Notícias

Terço dos Homens – 13 de Fevereiro 2020

Na próxima quinta-feira, dia 13 de Fevereiro, realiza-se mais um Terço dos Homens, a partir das 21h15 na Igreja Paroquial. [ler +]

Unção dos Doentes – 11 de Fevereiro

Tal como em 2019, a Paróquia de São Francisco Xavier vai celebrar este ano o Dia Mundial do Doente, com a Unção dos Doentes, no próximo dia 11 de Fevereiro, no final da Missa das 19h00. [ler +]

Nossa Senhora das Candeias

No próximo dia 02 de Fevereiro celebra-se a Festa da Apresentação do Senhor, também conhecida por Festa de Nossa Senhora das Candeias. A Paróquia de São Francisco Xavier assinala a data com a bênção das velas nas Missas na Igreja Paroquial. [ler +]

Curso de Preparação para o Crisma

No dia 31 de Janeiro inicia-se um Curso de Preparação para o Crisma, comum às Paróquias de São Francisco Xavier e de Santa Maria de Belém.

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Ofertórios do primeiro fim-de-semana – Fevereiro de 2020

No próximo fim-de-semana,o primeiro do mês de Fevereiro, os ofertórios das Missas destinam-se a amortizar a dívida contraída com a construção da Nova Igreja.

Sede generosos, como sempre.

Bazar de São Francisco Xavier – Fevereiro

Durante o mês de Fevereiro, vai continuar a funcionar, na garagem, o Bazar de São Francisco Xavier. [ler +]

Folha Informativa 09-02-2020

Domingo V do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

Fra Angelico, Transfiguração de Cristo

A luz é assumida como símbolo da revelação de Deus e da sua presença na história. Deus é transcendente, e isto expressa-se pelo facto de a luz ser exterior a nós, precede-nos, excede-nos, supera-nos.

Porém, está também presente e activo na criação e na história humana, mostrando-Se imanente, e isto é ilustrado pelo facto de a luz nos envolver, distinguir, aquecer, invadir.

Por isso também o fiel se torna luminoso: Também o fiel justo se torna fonte de luz, uma vez que se deixa envolver pela luz divina, como afirma Jesus no seu célebre “discurso da montanha”: «Vós sois a luz do mundo…

Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens»

Cardeal Gianfranco Ravasi, no Ano Internacional da Luz

 

 

Ilumina e serás iluminado

P. Ermes Ronchi, In Lachiesa.it

Rembrandt, Apresentação de Jesus no templo

Jesus tinha acabado de proclamar o núcleo da sua mensagem, as bem-aventuranças, e acrescenta, dirigindo-Se aos seus discípulos e a nós: se as viverdes, sereis sal e luz da terra.

Uma afirmação que surpreende: que Deus é a luz do mundo já o tínhamos ouvido, o Evangelho de João repetiu-o, e nós acreditamos; mas ouvir – e crer – que também o ser humano é luz, que o somos também eu e tu, com todos os nossos limites e sombras, é surpreendente.

E não se trata de uma exortação de Jesus, “esforçai-vos por vos tornardes luz”, mas “sabei que já o sois”. A lâmpada, se estiver acesa, não tem de se esforçar por dar luz, porque é da sua natureza; assim também vós. A luz é o dom natural do discípulo.

É incrível a consideração, a confiança que Jesus comunica, a esperança que repõe em nós. E encoraja-nos a tomar consciência disso: não fiques na superfície de ti mesmo, na porosidade do barro, mas procura em profundidade, no reduto secreto do coração, desce ao centro de ti próprio e lá encontrarás uma lâmpada acesa, uma mão cheia de sal.

Vós que viveis segundo o Evangelho, sede luz no mundo. E sede-o não com a doutrina ou as palavras, mas com as obras: resplandeça a vossa luz nas vossas boas obras. Tu podes realizar obras de luz! E são as mansas, as puras, as justas e as pobres as obras alternativas às escolhas do mundo, a diferença evangélica oferecida à flor da vida.

Quando segues o amor como única regra, então és luz e sal para quem te encontra. Quando duas pessoas se amam, tornam-se luz na escuridão, lâmpada para os passos de muitos. Em qualquer lugar onde se quer o bem, é espalhado o sal que dá o bom sabor à vida.
Na primeira leitura, Isaías sugere a estrada onde a luz deve estar: «Reparte o teu pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva roupa ao que não tem que vestir e não voltes as costas ao teu semelhante. Então a tua luz despontará como a aurora e as tuas feridas não tardarão a sarar».
Ilumina os outros e serás iluminado, cura os outros e serás curado.

