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Folha Informativa 26-05-2019

Domingo VI da Páscoa (PDF)     TEXTO

Virgem Maria e Jesus, Master of Blinking Eye

Neste mês de Maria, peço a Jesus que me deixe sentar no outro braço da sua e nossa Mãe do Céu.

E, a Nossa Senhora, supliquei que me concedesse  a graça do seu colo, para que,
junto ao seu Coração Imaculado, aprenda a amar Jesus e, em Cristo, todos os meus irmãos..

Gonçalo de Portocarrera, Ao colo da melhor mãe do mundo

 

 

A morada de Deus em nós

Armindo dos Santos Vaz

O filho pródigo (pormenor), Rembrandt

Santa Teresa é mestra na experiência de Deus, partilhada com os leitores, convidados a darem sentido à vida.

Num mundo cada vez mais focado em ambições de poder e em omnipotências de ter e de prazer – que, ao fim e ao cabo, nos deixam talvez de coração vazio mas certamente reduzidos às imprevisíveis irrupções e aos inevitáveis embates da radical fragilidade humana –, o alerta de Teresa soa assim: não estamos ocos; somos habitados por Aquele que quer dar sentido último à nossa existência.

O ser humano de hoje tem dificuldade em encontrar Deus, talvez porque tem dificuldade em encontrar-se a si mesmo. Anda perdido ou distraído com o barulho mediático e informático à sua volta.

Santa Teresa propõe que entremos na zona mais nobre da nossa intimidade para aí reconhecermos o Deus que está à nossa espera. Enquanto Ele for «um estranho na nossa morada» ou nela for considerado uma presença irrelevante, estamos a ignorar algo determinante na vida: desperdiçamos a intimidade da morada de Deus em nós.

Para Santa Teresa, o ser humano é no seu interior “outro céu, onde só Sua Majestade mora”. É um ser «capaz de Deus», capaz de amar como Deus o ama: quando orienta a sua vida para Deus, seguindo o Jesus do evangelho, é mais fiel à sua verdade de humano.

Santa Teresa partilhou com os perdidos num mundo distraído o que ela, tão atenta, encontrou: um caminho e uma morada, precisamente os títulos de seus dois grandes livros. São as duas perspectivas fundamentais que qualquer vida precisa de ter para singrar orientada e com um objectivo que lhe dê felicidade autêntica. Ela percebeu que o que orienta e ilumina o “caminho” é o ardente desejo de habitar a rica e esplêndida “morada” definitiva. Percebeu o evangelho. Viu-se a si própria como morada do amor de Deus: «Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o “amará” e viremos a ele e estabeleceremos “morada” nele». Mas também viu Deus como morada para ela: Na casa de meu Pai há muitas moradas».
Quanto mais densa vida interior na oração, mais real será a entrega às causas humanas.

A experiência do Espírito remete sempre para o amor concreto. E a espiritualização autêntica redunda sempre em humanização. “E quando as obras activas saem desta raiz que é o interior, são admiráveis e muito cheirosas flores. Procedem desta árvore do amor de Deus; e só por ele, sem nenhum interesse próprio, espalha-se o odor destas flores para proveito de muitos; e é perfume que dura”.

Abertos às surpresas

Papa Francisco, 28.04.2015

Deus é o Deus das novidades: “Renovo todas as coisas”, disse-nos»; não compreendiam que o Espírito Santo veio precisamente para nos renovar e age continuamente para isso. Aliás, isto é assustador.

Na história da Igreja podemos ver desde então até hoje quantos temores suscitaram as surpresas do Espírito Santo. E a quem quisesse objectar: «Mas, padre, há novidades e novidades! Algumas, vê-se que são de Deus, outras não», respondo com as palavras de Pedro aos irmãos de Jerusalém, quando foi repreendido por ter entrado na casa de Cornélio: «Quando vi que a eles foi dado o que tínhamos recebido, quem era eu para negar o baptismo?».

Esta ideia está também presente no trecho da liturgia do dia sobre Barnabé, definido «homem virtuoso» e «cheio do Espírito Santo». Nos dois há o Espírito Santo, que faz ver a verdade.
O que, ao contrário, sozinhos não podemos fazer. Com a nossa inteligência não podemos, Podemos estudar toda a história da salvação, a teologia inteira, mas sem o Espírito nada podemos entender.

É precisamente Ele que nos faz compreender a verdade ou – utilizando as palavras de Jesus – é o Espírito que nos faz conhecer a voz de Jesus: “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, conheço-as, e elas seguem-me”».
A Igreja vai em frente graças à obra do Espírito Santo. É ele que age. O próprio Jesus disse aos apóstolos: “Enviar-vos-ei o dom do Pai, que vos fará recordar e vos ensinará”. Como?

Por isso, nos primeiros discursos, inclusive no de Estêvão, há uma releitura de todas as profecias. É obra do Espírito Santo, que faz recordar a história na óptica de Jesus ressuscitado: “e ele ensinar-vos-á o caminho”.

Como fazer para ter a certeza de que a voz que ouvimos é a de Jesus e o que temos vontade de fazer é obra do Espírito Santo? É preciso rezar. Sem oração, não há espaço para o Espírito; é necessário pedir a Deus que nos envie este dom: “Senhor, dá-nos o Espírito Santo para que possamos discernir em cada tempo o que devemos fazer”. Isto não significa repetir sempre a mesma coisa. A mensagem é a mesma: mas a Igreja vai em frente com estas surpresas, com estas novidades do Espírito Santo.

