Notícias

Encerramento das actividades da Catequese

Tal como é habitual, as actividades da Catequese terminam nesta semana do 10 de Junho, este ano reduzidas às plataformas telemáticas desde Abril. [ler +]

Feriado do Corpo de Deus

Na próxima quinta-feira, 11 de Junho, celebra-se a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, feriado religioso mais conhecido por Corpo de Deus. [ler +]

Ermida de S. Jerónimo com melhorias

A Ermida de S. Jerónimo, muito procurada para celebrações litúrgicas, recebeu algumas melhorias que a tornaram mais confortável e com mais lugares sentados. [ler +]

Mês do Sagrado Coração de Jesus

Neste mês de Junho a imagem do Sagrado Coração de Jesus está colocada na Igreja Paroquial à direita do altar, como é hábito. O mesmo se passa na Igreja de Caselas. [ler +]

Primeiro Sábado – Junho 2020

Três meses depois, retomamos no dia 06 de Junho a celebração do Primeiro Sábado, renovando o convite aos paroquianos para fazerem companhia a Nossa Senhora, rezando o terço antes da missa das 19h00.

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Terço dos Homens – 13 de Junho 2020

Com o recomeço das Celebrações Comunitárias, regressa também o Terço dos Homens, no dia 13 de Junho.

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Folha Informativa 14-06-2020

Domingo XII do Tempo Comum (PDF)     TEXTO

A Folha Informativa volta a sair em papel. Está disponível à saída da Igreja.

 

Apresentação no templo, Giotto Bodone

 

A Virgem Maria, Zacarias, Simeão e Ana são os primeiros anunciadores da salvação que Ele veio trazer à Terra.
Ao seus nomes devemos juntar os nossos, porque também nós, com efeito, vimos e ouvimos o que disse e fez por nós o autor da vida.
É um compromisso que deriva do nosso Baptismo.
É um dever de gratidão. É a nossa resposta à gratuidade dos dons recebidos.
É, por fim, o acto mais excelente de caridade fraterna.

Monges Beneditinos Silvestrinos

 

 

 

Dizer Obrigada

Joan Chittister, In O sopro da vida interior, ed. Paulinas

Ecce Uomo, Mark Wallinger

«Se a tua única oração na vida for “obrigado”, isso bastará (Mestre Eckhart)». A gratidão não é apenas uma atitude de louvor, é também o elemento básico de uma verdadeira crença em Deus.
Quando inclinamos as nossas cabeças em sinal de gratidão, reconhecemos que as obras de Deus são boas. Reconhecemos que não podemos salvar-nos por nós próprios. Proclamamos que a nossa existência e todas as coisas boas que ela tem, não vêm do nosso expediente, fazem parte da obra de Deus.
A gratidão é o aleluia à existência, o louvor que ressoa através do Universo, como um tributo à presença de Deus, constante entre nós, incluindo neste momento.

Obrigado por este novo dia.
Obrigado por este trabalho.
Obrigado por esta família.
Obrigado pelo nosso pão de cada dia.
Obrigado por esta tempestade e pela humidade que ela traz à terra seca.
Obrigado pelas correcções que me fazem crescer.
Obrigado pelas flores silvestres que dão cor à ladeira.
Obrigado pelos animais de estimação que nos unem à natureza.
Obrigado pela necessidade que me mantêm vigilante em relação à tua generosidade na minha vida.

