Notícias

Catequese – Painel do Advento – 2ª Semana

As crianças do 1º ao 6º Catecismo continuaram esta semana a completar o Painel do Advento, colocando cada uma o nome numa casa, fazendo o caminho que Maria e José estão a percorrer até Belém, para o nascimento de Jesus. [ler +]

Horários das Missas no Natal e Ano Novo

A Missa do Galo na Igreja Paroquial é este ano às 23h00. Não há Missa às 19h00 no dia 24 de Dezembro. [ler +]

Terço dos Homens – 13 de Dezembro

Na próxima sexta-feira, dia 13 de Dezembro, realiza-se mais um Terço dos Homens, a partir das 21h15 na Igreja Paroquial. [ler +]

Presépio em Caselas

A Igreja da Sagrada Família, em Caselas, também tem a partir de agora um presépio. [ler +]

Solenidade da Imaculada Conceição

A Solenidade da Imaculada Conceição, que a Igreja Católica assinala neste Domingo, 08 de Dezembro, está indissociavelmente ligada à espiritualidade da alma e da identidade do povo português, remontando a devoção desta festa ao século XIV. [ler +]

Ofertórios do primeiro fim-de-semana – Dezembro

No próximo fim-de-semana,o primeiro do mês de Dezembro, os ofertórios das Missas destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja.

Sede generosos, como sempre.

Folha Informativa 15-12-2019

III Domingo do Advento (PDF)     TEXTO

 

Leonardo da Vinci, São João Baptista

 

 

O compromisso de todos os cristãos é ser testemunhas de Jesus, encher a vida com aquele gesto que foi típico de João Baptista: indicar Jesus.

A grandeza de João consiste precisamente neste ser provisório, neste seu «ser para», um testemunho provisório mas seguro, forte.

O seu ser tocha que não se deixou apagar pelo vento da vaidade e voz que não se deixou diminuir pela força do orgulho.

Papa Francisco, 2016

 

 

 

 

 

 

 

A vida espiritual é a arte da espera

Enzo Bianchi, 2012

As nossas sociedades contemporâneas ocidentais vivem sob o reino dominador do instantâneo. Não paramos de correr. Vivemos um tempo rápido, apressado, disperso, dividido numa multiplicidade de instantes que não têm verdadeiramente ligações entre eles. O homem do século XXI é muitas vezes uma pessoa sem memória, separado das raízes da sua história.

É difícil projectar-se numa civilização do imediato. Não sabemos de que será feito o amanhã mas, mais grave, não se procura sabê-lo. Vive-se no presente. Isto implica identidades mais frágeis, que não tiram do passado as forças para construir o futuro. Por trás desta constatação coloca-se a grande questão da transmissão. A esperança alimenta-se da memória. É ao fazer memória da experiência progressiva de libertação vivida pelos seus pais que os Judeus voltam o olhar para a terra prometida e entram num caminho de salvação. A releitura do passado abre, de alguma forma, as portas do futuro.

O Advento irrompe nos nossos calendários sobrecarregados e introduz nas nossas vidas uma palavra quase esquecida, da qual perdemos a tradução: a espera! É um encontro essencial, a não perder.

O Advento é uma caminhada íntima, pessoal e colectiva. Trata-se, para mim, de esperar o meu Salvador e, para um grupo humano, uma comunidade, de esperar em conjunto Aquele que vem. No cristianismo a espera é necessariamente individual e colectiva, solitária e comunitária. O mais difícil é encontrar o sentido numa sociedade que não cessa de nos desviar. A ideologia ambiente convence-nos muitas vezes que nos cabe avançar, construir através da nossa acção, criar as bases de um futuro.

Mas o mistério do Advento diz-nos o inverso! Não procures construir compulsivamente por ti um futuro; deixa-te trabalhar pelas mãos do Deus oleiro!

O Advento não é uma espera passiva, mas uma espera que deixa espaço à surpresa. Deus não vem como quero, quando quero, da maneira que eu desejo que chegue à minha vida. A única “actividade” que devo realizar é de me desimpedir para Lhe deixar o lugar para nascer em mim, segundo o seu projecto e não segundo os meus planos.

Durante o Advento a espera não é, por isso, passiva – uma mulher que espera um bebé também não o é. Ela deixa-se criar, deixa Deus tomar nela o rosto que Ele lhe deseja oferecer. Ela alimenta a sua criança mas não lhe dá forma.

