Notícias

Nossa Senhora das Candeias

No próximo dia 02 de Fevereiro celebra-se a Festa da Apresentação do Senhor, também conhecida por Festa de Nossa Senhora das Candeias. A Paróquia de São Francisco Xavier assinala a data com a bênção das velas nas Missas na Igreja Paroquial. [ler +]

Curso de Preparação para o Crisma

No dia 31 de Janeiro inicia-se um Curso de Preparação para o Crisma, comum às Paróquias de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém.

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Ofertórios do primeiro fim-de-semana – Fevereiro de 2020

No próximo fim-de-semana,o primeiro do mês de Fevereiro, os ofertórios das Missas destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja.

Sede generosos, como sempre.

Bazar de São Francisco Xavier – Fevereiro

Durante o mês de Fevereiro, vai continuar a funcionar, na garagem, o Bazar de São Francisco Xavier. [ler +]

Primeiro Sábado – Fevereiro 2020

No dia 01 de Fevereiro, primeiro sábado do mês, venha fazer companhia a Nossa Senhora e rezar o terço no Primeiro sábado de cada mês antes da missa das 19h00.

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Quermesse de Natal

A Quermesse de Natal da nossa Paróquia terminou com um resultado superior a 11 mil euros, juntando as verbas apuradas na Igreja Paroquial e na Igreja de Caselas. [ler +]

Folha Informativa 16-06-2019

Santíssima Trindade (PDF)     TEXTO

Diego Velásquez, Coração da Virgem Maria

Na sua humildade dócil, a Virgem Maria fez-se serva do Amor divino: acolheu a vontade do Pai
e concebeu o Filho por obra do Espírito Santo.

Nela o Todo-Poderoso construiu para si um templo digno dele, fazendo do mesmo o modelo e a imagem da Igreja, mistério e casa de comunhão para todos os homens.

Papa Bento XVI, 2009

 

A Trindade, espelho do nosso coração profundo

Ermes Ronchi, Avvenire

Os termos que Jesus escolhe para falar da Trindade são nomes de família, de afecto: Pai e Filho, nomes que abraçam, que se abraçam.

Espírito é nome que diz respiração: cada vida volta a respirar quando se sabe acolhida, tomada de cuidado, abraçada.

No princípio de tudo é colocada uma relação, um laço. E se nós somos feitos à sua imagem e semelhança, então a narrativa de Deus é ao mesmo tempo narrativa do ser humano, e o dogma não permanece uma doutrina fria, mas traz-me toda uma sabedoria do viver.

Coração de Deus e do ser humano é a relação: é por isso que a solidão me pesa e atemoriza, porque é contra a minha natureza.
É por isso que quando amo ou encontro amizade fico bem, porque sou de novo à imagem da Trindade.

Na Trindade é colocado o espelho do nosso coração profundo e do sentido último do universo. No princípio e no fim, origem e cume do humano e do divino, está o laço de comunhão.

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho…
Nestas palavras João encerra o porquê último da incarnação, da cruz, da salvação: assegura-nos que Deus na eternidade não faz outra coisa senão considerar cada homem e cada mulher mais importante que Ele próprio.

No Evangelho o verbo amar traduz-se sempre com um outro verbo concreto, prático, forte, o verbo dar (não há maior amor do que dar a própria vida).
Amar não é um facto sentimental, não equivale e emocionar-se ou a enternecer-se, mas a dar, um verbo de mãos e de gestos.
Deus não enviou o Filho para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo.

Salvo do único grande pecado: o desamor. Jesus é o curador do desamor (V. Fasser). O que explica toda a história de Jesus, o que justifica a cruz e a Páscoa não é o pecado do homem, mas o amor pelo homem; não algo a tirar à nossa vida, mas algo a acrescentar: porque quem quer que acredite tenha mais vida.

Deus amou tanto o mundo… E não apenas os seres humanos, mas o mundo inteiro, terra e colheitas, plantas e animais. (…)
Diante da Trindade sinto-me pequeno mas abraçado, como um bebé: abraçado dentro de um vento em que navega toda a criação e que tem por nome amor.

 

O Espírito Santo: dois textos

D. José Tolentino de Mendonça

Na tradição cristã, há a consciência que o discurso sobre a Trindade nos obriga a trocar as palavras por balbucios. Agostinho de Hipona, por exemplo, demorou dezasseis anos a concluir o seu Tratado “De Trinitate”, e ele próprio confessa, com algum humor: «Ainda jovem, dei início à escrita destes livros: só na velhice dei-os a público».

Em todos os «segundos nascimentos», sempre que a vida nos impele a um recomeço, seja a partir de feridas e perdas, seja a partir de encontros e esperanças, o «esquema trinitário» é-nos imprescindível. «A nossa solidão só pode ser curada quando expressa criativamente e quando ajudada por alguma outra pessoa, que cria assim uma situação triangular. Somos dois, conversamos: o terceiro é a palavra. A palavra, que vem sempre de outro, prova que somos três».