Sem dúvida, a gratidão ilimitada salva-nos do sentimento de auto-suficiência, que nos leva a esquecermo-nos de Deus.
O louvor não é uma virtude ociosa na vida. Diz-nos: «Lembra-te de Quem és devedor. Se nunca tiveres conhecido a necessidade, nunca virás a conhecer Quem é Deus nem quem és tu.»
A necessidade testa a nossa confiança. Dá-nos a oportunidade de permitir que os outros nos apoiem nas nossas fraquezas, dando-nos conta que, no fim, só Deus é a medida da nossa plenitude.
Quando conhecemos a necessidade, somos melhores seres humanos. Pela primeira vez, conhecemos a solidariedade para com os mais pobres dos pobres. Fazemos nossa a dor do mundo e devotamo-nos a trabalhar em favor daqueles que sofrem.
Finalmente, é a necessidade que nos mostra que é preciso muito pouco para se ser feliz.
Mal percebemos todas estas coisas, encontramo-nos face a face, tanto com a Criação, como com o Criador. É um momento de aleluia em que descobrimos Deus e a sua bondade para connosco.
Aprendamos a vir à oração com um coração de aleluia, para que ela possa ser sincera.

 

Cultivar a alegria de cada dia

José Tolentino Mendonça, In Nenhum caminho será longo

Um elemento que caracteriza a alegria é o facto dela não nos pertencer. É pessoalíssima, é completamente nossa, identifica-se connosco, mas não nos pertence. A alegria não nos pertence. A alegria atravessa-nos. A alegria é sempre um dom. A alegria nasce do acolhimento. A alegria nasce quando eu aceito construir a minha vida numa cultura de hospitalidade. Se insonorizo o meu espaço vital, se impermeabilizo a minha atenção, a alegria não me visita. A alegria é um dom da amizade acolhida.

A alegria não é programada. Não posso, por exemplo, dizer: daqui a um minuto vou-me rir. Não sei quando é que me vou rir. A alegria é um dom que me visita na surpresa, no não anunciado. E nesse sentido tenho de viver em hospitalidade. O meu coração é uma soleira, uma porta entreaberta. A minha vida vive do acolhimento amigável. Temos de adquirir uma porosidade, deixarmo-nos tocar, deixarmo-nos ligar pelo fluxo reparador da vida.

Há um filme de Ingmar Bergman em que uma personagem é uma rapariga anoréxica – e sabemos como a anorexia é uma forma de desistir da própria vida, de desinvestir afectivamente. A rapariga vai falar com um médico e ele diz-lhe isto, que também vale para nós todos: «Olha, há só um remédio para ti, só vejo um caminho: em cada dia deixa-te tocar por alguém ou por alguma coisa.» A alegria é esta hospitalidade.

Os dias sem alegria são completamente sem memória. Chegamos ao fim não lembramos um único gesto, uma única fase, um único encontro, uma única acção, não temos nada para contar. Tive de ver e de escutar muitas coisas, e de estar entre muita gente, mas não quis nada daquilo nem daqueles; não permiti que existisse um trânsito, um retorno; não abri o meu coração…
Há que transformar a nossa vida no sentido da hospitalidade. A amizade ensina-nos isso.

Não há alegria sem inocência. Mas inocência naquele sentido que apontava a escritora Cristina Campo: «Nós não nascemos inocentes, mas podemos morrer inocentes.» A inocência da infância espiritual é aquela inocência com a qual e pela qual podemos morrer: a inocência de um coração simples; da gratuidade; da confiança.

Se não tenho um coração de criança não sou herdeiro do Reino de Deus. Isto é, não sou herdeiro do reino da vida, não vejo cintilar, não vislumbro. E aqui, as crianças são exemplares porque elas entretêm-se com os pequenos nadas, que no fundo são as coisas mais sérias, as coisas donde colhem a luz. E nós precisamos disso. Precisamos dessa infância. De descobrir infâncias dentro de nós. Não é por acaso que todos os amigos são amigos da infância, mesmo aqueles que fazemos pela vida fora. A principal infância a testemunhar é essa futura.

Em vez de crescermos na severidade, na intransigência, na indiferença, no sarcasmo, na maledicência, no lamento, caminhemos suavemente no sentido contrário. Cresçamos na simplicidade, na gratidão, no despojamento e na confiança. A alegria tem a ver com uma essencialidade que só na pobreza espiritual se pode acolher.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

Folha Informativa 07-06-2020

Santíssima Trindade (PDF)     TEXTO

De acordo com as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa, enquanto durar a situação de pandemia fica suspensa a edição da Folha Informativa em papel.