Estou ciente das objecções que poderiam ser feitas a este raciocínio: «Mas, padre, por que levantar tantos problemas? Façamos tudo como sempre fizemos, assim estamos certos». Esta hipótese poderia ser uma alternativa mas seria estéril; de “morte”. Mas é muito melhor arriscar, com a oração, a humildade, aceitar o que o Espírito nos pede para mudar de acordo com o tempo no qual vivemos: este é o caminho.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

 

Folha Informativa 19-05-2019

Domingo V da Páscoa (PDF)     TEXTO

Madre Teresa cuidando dos pobres

A convicção de que, quanto mais pobres são,  mais os pobres representam Cristo levava Madre Teresa e a sua ordem a uma essencialidade radical.

No interior dessa dimensão essencial, as suas almas,  em contraste com a vida austera, eram ricas.

Não seria essa a causa do seu optimismo contínuo e extremo?

Morihiro Oki, Madre Teresa: amor sem limites

 

 

A concretude do amor cristão

Papa Francisco, Meditações matutinas, 7 Janeiro 2019

Giotto di Bondone, Lava-pés

Precisamos da concreta loucura apostólica dos santos de todas as épocas — capazes de queimar a própria vida socorrendo os migrantes ou permanecendo entre os leprosos — para sermos realmente cristãos.

O apóstolo João na primeira carta aos cristãos apresenta-nos um bonito desafio: que recebamos de Deus tudo o que pedimos, contanto que observemos os seus mandamentos e façamos o que for do seu agrado. E isto significa que o acesso a Deus é aberto, a porta está aberta e a chave é esta: observar os seus mandamentos e fazer o que lhe agrada.

E o seu mandamento, o primeiro, o fundamento da nossa fé é que acreditemos no nome do seu Filho Jesus Cristo e nos amemos uns aos outros. Por isso, se crermos em Jesus Cristo e nos amarmos uns aos outros, abre-se a porta a Deus.(…)

Para crer em Jesus Cristo não é suficiente dizer: «Sim, padre, creio em Jesus Cristo, fito o crucifixo e nele vejo o Filho de Deus».
Na realidade, João vai além e diz: significa «crer que Deus, o Filho de Deus veio na carne e se fez um de nós».

Precisamente esta é a fé em Jesus Cristo: um Jesus Cristo, um Deus concreto, que foi concebido no seio de Maria, nasceu em Belém, cresceu como criança, fugiu para o Egipto, voltou para Nazaré e com o seu pai aprendeu a ler, a trabalhar, a ir em frente e depois a pregar.
Concreto, um homem concreto, um homem que é Deus mas homem. Não é Deus disfarçado de homem, não. Homem, Deus que se fez homem. A carne de Cristo. Tal é a realidade do primeiro mandamento.

Também o segundo mandamento é concreto: amar, amar-nos uns aos outros, amor concreto, não amor de fantasia, que talvez me leve a dizer: «Amo-te, quanto te amo!» mas depois, com a minha língua, destruo-te com as bisbilhotices: não, isto não!.
O amor é concreto. E os mandamentos de Deus são concretos, porque o critério do Cristianismo é a concretude, não as ideias nem as palavras boas. (…)

João é um apaixonado pela encarnação de Deus que entendeu o mistério de Jesus.
E foi precisamente a sua amizade com Jesus que o fez entender isto.
Na sua primeira carta, João escreve: «Não deis fé a todos os espíritos mas ponde-os à prova». E isto significa que quando te surgir uma ideia sobre Jesus, sobre as pessoas, sobre o que fazer, sobre o pensamento de que a redenção vai por aquele caminho, põe à prova tal inspiração.

De resto, a vida do cristão é concretude na fé em Jesus Cristo e na caridade, mas é também vigilância espiritual, porque te surgem sempre ideias ou falsos profetas que te propõem um Cristo “soft”, sem muita carne, e o amor ao próximo é um pouco relativo.
Assim, acabamos por dizer: «Sim, estes estão do meu lado, mas aqueles não».

Contudo quando estas derivas começam a insinuar-se, afastemo-nos.
E é por isso que a atitude do cristão deve pôr em primeiro lugar a fé: Cristo veio na carne e a fé está no grande mandamento, no amor concreto.
Em segundo lugar, é preciso prestar atenção e discernir o que acontece. E assim é oportuno discernir se me veio à mente fazer algo.
E discerni-lo com esta grande verdade: a encarnação do Verbo e o amor concreto.

Por isso, a vigilância espiritual é importante.
No final do dia o cristão deve reflectir dois, três, cinco minutos e dizer: “Mas o que aconteceu no meu coração hoje?”». Deve averiguar consigo mesmo não tanto se cometeu um pecado ou outro, pois isto diz respeito ao sacramento da reconciliação, mas o que aconteceu no seu coração, que inspiração teve, que vontade de fazer algo.
As perguntas a fazer a si mesmo são: «Isto significa permanecer no Senhor? É segundo o espírito do Senhor?».
Sem dúvida, às vezes alguém pode dizer: “Mas o que me veio à mente é uma loucura”; contudo, talvez seja uma “loucura” do Senhor.

Nesta perspectiva não devemos ter medo, mas discernir: o que acontece comigo. E quem ajuda a discernir é o povo de Deus, a Igreja, a unanimidade da Igreja, o irmão, a irmã, que têm o carisma de nos ajudar a ver com clareza.

Por isso, para o cristão é importante o diálogo espiritual com pessoas que têm autoridade espiritual: não é necessário ir ter com o Papa nem com o bispo para ver se o que sinto é bom: há muita gente, sacerdotes, religiosas e leigos que têm a capacidade de nos ajudar a ver o que acontece no nosso espírito, para não errar.

 

Arquivo de Folhas Informativas anteriores a 25.11.2018

 

 

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