Notícias

Arraial 2019 – Uma festa!

Terminou no sábado, em grande festa, a edição 2019 do Arraial, a iniciativa de maior envergadura da nossa Paróquia. [ler +]

Contas da Paróquia de 2018

Nota do Sr. Prior, Cónego José Manuel dos Santos Ferreira, sobre as contas da Paróquia de São Francisco Xavier relativas a 2018. [ler +]

Arraial 2019

Calor, pouco vento, muita gente, muita animação, boa comida, boa bebida e convívio: ingredientes que levaram a um magnífico primeiro dia do nosso Arraial. [ler +]

Primeiro Sábado – Junho

No dia 01, primeiro sábado de Junho, venha fazer companhia a Nossa Senhora e rezar o terço no Primeiro sábado de cada mês antes da missa das 18h30.

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Ofertórios do fim-de-semana – Junho

No próximo fim-de-semana,o primeiro do mês de Junho, os ofertórios das Missas destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja.

Sede generosos, como sempre.

Celebração da Esperança

As crianças do 5º Ano do Catecismo tiveram hoje a Celebração da Esperança, durante a Missa das 18h30.

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Folha Informativa 24-02-2019

Domingo VII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

AMOR TOTAL, AMOR SEM LIMITES

Andrea Mantegna, Calvário

A lógica de Jesus não significa ter uma atitude passiva e conivente diante das injustiças e das arbitrariedades;

significa estar disposto a dar o primeiro passo para o reencontro e acolher o que falhou; ter gestos de bondade e compreensão, mesmo para com quem nos fez mal.

Também não significa esquecer , mas antes não deixar que as falhas dos outros nos afastem irremediavelmente; significa ter o coração aberto ao nosso próximo.

Dehonianos

 

– DA LUTA ESPIRITUAL: COMBATER A TENTAÇÃO E AMAR OS INIMIGOS

Enzo Bianchi, In Resiste ao inimigo – A luta espiritual

Hoje em dia o Cristianismo tende a rejeitar a dimensão do “combate da fé”, ao qual o ensinamento dos primeiros cristãos dava uma importância preponderante. A luta espiritual é um elemento essencial para edificar uma pessoa madura e sólida.
É tão necessária que nem Jesus pôde ignorá-la, com o tentador no deserto.

Esta luta é interior, opõe-se àquilo que em nós nos leva a cometer o mal. Estas tentações manifestam-se no amar, no ter e no agir. Sendo realidades que não são más em si mesmas, podem perder a sua beleza originária levando-nos a ocupar-nos somente de nós.
Contra tal deformação existe a luta espiritual. Na catequese, os “sete pecados capitais” são um modo pragmático de chamar a atenção para as acções concretas do “inimigo” interior a neutralizar (soberba, inveja, cólera, acédia, avareza, gula, luxúria). Esta luta deve-nos fazer passar do regime de consumo para o de comunhão com Deus e com os outros.

Como levar esta luta para atingir a maturidade pessoal e a liberdade plena?
Primeiro, preparando-nos com a vigilância. Trata-se de curar a doença do entontecimento espiritual que impede a atenção profunda e leva a agir sempre de modo superficial, para chegar ao “estado de vigilância de si e a Deus” que permita por fim discernir as verdadeiras tentações que nos pesam no coração. Vigiar: descobrir as nossas raízes em profundidade e não se deixar levar pelas seduções; aderir às realidades sem se refugiar na imaginação.

A tentação conhece momentos variados. No início apresenta-se a sugestão. Podes discernir o carácter negativo deste pensamento, porque provoca perturbação no coração e tira-te a paz. Ninguém está isento deste primeiro momento. Mas se conversares e dialogares com este pensamento, este torna-se aos poucos irresistível e nunca o dominas.
É ele quem te domina!

A este ponto produz-se o consenso, a tomada de posição pessoal que contradiz a vontade de Deus. Depois de se repetirem os consentimentos pela ausência da luta, tornamo-nos escravos de uma paixão ou de um vício. Este processo elementar pode porém ser interrompido pelo exercício imediato da luta, no instante em que nascem os pensamentos e as sugestões.

Escrevia Arthur Rimbaud: «A luta espiritual é tão brutal como uma batalha entre homens», mas produz frutos: pacificação, liberdade, mansidão…
O Evangelho chama-nos à reconciliação e à fatigante procura da comunhão, e pede algo mais, o amor aos inimigos. Loucura, dirás tu.
Toda a vida de Jesus – do lavar dos pés mesmo a Judas, até à cruz, onde rezou pelos seus algozes enquanto O crucificavam – testemunha um amor incondicional até ao inimigo.