 

Santíssima Trindade, Masaccio

A Solenidade de hoje não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas um convite a contemplar o Deus que é amor, família, comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.

No Evangelho, João convida-nos a contemplar um Deus cujo amor pelos homens é tão grande, a ponto de enviar ao mundo o seu Filho único; e Jesus, o Filho, cumprindo o plano do Pai, fez da sua vida um dom total, até à morte na cruz, a fim de oferecer aos homens a vida definitiva.

Dehonianos, 2020

 

 

 

Trindade: Deus é comunhão, vínculo, abraço

Ermes Ronchi , In “Avvenire”

Os nomes de Deus sobre o monte são um mais belo do que o outro: o misericordioso e piedoso, o lento para a ira, o rico de graça e de fidelidade. Moisés subiu com esforço, duas tábuas na mão, e Deus desconcerta-o e a todos os moralistas, escrevendo naquela rígida pedra palavras de ternura e de bondade.

Que chegam até Nicodemos, naquela noite de renascimento. Deus amou tanto o mundo, que lhe deu o seu Filho. Estamos no versículo central do Evangelho de João, num espanto que renasce sempre perante palavras boas como o mel, tonificantes como uma caminhada junto ao mar, entre salpicos de mar e ar bom respirado a plenos pulmões: Deus amou tanto o mundo… e a noite de Nicodemos, e as nossas, iluminam-se.

Jesus está a dizer ao fariseu medroso: o nome de Deus não é amor, é “muito amor”, Ele é “o muito-amante”. Deus, pela eternidade, considera o mundo, cada carne, mais importante que Ele próprio. Para me adquirir, perdeu-Se a Si mesmo. Loucura da cruz. Insanidade de Sexta-feira Santa. Mas por nós renasce: cada ser nasce e renasce do coração de quem o ama.

Experimentemos saborear a beleza destes verbos no passado: Deus amou, o Filho foi dado. Dizem não uma esperança (Deus amar-te-á se tu…), mas um facto seguro e adquirido: Deus já está aqui, impregnou de Si o mundo, e o mundo d’Ele está embebido.
Deixemos que os pensamentos absorvam esta verdade belíssima: Deus já veio, está no mundo, aqui, agora, com muito amor. E repitamo-nos estas palavras a cada despertar, a cada dificuldade, de cada vez que perdemos a confiança e se faz noite.

O Filho não foi enviado para julgar. «Eu não julgo!» . Que palavra explosiva, a repetir setenta vezes sete à nossa fé amedrontada! Eu não julgo, nem para sentenças de condenação nem para veredictos de absolvição.
Posso pesar os montes com a balança e o mar com a palma das mãos, mas o ser humano não o peso nem o meço. Salvar quer dizer alimentar de plenitude e, depois, conservar.

Deus conserva: este mundo e eu, cada pensamento bom, cada generosa fadiga, cada dolorosa paciência; nem um cabelo da vossa cabeça se perderá (Lucas 21,38), nem sequer um fio de erva, nem sequer um fio de beleza desaparecerá no nada.

O mundo é salvo porque amado. Os cristãos não são aqueles que amam Deus, são aqueles que acreditam que Deus os ama, que pronunciou o seu «sim» ao mundo, antes que o mundo diga «sim» a Ele.

Festa da Santíssima Trindade: anúncio que Deus não é em Si mesmo solidão, mas comunhão, vínculo, abraço. Que nos alcançou, e liberta, e faz erguer em voo uma pulsão de amor.