Viver cristãmente o Advento é deixar de crer que se pode ter mão no tempo, que se pode controlá-lo. É deixar-se ir, ousar entrar no tempo das lentas maturações.

Viver a espera do Advento é passar da necessidade ao desejo… A satisfação das necessidade dá-me a ilusão de estar cheio, satisfeito. O desejo, ao contrário, coloca-me a caminho; não me sacia mas estimula a minha fome.

A aceleração do tempo, a pressão social, a carreira profissional, as solicitações incessantes de um mundo de imagens, sons e ruído afastam-nos de nós mesmos. Somos demasiadas vezes como o profeta Elias, surdos ao simples sussurro da leve brisa pela qual o Eterno tenta falar ao ouvido do nosso coração. Para viver a fecundidade do Advento é preciso dar-se as condições de parar um pouco, ir para um lugar isolado «na montanha».

A espera do Advento é frutuosa se abre diante de nós um espaço de vazio, de silêncio, que nos permite finalmente mergulhar em nós mesmos, reler a nossa história pessoal para nela discernir os traços do Espírito. Sem isso não podemos fortalecer os laços com Cristo.

 

 

Como vivemos este tempo?

Dehonianos

Ambrosius Bensen, Pentecostes

Para os optimistas, o nosso tempo é um tempo de grandes realizações, de grandes descobertas, em que se abre todo um mundo de possibilidades ao homem; para os pessimistas, o nosso tempo é um tempo de sobreaquecimento do planeta, de subida do nível do mar, de destruição da camada do ozono, de eliminação das florestas, de risco de holocausto nuclear… Para uns e para outros, é um tempo de desafios, de interpelações, de procura, de risco…Como é que nós nos relacionamos com este mundo?

Os crentes não podem, contudo, esquecer que “Deus aí está”: a sua intervenção faz com que o deserto se revista de vida e que na planície árida do desespero brote a flor da esperança.

É com esta certeza da presença de Deus e com a convicção de que Ele não nos deixará abandonados nas mãos das forças da morte que somos convidados a caminhar pela vida e a enfrentar a história.

O Advento é o tempo em que se anuncia e espera a intervenção salvadora de Deus em favor do seu Povo. No entanto, Ele só virá se eu estiver disposto a acolhê-l’O; Ele só intervirá se eu estiver disposto a receber de braços abertos a proposta de libertação que Ele me vem fazer…
A salvação de Deus chega ao mundo através do nosso testemunho…
Lutamos, objectivamente, para tornar realidade o projeto libertador de Deus e para silenciar a opressão, a injustiça, tudo o que rouba a vida e a dignidade a qualquer homem?

O texto evangélico identifica Jesus com a presença salvadora e libertadora de Deus no meio dos homens. Neste tempo de espera, somos convidados a aguardar a sua chegada, com a certeza de que Deus não nos abandonou, mas continua a vir ao nosso encontro e a oferecer-nos a salvação.
Os “sinais” que Jesus realizou enquanto esteve entre nós têm de continuar a acontecer na história; agora, são os discípulos de Jesus que têm de continuar a sua missão e de perpetuar no mundo, em nome de Jesus, a acção libertadora de Deus.
Os que vivem amarrados ao desespero de uma doença incurável encontram em nós um sinal vivo do Cristo libertador que lhes traz a salvação?
Os “surdos”, fechados num mundo sem comunicação e sem diálogo, encontram em nós a Palavra viva de Deus que os desperta para a comunhão e o amor?
Os “cegos”, encerrados nas trevas do egoísmo ou da violência, encontram em nós o desafio que Deus lhes apresenta de abrir os olhos à luz?
Os “coxos”, impedidos de andar, encontram em nós a proximidade dos caminhos de Deus?
Os presos, privados da liberdade, escondidos atrás das grades em que a sociedade os encerra, encontram em nós a Boa Nova da liberdade?
Os “pobres”, marginalizados, sem voz nem dignidade, sentem em nós o amor de Deus?