É realmente possível amar o inimigo, precisamente enquanto manifesta a sua hostilidade e inimizade, o seu ódio e a sua adversidade? É humanamente possível tal escandalosa simultaneidade?
A experiência diz-te que este apelo parece fascinante em teoria, mas desfaz-se no esquecimento e não encontra nenhuma consistência perante concretas situações de inimizade. Não te resignes a esta contradição, e não esqueças que o amor chega através de um longo caminho, porque não é espontâneo, mas exige disciplina, ascese, luta contra o instinto da ira e contra a tentação do ódio.

Jesus, quando pede para amar o inimigo, coloca o crente numa tensão, num caminho. Da tentação de vingar o mal recebido, devemos chegar a não opor-nos ao malvado, a contrapor ao mal aquela passividade activíssima que é a não-violência, confiando no Deus único, Senhor e Juiz dos corações e das acções dos homens.
Desta forma, tomarás consciência de que o inimigo é o nosso maior mestre, aquele que pode realmente descobrir o que nos habita no coração e que não emerge quando nos encontramos de boas relações com os outros.

Perceberás espiritualmente que o verdadeiro inimigo está em ti e que a luta a travar não é contra o outro, mas contra a injustiça do teu coração, contra a absolutização do teu “eu” à custa dos outros. A pouco e pouco, tornar-te-ás capaz de obedecer às palavras do Senhor que nos convidam a oferecer a outra face…
Ora, para que tudo isto seja possível, não podes esquecer a oração pelos perseguidores. Se não assumes o outro na oração, aprendendo assim a vê-lo com os olhos de Deus, nunca chegarás a amá-lo!

 

Sieger Koder, Lavagem dos pés

Perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido.

 

 

 

 

 

 

 

 

Folha Informativa 17-02-2019

Domingo VI do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

A PORTA DA FELICIDADE ABRE-SE PARA FORA

Sermão da Montanha, Fra Angelico

Para ser feliz, não é solução repetir-se constantemente: “Tenho de ser feliz”.

Tenho, isso sim, de encontrar um motivo que me faça feliz, que me ajude a manter
a serenidade diante das inevitáveis contrariedades.

E esse motivo encontra-se para lá da própria felicidade. Por isso, devemos procurar metas fora de nós mesmos, pondo em movimento uma das maiores capacidades que temos pelo facto de sermos seres espirituais: a capacidade de nos auto-transcendermos.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

 

AS BEM-AVENTURANÇAS, CHAMAMENTO EXISTENCIAL

Pe. Tolentino de Mendonça

Anunciação, Piermatteo d’Amelia

As bem-aventuranças são mais do que uma lei, representando uma configuração da vida, um verdadeiro chamamento existencial.
Elas traçam a arte de ser aqui e agora, ao mesmo tempo que apontam para o horizonte da plenitude escatológica, ou seja, o tempo eterno após a morte, para o qual convergimos.
Por outro lado, as bem-aventuranças são igualmente o auto-retrato de Jesus mais exacto e fascinante, a chave da sua vida, pobre em espírito, manso e misericordioso, sedento e homem de paz, com fome de justiça e com a capacidade de acolher todos.

As bem-aventuranças são a imagem de Si próprio que Ele incessantemente nos revela e imprime nos nossos corações.

Mas são também o seu retrato que nos deve servir de modelo no processo de transformação do nosso próprio rosto, no qual devemos aprofundar a imagem e semelhança espirituais que liga cada dia o nosso destino ao destino de Jesus.

Não a um cristianismo de sobrevivência A sede de Deus é fazer com que a vida das suas criaturas seja uma vida de bem-aventurança. Como? Resgatando as nossas vidas com um amor e uma confiança incondicionais. É este o seu método, é esta a bem-aventurança que nos salva. É este espanto do amor que nos faz começar de novo, esta sede que nos consegue arrancar do exílio a que fizemos aportara nossa vida.

Por isso não nos basta um cristianismo de sobrevivência, nem um catolicismo de manutenção. Um verdadeiro crente, uma comunidade crente, não pode viver só de manutenção: precisa de uma alma jovem e enamorada, que se alimenta da alegria da procura e da descoberta, que arrisca a hospitalidade da Palavra de Deus na vida concreta, que parte ao encontro dos irmãos no presente e no futuro, que vive no diálogo confiante e oculto da oração.

É urgente redescobrir a bem-aventurança da sede: a pior coisa para um crente é estar saciado de Deus. Pelo contrário, felizes aqueles que têm fome e sede de Deus: a experiência da fé, com efeito, não serve para resolver a sede, mas para dilatar o nosso desejo de Deus, para intensificar a nossa procura. Precisamos, talvez, de nos reconciliar mais vezes com a nossa sede, repetindo a nós próprios: A minha sede é a minha bem-aventurança.

A Igreja como Maria. É importante não olhar para a bem-aventurança de Maria em chave abstracta, mas real e concreta. O seu diálogo com Deus, no momento em que o anjo lhe anuncia que Deus lhe propõe ser mãe do seu Filho, é franco, não deixa de fora emoções, surpresas e dúvidas, até à confiança incondicional e ao seu sim.