 

O relacionamento com Deus é gratuito, é uma relação de amizade

Papa Francisco, Maio 2020

Espírito Santo, Gustavo Doré

Na Igreja, no início, houve tempos de paz, como o diz tantas vezes: a Igreja crescia em paz e o Espírito do Senhor difundia-se; tempos de paz! Houve também tempos de perseguição, começando com a perseguição de Estêvão; depois Paulo, perseguidor, convertido e em seguida também perseguido… Tempos de paz, tempos de perseguição, e houve também tempos de perturbação.

A ressurreição de Cristo não dissolveu a lei antiga, levando-a a uma plenitude ainda maior?”
Dos doutores da Lei, Jesus dizia: «Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, pois percorreis mares e terras para fazer um só prosélito; e, quando o conseguis, fazeis dele um filho do inferno duas vezes pior do que vós mesmos». Jesus diz mais ou menos isto no capítulo 23 de Mateus.

Essas pessoas, que eram “ideológicas” mais do que “dogmáticas”, “ideológicas”, reduziam a Lei, o dogma, a uma ideologia: “Deve-se fazer isto, isso e aquilo”… Uma religião de prescrições, e com isto tiravam a liberdade do Espírito. E as pessoas que os seguiam eram rígidas, pessoas que não se sentiam à-vontade, que não conheciam a alegria do Evangelho.
A perfeição do caminho para seguir Jesus era a rigidez: “Há que fazer isto, isso, aquilo…”. Essas pessoas, esses doutores “manipulavam” as consciências dos fiéis, e ou tornavam-se rígidos… ou iam embora.

Por esta razão, repito muitas vezes, a rigidez não é do Espírito bom, porque questiona a gratuidade da redenção, a gratuidade da ressurreição de Cristo.
E isto é algo antigo: isto repete-se durante a história da Igreja. Pensemos nos pelagianos, nestes… nesses rígidos famosos. E também no nosso tempo vimos algumas organizações apostólicas que pareciam realmente bem constituídas, que funcionavam bem… mas todas rígidas, todas iguais umas às outras, e depois ficamos a saber da corrupção que havia dentro, até nos fundadores.

Onde há rigidez, não há Espírito de Deus, porque o Espírito de Deus é liberdade. E essas pessoas queriam dar passos, tirando a liberdade do Espírito de Deus e a gratuidade da redenção: “Para seres justificado, deves fazer isto, isso e aquilo…”. A justificação é gratuita. A morte e a ressurreição de Cristo são gratuitas. Não se pagam, não se compram: são um dom!

O caminho [o modo de proceder] é bom: os apóstolos reúnem-se em concílio e no final escrevem uma carta que começa assim: «Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais incumbência alguma», e conferem estas obrigações mais morais, de bom senso: não confundir o cristianismo com o paganismo, com a abstenção da carne oferecida aos ídolos, etc. E no final, os cristãos que estavam perturbados, reunidos em assembleia, receberam a carta e «quando a leram, alegraram-se pela exortação que ela infundia». Da perturbação à alegria.

O espírito de rigidez leva-nos sempre à perturbação: “Mas será que fiz bem isto? Não o fiz bem?”. O escrúpulo. O espírito de liberdade evangélica leva-vos à alegria, porque foi precisamente isto que Jesus fez com a sua ressurreição: Ele trouxe alegria! O relacionamento com Deus, a relação com Jesus não é assim, de “fazer coisas”: “Eu faço isto e tu dás-me aquilo”. Uma relação, digo eu – perdoai-me Senhor – comercial: não! É gratuito, tal como é gratuita a relação de Jesus com os discípulos.

Peçamos ao Senhor que nos ajude a discernir entre os frutos da gratuidade evangélica e os frutos da rigidez não evangélica, e que nos liberte de toda a perturbação daqueles que colocam a fé, a vida de fé sob as prescrições da casuística, as prescrições que não têm sentido. Refiro-me às prescrições que não têm sentido, não aos Mandamentos.
Que nos liberte deste espírito de rigidez, o qual nos tira a liberdade.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

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