Mais uma vez, somos interpelados e questionados pela figura vertical e coerente de João…
A “dúvida” de João acerca da messianidade de Jesus não é chocante, mas é sinal de uma profunda honestidade… Devemos ter mais medo daqueles que têm certezas inamovíveis, que estão absolutamente certos das suas verdades e dos seus dogmas, do que daqueles que procuram, honestamente, as respostas às questões que a vida todos os dias coloca.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 08-12-2019

II Domingo do Advento (PDF)     TEXTO

 

Joan de Joanes, Imaculada Conceição

 

 

É através de homens e mulheres atentos

aos projectos de Deus e de coração disponível

para o serviço dos irmãos que Deus actua no mundo,

que Ele manifesta aos homens o seu amor,

que Ele convida cada pessoa a percorrer

os caminhos da felicidade e da realização plena.

Dehonianos

 

 

 

 

 

 

Eis-me é a palavra-chave da vida!

Papa Francisco, 2018

Assinala a passagem de uma vida horizontal, centrada em nós e nas nossas necessidades, para uma vida vertical, projectada para Deus.
Eis-me significa estar disponível para o Senhor, é a cura para o egoísmo, mas é o antídoto contra uma vida insatisfeita, à qual falta sempre algo.

Eis-me é o remédio contra o envelhecimento do pecado, é a terapia para permanecer jovem dentro. Eis-me significa acreditar que Deus conta mais que o meu ego. Significa escolher apostar no Senhor, dócil às suas surpresas.

Por isso, dizer-Lhe eis-me é o maior louvor que Lhe podemos oferecer. Por que não começar assim os dias, com um “eis-me, Senhor”? Seria bom dizer todas as manhãs: “Eis-me, Senhor, que hoje se cumpra em mim a tua vontade!”.
Maria acrescenta: «Faça-se em mim segundo a tua palavra». Não diz: “Faça-se em mim segundo a minha vontade”, mas “segundo a tua”. Não põe limites a Deus. Não pensa: “Dedico-me um pouco a Ele, despacho-me e depois faço o que eu quiser”. Não, Maria não ama o Senhor quando lhe apetece, de modo descontínuo. Vive confiando completamente em Deus.
Eis o segredo da vida. Tudo pode quem confia totalmente em Deus.

Deus é Pai, o mais terno dos pais, e deseja a confiança dos filhos. No entanto, quantas vezes suspeitamos d’Ele! Pensamos que possa mandar-nos alguma provação, privar-nos da liberdade, abandonar-nos. Maria vence esta primeira tentação com o seu eis-me! E hoje olhemos para a beleza de Nossa Senhora, que nasceu e viveu sem pecado, sempre dócil e transparente a Deus.
Isto não quer dizer que para Ela a vida foi fácil, não! Permanecer com Deus não resolve magicamente os problemas.

Eis a atitude sábia: não viver dependendo dos problemas – quando um acaba, apresenta-se outro – mas confiando em Deus, fiando-se d’Ele todos os dias: Eis-me!

Como vivem os Cristãos a passagem do tempo?

Alfonso Berlanga, Celebração Litúrgica (adaptado)

 

Fra Angelico, Natividade

Chega o Advento, tempo de gozo e de espera contemplativa.

O Ano Litúrgico volta a reiniciar-se, subindo a espiral com uma nova volta.

O tempo litúrgico ficou suspenso com a Solenidade de Cristo, Rei do Universo e Rei do tempo. E, em poucas horas, a Igreja recomeça o seu modo particular de viver o tempo, adiantando-se ao novo ano civil.

O tempo do Advento tem uma dupla índole: é o tempo de preparação para as solenidades do Natal, nas quais se comemora a primeira vinda do Filho de Deus aos homens e é o tempo em que, por esta recordação, se dirigem as mentes para a espera da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos.

Para potenciar a espera messiânica definitiva, a liturgia no seu Leccionário dá voz a certos personagens que a encarnaram e proclamaram: Isaías, profeta do anseio pela chegada do Messias; João Baptista, modelo do itinerário para chegar ao Emanuel; e Maria, aurora que anuncia a iminente chegada do Esperado do povo hebreu e das nações. Junto às figuras do profeta e do Baptista encontra-se Maria, a virgem prudente que aguarda a promessa de Israel.

O eco mariano destes dias ressoa como um cântico discreto: Maria é a cheia de graça, a bendita entre as mulheres, Virgem e Esposa de José, Escrava do Senhor. É a nova Eva que restabelece o desígnio de Deus com a sua obediência. É a filha de Sião, representante do antigo e do novo Israel. Virgem fecunda do “faça-se”, virgem da escuta e do acolhimento: antecipa, porque acolhe, o Vem, Senhor Jesus! Nela o povo cristão encontra uma presença materna e serena e um exemplo de atitude espiritual.

