Notícias

Homenagem ao Sr. Pe. António Colimão

A Igreja Paroquial encheu-se neste dia 03 de Dezembro para a homenagem prestada pela Comunidade de São Francisco Xavier ao seu anterior Prior, Padre António de Oliveira Colimão, numa Missa Solene em dia de São Francisco Xavier, com celebração de Santa Missa às 12h00. [ler +]

Advento – Presépio e Estrela de Natal 2022

Com o início do Advento, a nossa Paróquia inaugurou o habitual Presépio de Natal, no interior da Igreja Paroquial, e a Estrela de Natal, colocada no adro. [ler +]

Bazar de Natal 2022

Até ao próximo dia 18 de Dezembro ainda podem fazer as vossas compras natalícias no Bazar de Natal, a mais antiga iniciativa na nossa Paróquia para angariar fundos para a construção da Igreja. [ler +]

Tempo do Advento – 2022

No próximo Domingo, dia 27 de Novembro, entramos no Advento, que vamos acompanhar durante quatro semanas, até 24 de Dezembro, dia em que começa o Tempo de Natal. [ler +]

Dia Mundial da Juventude: Papa Francisco convida jovens a seguir Maria ao encontro de Jesus

Na mensagem aos jovens para o 37º Dia Mundial da Juventude, o Papa convida a seguir os passos de Maria para encontrar Jesus e ir ao encontro de quem é diferente de nós. [ler +]

Dia Mundial dos Pobres: Mensagem do Papa com críticas à Rússia

O Papa Francisco alerta para o impacto da guerra na Ucrânia sobre as populações mais desfavorecidas do mundo, apontando a um agravamento da situação de pobreza, a nível global. [ler +]

Folha Informativa 22-01-2023

Domingo III do Tempo Comum (PDF) TEXTO

Gebhart Fugel, Chamamento dos discípulos

Queres uma Igreja profética?

Começa a servir, e não digas nada. Não teoria, mas testemunho. Precisamos não de ser ricos, mas de amar os pobres; não de ganhar para nós, mas de nos gastarmos pelos outros; não do consenso do mundo, do estar de bem com todos, não! Isto não é profecia.

Mas precisamos da alegria pelo mundo que virá; precisamos de pastores que ofereçam a vida: de enamorados de Deus.

Foi assim, como enamorados, que Pedro e Paulo anunciaram Jesus. Pedro, antes de ser colocado na cruz, não pensa em si mesmo, mas no seu Senhor e, considerando-se indigno de morrer como Ele, pede para ser crucificado de cabeça para baixo. Paulo está para ser decapitado e pensa só em dar a vida, escrevendo que quer ser «oferecido como sacrifício».

Isto é profecia …e não palavras. Isto é profecia, a profecia que muda a história.

Papa Francisco, 2020

Responder com alegria à chamada de Jesus

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, Janeiro de 2017

A página evangélica (Mt 4, 12-23) narra o início da pregação de Jesus na Galileia.

Ele deixa Nazaré, uma aldeia situada nos montes, e estabelece-se em Cafarnaum, importante centro nas margens do lago, habitado essencialmente por pagãos, ponto de cruzamento entre o Mediterrâneo e o interior da Mesopotâmia.

Esta escolha indica que os destinatários da sua pregação não são apenas os seus conterrâneos, mas quantos desembarcam na cosmopolita «Galileia das gentes»: assim se chamava.

Vista da capital Jerusalém, aquela terra é geograficamente periférica e religiosamente impura, porque estava cheia de pagãos, por causa da mistura com os que não pertenciam a Israel.

Da Galileia não se esperavam certamente grandes coisas para a história da salvação.

No entanto, precisamente dali – exactamente dali – se espalha aquela “luz” sobre a qual meditámos nos domingos passados: a luz de Cristo.
difunde-se precisamente da periferia.

A mensagem de Jesus imita a do Baptista, anunciando o «reino dos céus».
Este reino não comporta a instauração de um novo poder político, mas o cumprimento da aliança entre Deus e o seu povo que inaugurará uma época de paz e de justiça.

Para realizar este pacto de aliança com Deus, cada um está chamado a converter-se, transformando a sua maneira de pensar e de viver.
Isto é importante: converter-se não significa só mudar o modo de viver, mas também a forma de pensar.

É uma transformação do pensamento.
Não se trata de mudar de roupa, mas de costumes.

O que diferencia Jesus de João Baptista é o estilo e o método.
Jesus escolhe ser um profeta itinerante. Não fica à espera das pessoas, mas vai ao seu encontro.
Jesus está sempre na rua! As suas primeiras saídas missionárias dão-se ao longo das margens do lago de Galileia, em contacto com a multidão, sobretudo com os pescadores. Ali Jesus não só proclama a vinda do reino de Deus, mas procura companheiros para a sua missão de salvação.

Neste mesmo lugar encontra dois pares de irmãos: Simão e André, Tiago e João; chama-os dizendo: «Segui-me, e far-vos-ei pescadores de homens».
A chamada alcança-os no auge das suas actividades diárias: o Senhor revela-Se a nós não de forma extraordinária ou sensacional, mas na quotidianidade das nossas vidas.