Não te curves sobre a tua história e sobre as tuas derrotas, mas ocupa-te da terra, da cidade do outro; senão nunca te tornarás um homem ou mulher radiosa.
Quem olha só para si nunca se ilumina. Então serás lâmpada sobre o candelabro, mas segundo a forma própria da luz, que não faz ruído e não violenta as coisas.  Acaricia-as e faz emergir o belo que existe nelas.

Assim também «nós do Evangelho» somos pessoas que a cada dia acariciamos a vida e revelamos a sua beleza oculta.

Jesus ilumina o espaço do coração

Hesíquio do Sinai, (séc. V?), monge

O sal sensível dá sabor ao pão e a todos os alimentos, impede certas carnes de apodrecerem, conservando-as durante muito tempo.
Considera que o mesmo acontece com a guarda da inteligência, pois ela cumula de sabor divino tanto o homem interior como o homem exterior, expulsa o odor fétido dos maus pensamentos e permite-nos perseverar no bem.

De uma sugestão nascem numerosos pensamentos e destes más acções sensíveis; mas quem, com Jesus, apaga imediatamente a primeira, evita as suas consequências e poderá enriquecer-se com o suave conhecimento divino pelo qual encontrará Deus, que está presente em toda a parte.

Estando o espelho da inteligência diante de Deus, é continuamente iluminado, à imagem do puro cristal e do sol sensível.
Então, tendo alcançado o cume definitivo dos desejos, a inteligência repousa nele de qualquer outra contemplação. […]

Quem olha o sol não pode deixar de ficar com os olhos inundados de luz.
Da mesma maneira, quem se debruça permanentemente sobre o espaço do seu coração não pode deixar de ficar iluminado. […]

Quando as nuvens se dissipam, o ar fica limpo; da mesma maneira, quando os fantasmas das paixões se dissipam diante de Jesus Cristo, o Sol da Justiça, nascem no coração pensamentos luminosos, semelhantes às estrelas.
Pois Jesus ilumina o espaço do coração.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 02-02-2020

Domingo IV do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

Nesta Liturgia cruzam-se as duas Alianças – as promessas celebradas por Israel  encontram o seu pleno cumprimento em Jesus Cristo que, nas palavras do velho Simeão, é “Luz para Se revelar às nações e glória de Israel vosso Povo”.

Acolher Jesus Cristo significa deixar-se transformar por Ele; por isso mesmo O aclamamos como a Luz verdadeira que ilumina os nossos olhos, que nos livra das cegueiras que teimosamente nos obstinam nos caminhos do pecado e da mentira, abre-nos para a Luz do Espírito que nos dá a sabedoria e o discernimento necessários para encontrar a alegria do Evangelho.

 

 

Festa da Apresentação do Senhor

Rui Jorge Martins

Ambroglio Lorenzetti, Apresentação do Senhor

Até 1969, a antiga festa de 2 de Fevereiro, de origem oriental, tinha no Ocidente o título de “Purificação da Bem-aventurada Virgem Maria” e encerrava o ciclo do Natal, quarenta dias após o nascimento de Jesus. No Oriente bizantino ela concentra-se no Encontro do Salvador com aqueles que veio salvar, representados pelas pessoas de Simeão e Ana: «Luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel».
É costume os fiéis participarem na procissão comemorativa da entrada de Jesus no templo, caracterizada pela bênção das velas, levadas acesas na procissão em honra de Cristo.

A tradição deste cortejo levou a que à Apresentação do Senhor se desse também o nome de festa de Nossa Senhora da Candelária, designação que radica na palavra “candeia”, que por sua vez tem origem no latim “candere” (arder), significando vela ou círio. Na tradição de alguns países, estas velas, depois de benzidas, são levadas para casa e acendidas nos momentos de perigo, durante os temporais e os cataclismos, em sinal da entrega de si, da família e de quanto se possui à protecção divina. Há também o costume de colocar a vela benzida nesta festa entre as mãos do cristão, no leito de morte, para que ilumine os últimos passos do seu caminho rumo à eternidade.
Os fiéis são também sensíveis ao gesto realizado pela Virgem Maria, que a par da apresentação de Jesus se submete ao rito da purificação, segundo o estipulado na Lei de Moisés.

Nalgumas Igrejas locais, a valorização de elementos inerentes ao relato evangélico desta festa, como a obediência de José e de Maria à Lei judaica – que os levou a apresentarem o Menino no templo, acompanhado da oferta de duas rolas ou pombinhas, como previa o preceito -, a pobreza dos esposos e a condição virginal de mãe de Jesus sugeriram que se fizesse do dia 2 de Fevereiro a festa daqueles que se dedicaram ao serviço de Deus e do povo nas várias formas de vida consagrada. Neste sentido, no domingo da festa da Apresentação do Senhor assinala-se em Portugal o último dia da Semana do Consagrado.