Neste sentido, a solenidade da Imaculada não representa uma ruptura, mas uma parte do mistério: Maria é o fruto eminente da vinda redentora de Cristo, protótipo da humanidade redimida e “começo da Igreja, sua bela esposa, sem mancha nem ruga”.

O Missal matiza em cada um dos quatro domingos do Advento o tom espiritual de cada semana na sua oração colecta: oscila-se entre o desejo de sair ao encontro de Cristo glorioso com as boas obras (Domingos I e II), até à espera jubilosa do seu nascimento (Domingo III), para terminar com a contemplação unitária da sua vida, orientada desde o começo para o mistério pascal (Domingo IV).
A selecção de textos bíblicos, a leitura continuada de Isaías, assim como os textos patrísticos, suscitam uma espiritualidade característica “que transporta aos diferentes momentos do dia o louvor e a ação de graças, assim como a recordação dos mistérios da salvação, as súplicas e o saborear antecipado da glória celeste, que se nos oferece no mistério eucarístico”. As sete antífonas do Magnificat nas ferias prévias ao Natal têm uma estrutura comum, formada por um título cristológico seguido da invocação “vem!” e de uma petição que ajuda a entender o sentido da Encarnação do Verbo.

Os sinais litúrgicos anunciam, ocultam e preparam
A assembleia durante este tempo omite o canto do Glória. Este silêncio não busca um fim penitencial, mas pedagógico. Calamo-nos à espera da aclamação angélica na noite de Natal. O roxo das vestes litúrgicas reforça esse mesmo significado.

Com os sinais litúrgicos próprios do tempo treinamos os nossos sentidos para o assombro perante os planos divinos. Deus Pai volta a sair ao encontro do homem através do seu Filho; as promessas cumpridas avivam o desejo de Deus entre os baptizados e chama-os com o sinal dado aos pastores: um Messias – menino entre as palhas.

As distintas presenças de Cristo na liturgia da Igreja e a espera escatológica têm o seu fundamento na irrupção de Deus na história humana (a Encarnação), nas promessas de Jesus e no seu cumprimento eucarístico. Por isso, são respeitáveis – acima de certas sensibilidades ou preferências pessoais – as manifestações artísticas ou da devoção popular que encontramos noutras culturas ou lugares: o Menino Jesus dormindo sobre uma cruz ou com os elementos da paixão, o Crucificado vivo na cruz e coroado (a maiestas Christi), ou a fé – que procede de alguns Padres – da presença de Anjos adorando junto ao tabernáculo, precisamente porque estão na presença real-sacramental do Ressuscitado.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Xavieirinhos – Natal do Senhor

Natal de 2019 (PDF)    TEXTO

 

 

É Natal!

Hoje estamos muito contentes porque festejamos o nascimento de Jesus.

Durante todo o Advento preparamos o nosso coração para este dia. Fizemos a nossa caminhada de conversão, fomos mudando os nossos pequenos defeitos, e fomos pintando os enfeites da nossa árvore do Advento.

Assim chegámos ao Natal com o nosso coração cheio de presentes para dar a Jesus: paz, amor, alegria, amizade, oração, bondade…

O Natal é uma grande festa de família. Também é uma altura em que recebemos muitos presentes, e todos gostamos disso.

Mas o Natal é, principalmente, a festa da vinda de Jesus, aquela vinda de há 2000 anos, em que Jesus escolheu nascer longe da casa de sua família, na pobreza de uma manjedoura, para nos mostrar que a riqueza não é importante.

 

 

 

 

 

 

 

Xavieirinhos 22-12-2019

IV Domingo do Advento (PDF)    TEXTO

 

O meu coração alegra-se
porque Maria tem dentro do seu ventre
um Menino que é Deus.

Nos olhos dos homens
acendem-se estrelas de esperança.

A minha felicidade é grande
porque Deus vem morar connosco
para mostrar o seu grande amor.

No rosto dos homens
cantam sorrisos de alegria.

A minha gratidão é imensa
porque este menino é um dom
que Deus nos faz para nossa salvação.
Em todos os homens, meus irmãos,
acontece mais paz e amor.

Vem, Jesus, e não tardes mais.
Vem salvar-nos!

 

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