Ali devemos encontrar o Senhor; e ali Ele revela-Se, faz sentir ao nosso coração o seu amor; e ali ­– com este diálogo com Ele no dia-a-dia da vida – muda o nosso coração.

A resposta dos quatro pescadores é imediata e pronta: «No mesmo instante eles deixaram as suas redes e O seguiram».
Com efeito, sabemos que tinham sido discípulos do Baptista e que, graças ao seu testemunho, já tinham iniciado a acreditar em Jesus como Messias.

Nós, cristãos de hoje, temos a alegria de proclamar e testemunhar a nossa fé porque houve aquele primeiro anúncio, porque houve aqueles homens humildes e corajosos que responderam generosamente à chamada de Jesus.

Nas margens do lago, numa terra inimaginável, nasceu a primeira comunidade dos discípulos de Cristo.
A consciência destes primórdios suscite em nós o desejo de levar a palavra, o amor e a ternura de Jesus a todos os contextos, inclusive ao mais inacessível e relutante.

Levar a Palavra a todas as periferias! Todos os espaços de vivência humana são terreno no qual lançar a semente do Evangelho, a fim de que traga frutos de salvação.

 

 

 

 

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 15-01-2023

Domingo II do Tempo Comum (PDF) TEXTO

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

Peugino, Baptismo de Cristo

Esta cena é determinante para a nossa fé; e é crucial também para a missão da Igreja.

A Igreja, em todas as épocas, é chamada a fazer aquilo que fez João Baptista, indicar Jesus ao povo dizendo: «Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo!». Ele é o único Salvador, é o Senhor, humilde, no meio dos pecadores, mas é Ele, não é outro, poderoso, que vem; é Ele!

E estas são as palavras que nós sacerdotes repetimos todos os dias, durante a Missa, quando apresentamos ao povo o pão e o vinho que se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo.

Este gesto litúrgico representa toda a missão da Igreja, a qual não se anuncia a si mesma. Ai da Igreja quando se anuncia a si mesma; perde a bússola, não sabe para onde vai! A Igreja anuncia Cristo; não se traz a si mesma, mas Cristo. Pois, é só Ele e unicamente Ele que salva o seu povo do pecado, que o liberta e o guia para a terra da verdadeira liberdade.

Papa Francisco, 2017

A tarefa das religiões e da cultura é desenterrar a esperança debaixo dos escombros

Cardeal Ravasi, In Corriere della Sera, 2019

O poeta Mario Luzi falava dos “bolbos de esperança” ocultados debaixo do cúmulo dos escombros do tempo sombrio que estamos a atravessar.

A tarefa da poesia, das religiões e da cultura é precisamente a de descobrir os bolbos escondidos por baixo.

Pense-se na atmosfera tão inquinada, inclusive do ponto de vista físico, e sobretudo do ponto de vista social, espiritual e cultural. Trata-se da destruição dos mitos, a destruição da boa educação, a destruição das elites – ou seja, da nobreza espiritual e do pensamento –, a destruição das relações tornadas artificiais, é uma tentação quase compreensível. A nossa tarefa, ao contrário, é a mais árdua: começar a escavar, como bombeiros, para reencontrar os germes vitais.

A maioria da sociedade não se preocupa em extrair bolbos de valor dos escombros. Isso, então, deveria ser a tarefa das religiões autênticas e da cultura: ser minoria que estimula. Uma minoria “ofensiva”. E dado que uma minoria nunca pode sê-lo com as armas, porque seria sempre perdedora, deve tornar-se uma espécie de pedra no sapato.
O sentido de responsabilidade é uma tarefa de minoria.

É preciso criar consciência. Digo-o também em relação à Igreja, hoje. De onde venho, ao domingo de manhã, muita gente confluía à igreja para a missa. Agora, quando volto ao lugar onde nasci, na igreja não encontro ninguém que não tenha um cabelo grisalho! Todavia, esta minoria pode tornar-se mais eficaz que a grande e imponente maioria.

O papa Francisco compreendeu que para a sociedade a linguagem é fundamental. Se falo uma linguagem obsoleta, a surdez é certa – de “surdo” deriva “absurdo”. Hoje é considerado absurdo aquilo que as pessoas não conseguem aceitar no interior da concha da sua orelha, isto é, adaptada ao seu interesse.

Francisco compreendeu que agora é necessária a frase essencial, sem muitas subordinadas.
É indispensável adoptar, inclusive nos valores, o recurso à essencialidade para uma maior incisão.

O papa compreendeu depois que a cultura contemporânea está tendencialmente ligada às imagens. E usa-as: as “periferias”, o “cheiro das ovelhas”, a “Igreja hospital de campanha”, o “sudário não tem bolsos”…

Há, por fim , o terceiro elemento: a maneira como usa o corpo, a corporeidade. Nas audiências gerais fala durante uma vintena de minutos, depois está uma hora com a gente. Que assim encontra uma pessoa concreta, não envolvida numa auréola de luz e de distância.