Sobre a festa da Apresentação do Senhor, escreveu o bispo S. Sofrónio (séc. VI-VII): «Todos nós que celebramos o mistério do Encontro do Senhor, corramos para Ele com todo o fervor do nosso espírito. (…) Levemos em nossas mãos o brilho das velas, para significar o esplendor divino d’Aquele que Se aproxima e ilumina todas as coisas, dissipando as trevas do mal com a sua luz eterna, e para manifestar o esplendor da alma, com o qual devemos correr ao encontro de Cristo.

Assim como a Virgem Mãe de Deus levou ao colo a luz verdadeira e a comunicou àqueles que jaziam nas trevas, assim também nós, iluminados pelo seu fulgor e trazendo na mão uma luz que brilha diante de todos, devemos acorrer pressurosos ao encontro daquele que é a verdadeira luz.
Caminhemos empunhando as lâmpadas, acorramos trazendo as luzes, não só para indicar que a luz refulge já em nós, mas também para anunciar o esplendor maior que dela nos há de vir.

Nenhum fique excluído deste esplendor, nenhum persista em continuar imerso na noite, mas avancemos todos resplandecentes; iluminados por este fulgor, vamos todos juntos ao seu encontro e com o velho Simeão recebamos a luz clara e eterna; associemo-nos à sua alegria e cantemos com ele um hino de acção de graças ao Pai da luz, que enviou a luz verdadeira e, afastando todas as trevas, nos fez participantes do seu esplendor.»

 

Docilidade e obediência

Papa Francisco, 2015

Com os olhos da mente, fixemos o ícone da Virgem Mãe, Maria, que caminha com o Menino Jesus nos braços. Introdu-Lo no templo, introdu-Lo no povo, leva-O para encontrar o seu povo.

Os braços da Mãe são como que a «escada» pela qual o Filho de Deus desce até nós, a escada da condescendência de Deus. É duplo o caminho de Jesus: desceu, fez-Se como nós, para subir ao Pai juntamente connosco, fazendo-nos como Ele.

Podemos contemplar o âmago deste movimento, imaginando a cena evangélica de Maria que entra no templo com o Menino nos braços. Nossa Senhora caminha, mas o Filho caminha antes dela. Ela leva-O, mas é Ele que a leva neste caminho de Deus que vem a nós para podermos ir até Ele.

Jesus percorreu a nossa própria estrada para nos indicar a via nova, um «caminho novo e vivo» que é Ele próprio. E, para nós consagrados, esta é a única estrada, sem alternativa, que, em concreto, devemos percorrer com alegria e perseverança.

O Evangelho alude cinco vezes à obediência de Maria e José à «Lei do Senhor». Jesus não veio para fazer a sua vontade, mas a vontade do Pai; e isso – disse Ele – era o seu «alimento». De igual modo, quem segue Jesus, abraça a via da obediência, imitando a «condescendência» do Senhor, abaixando-se e assumindo a vontade do Pai até ao aniquilamento e à humilhação de si mesmo. Para um religioso, progredir significa abaixar-se no serviço, isto é, fazer o mesmo caminho de Jesus, que «não considerou como uma usurpação ser igual a Deus».

Na narração da Apresentação de Jesus no Templo, a sabedoria é representada por dois anciãos, Simeão e Ana: pessoas dóceis ao Espírito Santo, conduzidas por Ele, animadas por Ele.
É curioso notar que neste caso, criativos, não são os jovens mas os anciãos. Os jovens, como Maria e José, seguem a lei do Senhor pela via da obediência; os anciãos, como Simeão e Ana, vêem no Menino o cumprimento da Lei e das promessas de Deus. E são capazes de fazer festa: são criativos na alegria, na sabedoria. Mas é o Senhor que transforma a obediência em sabedoria, por acção do Espírito Santo.

Através da perseverança no caminho da obediência, amadurece a sabedoria pessoal e comunitária e, assim, torna-se possível também adaptar as regras aos vários tempos: na realidade, a verdadeira «actualização» é obra da sabedoria, forjada na docilidade e na obediência.
Hoje também nós queremos, como Maria e como Simeão, tomar Jesus nos braços para que Ele Se encontre com o seu povo; mas de certeza só o conseguiremos, se nos deixarmos arrebatar pelo mistério de Cristo.

Guiamos o povo para Jesus, se, por nossa vez, nos deixarmos guiar por Ele. Isto é o que devemos ser: guias guiados.

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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