhos Te procuram; é a tua face que eu procuro» (Sl 26,8).

«Quem conhece os segredos do homem, a não ser o espírito do homem que está nele?
De igual modo, ninguém conhece os segredos de Deus, a não ser o Espírito de Deus» (1Cor 2, 11). ¶ Apressa-te a comunicar com o Espírito Santo. Ele torna-Se presente logo que é invocado; se O invocamos é porque Ele já está presente.
Chamado, Ele vem; e chega na abundância das bênçãos divinas.
É Ele o rio impetuoso que alegra a cidade de Deus (Sl 45, 5).

Quando vem, se te encontra humilde e sem preocupações, temente à palavra de Deus, ficará em ti e revelar-te-á o que Deus esconde aos sábios e aos entendidos deste mundo (Mt 11, 25).

Então começarão a brilhar para ti todas essas verdades que a Sabedoria podia dizer aos discípulos quando estava na terra, mas que eles não podiam entender antes da vinda do Espírito da verdade que lhes ensinaria toda a verdade.

[…]

Assim como os que adoram a Deus devem necessariamente adorá-Lo «em espírito e em verdade» (Jo 4, 24), também os que desejam conhecê-Lo só no Espírito Santo devem procurar a inteligência da fé. […]

No meio das trevas e da ignorância desta vida, Ele é, para os pobres em espírito (Mt 5, 3), a luz que ilumina, a caridade que atrai, a doçura que agarra a alma, o amor daquele que ama, a devoção daquele que é livre sem reservas.

É Ele quem, de convicção em convicção, revela aos crentes a justiça de Deus; Ele dá graça sobre graça (Jo 1, 16) e, à fidelidade na escuta da Palavra, Ele dá a fé da iluminação.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 21-01-2024

Domingo III do Tempo Comum (PDF) TEXTO

Rembrandt, A cura da sogra de Pedro

A experiência mostra-nos a existência de sombras que desfeiam o mundo e que ameaçam a nossa existência tranquila. E nós, ameaçados por elas, deixamos que a angústia, a desilusão e o desespero se apossem de nós.

Para onde caminhamos? Para um beco sem saída? Para um final dramático e infeliz?

Jesus veio dizer-nos que, no projeto de Deus, está um mundo diferente – um mundo de harmonia, de justiça, de reconciliação, de amor e de paz.

A esse mundo novo, Jesus chamava o “Reino de Deus”. E foi essa a realidade que Ele colocou no horizonte da história dos homens.

Esse Reino não morreu na cruz onde tentaram calar Jesus e o seu projeto. Reparemos nos sinais da presença do Reino de Deus na nossa história. Por cada gesto de violência e de maldade, há mil outros gestos de amor, de partilha, de perdão, de cuidado que tornam o mundo mais bonito, mais humano e mais feliz.

O Reino está a fazer-se, todos os dias. Somos testemunhas desse Reino? Somos arautos da esperança?

Dehonianos (adaptado)

Deus convosco, com amor

Ermes Ronchi, 2014

Giovanni-Battista Gaulli, Conversão de São Paulo

Imaginava que a conversão era fazer penitência pelo passado, uma condição imposta por Deus para o perdão, pensava encontrar Deus como resultado e recompensa do meu empenho.
Mas que boa notícia seria um Deus que dá segundo a minha prestação?

Jesus revela-nos que o movimento é exatamente o inverso: é Ele que me encontra, que vem até mim, que me habita. Gratuitamente. Antes que eu faça alguma coisa, antes que eu seja bom, Ele fez-Se próximo. Então eu mudo de vida, mudo a luz, mudo o modo de entender as coisas.

Escreve o padre Giovanni Vannucci: «A verdade é que nós estamos imersos num mar de amor e não nos damos conta». Quando finalmente me dou conta, começa a conversão. Cai o véu dos olhos, como a Paulo em Damasco. Abandono a barca como os quatro pescadores, troco a pequena rede por algo de bem maior.

Jesus, ao passar, viu… Duas duplas de irmãos, duas barcas, um trabalho? Não, vê muito mais: em Simão vê Cefas, Pedro, a rocha sobre a qual funda a sua Igreja; em João intui o discípulo da mais fulgurante definição de Deus: Deus é amor. Tiago será «filho do trovão», alguém que tem dentro de si a vibração e o poder do trovão.

O olhar de Jesus é um olhar criador, uma profecia. Olha-me e vê em mim um tesouro enterrado, no meu inverno vê a semente que amadurece, uma generosidade que não sabia ter, estrada à luz do sol. No seu olhar vejo para mim a luz de horizontes maiores.

Vinde após Mim: farei de vós pescadores de homens. Recolheremos homens para a vida. Transportá-los-emos da vida enterrada à vida luminosa. Responderemos à sua fome de liberdade, amor, felicidade.

Os quatro pescadores seguem-no de imediato, sem saber onde Ele os conduzirá, e também sem Lhe perguntar: já têm dentro de si as estradas do mundo e o coração de Deus.

Jesus caminhava pela Galileia e anunciava a boa-nova, caminhava e curava a vida. A extraordinária notícia é que Deus caminha contigo, sem condições, para curar cada mal, para curar a ferida que a vida te infligiu e os teus enganos de amor. Deus está contigo e cura. Deus está contigo, com amor: a única coisa que cura a vida.

É este o Evangelho de Jesus: Deus convosco, com amor.

O verdadeiro caminho da conversão

Papa Francisco, 2020

Duccio di Buoninsegna, Chamamento dos apóstolos

Muitas vezes é impossível mudar de vida, abandonar o caminho do egoísmo, do mal, abandonar o caminho do pecado, porque concentramos o compromisso de conversão apenas em nós mesmos e nas próprias forças, e não em Cristo e no seu Espírito.

Mas a nossa adesão ao Senhor não pode ser reduzida a um esforço pessoal, não. Pensar assim seria também um pecado de orgulho.
A nossa adesão ao Senhor não pode ser reduzida a um esforço pessoal, mas deve ser expressa numa abertura confiante de coração e mente para acolher a Boa Nova de Jesus.

É esta – a Palavra de Jesus, a Boa Nova de Jesus, o Evangelho – que muda o mundo e os corações! Somos chamados, portanto, a confiar na palavra de Cristo, a abrir-nos à misericórdia do Pai e a deixar-nos transformar pela graça do Espírito Santo.

É assim que começa o verdadeiro caminho da conversão.

Como aconteceu com os primeiros discípulos: o encontro com o divino Mestre, com o seu olhar, com a sua palavra, deu-lhes o impulso para o seguir, para mudar as suas vidas servindo concretamente o Reino de Deus.

O encontro surpreendente e decisivo com Jesus deu início ao caminho dos discípulos, transformando-os em anunciadores e testemunhas do amor de Deus para com o seu povo.

À imitação destes primeiros anunciadores e mensageiros da Palavra de Deus, que cada um de nós oriente os seus passos pelas pegadas do Salvador, para oferecer esperança àqueles que dela têm sede.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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