Deus salva-nos não apesar de nós, mas com tudo aquilo que nós somos, e isso faz-nos enfrentar a vida com renovada confiança. O estilo mariano deve ser o modelo inspirador do viver: Maria acolhedora, que escuta e está aberta à vida; Maria honesta na sua relação com Deus; Maria ao serviço de um projecto maior. Sem Maria, a Igreja arrisca desumanizar-se, tornar-se funcionalista, uma fábrica febril incapaz de parar.

 

AS BEM-AVENTURANÇAS DO PAPA FRANCISCO

Papa Francisco, 1 Novembro de 2015

O caminho para alcançar a verdadeira bem–aventurança, o caminho que conduz ao Céu, é difícil de compreender porque vai contra-corrente, mas o Senhor diz-nos que quem vai por este caminho é feliz.

Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. Tendo o coração despojado e livre de tantas coisas mundanas, uma pessoa pobre de coração está à espera do Reino dos Céus.

Felizes aqueles que choram, porque serão consolados. Quem na vida nunca experimentou a tristeza, a angústia, a dor, nunca conhecerá a força da consolação.

Felizes podem ser quantos têm a capacidade de se comoverem, de sentirem no coração a dor que está na sua vida e na dos outros. A terna mão de Deus consolá-los-á e acariciá-los-á.

Felizes os mansos. Quantas vezes somos impacientes, nervosos, sempre prontos a lamentar-nos! Para os outros temos muitas reivindicações, mas quando nos tocam, reagimos levantando a voz, quando na realidade somos todos filhos de Deus. Jesus suportou a perseguição e o exílio; as calúnias, armadilhas, falsas acusações em tribunal; e tudo suportou com mansidão. Até a cruz.

Felizes aqueles que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Aqueles que têm um forte sentido da justiça, para com os outros, e para consigo próprios, serão saciados porque estão prontos a acolher a maior justiça, aquela que só Deus pode dar.

Felizes os misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. Aqueles que sabem perdoar, que não julgam tudo e todos, mas procuram meter-se na pele dos outros. O perdão é a coisa de que todos temos necessidade.

Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. Aqueles que cada dia, com paciência, procuram semear paz, reconciliação, estes sim, são felizes porque são verdadeiros filhos do nosso Pai do Céu, que semeia sempre e só paz, ao ponto de ter enviado o seu Filho ao mundo como semente de paz para a humanidade.

Xavieirinhos 27-01-2019

Domingo III do Tempo Comum (PDF)    TEXTO

O Espírito de Deus está sobre mim

Quando me levanto para um novo dia e dou graças ao Senhor pelo dom maravilhoso da vida,
o Espírito de Deus está sobre mim.

Quando regresso do trabalho ou da escola, com a alegria de cumprir o meu dever, mesmo com sacrifício, o Espírito de Deus está sobre mim.

Quando saúdo as pessoas que encontro e com o meu sorriso lhes transmito o meu otimismo e serenidade, o Espírito de Deus está sobre mim.

Quando rejeito as tentações do mal que, por vezes,me arrastam para uma vida de escravidão e de opressão, o Espírito de Deus está sobre mim.

Quando levo um pouco de esperança e paz aos que vivem infelizes, sejam eles doentes, sós ou rejeitados, o Espírito de Deus está sobre mim.

Quando medito no Evangelho de Jesus Cristo e vejo nele o projecto de vida de quem busca a felicidade,
o Espírito de Deus está sobre mim.

Quando vou à igreja participar nas celebrações e,juntamente com os outros, sinto vontade de rezar e de cantar, o Espírito de Deus está sobre mim.

Quando me deito ao fim do dia, pondo o meu espírito nas mãos de Deus, e adormeço em paz, o Espírito de Deus está sobre mim.

 

Xavieirinhos 20-01-2019

Domingo II do Tempo Comum (PDF)    TEXTO

Bodas de Caná

Do Evangelho de hoje, retiramos vários ensinamentos para a nossa vida.

Naquele casamento, onde estava Jesus, ia haver uma grande tristeza, porque o vinho se tinha acabado. Acabar o vinho era uma vergonha para os noivos; além disso, o vinho era o símbolo da alegria e da felicidade.

Por isso, Jesus não deixou que se acabasse o vinho, porque Jesus quer que sejamos alegres e, com Jesus por perto, a nossa vida está sempre cheia de alegria e de felicidade.

Também vemos como Maria estava sempre com atenção a quem poderia precisar de ajuda à sua volta, e cheia de vontade de ajudar.

Já tínhamos visto, no Advento, como Maria tinha ido ter com a sua prima Isabel para a ajudar durante a gravidez; agora vemos como se preocupa com o problema daqueles noivos.

Como Maria, vamos estar com atenção a quem precisa da nossa ajuda. E, quando precisarmos de ajuda, vamos rezar a Maria para que peça por nós a Jesus.

 

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