Voltando aos bolbos de esperança.
Partirei da palavra diálogo. No sentido etimológico, é o cruzamento de dois “logoi”, dois discursos. O discurso não deve ser entendido só como um raciocínio, mas como uma experiência fundada, uma visão que dá um sentido. O debate com o outro pode ajudar a descobrir melhor o sentido último do ser e do existir. Na palavra “diálogo”, “dià”, em grego, quer dizer também em profundidade, “diabasi” significa descer.
E se se querem extrair os bolbos que estão sob o diálogo, é preciso ser sério, cansar-se.
Todos fazem o elogio da lentidão.
Eu quero fazer o do cansaço.

A segunda palavra é o “amor” autêntico, não o epidérmico, mas o profundo, capaz de unir sexo, eros e amor.
Se se está verdadeiramente enamorado, deve começar-se a compreender genuinamente o que significa dar-se ao outro.
É isto que temos de ensinar aos jovens, que reduzem a experiência ao sexo, enquanto que é também ternura, beleza, paixão, sentimento.

Um outro “bolbo” poderia ser precisamente o da busca, em todos os sentidos, inclusive científico. Nunca se contentar com aquilo que nos é dado.

 

TEMPO COMUM

Rembrandt, São Mateus e o anjo

Na maior parte do Ano Litúrgico, a Igreja vive o que se designa por Tempo Comum, não por ser um período menos importante na vida e na liturgia da Igreja, mas por decorrer fora dos dois pontos centrais: Advento-Natal e Quaresma-Páscoa.

O Tempo Comum, em que entrámos no dia 10 de Janeiro, é considerado um tempo de vigilância, de espera, de esperança, pelo que a cor litúrgica é o verde, patente nos paramentos envergados pelo sacerdote na celebração da Missa.

Sendo um período longo, de 33 ou 34 semanas, o Tempo Comum é subdividido em duas partes: A primeira parte começou no dia seguinte à festa do Baptismo de Jesus (neste ano de 2023 a 10 de Janeiro) e vai até 21 de Fevereiro, a terça-feira antes da Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma. A segunda parte do Tempo Comum deste Ano A recomeça na segunda-feira depois de Pentecostes (29 de Maio deste ano) e estende-se até 02 de Dezembro, o sábado que antecede o primeiro domingo do Advento, quando tem início um novo Ano Litúrgico, o Ano B.

Seremos auxiliados neste período pela leitura de um dos evangelhos sinópticos (São Mateus neste Ano A). Uma característica importante do Evangelho segundo Mateus reside na importância dada pelo evangelista aos “ditos” de Jesus.

Ao longo do Evangelho segundo Mateus aparecem cinco longos discursos (cf. Mt 5-7; 10; 13; 18; 24-25), nos quais Mateus junta “ditos” e ensinamentos provavelmente proferidos por Jesus em várias ocasiões e contextos.
É provável que o autor do primeiro Evangelho visse nesses cinco discursos uma nova Lei, destinada a substituir a antiga Lei dada ao Povo por meio de Moisés e escrita nos cinco livros do Pentateuco.

É o primeiro que foi escrito, em Israel, e em aramaico, por volta do ano 50. Serviu de modelo para os Evangelhos de São Marcos e São Lucas. O texto original de Mateus, que se perdeu, foi traduzido para o grego, tendo em vista que o mundo romano da época falava o grego.

Mateus escreveu para os judeus da sua terra, convertidos ao cristianismo. Era o único dos Apóstolos habituado à arte de escrever, a calcular e a narrar os fatos. Compreende-se que os próprios Apóstolos o tenham escolhido para essa tarefa.
O objectivo da narração foi mostrar aos judeus que Jesus era o Messias anunciado pelos profetas, por isso, cita, muitas vezes, o Antigo Testamento e as profecias sobre o Messias. Como disse Renan, o evangelho de Mateus tornou-se “o livro mais importante da história universal”.

O Evangelho de S. Mateus tem seis grandes partes: 1. A Infância de Jesus (caps. 1 e 2); 2. Começo da missão de Jesus (3-4); 3. o Sermão da Montanha; 4. Ministério de Jesus na Galileia (8 a 18), no cap. 13, Mateus narra sete Parábolas do Reino de Deus; 5. Ministério de Jesus na Judeia (19 a 25); 6. Paixão e Ressurreição de Jesus (26 a 28). É o Evangelho mais longo de todos, bem escrito e detalhado.

O 34º Domingo do Tempo Comum, que assinala o fim deste período, é substituído pela Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, entrando-se no Tempo do Advento, iniciando-se a 3 de Dezembro 2023 um novo Ano Litúrgico, o Ano B, em que seguiremos o Evangelho de S. Marcos.

São João Baptista

Giotto, Baptismo de Jesus

Reconheçamos na voz de João Baptista a recusa de todas as actuais formas de ambição, desigualdade social e de violência.

Reconheçamos a necessidade de derrubar todas as hierarquias para que toda a criatura veja a Salvação.

Luís Miguel Cintra 2021

 

 

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Xavieirinhos 22-01-2023

Domingo III do Tempo Comum (PDF)  TEXTO




 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Xavieirinhos 15-01-2023

Domingo II do Tempo Comum (PDF)  TEXTO






 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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