Não se entende o mistério da Santíssima Trindade, nem o da nossa Humanidade, sem pensarmos no que é a amizade. Simone Weil (cujo lastro é tão patente neste texto de Ronchi) explicita-o assim: «A amizade pura é uma imagem da amizade original e perfeita que é a da Trindade e que é a própria essência de Deus.

É impossível que dois seres humanos sejam um e, não obstante, respeitem escrupulosamente a distância que os separa, se Deus não estiver presente em cada um deles. O ponto de encontro das paralelas está no infinito.»

Um amigo, por definição, é alguém que caminha a nosso lado, mesmo se separado por milhares de quilómetros ou por dezenas de anos. O longe e a distância são completamente relativizados pela prática da amizade. De igual maneira, o silêncio e a palavra. Um amigo reúne estas condições que parecem paradoxais: ele é ao mesmo tempo a pessoa a quem podemos contar tudo e é aquela junto de quem podemos estar longamente em silêncio, sem sentir por isso qualquer constrangimento.

A amizade cimenta-se na capacidade de fazer circular o relato da vida, a partilha das pequenas histórias, a nomeação verbal do lume mais íntimo que nos alumia. A amizade é fundamentalmente uma grande disponibilidade para a escuta, como se aquilo que dizemos fosse sempre apenas a ponta visível de um maravilhoso mundo interior e escondido, que não serão as palavras a expressar.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

 

Folha Informativa 09-06-2019

Pentecostes (PDF)     TEXTO

Istvan Dorfmeister, Pentecostes

O Espírito é a respiração de Deus.

Naquela sala fechada, entre a respiração ampla e profunda de Deus, o oxigénio do Céu.

E como no princípio o Criador soprou o seu hálito de vida sobre Adão, assim Jesus sopra agora vida, transmite aos seus aquilo que os faz viver.

Ermes Ronchi, Avvenire

Deus abraça-nos quando nos confessamos

Papa Francisco, 2014

O sacramento da Reconciliação (confissão) é um abraço de Deus a quem o recebe.

A Reconciliação, à semelhança da Unção dos Doentes, é um sacramento de cura. Quando vou confessar-me, é para me curar: curar-me a alma, curar-me o coração por alguma coisa que fiz que não está bem.
Celebrar o sacramento da Reconciliação significa ser envolvido num abraço caloroso: é o abraço da infinita misericórdia do Pai.

A Reconciliação brota das palavras que Jesus, depois de ressuscitado, dirigiu aos apóstolos: «A paz esteja convosco. (…) Recebei o Espírito Santo. Àqueles a que perdoardes os pecados, serão perdoados».

Há uma dimensão comunitária da Reconciliação, contrapondo os argumentos de quem defende que o perdão de Deus obtém-se numa relação directa, sem mediações.

O perdão vem de fora. O perdão dos nossos pecados não é algo que possamos darmo-nos; eu não posso dizer “eu perdoo-me os pecados”.

O perdão pede-se, pede-se a um outro, e na Confissão pedimos o perdão a Jesus. O perdão não é fruto dos nossos esforços, mas é um presente, é um dom do Espírito Santo.

Só se nos deixarmos reconciliar no Senhor Jesus com o Pai e com os irmãos podemos estar verdadeiramente na paz.
Alguém pode dizer: “Eu confesso-me apenas a Deus”. Sim, podes dizer a Deus: “Perdoa-me”, e dizer os teus pecados. Mas os nossos pecados são também contra os irmãos, contra a Igreja, e por isto é necessário pedir perdão à Igreja e aos irmãos, na pessoa do sacerdote.

A vergonha que se pode ter na confissão é boa e saudável porque torna as pessoas mais humildes, e acaba por ser um sentimento que dá lugar à serenidade. Alguém que esteja na fila para se confessar sente todas estas coisas – também a vergonha – mas depois, quando termina a confissão, sai livre, grande, belo, perdoado, branco, feliz. E isto é o belo da Confissão.

Cada um responda a si mesmo no seu coração: quando foi a última vez que te confessaste? Cada um pense. Dois dias, duas semanas, dois anos, vinte anos, quarenta anos?

E se passou tanto tempo, não perder mais um dia: vai em frente, que o sacerdote será bom. E Jesus, Ele, é o melhor dos padres, e Jesus recebe-te. Recebe-te com muito amor. Sê corajoso e avança para a Confissão.

O Filho pródigo tanta culpa tinha no seu coração, e tanta vergonha. E a surpresa aconteceu quando, ao começar a falar e a pedir perdão, o pai não o deixou falar: abraçou-o, beijou-o e fez festa. Eu digo-vos: de cada vez que nós nos confessamos, Deus abraça-nos.

 

Os dons do Espírito Santo

Papa Francisco, 2017

Ciência. Faz que o cristão penetre na realidade deste mundo sob a luz de Deus; vê cada criatura como reflexo da sabedoria do Criador e como caminho a Deus. Leva o homem a compreender o vestígio de Deus que há em cada ser criado. Por este dom o cristão reconhece o sentido do sofrimento e das humilhações no plano de Deus, que liberta e purifica o homem

Entendimento / Inteligência. Ajuda a penetrar no íntimo das verdades reveladas por Deus e entendê-las. Por ele o cristão contempla os mistérios da fé. É um entendimento diferente daquele que o teólogo obtém pelo estudo; o que é penoso e lento. O dom da inteligência é eficaz mesmo sem estudo; é dado aos pequeninos e ignorantes, desde que tenham grande amor a Deus. Por esse dom conhecemos os nossos pecados e a nossa miséria. Os santos, quanto mais se aproximaram de Deus, mais tiveram consciência do seu pecado ou da sua distância de Deus.

Sabedoria. Dá um conhecimento da verdade revelada por Deus. Abrange todos os conhecimentos do cristão e põe-nos sob a luz de Deus, mostra a grandeza do plano do Criador e a sua omnipotência.

Conselho. Permite ao cristão tomar as decisões oportunas nas horas difíceis da vida, para que se comporte como verdadeiro filho de Deus. Isso, às vezes, exige coragem. Por ele o Espírito Santo inspira-nos a maneira correcta de agir no momento oportuno. “Todas as coisas têm o seu tempo” (Ecl 3); fora desse momento preciso, o que é oportuno pode tornar-se inoportuno; nem sempre é fácil discernir se é oportuno falar ou calar, ficar ou partir, dizer “sim” ou dizer “não”.

Piedade. Orienta-nos em todas as relações com Deus e com o próximo. Como filhos adoptivos de Deus, faz-nos reconhecer Deus como Pai. E, pelo fato de reconhecermos Deus como Pai, consideramos as criaturas com olhar novo. Este dom leva-nos a considerar o facto de que Deus é sumamente santo e sábio: Este dom leva os santos a desejar, acima de tudo, a honra e a glória de Deus. É também o que desperta no cristão a inabalável confiança em Deus Pai

Fortaleza. Dá-nos força para a fidelidade à vida cristã, cheia de dificuldades. Por este dom, o Espírito Santo dá-nos a coragem necessária para a luta diária contra nós mesmos, nossas paixões e problemas, com paciência, perseverança, coragem e silêncio. Dá-nos forças além das naturais. Esta força divina transforma os obstáculos em meios e dá-nos a paz mesmo nas horas mais difíceis.

Dom do Temor. Não é o temor do mercenário ou o do castigo (do escravo); mas é o temor do amor do filho. É a rejeição que o cristão experimenta diante da possibilidade de ofender a Deus; brota das entranhas do amor. Não há verdadeiro amor sem este tipo de temor. Medo de ofender o Amado. Pelo dom do temor de Deus a vitória é rápida e perfeita, pois é o Espírito que move o cristão a dizer “não” à tentação. O dom do temor de Deus está ligado à virtude da humildade, que nos faz conhecer a nossa miséria, impede a presunção e a vã glória, e assim, nos torna conscientes de que podemos ofender a Deus; daí surge o santo temor de Deus. Ele liga-se também à virtude da temperança; combate a concupiscência e os impulsos desordenados do coração, para não ofender e magoar a Deus.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

 

Xavieirinhos 05-05-2019

Domingo III da Páscoa (PDF)    TEXTO

 

Cristo ressuscitado, nós te aclamamos.
És o novo Sol que não tem ocaso.
És a luz que não se apaga.
És vencedor da morte para sempre.
És o homem primeiro do mundo novo.
És o começo da nova criação.
És a vida sem termo.

Cristo ressuscitado, nós te aclamamos.
És o primeiro dos ressuscitados.
És fonte da nossa alegria.
És fundamento da nossa esperança.
És nosso verdadeiro libertador.

Cristo ressuscitado, nós te aclamamos.
És pão para a nossa fome de vida.
És quem nos dá razões para viver.
És ontem, hoje e para sempre.
És glorioso pelos séculos dos séculos.

Cristo ressuscitado, nós te aclamamos.

 

 

 

Xavieirinhos 28-04-2019

Domingo II da Páscoa ou da Divina Misericórdia (PDF)    TEXTO

 

Cristo ressuscitado,
os primeiros apóstolos viram-te, tocaram-te, escutaram-te e acreditaram em ti.

Nós, os teus amigos de hoje
não te contemplámos, nem escutámos a tua voz, mas acreditamos em ti.

Cristo ressuscitado,
acreditamos na tua presença, no meio de nós, em assembleia, reunidos a celebrar a tua Páscoa.

Acreditamos na tua presença,
no Evangelho que é proclamado e que é para nós alegre notícia, sempre cheio de novidade.

Acreditamos na tua presença,
no Pão consagrado e repartido, aos que têm fome de vida nova e querem viver o teu Evangelho.

Acreditamos na tua presença,
nas pessoas que lá fora encontramos e que são um apelo permanente aos nossos gestos de amor e de serviço.

Acreditamos que estás vivo.
Contigo vale a pena estar alegre. E como Tomé, te dizemos:
“Meu Senhor e meu Deus!”

 

 

 

 

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